Arquivo do mês: abril 2018

Nas veredas das dunas – II

7 Julho (60)

Para quem não viu a primeira parte, ou viu e não lembra, click AQUI

Iniciei esse relato em agosto de 2017 e só agora dei fé que não conclui, ou foi simplesmente por achar que a cidade praia de Galinhos não merecia receber palavras tão críticas de minha parte, ou por receio de meter os pés pelas mãos e não ser compreendido pelos vigilantes internéticos da razão. Bem, foi por algum motivo justo, mas agora, com os miolos uns meses mais velhos e teoricamente mais apaziguadores, vou dar seguimento e darei graças se encontrar na cachola os arquivos sem um tiquinho de mofo. Contar relatos idos não é coisa tão boa assim, até porque as coisas mudam ligeiro e nesse mundão sem freio e sem memória, as pessoas se avexam a esquecer os problemas e tudo fica como foi ou como está. Mas vamos lá!

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Terminei a primeira parte envolvido em um turbilhão de reflexões enquanto observava a paisagem do portinho de Galinhos, mas digo que não me encontrei naquela paisagem e nem senti o pulsar da alma da antiga vilazinha peninsular. Mas deixe quieto! Afonso acelerou o possante e fomos saindo de fininho, porém, desejosos de saborear as famosas tapiocas de Dona Irene, no minúsculo distrito de Galos. O sabor daquela delícia, que tem receita cravada nos compêndios gastronômicos dos deuses, nunca me saiu da memória e nunca haverá de sair. Paramos em frente ao restaurante e encontramos a proprietária com a mesma fisionomia alegre a nos receber. Lucia perguntou se ela ainda lembrava da gente, mas já esperando o não como resposta, pois tantas pessoas passam diariamente naquele recanto que fica complicado puxar a fotografia nos arquivos da mente. Com aquele riso amarelo de quem passou despercebido, olhei em volta, mas também achei que havia algo estranho naquela casa de sabores. O que deveria de ser? Foi aí que Lucia deu a informação que custei a acreditar: – A tapioca não está mais sendo servida! – O que? – Como assim? – Acabou a goma por hoje? – Não, a tapioca saiu definitivamente do cardápio, porque os filhos de D. Irene, que agora administram o restaurante, não querem mais fazer, porque dizem que os clientes só vinham aqui para comer a tapioca e não pediam outros pratos. Portanto, não tem mais tapioca. – Danou-se!

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Procurei lembrar dos fundamentos que aprendi no meu curso de administração, nas ações de marketing que utilizei nos estabelecimentos empresarias em que trabalhei, tentei puxar das teorias dos livros técnicos que li e me arvorei até dos reclames do rapaz que vende o picolé de Caicó, mas não encontrei nada que desse guarida aquela decisão tão extremada. A única coisa que chegou mais perto foi a lembrança do conto de um senhor que vendia cachorro quente na beira da estrada e seus filhos, que conseguiram se formar, conseguiram acabar com um negócio alegando teorias estapafúrdias. – Rapaz, não é possível que tenha acontecido a morte daquela maravilha dos deuses! Para recuperar do susto, pedi uma cerveja para desanuviar as ideias e tomei numa golada só. – Pense numa viagem cheia de surpresas desagradáveis!

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Sem a tapioca de Dona Irene, mas com o bucho forrado por uma peixada, que não recomendo, fui para a beira do rio fotografar a bela paisagem que se amostrava faceira. – Eita lugar bonito e tão incompreendido! Meio sem graça, pegamos o beco de volta enquanto a luz do Sol alumiava a fantástica natureza das dunas e do mar, produzindo cenas de fascinante esplendor. Para aqui, para ali, sobe duna, desce duna, chegamos a Caiçara do Norte, com o astro rei já clareando a barra do outro lado do mundo. Para evitar novas surpresas e visando a segurança e tranquilidade do nosso passeio, preferimos seguir caminho pela RN 120, até a sede do município de Pedra Grande e de lá tomar o rumo de casa, onde chegamos com noite escura e um pouco cansados.

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Não se avexe em tirar conclusões precipitadas diante de tudo que escrevi nesse relato, pois ele é fruto de observações acontecidas há praticamente um ano e em um ano, tudo pode ter mudado, ou voltado a ser o que era. Pode até ser que seja um relato bem crítico, mas é sempre assim quando voltamos a um lugar que um dia nos encantou e não mais encontramos o encanto e nem a poesia ali desenhada. A praia de Galinho é um dos mais concorridos destinos turísticos do Rio Grande do Norte, tem um povo acolhedor, bons restaurantes e pousadas aconchegantes.

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A natureza que envolve a península continua encantadora, apesar da presença das invasoras torres dos geradores eólicos. Mas a invasão do exército eólico não é apenas em Galinhos, a intervenção se dá em praticamente todo litoral norte do RN. Não é o caso aqui de denegrir o progresso que representa o aproveitamento da energia dos ventos, mas bem que ele poderia trazer melhores resultados para as populações envolvidas e não enfeiar tanto a paisagem. Mas aí é outra história.

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– Valeu a viagem a Galinhos? – Valeu e qualquer dia eu volto!

Nelson Mattos Filho

 

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A orla

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Dizem que as coincidências pegam a gente no contrapé e acho mesmo que a afirmação seja verdade, pois já perdi a conta das vezes em que comentei sobre um assunto e lá para as tantas, o assunto aparece na minha frente, vivinho da silva. – Ei, não precisa tirar onda, pois sei que isso acontece com todo mundo, viu! Pois bem, na tarde da quinta-feira, 26/04, ao passar de carro pelas praias do centro de Natal/RN, em direção a Enxu Queimado, comentei com Lucia que a repaginada que a prefeitura havia concluído recentemente tinha ficado bonita, porém, percebi que meu subconsciente fez cara de muxoxo, mas nem dei cabimento para os trejeitos dele, porque subconsciente tem mania de botar gosto ruim em angu. Segui em frente e ao acelerar para subir a Ponte Newton Navarro, dei uma olhada pelo retrovisor e pensei com meus botões: Eh, bem que a repaginada poderia ter ficado melhor, mas nem tudo é perfeito. O sub deu uma risadinha e fingi que nem ouvi. – Vai pra lá cabra besta!

A noitinha, chegando em Enxu, liguei o computador e fui me assuntar dos moídos do mundo e lá estava o prefeito de Natal, Álvaro Dias, declarando em alto e bom som, numa entrevista, que a orla de Natal é feia, mal arrumada e que precisa urgentemente ser modernizada para trazer novos investimentos. Rapaz, o sub quase caiu para trás de tanto dar risadas de minha cara de tacho amassado. Pronto, pedi arrego, joguei a toalha e concordei com o sub e com o prefeito, que acabou de assumir o posto, no lugar do principal que renunciou para tentar a sorte num andar um pouco mais acima. O sub dormiu em paz, com a alma lavada, e fui me avexar para escrevinhar estas mal traçadas linhas, pois me veio na memória um papo cabeça oceânico, ocorrido a bordo do Avoante, em 2013, enquanto navegávamos entre a Paraíba e Pernambuco, na companhia de Antônio Carpes, Wilson Chinali e Eduardo Aroldo, três cabocos bons que só vendo.

Ao deixar para trás a paisagem da cidade de João Pessoa, Antônio Carpes comentou que a orla da capital paraibana era bonita e que, segundo ele, a única capital do Nordeste que tinha orla feia era Natal e aliás, nem tinha. Lucia, se armou do bairrismo e disparou dizendo que Tonho estava ficando doido, pois a capital potiguar tinha orla e esta era muito bonita. Rapaz, o assunto rendeu milhas e milhas até dar uma dor e não teve quem fizesse eles entrarem num acordo. – Tem orla! – Não tem orla! – É feia! – É bonita! Quando os debatedores deram uma pausa para molhar a garganta, já estávamos próximo de Olinda e ao avistarmos o primeiro lampejo do farol da cidade do carnaval, Tonho disparou: – Pronto, Olinda é uma cidade que tem orla, mas Natal não. Rapaz, começou tudo novamente e ainda bem que o vento apertou o nó e fez o Avoante chegar mais rápido a barra do Recife. O Wilson Chinali que não deixa barato, até hoje, de vez em quando, bota lenha na fogueira e a peleja recomeça. Agora vem o prefeito para botar palha nesse braseiro. Danou-se!

Tirando os nove fora e deixando de lado o moído, todos têm razão em seus pontos de vista. A capital potiguar, apesar das maledicências administrativas de seus mandatários, é linda, tem praias belíssimas, mas merecia uma repaginada mais apurada em todos os quatro cantos. A cidade nos últimos anos perdeu o brilho do seu encanto e anda as tontas pelas vielas marginais do tempo. Até parece que caminha dentro de um enorme labirinto, com o minotauro pronto a lhe dar o bote. Natal não tem mais aquela áurea alegre que lhe dava um brilho intenso e precioso. Tomara que o novo prefeito encontre o fio da meada e destrua os muros do labirinto sem saída.

Como seria gostoso reviver os bons momentos da praia da Praia dos Artistas. Como seria bom ver novamente a juventude dourada de sol, mar e felicidade se estendendo despreocupada naquelas areias mornas e macias. Reviver os bate papos das tardes dos sábados, domingos e das noites iluminadas pela lua. Apreciar os quadros de Dunga expostos no paredão. Vibrar com a maestria do surf potiguar, que começou nos Artistas e hoje faz sucesso mundo afora. Pular ao som da Banda Gália festejando o nascer do sol de um novo ano. E as biritas nas mesas do Caravelas Bar? E as paqueras no calçadão? Eita que a Natal de hoje seria outra!

Prefeito, mostre a Tonho que Natal tem orla e que ela voltará a ser linda. Assuma o timão dessa Nau, quase naufragada, e a faça navegar em mares de paz e tranquilidade. Faça-nos reviver aqueles velhos anos dourados, que você também teve a sorte de vivenciar. – E sabe o que mais? – Não jogue promessas ao vento e não alimente utopias. Faça, apenas faça!

Natal merece mais, muito mais.

Nelson Mattos Filho

Os círculos bizarros

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Desde que fomos formatados para que virássemos seres humanos, ou melhor, Homo sapiens, que viramos a cabeça para o mundo da lua a procura de algum mistério que vare os limites de nossa capacidade de imaginação. William Shakespeare dizia que há mais coisas entre o céu e a terra do que pode imaginar nossa vã filosofia. – E num é não? Já fomos encantados pelos deuses astronautas, pela maça do paraíso, pelos traços e retraços das antigas civilizações Maias, Incas e Astecas, pelas tumbas e catacumbas das pirâmides do Egito e por uma danação de “mistérios” que consomem nossos neurônios e litros e mais litros de cerveja gelada nas infinitas discursões em mesas de bar. A cada dia a ciência descobre mais enigmas para encher nossa cabeça aluada, o que nos faz ficar tirando conclusões a toa e elaborando teorias do absurdo. Nessa seara, quanto mais feio o quadro pintado, mas valioso fica. Pois bem, passando a vista nos buchichos da Revista Galileu, me deparei com a imagem de círculos fotografados por uma equipe de estudiosos da NASA, que escarafuncham o Ártico, há dez anos, na tentativa de entender como a banda toca por lá. Ao baixar a vista, para ler a matéria completa, vi que quase tudo o que os buracos representam estava lá bem explicadinho nas falas dos cientistas. As imagens dos círculos foram feitas próximo ao Mar de Beaufort, e apesar de todas as evidências e conclusões de que pode ser efeito de camadas de gelo ainda em formação, os estudiosos ainda apontam o dedão para a camada gelada onde se forma o inexplicável. Comentando o assunto com um pescador, enquanto aproveitava a sombra fria de um coqueiral a beira mar, ele sentenciou: – O homem da cidade gasta muito dinheiro a toa!         

A rede

A redeAs páginas do site Extra.Globo.com, dão conta de uma “rede fantasma” que vaga pelas águas do Caribe com carcaças apodrecidas de tubarões e outros peixes, que ficaram presos nas velhas malhas de nylon e tiveram morte certa. Dizem que a descoberta foi feita por um mergulhador britânico que se aventurava pelas águas em torno das ilhas Cayman, no último dia 16/04. Biólogos dizem que os peixes se aproximam da rede, atraídos pela grande quantidade de alimentos, e caem na armadilha fatal. De quem foi a rede e de onde ela saiu é difícil de saber, mas como ela existem outras, criminosamente vagando pelos oceanos. O mar é sim a grande lixeira do mundo, aliás, sempre foi e dificilmente deixará de ser. Quase toda milacria do planeta é jogada nos oceanos e por mais que se façam campanhas, mais imundice aparece boiando ou afundada na lama. Não existe, nem existirá, lei nenhuma no planeta que mude esse quadro. Pode até ser que em alguns países o nó seja um pouquinho mais apertado, porém, nada que venha inibir a imundice.       

Quer saber do tempo? Pois lá vai!

mapservAs notícias que chegam dos mais longínquos recantos  do interior nordestino, chegam alumiadas pelos relâmpagos, acompanhadas pelo ronco surdo dos trovões e temperadas com o perfume suave da terra molhada. Tem chovido a cântaros por esse Brasil continental e o Nordeste festeja com largos sorrisos e vivas de alegria as águas abençoadas que caem do céu. Na prainha gostosa de Enxu Queimado, portal de entrada para os terreiros do sertão, a safra de milho e feijão já se faz bonita e os tratores não têm descanso de tanta terra a ser cortada. Os açudes do Rio Grande do Norte, que até dia desses pediam arrego diante de uma seca braba, agora respiram aliviados pelas águas, porém, receosos que a chuvarada saia do controle dos santos e a alegria escorra água abaixo.  As imagens dos satélites, que dão preciosos subsídios aos meninos do CPTEC/INPE, anunciam para o final de semana, sol entre nuvens pelo Brasil, com pancadas de chuvas fortes e isoladas um pouco aqui, outro acolá, o que tá de bom tamanho, pois os guarda-roupas já começam a exalar o cheirinho do mofo. – E o mar? – Pois é, e o mar?  Ele está para peixe e com umas ondinhas básicas entre 1 e 2,5 metros de altura, porém, nada que assuste um bom homem do mar.

Cartas de Enxu 23

3 Março (65)

Enxu Queimado/RN, 14 de abril de 2018

Caro amigo Gerson, como vão as coisas nessa sua Bahia resguardada por Orixás e pelo venerado Senhor do Bonfim? Depois conte um pouco, até para matar minhas saudades, das suas peripécias pelas águas abençoadas de uma baía tão lindamente apaixonante. Por aqui as coisas estão indo como tem que ir e vou contar-lhe um pouquinho dessa vidinha de praieiro, que escolhi viver um tempo.

Pois é meu amigo, nesses tempos modernosos, onde as redes sociais emparedam tudo e a todos, tem sido uma graça observar o cotidiano dessa vilazinha de pescadores que adoro. Claro que os padrões estão bem distantes dos que encontrei há quase trinta anos e tenho visto alguns momentos de esquecimento com as raízes, mas as gerações são assim mesmo e a vida caminha para frente sem parar e o que seria de nós se ainda vivêssemos os costumes dos antepassados! Tem quem ache que tudo deveria voltar ao passado e tem momentos que comungo desse sonho, mas tudo é sonho, né não? Mas que seria bom, seria! Pelo menos viveríamos mais livres e sem esse medo destrambelhado que a tudo corrói.

Meu amigo, e por falar em medo, as notícias que circulam por aí é que o meu Rio Grande do Norte está entre os três Estados mais violentos do Brasil e está figurando entre as cidades mais violentas do mundo. – Será mesmo verdade? Hoje em dia é difícil acreditar nos números que se infestam por aí transvestidos de seriedade e passeiam como se verdadeiros fossem. Porém, digo que essa prainha que tem nome de casa de maribondo queimada e dotada de um conjunto de dunas espetacular, sem falar na gostosura do banho de mar, a vida é bem tranquila e não tem nem aparência com o restante das paragens do “mapa do elefante”. Sim, escuta-se o eco dos traumas em que vive o abandonado e mal-amado Rio Grande do Norte, mas o vírus do mal ainda não vingou por aqui e tomara que os deuses que a tudo protegem, não se descuidem tão cedo desse pedacinho do paraíso.

E por falar em vírus, e como no paraíso nem tudo é perfeito, pois se assim fosse, Adão e Eva não haviam comido aquela maça deliciosa, o mosquito da dengue tem azucrinado os ouvidos do povo, porém, tem voado silencioso pelas oiças dos administradores públicos. Aliás, eles, os mosquitos, e eles, os administradores, sempre agem assim quando o assunto requer para eles uma posição firme. Os mosquitos, porque não querem perder o alimento diário e os administradores, porque são descarados mesmo e tão nem aí para lamurias e sofrimento alheio. Sofrimento para eles e só quando abrem as urnas e o “apurado” não corresponde aos desejos. Pois bem, o general dos mosquitos antes de chegar mandou recado e como ninguém entendeu, ou se fez de desentendido, o danadinho armou o reinado e ordenou aos seus guerreiros para atacar. Ordem dada, ordem cumprida, e assim, a perigosa doença se alastra aos quatro ventos. Mas, Gerson, não pense que é só aqui não, viu, porque o descaso com a saúde pública é escrachado em todo esse torrão chamado Brasil e há quem diga que a culpa é da população que se descuida perigosamente da limpeza dos seus domínios. Digo que também é verdade e basta caminhar despreocupadamente por entre becos e coqueirais, que flagraremos a verdade nua e crua. Mas se não existe uma cobrança firme por conta das autoridades, e está passa a mão abonadora sobre a cabeça de quem não tem limites e nem zelo com a limpeza, a zorra descamba e quando é chegada a hora de recolocar o barco no rumo, a tempestade assopra de lá para cá, e seja o que Deus quiser!

Rapaz, agora que dei por fé que devo estar apoquentado seu juízo de velejador, com esse papo maledicente, ainda mais você, acostumado com os recantos saudáveis da Baía de Todos os Santos, em que a vida caminha lenta. – Tem ido ao Suarez? – Eita lugar bonito da mulesta! Meu amigo, por aqui também tem uns lugarzinhos apaixonantes e que você precisa vir conhecer, para riscar aquelas rotas que só você sabe fazer. Vixi como ia ser bom ver a praia do Marco, Enxu Queimado, Ponta de Tourinho, Serafim e outras tantas por aqui, figurando nas cartas náuticas digitalizadas. Mas vou logo avisando que são todas praias de mar aberto, porém, convidativas para uma boa ancoragem, apreciando um peixe frito acompanhado de tapioca com coco. Você deve estar se perguntando: – E a cachaça? – Tem, e tem da boa!

Pois é, meu caro e bom amigo, Gerson Silva, ou melhor, Gerson do Tô Indo, velejador cabra da peste, não se avexe com meus escrito, pois eles são apenas para lhe dar notícias e contar um tiquinho da vida desse lugar que me acolhe tão carinhosamente. Lucia manda um beijo para Lili, outro para você, e manda recado para que venham aqui o quanto mais breve. Sabe de uma coisa, para apressar a vinda, vou já ali na mercearia de Evilma comprar um quilo de goma para esperar vocês com uma maravilhosa tapioca dos deuses.

Grande abraço, com as graças da Lua Nova.

Nelson Mattos Filho

Reflexão

8 Agosto (23)

“Por vezes sentimos que aquilo que fazemos não é senão uma gota de água no mar. Mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota.”

Madre Teresa de Calcutá