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1ª Travessia do Recôncavo

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O velejador Haroldo Quadros, manda fotos e notícias diretamente das águas históricas do Rio Paraguaçu, contando como foi a I Travessia do Recôncavo, uma velejada festiva organizada pela Trimar Eventos Náuticos, com apoio do Aratu Iate Clube e que aconteceu neste sábado, 18/03, véspera de São José.

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Mais de 50 barcos atravessaram a Baía de Todos os Santos e adentraram o velho e apaixonante Paraguaçu, até o povoado de São Francisco do Paraguaçu, famoso pela bela construção do Convento Santo Antônio, tão cruelmente esquecido por quem de direito prometeu cuidar bem. Na chegada, a flotilha foi recebida pela banda Estaka Zero que botou fogo na galera. A noite será servido jantar de confraternização, nas dependências do Convento, e em seguida a premiação com muita música, pois baiano não deixa essas coisas passar em branco. Valeu comandante Haroldo, por mais essa.

E o Sol já passou por aí?

03 - março (236)

Sérgio Netto, Pinauna, é um cabra arretado de sabido dos segredos da natureza e uma das minhas boas fontes de informações sobre navegação na Baía de Todos os Santos. O professor se tornou meu amigo, acho que por ter gostado de meus cabelos brancos, e de vez em quando me presenteia com raridades literárias do mundo náutico, que guardo com muito carinho. Pois bem, o velejador, geólogo e bom baiano, que já velejou os oceanos do mundo de trás para frente e de frente para trás e tem até um rico acervo de escritos das suas estripulias pelas águas desse planetinha metido a besta, recentemente me enviou um email, comentando a postagem A parada agora é com a La Niña, afirmando ele, que a Menina andina vem sim disposta a fazer estragos e quem quiser que aposte contra. Sabe o que mais ele disse? “Aqui na terrinha, Salvador/BA, a única novidade é que a declinação do sol coincide com a nossa latitude neste final de semana, 22 e 23/10, o que quer dizer que ao meio-dia, hora verdadeira local, que neste fim de outubro será às 11:18, o sol passa verticalmente pela nossa cabeça, isto é, neste horário a altura observada do sol será 90°. Isso dá uma insolação de tirar o couro de qualquer niña”. Sabendo ele que estou aboletado em um ranchinho de praia na minha Enxu Queimado, disse que se eu quisesse calcular o meio dia verdadeiro por aqui, que deve ser 11 minutos (11 horas e 07 minutos no final de outubro) antes da capital do Senhor do Bonfim, poderia fazer uma experiência bem interessante: “neste horário, exatamente, olha o sol no fundo de uma cacimba, que fica completamente iluminada: uma linha saindo do centro do sol para o centro da terra passa pela latitude que coincide com a declinação. Para a latitude de Enxu a latitude e a declinação se coincidiram em 6 de outubro”. Bem, como o sol já passou por aqui e eu nem percebi, agora vou esperar ele voltar para o norte, que, segundo Pinauna, é coisa para o mês de fevereiro de 2017, e vou ficar de olho no fundo da primeira cacimba que encontrar. “Privilégio de quem mora entre os trópicos”.  

O mar da Bahia é de festa

14650536_1758047811121517_3134667356984493729_nSe a turma da vela Brasil afora acha que no mar da Bahia festa boa somente a regata Aratu/Maragojipe, pode ir tirando o cavalinho da chuva, porque regata na Bahia tem uma atrás da outra e cada uma gostosa que só vendo. Pois bem, dia 22 de outubro, sábado próximo, tem uma das mais tradicionais e animadas que é a Regata da Primavera, que esse ano comemora a 41ª edição.

14494868_1752933068299658_3782309122621197546_nA regata larga da Ponta de Humaitá, um dos mais belos cartões postais de Salvador, e tem a linha de chegada na praia de Mutá, um pequeno paraíso no Canal Interno de Itaparica. A festa da premiação, em Mutá, será animada pela banda Diamba, pois na Bahia regata tem que ter festa, e festa para valer. As inscrições podem ser feitas no Saveiro Clube da Bahia – clube promotor do evento, Aratu Iate Clube e Marina Aratu. Rapaz, essa regata é das boas!

Regata Aratu Maragojipe

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Está chegando o dia da festa maior do Iatismo na Bahia! 47ª REGATA ARATU-MARAGOJIPE. Se você deseja participar, acho bom se adiantar. Informações adicionais veja no site: www.aratumaragojipe.com.br

Regata Aratu/Maragojipe – Relato de um tripulante

IMG_7971A Regata Aratu/Maragojipe, promovida pelo Aratu Iate Clube, em parceria com a Via Náutica Consultoria & Eventos, acontecerá dia 20 de agosto e com a proximidade dessa que é a 47ª edição, publico o texto de Antonio Lima, tripulante do veleiro baiano Desmantelo, do comandante Adriano Hora, relatando de forma bem humorada a participação dele na edição de 2011.

Toda vez que me olho, percebo que meus joelhos já não são mais os mesmos. Correr só com tênis especiais. Aventuras na chapada só com muito planejamento, mas meu espírito de aventura continua o mesmo da minha juventude. Talvez, seja esta minha melhor forma de me atualizar e me reciclar. Apreender nos erros, pois pior é não ter tentado. Vou contar.
Meu amigo e compadre Adriano comprou um veleiro. O Desmantelo. Este é o seu nome. Nada mais apropriado, pois segundo ele, desmantelo: “É vida, alegria e quebra de regras”. Pois é. Quando ele me fez o convite para participar de sua tripulação na regata aceitei o convite de cara, pois aventura é comigo!
Agendamos dia e hora. Encontramo-nos numa espécie de congresso técnico no Aratu Iate Clube, regado a coquetel muito alegre e divertido. Adriano (a partir daqui, pela ordem, capitão!) formava comigo a equipe que na manhã seguinte estaria velejando pela Baia de Todos os Santos rumo a Maragojipe.
Após o show saímos para dormir no barco. Pegamos uma espécie de taxi náutico que nos levou ao barco ancorado num boia com o nome esquisito que não consegui gravar o nome. Aos meus roncos, sob protesto do capitão na manhã seguinte, rumamos à boia de largada. No meio do caminho tivemos um pequeno problema de falha do motor, logo resolvido, mas claro com a tradicional ansiedade do capitão, quase ficávamos a deriva, mas tudo se resolveu. Rumamos à boia.
Ao chegarmos ficamos rodando em círculos aguardando o sinal da largada, pois barco não tem freio de mão, ou seja, não fica parado.
Dado a largada da nossa bateria, começamos a velejar, mas e o vento? Sumiu. Uma calmaria tomou o início da prova. Sem vento, velejar passa a ser caçada. Só que de vento, jargão que aprendi nesta regata junto, proa, popa, calado, vela de popa e muitos outros que enriqueceram meu vocabulário.
Após caçarmos bastante, conseguimos pegar o rumo de Maragojipe. Claro que o capitão indo à loucura em busca de uma melhor posição. Ele estava para “pirão”, ou seja, ele queria ficar pelo menos na primeira divisão. Para mim era mais uma aventura. Mas, comando é comando, ouvi atentamente todas as ordens que vinham em minha direção. Içar velas! Mudar de lado! Manter o leme! Verificar posição de boias de localização! Enfim, me senti assinando um contrato novo de venda de imóvel, pura pressão!
Diante de todas as dificuldades pela nossa inexperiência, inclusive do capitão, conseguimos chegar à entrada do Rio Paraguaçu, mas ainda estávamos na metade do caminho. Nova calmaria, mas chegamos. O Desmantelo sofreu muitas avarias. O capitão ficou decepcionado, pois quase foi para segunda divisão, mas com muita garra o importante foi completar a prova na vela. Valeu capitão!
Tirei desta aventura, algumas lições:
1. Como impressiona o silêncio. Quando todos os barcos desligaram o motor, o silêncio é total. Como somos barulhentos. Fiquei refletindo sobre isto durante o retorno.
2. Planejamento é fundamental. Pecamos por não termos montado uma estratégia de trabalho. Delegação de tarefas. O tradicional plano “B” no caso de ocorrências.
3. Velejar é paciência, logo o controle da ansiedade é fundamental para o sucesso de uma regata.
4. Trabalhar em equipe é fundamental. Bordão fatídico, mas verdadeiro! Fomos pegos pela fadiga mental associada à ansiedade costumeira do meu querido capitão! Fomos penados neste quesito.
5. Às vezes é melhor participar do que competir, principalmente quando ainda não desenvolvemos habilidades especificas necessárias em uma regata, ou seja, tínhamos habilidades para velejar, mas para competir não!
Assim, diante de tamanha aventura, mas uma vez obtive aprendizado. Fortaleci meu elo com Adriano, grande amigo e parceiro, talvez a maior lição. Revi muitos amigos na regata, Cicinho, Almir, Dondon, Aline e muitos outros, por exemplo. Convivi no mundo da vela, onde o senso de amizade e cooperação é muito forte. Espero participar de novas experiências. Viver é me manter jovem na alma, pois para os joelhos existe anti-inflamatório. Minha alma continua leve. Valeu capitão!

Praia de Caboto

03 - março (139)

Dia desses um amigo perguntou o que eu achava da navegada até a praia de Caboto, localizado logo após a Ilha de Maré, dizendo ele que desejava ir até lá em seu veleiro. Como foi uma pergunta feita em cima da bucha e já estávamos envolvidos pela segunda garrafa de cerveja gelada, meus neurônios bateram cabeça por míseros segundos, na tentativa de me abastecer de argumentos, e antes de pousar o copo americano sobre a mesa – pois cerveja boa é em copo americano –, eu já estava com a resposta na ponta da língua, mas me ative antes que ela saísse e ele interpretasse como besteira besta.

03 - março (144)

Caboto está entre os poucos destinos que ainda não fiz a bordo do Avoante e talvez fique sendo assim, porque não tenho nenhuma vontade de fazê-lo. No comecinho de março de 2016 fui até lá de carro, para ver o que eu estava perdendo, e sinceramente não achei que estava perdendo muita coisa. E olhe que é difícil eu fazer críticas aos destinos navegáveis da Baía de Todos os Santos e principalmente das cidades e povoados do Recôncavo. Para mim não existe nada melhor no mundo a ser navegado do que as águas da Bahia! Mas como eu não conheço o mundo, dou o dito como verdade.

03 - março (163)

Fui conhecer Caboto quando de minha pretensa excursão rodoviária até o Museu Araújo Pinho, que foi publicada aqui dia 10 de maio com todos os pormenores. – Museu? – Que museu? Caboto tinha tudo para ser uma gracinha de lugar, mas por ser distrito de um município rico emergente, devido a arrecadação delirante vinda no rastro da lama petrolífera, mais parece uma cidade jogada as traças. Conheço várias cidades e povoados brasileiros com essa triste sina, inclusive no meu Rio Grande do Norte. O dinheiro entra nos cofres municipais pelas tubulações, saem pelo esgoto e quem quiser que reclame ao bispo, pois o juiz já está abarrotado de quebra cabeças para resolver e a coisa é igual a cantiga da perua, de pior a pior.

03 - março (153)

Os guias náuticos que mapeiam a Baía de Todos os Santos dizem que a navegação até lá é feita em águas rasas, tranquilas e que merecem atenção redobrada, devido a existência de bancos de areia. Na ancoragem deve ser observada a variação da maré e o mais indicado é que seja permanência apenas diurna. Na maré baixa fica quase impossível o desembarque, porque a faixa de lama é extensa e é preciso pular diversos obstáculos de línguas negras.

03 - março (155)

Dizem que alguns barzinhos servem moquecas e mariscos deliciosos, porém, não pude comprovar, pois encontrei todos fechados. Uma igrejinha no centro da praça, que também serve de Centro Comunitário, reverenciado São Roque, é talvez a melhor referência turística. Porém, o que mais me chamou atenção foi a ruína de uma casa tomada pelo mato e que ninguém soube informar do que se tratava. Tentei entabular uma conversa com dois idosos moradores que encontrei na praça, mas eles de nada sabiam, a não ser que quando se entenderam por gente a ruína já existia. Pesquisando por aí soube que era uma região açucareira e que existiam vários engenhos. Será essa uma de suas ruínas?

03 - março (151)

Não esperei para ver, até porque desejava conhecer o museu, mas o pôr do sol deve ser bonito em Caboto e a maré cheia deve dar outro animo ao pequeno povoado. Talvez a proximidade com os monstruosos conglomerados industriais e os vários portos que cercam a região, contribua para o mal trato existente por lá.

03 - março (158)

E pode até ser que eu esteja sendo rígido demais em minhas críticas ao povoado que me recebeu durante uma hora de visita, mas o que eu vi foi isso e como diz o ditado: A primeira impressão é a que fica. Sabe o que tenho a dizer ao amigo que perguntou o que achava da navegada até lá: Que ele vá e depois me diga o que achou.

A Regata de Casais do Aratu Iate Clube foi sucesso

148Foi uma festa bonita a 12ª Regata de Casais promovida pelo Aratu Iate Clube no dia 14/05. Os trinta e seis barcos que alinharam na largada coloriram a Baía de Aratu e encheram de alegria o percurso de pouco mais de oito milhas. Não foi uma prova das mais fáceis, porque o vento contra, no canal, e a maré de vazante obrigaram os comandantes e suas imediatas a colocarem em prática toda a técnica de aprendizado acumulada ao longo dos anos de mar. O canal do Aratu é uma excelente sala de aula para o velejador. O veleiro Marujos, do comandante Gerald Wicks, levou mais uma vez o troféu Fita Azul – o primeiro barco a cruzar a linha de chegada.

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Como o que é bom no mar tem que continuar em terra, a festa de premiação, nas dependências do clube, foi simplesmente maravilhosa, com um delicioso jantar de comidas italianas e música ao vivo que fez aflorar todo o romantismo deste dia que deve ficar marcado na história do clube.

O Resultado foi assim:

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