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Reflexões

 

04 - abril (77)

 

O SILÊNCIO

Onde quer que você esteja, seja a alma deste
lugar…

Discutir não alimenta.   

Reclamar não resolve.   

Revolta não auxilia.

Desespero não ilumina.

Tristeza não leva a nada.

Lágrima não substitui suor.

Irritação intoxica.

Deserção agrava.

Calúnia responde sempre com o pior.

Para todos os males, só existe um medicamento de eficiência comprovada.

Continuar na paz, compreendendo, ajudando, aguardando o concurso sábio do Tempo, na certeza de que o que não for bom para os outros não será bom para nós…

Pessoas feridas ferem pessoas.

Pessoas curadas curam pessoas.

Pessoas amadas amam pessoas.

Pessoas transformadas transformam pessoas.

Pessoas chatas chateiam pessoas.

Pessoas amarguradas amarguram pessoas.

Pessoas santificadas santificam pessoas.

Quem eu sou interfere diretamente naqueles que estão ao meu redor.

Acorde…

Se cubra de Gratidão, se encha de Amor e
recomece…

O que for benção para sua vida, Deus te entregará, e o que não for, ele te livrará!

Um dia bonito nem sempre é um dia de
sol…

Mas com certeza é um dia de Paz.

Chico Xavier

É assim

01 - Janeiro (11)

“A verdade é inconvertível, a malícia pode atacá-la, a ignorância pode zombar dela, mas no fim; lá está ela.”

Winston Churchill

De olho nas forças da natureza

mapservA meteorologia pela América do Sul e Caribe, como mostra a imagem do satélite, está instável  nesse último dia de Outono. Os caribenhos estão de orelha em pé com a chegada, nas próximas horas, de uma forte tempestade tropical, porém, as notícias esperançosas dos velejadores brasileiros, que navegam por lá, é que tudo ficará bem. anima_altura   No litoral do Brasil as ondas estão crescendo e devem alcançar, em alto mar, a marca dos 3 metros de altura, o que deve levar a Marinha emitir aviso de ressaca e mar grosso. No Sudeste a agitação está forte e pelo Nordeste moderada, situações que merecem atenção redobrada por parte do navegante.br1O gráfico da chuva mostra que o litoral e boa parte da região Norte terão chuvas no primeiro dia do Inverno, mas o sertão nordestino, que está clamando por uma chuvinha abençoada, a situação é crítica, pois as chuvas que tem caído não conseguem manter o chão molhado por mais de dois dias.

 

Acidente e recordações de uma Refeno

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A batida, ou barruada, entre um navio de guerra dos EUA e um cargueiro filipino, acidente acontecido no último sábado, 17/06, no mar do Japão, é no mínimo curioso. O acidente que resultou na morte de sete militares americanos, afogados nos compartimentos alagados do destróier, é um caso a se pensar e precisaria ser muito bem explicado, coisa que dificilmente será. Como pode uma embarcação que dizem ter poder de fogo para destruir uma cidade, equipada com o que existe de mais moderno em matéria de tralhas de navegação e segurança, bater com uma montanha de ferro carregada de container? Soberba? Ego nas alturas? Ou terá sido mesmo a famosa barbeiragem? Isso me fez lembrar um episódio hilário ocorrido durante uma Refeno, Regata Recife/Fernando de Noronha, em que uma frota americana, que seguia para uma das guerras do golfo, ficou em rumo de colisão com os veleiros da regata. O navio dos EUA, que comandava a frota, emitiu aviso pelo VHF para que os veleiros mantivessem afastados e não cruzassem o rumo. O velejador Guga, comandante do trimarã pernambucano Ave Rara, pegou o rádio e respondeu em cima da bucha: – Vocês que se afastem, pois estamos em nosso país e ponto final. Pronto, a flotilha da regata seguiu em frente e esse diálogo oceânico rendeu, e rende até hoje, boas rodadas de cerveja nas praias e bares da ilha maravilha.

Cotidiano

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O TREMOR, A CIDADE E O TEMOR

Conheci o município de João Câmara/RN, conhecido também pelo nome de Baixa Verde – não sei o porquê, mas simpatizo mais com o segundo -, há mais de 25 anos, durante minhas andanças em busca das praias do Rio Grande do Norte. De lá para cá, a visita virou caso de amor e durante seis anos passei a residir na cidade como proprietário de uma padaria, que logo virou um delicioso ponto de encontro, a Pão de Mel, e como reconhecimento, o vereador, na época, Marcelo Barrinha propôs ao plenário da Câmara Municipal que eu e Lucia fossemos agraciados com o Título de Cidadão Camarense, o que aconteceu em uma bonita cerimonia. Título que muito nos honra. A Pão de Mel ainda segue na vida comercial da cidade, sob a batuta do seu novo proprietário e nós, fomos navegar por aí, até que, depois de onze anos, resolvemos desembarcar para morar na praia de Enxu Queimado, parede e meia com João Câmara. Os segredos da paixão são indecifráveis.

Toda essa introdução é apenas para situar você no contexto deste texto, que tem os terremotos como pano de fundo, pois Baixa Verde ficou conhecida mundialmente como a cidade dos tremores e quase foi riscada do mapa em 30 de novembro de 1986, quando um abalo sísmico, de magnitude 5.1 na escala Richter, trouxe a face do terror aos moradores.

Pois bem, em 1994 quando falei para os familiares e amigos que iriamos morar em João Câmara todos olharam com incredulidade. – Na cidade do tremor? – Vocês estão malucos? Enquanto moramos, sentimos os efeitos de alguns tremores e até acordamos durante a noite com a cama sendo sacudida, mas tudo não passou de pequenos sustos e no decorrer do dia, a preocupação ia sendo apaziguada pelo humor embutido em frases engraçadas. Aliás, os estudiosos afirmam que o município nunca deixou de sofrer abalos, pois está situado em cima de uma falha geológica batizada de Samambaia, que é permanentemente monitorada por uma estação sismológica da UFRN. Em 2016, uma série de dezessete tremores, de magnitude leve, foram registrados num espaço de seis horas, mas felizmente não provocou danos.

Tem cidades mundo afora que aproveitam os efeitos de uma catástrofe natural para angariar com turismo e na época do primeiro abalo, com João Câmara não foi diferente. Muita gente foi ver a destruição de perto e alguns viraram morador. O Exército Brasileiro reconstruiu as casas, todo ano a cidade relembra o fato e a vida segue. A cidade hoje festeja o incremento da energia eólica que trouxe enormes ganhos ao município, porque Baixa Verde é conhecida como a capital do Mato Grande. Dá gosto andar por suas ruas e ver o movimento frenético de um comércio pujante, porém, o progresso trouxe o carma da violência desenfreada que destrói a sociedade brasileira com uma fúria implacável e que deixará marcas para o sempre. Os números da violência na região do Mato Grande são de assustar, mas o governo estadual continua fazendo ouvidos de mercador e virando a cara para o problema. Na maioria das cidades o destacamento policial não passa de dois soldados e quando muito chega a três. – Vergonha? – Que nada, é incompetência, descaramento, desfaçatez e falta de zelo com a população!

Ontem, dia 18/06, nas barbas de São João, Baixa Verde foi novamente sacudida por um tremor de magnitude 2.1. Não teve danos maiores do que o susto, mas ficou no ar a incerteza e voltaram as lembranças da desgraça ocorrida há 31 anos. Será que o fato merecerá uma visita do governador e do séquito de assessores que o acompanha? Acho que não! Se toda essa violência que já ceifou mais de mil vidas no RN este ano não tira o sossego do governador, imagine um terremotozinho de nada, numa cidade de interior! Alguém haverá de perguntar: – E o que o governo tem com isso? Resposta: – Se fosse um governo comprometido com a sociedade e que buscasse levar alento para as mazelas, ele já estaria em campo. Penso eu, né!

A falha de Samambaia está viva e fazendo ecoar o urro dos seus amuos pelas terras do Mato Grande. A violência está viva, incrivelmente cruel e sem ouvir o clamor dos nossos lamentos. Qual o pior do dois é difícil de avaliar, porém, acho a violência como um mal maior, porque vem no rastro do desgoverno e da falta de escrúpulo. Para acalmar o povo os governantes apostam nas melhores e maiores fogueiras. E aja foguetão e forró! – Forró?? – Homi, sei lá e deixe de pergunta besta!

Nelson Mattos Filho

Inspeção naval e a polícia marítima

ad50da85b3c142a3af0e5526b8306821Em 2012, ao comandar um veleiro entre Natal e a Bahia, fui abordado no litoral de Sergipe, a 12 milhas da costa, por um Navio Patrulha da Marinha do Brasil, numa operação padrão de inspeção naval. Fui chamado pelo rádio, pediram-me identificação e em seguida pediram educadamente permissão para uma equipe de inspeção vir a bordo. Perguntei se era para cortar o seguimento do barco, porém, fui orientado a seguir navegando, mas em menor velocidade. Beleza! Folguei as escotas e fui navegando na manha até que a equipe se aproximou e dois inspetores embarcaram. Pediram para ver os documentos, perguntaram nosso destino, Lucia ofereceu um lanche – que foi recusado, agradeceram a nossa presteza, desejaram boa navegada até o nosso destino, informaram que estariam naquelas imediações até por volta da meia noite e se foram. A abordagem aconteceu às 13 horas. Fiquei feliz, confiante no trabalho da Marinha do Brasil e de maneira nenhuma me senti ultrajado. Ao relatar o acontecido em um grupo de velejadores, fiquei surpreso com as reações contrárias e as palavras desabonadoras com relação a essa abordagem, em que muitos acharam, e acham, ser um abuso. Quantas vezes já ouvi reclamações quanto ao trabalho da inspeção naval. Quantas vezes ouvi através do VHF navegantes fazendo alerta aos amigos sobre ocorrência de blitz. Quantas vezes vi colegas fechar o barco e desembarcar para não ser fiscalizado numa ancoragem. Hoje, diante da violência que já descamba para os lados do mar, o que mais se pede nos grupos e clubes náuticos é a criação de uma polícia marítima. Aí eu pergunto: – Para que mesmo? Será que ela não vai ser escrachada e mal falada quando cumprir seu papel? Será que dirão que ela incomoda demais? Será que um dia surgirá uma barqueata com faixas e bandeiras com a frase, abaixo a polícia marítima? Sei lá, somos um povo tão esquisito!    

Titanic, uma história sem final

1200px-RMS_Titanic_3O colosso, o maioral, o festejado, o desejado, o fenomenal, o cinematográfico, aquele que nem Deus afundaria, o fundo do mar, a tragédia, o silêncio, a escuridão total, a história, o mito, a lenda. São muitas a palavras que podemos definir o Titanic, mas duvido que depois de tantos anos do acidente que marcou o mundo, alguém possa afirmar com todos os pingos nos is, o que realmente aconteceu naquela fatídica noite gelada no mar do norte. Remontar a história dessa lenda que repousa a mais de 3 mil metros de profundida passou a ser o objetivo e o desejo de várias gerações de estudiosos e será para o sempre, pois é assim com os grande enigmas mitológicos. Pois bem, agora os cientistas afirmam que o que ainda resta do centenário transatlântico de casco negro está preste a se dissolver pela ação de uma bactéria, já batizada de Halomonas titanicae, em homenagem ao navio. Dizem que essa bactéria consegue sobreviver em condições onde praticamente não existe nenhum outro tipo de vida, como é o caso da profundidade oceânica em que se encontra o naufrágio, com forte pressão e completamente escura. Será que nem o mar quer ficar com o Titanic? Essa será mais uma página a ser acrescentada a uma lenda histórica que nunca terá um fim. Fonte: G1 ciência e saúde