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12ª Regata dos Pescadores de Enxu Queimado

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A praia de Enxu Queimado-Pedra Grande/RN está em festa neste final de semana, 11 e 12 de agosto 2018, com a 12ª Regata dos Pescadores, em homenagem aos pais. A Regata, – uma idealização de Pedrinho e Lucinha, um casal ímpar – depois do Ano Novo e Carnaval, é o maior evento do paraíso praia de Enxu. São dois dias de comemorações com torneio de futebol de praia, campeonato de sinuca, shows musicais, barraca de leilão e outras atrações. A prova no mar, uma competição imperdível, que tem apoio da Capitania dos Portos do Rio Grande do Norte e da Prefeitura Municipal de Pedra Grande, acontece na manhã do domingo, quando falta areia na praia para acomodar tantos torcedores e observadores. Se você, leitor, está pelas paragens maravilhosas do Rio Grande do Norte,  pegue a estrada e venha viver um final de semana sem igual.  Venha, que o povoado de Enxu Queimado lhe receberá de braços abertos!

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Lendas, boatos e mistérios

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O mar é um poço de segredos e parafraseando o comandante Érico Amorim das Virgens, digo assim: “Depois que um barco sai do porto, muita coisa é lenda”.

Não é difícil encontrar histórias mal contadas sobre desaparecidos no mar e muitas delas com ecos e vestígios de violência. Em cada porto, em cada iate clube ou rodas de bate papos de navegantes, casos assim são relatados com tantos detalhes e certezas, que quem escuta é capaz de jurar de joelhos que testemunhou. Desculpem o meio tom de brincadeira, foi apenas para amenizar um pouco a sisudez do texto que segue.

Em abril de 2018 o mundo náutico amador foi sacudido pelo desaparecimento do velejador argentino Ewin Rosenthal, 83 anos, nas águas da carioca e linda Angra dos Reis. Segundo foi apurado, em um inquérito sem rumo, como são quase todos que tratam de casos semelhantes, o velejador teria partido de Angra, em 8 de abril, navegando em solitário e misteriosamente sumiu. Nome do veleiro: Misteriosa. No dia seguinte o veleiro foi avistado por um comandante de um pesqueiro e esse alertou as autoridades que um barco estava navegando em círculos no canal de acesso a Guaratiba e a Baía de Sepetiba, mais ou menos 50 milhas do local que havia zarpado, e tudo indicava não ter ninguém a bordo, fato constatado pelo Navio-Patrulha que foi atender ao chamado.

Os peritos verificaram que o interior estava revirado, deram por falta de equipamentos, folhagens secas estavam espalhadas pelo piso do barco misturadas com areia de mata, mas o que mais chamou atenção foi que no centro da cabine existia um botijão de gás atrelado a dois sinalizadores, não detonados, tudo indicando ser uma bomba de fabricação caseira. E o inquérito foi rolando, rolando, demorando, um corpo em decomposição foi encontrado próximo de onde o veleiro levantou ferro, exames foram feitos e na quarta-feira, 01/08, quatro meses após o ocorrido, a família enterrou o corpo, como sendo de Ewin, em Buenos Aires, sem saber mais nada além de nada.

No ano de 2005, não recordo o mês, o marinheiro do Iate Clube do Natal, Sebastião da Cunha Lima, conhecido como Galego, embarcou em um veleiro de 23 pés, para mostrar a embarcação a dois possíveis compradores, de nacionalidade holandesa, e nunca mais retornou. Um inquérito foi aberto, anos depois os holandeses foram identificados, após muitas lutas, foram julgados e condenados, na Holanda, pelo crime de terem jogado o Galego no mar. O corpo nunca apareceu, o veleiro também não e assim ficou o conto sendo contado com pontos acrescentados.

Janeiro de 2017, dois pescadores embarcam em uma lancha, no píer do Iate Clube do Natal, para uma alegre pescaria a poucas milhas de distância da costa de Natal e desaparecem. Um dos pescadores era oficial da Aeronáutica e o outro, Toinho Doido, uma figura arretada, um homem que nunca temeu o mar e jamais deixou de ter respeito. Toinho vivia no mar, sonhava com o mar, amava o mar e morreu no mar. – E o que aconteceu? Aconteceu que mais de uma semana depois de terem zarpado do clube, o corpo do oficial foi encontrado por pescadores da praia de Caiçara do Norte, quase 100 milhas de Natal, e o de Toinho foi encontrado em Canoa Quebrada/CE, quase 100 milhas um do outro. E o barco? Nada! Nem barco, nem apetrechos, nem nada! E o inquérito? – Não dou notícias, mas acho que parou por aí.

É fácil transformar o mar em palco de segredos e ter a, quase, certeza que tudo se manterá guardado para sempre, porque muitos inquéritos esbarram no jogo de empurra e naufragam numa palavrinha chamada jurisdição. Quem é responsável pela jurisdição do mar? A Marinha do Brasil? A Polícia Federal? A Polícia Civil? A Polícia Militar? Os Orixás? O Senhor, ou Nossa Senhora dos Navegantes? Talvez os três últimos sejam os mais cotados. A Marinha faz a salvaguarda, mas não é polícia. A polícia, faz o policiamento, mas não é Marinha. O navegante é violentado, mas não sabe a quem recorrer. O meliante sabendo de tudo isso, faz, acontece, mata, esfola, sai rindo do tempo e com a cara mais limpa do mundo.

A fiscalização da Marinha se resume a conferir documentos, equipamentos, capacidade de tripulantes e, se tudo estiver em ordem, geralmente está, a embarcação segue seu rumo. Se a embarcação a partir dali for usada para a prática de um crime, o problema passa a ser de outro órgão, mas esse outro órgão não tem como agir no mar e nem isso está definido em suas obrigações. – Mas a Polícia Federal está! – Está, mas não está e muito pelo contrário!

Sim, e daí? Daí fica assim: Ewin, Galego, Toinho e tantos outros ficam com seus nomes atrelados os números das estatísticas e os inquéritos sem solução vão servir de alimento as traças.

Bem disse o comandante Érico: “…depois que o barco saiu do píer, tudo é boato”.

Nelson Mattos Filho

Aviso aos navegantes

ressaca620A Marinha do Brasil emite comunicado, para quinta e sexta-feira, 01 e 02 de março, alertando para mar de ressaca, com ondas que podem chegar a 4 metros, no litoral Nordeste, entre o Cabo do Calcanhar/RN e a Ilha de Santana/MA. Recomenda-se que as embarcações de pequeno porte evitem navegar no mar neste período e que as demais embarcações redobrem a atenção quanto ao material de salvatagem, estado geral dos motores e casco, bomba de esgoto do porão, equipamentos de rádio e demais itens de segurança.

Tradições navais

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CORDA E CABO

Diz-se que na Marinha não há corda. Tudo é cabo. Cabos grossos e cabos finos, cabos fixos e cabos de laborar…, mas tudo é cabo.

Existem porém, duas exceções:
– a corda do sino e
– a dos relógios

Fonte: site mar.mil.br

Aviso aos navegantes

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O mar pelo litoral do Nordeste brasileiro está para peixe, mas para barco, somente para aqueles muito bem preparados para condições severas e comandados por timoneiros cabras da peste, porque além das ondas altas, em torno de 2,5 a 3,5 metros de altura, os ventos vindos do quadrante Sul não estão de brincadeira, soprando rajadas a mais de 25 nós. Será que é efeito do furacão Irma? Os especialistas dizem que uma coisa não tem a ver com a outra, porém, fui relatar as palavras dos homens do tempo para minha Mãe e ela disse assim: – Sei! Ontem, 12/09, em Pernambuco, um barco que faria sua primeira viagem levando mantimentos entre Recife e a ilha de Fernando de Noronha, naufragou a poucas milhas da boca da barra, depois de sofrer os efeitos do mar, e felizmente os seis tripulantes conseguiram nadar por cinco horas e chegaram ilesos a praia. A Capitania dos Portos informou que apesar dos avisos de mar grosso a embarcação seguiu viagem, o que não quer dizer nada, pois a decisão de seguir viagem ou não, deve ser tomada pelo comandante da embarcação, após observar os procedimentos de segurança e navegabilidade. O alerta da Marinha continua valendo até  dia 16 de setembro. A imagem que abre a postagem é da praia de Areia Preta, em Natal/RN.   

Tradições navais

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CONHECENDO O NAVIO

A TOLDA À RÉ

    Existem conveses com nomes especiais. Um convés parcial, acima do convés principal na proa é o convés do castelo. A denominação é reminiscência do antigo castelo que os navios medievais levavam na proa onde os guerreiros combatiam.

    Em certos navios existem mais dois conveses com nomes especiais: o convés do tombadilho, que é o convés da parte alta da popa, e o convés da tolda.

    Nos navios grandes o local onde permanece o Oficial de Serviço, no porto, é chamado convés da tolda à ré.

    Nele não é permitido a ninguém ficar, exceto o Oficial de Serviço e seus auxiliares.

Fonte: mar.mil.br

Aviso aos navegantes

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A semana começa com mar agitado no litoral nordestino e ventos soprando forte que nem um raio, previsão já esperada e anunciada pelos sites meteorológicos, entre eles o CPTEC/INPE. A Marinha do Brasil mantém o aviso de ressaca e alerta aos navegantes que tenham cautela  e verifiquem as condições da embarcação e o bom funcionamento dos equipamentos, antes de fazerem ao mar. O gráfico mostra as condições do mar no litoral da capital Potiguar, que tem promessa de melhora na sexta-feira, 04/08.