Arquivo da categoria: assuntos e assuntos

Tem novo tubarão no pedaço

untitledCerta vez, em conversa embaixo do sombreiro de uma cabaninha de palha a beira do mar, ouvi de um velho pescador que  o homem não conhecia nem a metade das espécies que habitam o fundo dos oceanos e que ele mesmo já tinha visto tanta criatura esquisita que nem dava conta de contar. Levei aquilo como mais uma estória de pescador, mas em todo caso, para não perder a pareia do bate papo, fiz cara de acreditador e assim, a conversa prosseguiu alinhada. Mas a verdade, verdadeira, é que a ciência não cansa de procurar e anunciar novas espécies marinhas e dessa vez a novidade vem das profundezas das águas territoriais brazucas, com a descoberta de uma nova espécie de tubarão, batizado cientificamente por Parmaturus angelae, mas, sinceramente, se me pedissem para batizar o bichano eu iria chamar de lambioia gilmalógino. Pense num bicho feio e asqueroso! Pois bem, dois exemplares do gilmalógino, ou melhor, Parmaturus, foram capturadas no mar do Rio de Janeiro e Santa Catarina, em profundidade de mais de 500 metros e, segundo o site da UNIVALI, tem as seguintes características: “…origem da primeira barbatana dorsal anterior à barbatana pélvica, presença de crista caudal superior e inferior bem desenvolvida, dentículos laterais em forma de lágrima e falta de cúspides laterais, dentículos uniformemente espaçados e contagens vertebrais. A referida espécie é a segunda espécie do gênero relatada no Oceano Atlântico e apenas a terceira espécie fora da região do Indo-Oeste do Pacífico”. Os cientistas apostam na captura de novos exemplares para aprofundar os estudos, mas em todo caso, fico com palavra do velho pescador: O fundo do mar é segredoso!

Hora de pular o Taiti?

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O site Sailing Totem vem com matéria interessante sobre um movimento que está ocorrendo em algumas ilhas da Polinésia Francesa, principalmente Taina e Taiti, que tem como objetivo principal chamar atenção para ancoragens irresponsáveis, que não respeitam os costumes locais, a fauna, a flora e os corais. Para quem passa uma vista rápida na matéria ou mesmo faz o julgamento apenas com base na manchete, como é comum na maioria dos usuários das mídias sociais, o movimento parece ser antipático e tenta afastar os velejadores de cruzeiros que por lá ancoram. Olhando da ótica que essa minha mesinha de “trabalho”, de frente para um maravilhoso coqueiral, sombreado pelo oceano, me proporciona, acho até que as duas afirmativas são verdadeiras, mas quando tiro a mente da inércia e me transporto em pensamentos para a bordo de um veleiro, vejo que os polinésios têm boa parcela de razão, porque durante minha vida náutica fui testemunha de verdadeiras aberrações cometidas por velejadores de finais de semana, como também por parte de cruzeiristas. Aliás, grupos de adoram denegrir os usuários de lanchas e motonáuticas, mas como bem diz o ditado: Macaco não olha para o rabo. – Hora de pular o taiti? – Você é quem sabe, mas antes de decidir, clique AQUI e leia a matéria completa. 

É crime

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Olhando esse retrato, convidativo para um dia de sol e mar nas encantadoras praias nordestinas, fico impávido para escrever sobre o óleo que criminosamente mancha as areias de um litoral tão lindo, mas prefiro recolher o destemor até que meus dedos tomem ciência para encontrar palavras decentes, porque por enquanto eles só querem juntar letras de indecências.

Astúcia do navegador

7 Julho (64)

Em 1504 o navegador italiano Cristóvão Colombo usou de muita artimanha para se ver livre da fome que ameaçava sua tripulação, durante um encalhe na ilha da Jamaica. O navegador que tinha em mãos o almanaque de Regiomontano, que previa com exatidão quando aconteceria eclipse lunar, e pelo almanaque naquele ano aconteceria um, chamou os nativos, que se negavam a ajudar, e ameaçou desligar a luz da lua. Na medida que o eclipse foi avançado os nativos concordaram em auxiliar o navegador.

De olho nos ventos de setembro

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E os ventos continuam soprando forte e correndo soltos pelo litoral do Rio Grande do Norte e Ceará, e a Marinha do Brasil tem renovado sistematicamente os avisos aos navegantes, com pedidos de atenção redobrada aqueles que desejam se aventurar mar adentro. Segundo as previsões, os ventos de até 60km/h devem prevalecer até o final desta semana. Porém, o que me chamou atenção, no gráfico de animação do site Windguru, é o filhote de “cruviana” que está se formando no meio do Oceano Atlântico e de nariz empinado para as ilhas caribenhas. No miolinho da “cria da deusa”, as lapadas do açoite estão batendo a mais de 120 km/h.   

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Humor

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Ódio

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O ódio é assim: Mansamente se instala no coração, vai sendo destilado, afinado, lapidado, vai lentamente se espelhando pela alma, pelas veias e assim, quando atinge o cérebro e os músculos, explode atingindo tudo e todos a sua volta, sem distinção de cor, raça, gênero, credo, amizade, família. O ódio é ódio e com ele não existe razão, paixão, amor, reconhecimento, gratidão, não existe nada além dele mesmo. O que ele quer é destruir, massacrar, matar, comer as entranhas do odiado despejando sua verve feroz entre labaredas de cuspes e babas. O ódio vibra com a palavra falada, mas seu deleite está na palavra escrita, porque é aí que ele se perpetua. Dizem que só o amor vence o ódio. Mentira! O amor é superficial, se inibe e foge diante do ódio que é o grande manipulador da vida humana e é com ele que o homem mostra toda a sua verdade. O ódio não é de Deus e muito menos do Satanás, o ódio é do homem, o frágil hospedeiro e fiel multiplicador. Triste sina da espécie humana!