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O Rio Grande do Norte no topo do surf mundial

Italo Ferreira

O surfista potiguar, Ítalo Ferreira, natural da Praia de Baía Formosa/RN, é o novo campeão mundial de surf, conquistado hoje, 19/12, nas ondas de Pipeline, point sagrado do surf. Essa é a 4ª vez, em seis anos, que um surfista brasileiro sobe ao alto do pódio. Em segundo lugar ficou o também brasileiro, e campeão de 2018, Gabriel Medina. É o Brasil no topo do surf mundial e fazendo história! 

Aviso aos navegantes

11 Novembro (209)

A Marinha do Brasil anuncia ventos de sudeste de 61 km/h e ondas que podem atingir 2,5 metros de altura, no litoral entre Rio Grande do Norte e Maranhão, a partir desta sexta-feira, 20, até terça-feira, 24/12. As Capitanias dos Portos pedem que as embarcações menores permaneçam no porto e que os comandantes das demais embarcações observem os avisos de alerta.  

Calma, é peixe!

Peixe-penisRapaz, não me canso de ouvir o eco das palavras de Pedrinho de Neném Correia, cabra bom e forjado nas dunas e mar da praia de Enxu Queimado/RN, quando ele diz que no fundo do mar tem todo tipo de ser vivente e mais um bocado para tocar gaita.  Pois num é que nas praias californianas de Tio Sam, depois de uma tempestade acontecida neste mês de dezembro, se danou a aparecer um tal “peixe-pênis!”. Como diria minha amiga Laurinha: Pronto, não falta mais nada! O “car…”, desculpe, o “peixe-pênis”, apelidado assim pelo formato, foi cientificamente batizado por Urechis caupo, e segundo os estudiosos, o “maranh..”, desculpe novamente, o bicho tem evidencias fósseis que datam mais de 300 milhões de anos. Na verdade o indecente é um tipo de verme invertebrado que vive em tocas de solos lamacentos e arenosos no fundo do mar e podem ser encontrados não só na costa oeste norte-americana, mas também no Japão, Coréia do Sul e China. O bicho também é conhecido por “verme gordo hospedeiro” e fora da toca são presas fáceis e servem de alimentos para lontras, gaivotas, tubarões e até seres humanos –já viu né? –, pois não existe restrição ao consumo e a forma de consumi-ló fica a critério de cada um. Quer mais detalhes? Pois lá vai! Segundo conta a matéria do G1, os peixes-pênis tem 20 cm de comprimento, vive em tocas que podem ter vários metros de profundidade, são criaturinhas inofensivas, vivem em torno de 25 anos, se alimentam de plânctons, bactérias e outras partículas do fundo do mar, que são capturadas por uma espécie de rede gosmenta produzida pelo peixe. Aliás, quem for inventar de dar uns mergulhos no mar da Califórnia é bom tomar alguns cuidados! Vou dizer uma coisa: Se um danado desse caísse numa rede em Enxu Queimado, não tinha como a turma chamar ele de outro nome a não ser “peixe-cara…”! 

 

Tem novo tubarão no pedaço

untitledCerta vez, em conversa embaixo do sombreiro de uma cabaninha de palha a beira do mar, ouvi de um velho pescador que  o homem não conhecia nem a metade das espécies que habitam o fundo dos oceanos e que ele mesmo já tinha visto tanta criatura esquisita que nem dava conta de contar. Levei aquilo como mais uma estória de pescador, mas em todo caso, para não perder a pareia do bate papo, fiz cara de acreditador e assim, a conversa prosseguiu alinhada. Mas a verdade, verdadeira, é que a ciência não cansa de procurar e anunciar novas espécies marinhas e dessa vez a novidade vem das profundezas das águas territoriais brazucas, com a descoberta de uma nova espécie de tubarão, batizado cientificamente por Parmaturus angelae, mas, sinceramente, se me pedissem para batizar o bichano eu iria chamar de lambioia gilmalógino. Pense num bicho feio e asqueroso! Pois bem, dois exemplares do gilmalógino, ou melhor, Parmaturus, foram capturadas no mar do Rio de Janeiro e Santa Catarina, em profundidade de mais de 500 metros e, segundo o site da UNIVALI, tem as seguintes características: “…origem da primeira barbatana dorsal anterior à barbatana pélvica, presença de crista caudal superior e inferior bem desenvolvida, dentículos laterais em forma de lágrima e falta de cúspides laterais, dentículos uniformemente espaçados e contagens vertebrais. A referida espécie é a segunda espécie do gênero relatada no Oceano Atlântico e apenas a terceira espécie fora da região do Indo-Oeste do Pacífico”. Os cientistas apostam na captura de novos exemplares para aprofundar os estudos, mas em todo caso, fico com palavra do velho pescador: O fundo do mar é segredoso!

Hora de pular o Taiti?

huahine-Tahiti-Nui-Television

O site Sailing Totem vem com matéria interessante sobre um movimento que está ocorrendo em algumas ilhas da Polinésia Francesa, principalmente Taina e Taiti, que tem como objetivo principal chamar atenção para ancoragens irresponsáveis, que não respeitam os costumes locais, a fauna, a flora e os corais. Para quem passa uma vista rápida na matéria ou mesmo faz o julgamento apenas com base na manchete, como é comum na maioria dos usuários das mídias sociais, o movimento parece ser antipático e tenta afastar os velejadores de cruzeiros que por lá ancoram. Olhando da ótica que essa minha mesinha de “trabalho”, de frente para um maravilhoso coqueiral, sombreado pelo oceano, me proporciona, acho até que as duas afirmativas são verdadeiras, mas quando tiro a mente da inércia e me transporto em pensamentos para a bordo de um veleiro, vejo que os polinésios têm boa parcela de razão, porque durante minha vida náutica fui testemunha de verdadeiras aberrações cometidas por velejadores de finais de semana, como também por parte de cruzeiristas. Aliás, grupos de adoram denegrir os usuários de lanchas e motonáuticas, mas como bem diz o ditado: Macaco não olha para o rabo. – Hora de pular o taiti? – Você é quem sabe, mas antes de decidir, clique AQUI e leia a matéria completa. 

É crime

janeiro a junho (354)

Olhando esse retrato, convidativo para um dia de sol e mar nas encantadoras praias nordestinas, fico impávido para escrever sobre o óleo que criminosamente mancha as areias de um litoral tão lindo, mas prefiro recolher o destemor até que meus dedos tomem ciência para encontrar palavras decentes, porque por enquanto eles só querem juntar letras de indecências.

Astúcia do navegador

7 Julho (64)

Em 1504 o navegador italiano Cristóvão Colombo usou de muita artimanha para se ver livre da fome que ameaçava sua tripulação, durante um encalhe na ilha da Jamaica. O navegador que tinha em mãos o almanaque de Regiomontano, que previa com exatidão quando aconteceria eclipse lunar, e pelo almanaque naquele ano aconteceria um, chamou os nativos, que se negavam a ajudar, e ameaçou desligar a luz da lua. Na medida que o eclipse foi avançado os nativos concordaram em auxiliar o navegador.