Arquivo da categoria: assuntos e assuntos

A energia de Éolo

4 Abril (151)

Dia desses ouvi comentários de pitaqueiros afirmando que o Rio Grande do Norte havia excedido sua capacidade de produzir energia eólica e por isso não seria beneficiado com novos parques. Da minha varandinha, olhei para as palhas dos coqueiros, que não paravam de bailar, sopradas pelos alísios do Nordeste e dei risadas. Pense num povo para inventar histórias! Ora bolas, em matéria de ventos o Rio Grande do Norte é todo poderoso, tanto é, que ocupa a primeira posição, com 135 parques instalados, produzindo 3.678,85 MW,  bem distante do segundo colocado, que é a Bahia, com 93 parques que produzem  2.410,04 MW e em terceiro vem o Ceará, com 74 parques produzindo 1.935,76 MW de capacidade instalada, segundo dados divulgados nesta quinta-feira, 15/02, pela  Associação Brasileira de Energia Eólica, em que coloca o Brasil na 8ª posição do ranking mundial com 52,57 GW de capacidade instalada. Em primeiro lugar está a China com 188,23 GW. O segmente eólico responde por 8,3% da energia produzida no Brasil, enquanto as hidroelétricas produzem 60,9%. Os parques eólicos localizados no Nordeste, no mês de setembro de 2017, foram responsáveis por 64% da energia consumida na região. Agora se os pitaqueiros, que escutaram o grilo cantar sem saber aonde, dissessem que todo esse potencial energético está andando a passos de tartaruga, seria uma verdade, pois os leilões de novos parques ficaram parados em 2016 e 2017 e esse desmazelo terá reflexos nos resultados de 2019 e 2020. Segundo estimativas, o Brasil tem potencial eólico superior a 500GW.   

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E a seca medonha arrumou o bisaco

mapservÉ chuva seu menino, é chuva! O tempo fechou na grande maioria do território brasileiro e depois das lapadas de chuva sobre o Rio de Janeiro, após o Carnaval, São Pedro abriu as torneiras sobre o Rio Grande do Norte, que andava bem sofrido. O que é de açude e barreiro já deve está botando água pelo ladrão, e o que tem de trator cortando terra para plantar milho e feijão é coisa arretada de ver. Se for nessa pisadinha, o São João vai ser animado que só vendo! E que venha mais chuvas, coriscos e trovões, e parece que vem, pois as imagens dos satélites estão animadoras.

Mestre Silicrim, um bordo na história

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Benedito Raposo Teixeira, navegador, construtor de barcos artesanais e ambientalista maranhense, conhecido como Mestre Silicrim, foi uma lenda viva enquanto cruzou solitário as águas de um dos Estados mais lindos desse Brasil amalucado. Após sua morte, ocorrida dia 11 de fevereiro deste ano, em pleno período carnavalesco, entrou para o panteão da história e se apossou de uma das poltronas reservadas aos mitos. Não conheci o Mestre Silicrim, mas ouvi e me encantei enquanto ouvia suas histórias contadas em alegres bate papos com o amigo Sergio Marques, conhecedor como poucos das coisas das águas do Boi. Inicialmente a historia da morte do Mestre falava em acidente náutico com a explosão de bujão de gás, ocorrido na praia de São Lucas, município de Cururupu, porém, as primeiras provas colhidas após a chegada da polícia, o que era acidente passou a ter fragmentos concretos de um crime de homicídio e diante dos fatos e provas, a companheira de Silicrim foi parar atrás das grandes sendo acusada do crime. Veja a matéria completa no, site Icurupupu   

Polícia do Pará prende assassino de Peter Blake

sir-peter-blake-no-rio-de-janeiroO caso Peter Blake, velejador neozelandês assassinado no Amapá, em 2001, ganhou mais um capítulo nesta quarta-feira de cinzas, 14/02, e pelo que conhecemos do nosso benevolente, permissivo, ou sei lá o que sistema jurídico, por aí vem mais coisas vergonhosas. A polícia do Pará prendeu, durante uma revista de rotina, o assassino condenado a 35 anos, porém, foragido há 16 anos. O neozelandês, considerado o maior velejador do mundo, bicampeão da America’s Cup, na época do crime liderava uma expedição científica a bordo do veleiro Seamaster, que percorreria várias partes do planeta, inclusive os rios da Amazônia. Numa ancoragem em Macapá, o Seamaster foi invadido pelos bandidos e durante uma troca de tiros, o velejador, que tinha uma arma a bordo, foi morto. O crime repercutiu no mundo inteiro, criou embaraço para o governo e até hoje mancha a história da náutica brasileira. Fonte: G1         

Chuvas de cinzas

br1O Carnaval 2018 já é passado e agora é chegada a hora de contar os causos e fuxicar com as resenhas, como, também, já está mais do que na hora desse blogueiro temporão deixar a preguiça de lado e botar a engrenagem dos miolos para funcionar, pois o ano já vai alto. – Tome tento, cabra! Pois bem, para lavar a sujeira espalhada pelos foliões de língua afiada com os erros do alheio, vou falar de chuva, que é coisa boa para encher de esperanças o coração do sertanejo valente, de um Brasil que tem andado meio amalucado.  O gráfico do CPTEC/INPE, para essa quarta-feira de cinzas, indica um mar de nuvens e zilhões de litros de água saindo das torneiras de Pedro. Da minha varandinha praieira observo com alegria a barra escura de nuvens se formando nas bandas de barravento e, de vez em quando, escuto o roncado distante do deus do trovão, despertando a fauna e a flora, e arregalando os olhos dos papangus. Eita que é bom, o cheiro de terra molhada e o vento molhado dos tempos chuvosos! – E para o povo do mar? também vai estar bom, pois, tirando uma ressaca aqui, outra acolá, entre o Sul e o Sudeste, as lentes dos satélites indicam um mar de mansidão nos terreiros de Netuno. Vamos que vamos, mas antes de fechar o firo, vamos ver o que dizem os meninos do CPTEC: 

Nesta quarta-feira (14/02), ocorrerão chuvas localmente fortes no norte do MS, sul de MT, centro-norte de SP, sul de MG e sul do RJ, principalmente no período da tarde. No litoral norte de SP, em grande parte do Nordeste, centro-norte do PA e no AP o dia será com bastante chuva, que ocasionarão acumulados significativos em algumas áreas. Em grande parte do AC, sul do AM, e norte e oeste de RO, ocorrerão pancadas de chuva localmente fortes que virão acompanhadas de descargas elétricas e rajadas de vento pontuais.
Obs: Texto referente ao dia 14/02/2018-09h17

Lua, oh lua….

11 Novembro (227)

O que seria de nós, se não fossem as paixões? O que seria das paixões, se não fossem os sonhos? O que seria dos sonhos, se não fossem as curiosidades? O que seria das curiosidades, se não fosse nossa mente carregada com um turbilhão de emoções desconexas, mas que se agrupam com um simples click. Os baianos do Chiclete com Banana um dia cantaram assim: “…No mistério das estrelas, tento sonhos desvendar/entre lumes e cometas, vou ao espaço procurar/as lembranças tão perdidas, nos meus medos/ as mensagens que escorrem, entre os meus dedos/ viajando no luar, vou tentando te encontrar…”. Quantas luas viveremos? Não sei, pois isso são mistérios escritos nas estrelas,  mas que o nosso satélite natural é fascinante, isso ninguém duvida e tudo que vem no rastro de sua imagem flutuante no manto escuro do céu é um bálsamo para nossas viagens transcendentais. Hoje, 31/01, é dia de cascaviar nos mais recônditos recantos da imaginação e olhar para Lua de São Jorge, das bruxas, dos lobos, dos namorados,  dos magos, ou seja lá o que vier no imaginário do prateado dos seus raios, e o observar a beleza de mais uma Lua azul, que em alguns lugares do planetinha Terra se transformará em Lua de sangue, apelido que deram ao eclipse que ocorre durante a Lua azul. A última Lua de sangue avistada aconteceu em 1866 e quem não avistar hoje, terá que esperar até 31 de janeiro de 2037. Bem, antes de você abrir um vinho, ou colocar as cervejas para gelar, com a intenção de ficar com os olhos vidrados na Lua, é bom que se diga que no Brasil apenas os moradores de algumas cidades do Acre poderão apreciar a Lua de sangue, o restantes dos mortais das terras de pindorama terão que se contentar com o azulzinho dos raios. – E o que é Lua azul? – Vixi, esqueci de contar! É quando nosso satélite natural está em uma órbita mais próxima de nossa cabeça de vento, o que a torna 15% mais brilhante.    

Acidente marca a VOR no mar da China

vestas-11th-hour-racing-compete-in-the-around-the-island-raceUm acidente no mar da China tirou a alegria da chegada da  quarta etapa da regata Volvo Ocean Race, em Hong Kong, na noite de sexta-feira, 18/01. O veleiro da equipe Vestas chocou-se com um barco de pesca, a 30 milhas da linha de chegada, causando a morte de um dos tripulantes do pesqueiro.

trafego-hong-kongA imagem ao lado mostra o movimento de embarcações no dia fatídico. Não é fácil cruzar a mais de 20 nós de velocidade, perpendicularmente, um pedaço de mar com um tráfego monstruoso de embarcações, que em sua maioria trabalha de forma artesanal e sem dar muito cabimento para regras de navegação. Quem já teve a oportunidade de navegar em áreas de pesca sabe que a coisa não é de brincadeira. Quem já participou da Refeno deve lembrar muito bem da bronca. Li alguns comentários nas redes sociais e me espantei com os julgamentos, muitos deles baseados nas teorias das regras de navegação e feitos por pessoas com pouca, ou nenhuma, afinidade com o cotidiano de uma embarcação, porém, o que mais me assustou foi ler comentários desairosos de navegantes experientes, como se no mar nada fosse além das certezas, das regras e dos feitiços malabarescos dos brinquedinhos modernosos. A VOR é uma prova que leva o homem e as embarcações ao limite do extremo e infelizmente em competições desse porte acontecem acidentes e muitos com vítimas fatais. Que venham as prevenções para as próximas etapas, mas o risco é uma constante.