Arquivo do mês: novembro 2015

Do mundo dos canaviais

20151128_133216Bebo num sinhô, di veis im quanto dô umas bicadinhas qui ninguém é di ferro! I muto menus essa matéra é prumode de jabá, pois sim um comentarim di uma mardita boa da bixiga.”

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Pois é, acho que já falei por aqui que de vez em quando pego o carro de apoio do Avoante e dou uma passeadas pelas bandas de Natal/RN, meu rincão abençoado e onde mora minha Ceminha. Nessas viagens, muitas vezes sem eira nem beira, vou parando aqui e acolá e tentando entender os segredos e me encantando com as belezuras que margeiam as estradas desse Brasil de meu Deus. Vejo muita coisa que até duvido que ainda esteja existindo nos dias modernosos de hoje, mas sobre isso garanto que depois falarei, mas apenas no dia que me der na telha. Hoje o assunto é cachaça e cachaça da boa. Nas minhas últimas idas e vindas estradeiras, sempre que cruzava o município alagoano de Campo Alegre, terra de canaviais a perder de vista, ficava encantado com a construção em estilo rústico e que se denunciava como uma futura destilaria. Fui e vim várias vezes, a construção ficou pronta, porém, o tempo, a hora e a estrada não me deixavam parar para espiar com mais zelo e degustar o que ali era produzido. Em outubro, depois de retornar de uma viagem a Pernambuco e com o tempo sobrando, decidi parar de uma vez por todas para conhecer o que já devia ter conhecido há muito tempo.

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O Engenho Caraçuípe merece sim ser visitado e tem muito a mostrar, inclusive para quem deseja apenas fazer boas fotografias. No espaço foi montado uma lojinha onde são vendidos os produtos da casa, de artesões da região e ainda pode-se degustar a cachaça. Como eu estava dirigindo, a tarefa da degustação foi encarada com muito “sacrifício” por Lucia, que aprovou e reaprovou. A cachaça Caraçuipe é vendida na versão prata e ouro em garrafas de muito bom gosto e que destaca o produto. Como eu estava dirigindo e não pude degustar na hora da visita, comprei as duas versões para enriquecer a adega do Avoante e de vez em quando tiro um traguinho para alegrar o paladar. 

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Campeonato Baiano de Vela de Oceano

imageAmanhã, 28/11, acontece mais uma rodada do Campeonato Baiano de Vela de Oceano, sob o comando da FVOBAFlotilha de Veleiros de Oceano da Bahia. Serão três regatas Barla – Sota, com largadas nas proximidades da praia de Inema, em frente a Ilha de Maré, a partir das 12 horas. A entrega de prêmios e encerramento será às 18 horas no Aratu Iate Clube.

Curiosidades

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O porta-aviões nuclear americano USS George Washington, atracado na Baía da Guanabara a espera de um exercício militar entre as marinhas do Brasil, Chile, Peru e México, virou atração turística no Rio de Janeiro e tem feito muito motorista levar para casa cinco pontos na carteira. O problema com os motoristas é com a Polícia Rodoviária Federal que pune os desavisados, como também os avisados, quando esses param sobre a Ponte Rio – Niterói para tirar um retratinho do mostro de guerra americano. O USS George Washington que chegou ao Rio dia 24/11 é um super navio militar da classe Nimitz, movido a propulsão nuclear e também turbinas a vapor e a diesel, com 333 metros de comprimento, 77 metros de largura, 11,3 metros de calado, autonomia ilimitada, carregado de 90 aeronaves e tripulado por mais de 6 mil homens. Todas essas credenciais atiça a curiosidade e muita gente quer guardar uma lembrança de sua passagem, nem que seja em forma de uma multa de trânsito. 

A rainha das frutas tropicais

20151027_10244920151027_102556Vamos falar de manjar? Essa fruta aí, originária da região tropical do sudeste asiático, e que segundo os nativos, é a fruta mais saborosa do mundo, se chama Mangostão. Os asiáticos consideram como a “rainha das frutas tropicais”, um “manjar dos deuses” e já foi até comparada ao néctar e à ambrosia, alimentos dos deuses do Olimpo grego. A árvore do mangostão custa a frutificar – em torne de 10 anos –, porém, nada que avexe a vontade de um produtor em ter a melhor fruta do mundo em seu quintal. Hoje, graças as habilidades dos imigrantes orientais, a fruta pode ser encontrada e saboreada no litoral brasileiro, principalmente Bahia, Pará e São Paulo. Segundo o Wikipédia – de onde tirei essas informações, o mangostão possui propriedades antioxidante, antitumoral, anti-inflamatória, antiviral, antifúngica e antibiótica, além de ser rico em vitaminas e minerais. Ufa! Lucia é uma apaixonada pelo mangostão e sempre que navegamos pelos mares do sul da Bahia, principalmente Camamu – que foi onde conhecemos a fruta – ela bate a feira de ponta a ponta em busca da “melhor fruta do mundo”. Na viagem que fizemos a bordo do Compagna não faltou esse manjar a bordo. E você, já teve a alegria de saborear o mangostão?

Numa manhã de sol a beira mar

Novembro (161)

Um banho de sol nunca é demais, ainda mais depois de alguns dias chuvosos. Ilha de Itanhangá/Angra dos Reis.

Foi culpa da mardita!

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Acidentes hilários, no mundo náutico, acontecem em qualquer recantinho que exista um tiquinho de água para navegar e quase sempre os prejuízos materiais são enormes, enquanto o comandante e seus tripulante saem por aí contando vantagem. Em fevereiro de 2015 – notícia que incrivelmente chegou atrasado ao mundo internético – o comandante desse cargueiro russo, uma montanha de ferro de 7 mil toneladas, meteu a cara no rum, depois de receber uma ligação particular – será que foi decepção amorosa? – perdeu o rumo e enfiou o navio numa costa rochosa da península escocesa de Ardnamurchan.  O cargueiro que navegava de Belfast, na Irlanda do Norte, para a Noruega, não serviu mais para nada e teve que ser encaminhado para o desmanche. Mas não precisamos ir muito longe, porque de vez em quando escutamos resenhas de embarcações estrepadas nos bancos de pedra ou areia em nossas águas. Esse moído fui buscar do site Popa.com.br, que já pescou do site da revista Veja e assim a notícia vai varando o mundo.

Registros e lembranças de uma velejada

Outubro (80)

VIAGEM NO VELEIRO COMPAGNA

DIÁRIO DE BORDO

No final de outubro de 2015 embarcamos no veleiro Compagna, um Delta 36, a convite do comandante Braz, para levá-lo de Salvador a Paraty. Foi uma viagem maravilhosa em que registrei dia a dia em um diário.

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1º dia – 24/10

Saída do Aratu Iate Clube às 8horas e 40 minutos no rumo de Camamu/BA. A bordo os proprietários Braz e Cris, eu e Lucia. Vento ESE e mar de almirante. Velejada tranquila, porém, Braz e Cris tiveram leve desconforto com o fatídico enjoo, mas nada que tirasse o sossego de nossa velejada. Afinal de contas era o primeiro contato deles com o mar aberto e era de se esperar que o enjoo desse o ar da graça. Um peixe se encantou com a isca artificial e teve que ser embarcado. Chegamos à barra de Camamu com maré de enchente e às 21h20minutos jogamos âncora em frente à casa da saudosa Dona Onília Ventura, na Ilha de Campinho.

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2º dia – 25/10

Acordamos cedo, tomamos café e desembarcamos para rever e abraçar Aurora, uma das pilastras da Ilha de Campinho e, para mim, a melhor referência da Baía de Camamu. Em seguida fomos de botinho até a Ilha de Goio, onde passamos bons momentos entre banhos de mar e bate papo com o proprietário do único restaurante da pequena ilha, mais conhecido como Sr. Goio, que é uma figura. Retornamos ao Compagna para almoçar uma moqueca, preparada por Lucia com o peixe que pescamos. No fim da tarde eu e Lucia desembarcamos para despedir de Aurora e retornamos ao Compagna para o sono dos justos. Continuar lendo