Arquivo da categoria: assuntos e assuntos

Anarriê, Balancê,….olha a chuva…olha o mar…

anima_altura O leitor Leonardo Bezerra, faz alerta  aos navegantes dos mares das tribos dos potiguares, para os ventos fortes que sopram desde a noite de ontem no litoral do Rio Grande Norte. É muito vento, sim senhor, e segundo dados dos site meteorológicos, os alísios estão soprando na casa dos 13 nós, algo em tornos dos 25 km/h. Porém, olhando o bailar das palhas dos coqueirais de Enxu Queimado e sentindo  na pele o frescor das lufadas, dá para apostar que Éolo está abanando o braseiro das fogueiras a bem mais de 20 nós. Quanto as chuvas, essa semana já caiu umas gotinhas aqui, outra acolá, a terra está bem molhada e a promessa de São João é de chuva, para botar animação no forró. E quem vai ao mar é bom se avexar, pois os gráficos indicam que a sanfona vai tocar rock pesado por esses dias. – Fala aí, Seu Luiz: “Aproveita gente que o pagode é quente/É forró pra toda essa gente se espalhar/Êita, coisa boa!/Êita, pessoá!/Hoje aqui a páia voa vamo gente aproveitar/O resfunlengo desse fole não é mole/Todo mundo aqui se bole/Com o seu resfunlengar/E o sanfoneiro que não só faz resfunlengo/Quando sai do lengo-lengo bota pra improvisar”

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O buraco e a fonte

1Dia desses nos grupo de mídias sociais de velejadores baianos pipocaram imagens da Fonte do Tororó, uma das joias da Baía de Todos os Santos, em que se dizia que o local havia desabado, porém, a notícia logo foi desmentida. Segundo relatos, o desabamento se deu um pouco mais a frente da bela Fonte, hoje quase sem água. A Fonte do Tororó, debruçada sobre as águas do Senhor do Bonfim, é emoldurada por uma maravilhosa mata nativa e se apresenta com uma convidativa prainha de areias brancas. Por várias vezes o local serviu de ancoragem para o Avoante e em uma delas foi local escolhido para comemorar um dos meus aniversários. Ultimamente tenho escutado comentários de que a ancoragem não merece confiança, o que é uma pena. Hoje me apeguei com a notícia, no G1 Bahia, que uma enorme cratera está intrigando técnicos e ambientalistas, na mata no centro da Ilha, que não é mais ilha, de Matarandiba, localidade que abriga a Fonte. Os estudos indicam que a cratera cresce a cada dia e em sete dias já aumentou quase três metros. A área pertence a empresa Dow Química, que de lá extrai salmora de seis poços a uma profundidade de 1,2 mil metros. O buraco da Dow Química já está com quase 72 metros de comprimento por 30 de largura e quase 46 metros de profundidade. Agora eu pergunto: – Será que não poderiam aproveitar esse buraco para jogar dentro uma ruma de… Homi, deixe quieto! Como se diz na Bahia: Deus é mais!     

O moído da carta de Colombo

2018-06-07t024820z-2104059922-rc144a2a8df0-rtrmadp-3-usa-spain-columbus-documentCristóvão Colombo navegou pelo Atlântico, a mando de reis e rainhas, em busca de terras que alguns diziam existir  e encontrou o que nem sonhava. A história do navegador está escrita na espinha dorsal dos contos das Américas, desde que em 1492 ele aportou sua Nau nas águas das Antilhas e a partir daí, as terras de além-mar viraram o que é hoje, um balaio de gato da molesta dos cachorros, mas tudo por culpa dele e dos que vieram no rastro das espumas de seu veleiro. Aliás, contam as más línguas, que a história da vida de Colombo é cheia de pontos que não casam com vírgulas, exclamações que mais parecem interrogações e parágrafos que não se encaixam no texto. É como se diz no popular: História meio encardida. Mas tudo bem, o que vale é que o navegador, que ninguém até hoje sabe ao certo a nacionalidade, descobriu oficialmente as Américas e tem até uma estátua chantada em pleno coração de Nova York, apesar de protestos dos defensores dos peles vermelhas, povo que pagou caro por ter dado boas vindas ao navegante visitante. Pois bem, como toda história mal contada deixa sequelas para sempre, uma das cartas do navegador, que estava exposta em um museu da Espanha, foi roubada anos atrás e bateu meio mundo até chegar as mãos inocentes de um brasileiro, por uma bagatela de uns milhõezinhos bestas, que ficou na moita até que um dia a mutreta foi descoberta pelos homens da lei, e estes, depois de muito papo furado, pegaram a missiva histórica e levaram para a guarda de Tio Sam, até que o quiproquó fosse resolvido, e foi. A roubada, ou melhor, a carta, pertencia aos arquivos da Biblioteca da Catalunha, desde de 1918, e foi surrupiada em um dia qualquer entre 2004 e 2005. Na carta, Colombo narra para a rainha Isabel, que havia liberado a bufunfa para a gastança da viagem, o início de sua aventura as “Índias Orientais” e até depois de retornar continuou apostando que havia mesmo ido a Índia. Ou será que ele foi na índia? Sei lá! Bem, esse moído é apenas para dizer que a “carta roubada, da roubada” voltou as mãos dos espanhóis e estes ficaram muito felizes. Ponto final e quem quiser que conte outra! – E o ovo? – Que ovo? – O ovo de Colombo! – Ah, sim, mas essa história é velha! – E a carta também não era? – Homi, deixe quieto que depois eu me avexo a falar do ovo, viu! Tchau!            

Histórias de quem vive no mar

Screenshot_2018-06-01-18-54-54Screenshot_2018-06-01-18-57-10 Tem coisas que enche nossa alma de felicidade, principalmente quando recebemos o carinho e a atenção de pessoas que tão pouco conhecemos, ou nem conhecemos, mas que nos tem como referência para a realização de sonhos e histórias de vida. Foi assim comigo e Lucia, quando embarcamos em uma bela e enigmática história de um livro de aventura que mudou definitivamente o rumo de nossas vidas. Obrigado Heloísa Schurmann, por escrever o livro, Dez Anos no Mar, porque sem ele, jamais teria existido um certo casal Avoante e seu velho Diário. Hoje me deparo com o Blog Barlavento, editado pelo Tiago, e para surpresa, contando um pouco da nossa história e de outros casais, que um dia apostaram que o mundo do mar tinha muito mais a oferecer do que a maluquice extremada existente nas ruas de uma cidade qualquer. Plagiando Adriano Plotzki, velejador e editor do canal Hashtag Sal, digo assim: “Apenas alguns segundos sobre o mar, nos faz repensar prioridades”. Mar, reino encantado, guardião de sonhos e sonhadores, eternamente te renderei reverências! Obrigado Tiago!   

De olho no tempo

mapservObservando a imagem do mapa do Brasil, bem bonitinha e, como se diz no popular, de cabeça para cima, nos faz até esquece que estamos em um país virado de ponta cabeça e bem longe de sair do buraco em que se meteu. – Mas antes que você comece a apontar o dedão para um e outro, aponte primeiro para você, viu! – Sim, e o que danado você quer dizer com isso? – Homi, nada não, quero apenas falar da previsão do tempo. A indicação para o final de semana é de céu enuveado  com pancadas de chuvas fortes e isoladas em alguns recantos do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Para quem pretende ir ao mar, acho bom dar uma revisada nos manuais de segurança da boa navegação, pois lá fora a coisa não está para muita brincadeira. – E o que dizem os meninos do CPTEC/INPE? 

Condição de chuva na faixa norte e leste do país

Neste sábado (26/05), ocorrerão pancadas de chuva, localmente fortes, em parte do centro-norte do AM e PA, em RR e no AP, no norte do MA, do PI e do CE. No litoral da BA e no ES o dia será de chuvas periódicas com condição para acumulados significativos. Nas demais áreas do litoral leste do Nordeste o dia será com chuvas isoladas e de fraca intensidade. Haverá bastante nebulosidade e chuva de forma isolada entre o litoral do PR e de SP.

Obs: Texto referente ao dia 26/05/2018-08h50

A história esquecida em meio ao cal

06 junho (72)06 junho (74)

Sou bairrista sim, e adoro bater pernas pelos recantos desse Brasil mais belo impossível, porém, em muitas dessas caminhadas fico frente a frente com os desmandos e desmazelos de um país terrivelmente carregado de normas e leis, em que algumas, de tão esdruxulas ou escrachadamente burocratizadas, não conseguem sair do papel. E vou logo alertando aos que em tudo despejam ideologias de cartilhas baratas: – Antes de mirar no momento presente,  olhe de banda e reflita o que se deu no passado longínquo e recente, viu! – Sim, e o que isso tem a ver com a capelinha e a placa “profanada” do retrato aí em cima? – Digo! A igrejinha, que infelizmente não consegui saber qual santo homenageia, está fincada numa minúscula comunidade na beira da estrada, BA 880, que liga o famoso município de Santo Amaro da Purificação/BA, terra de Dona Canô, ao distrito de São Tiago do Iguape, uma joia encravada nas margens do Rio Paraguaçu e pertencente ao município de Cachoeira/BA. Pois bem, a capelinha, pelo que consegui tatear por entre a tinta maledicente que encobre a placa, foi construída no início do século passado, reerguida em 1918, após um incêndio, e reconstruída em 1920 por um tal Bel. José Augusto… (não consigo identificar o sobrenome). Fotografei a capelinha em junho de 2016 e juro pelo santo homenageado, que nem sei se a construção ainda está de pé, neste 2018, pois naquele tempo a estrutura pedia encarecidamente que aparecesse outro Bel. José Augusto, para lhe proporcionar uma sobre vida. – E o IPHAN, aquele órgão “tão bem intencionado” com as coisas do patrimônio cultural, material e artístico das terras de Pindorama? – E os movimentos culturais? – E as políticas públicas? – O que? – IPHAN, movimentos, políticas públicas? – Homi, tenha fé em Jesus! E assim, com placas borradas com mão de cal, vai sendo rabiscada a história desse povo varonil. Um dia a gente toma jeito!  

Coisas que passam longe das redes

mais-modernos-os-satelites-vao-substituir-outros-dois-lancados-em-2002-1527028351181_615x300 Gastamos água a vontade e sem medida? – Claro que sim, pois somos “homens sábios” e nada pode nos frear! Quando assistimos aqueles filmes com roteiros de guerras pela posse de uma simples pocinha de água barrenta, onde guerreiros andam montados em assustadoras latas velhas e armados até os dentes com facas, bazucas e mais alguma coisa que tiver ao alcance da mão, somos levados a achar que tudo não passa da mais pura ficção. – Será que algum dia a humanidade chegará a tal estado de calamidade? – Duvida? – Duvido não! Desde 2002 a água no planeta, principalmente as geleiras da Groenlândia e da Antártica, são monitoradas por satélites da missão GRACE, lançados em conjunto pelos EUA e Alemanha, e muito do que se sabe hoje sobre os mananciais, sabemos graças a eles. Na última terça-feira, 22/05, os bisbilhoteiros espaciais foram substituídos por versões mais modernosas, denominada missão GRACE-FO, que além das geleiras polares, ajustarão suas lentes para cascaviar oceanos, subterrâneos, lagos, rios e, se brincar, até cacimbão cavado em quintal de casa, com o objetivo declarado de medir e gerenciar as gotas sagradas que entregaremos as gerações futuras. Os “satélites da água” foram lançados pelo foguete reutilizável Falcon 9, que como bom cargueiro, levou também cinco satélites da rede de comunicação Iridium.