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Marinha do Brasil anuncia construção de quatro corvetas

Screenshot_2019-03-28-20-23-08~2Faz tempo que a Marinha do Brasil precisa renovar a frota de navios, pois o nosso imenso mar territorial precisa sim de mais vigilância, embarcações modernas, poder de ação e tudo indica que a propalada renovação, que nunca saiu do papel, vai navegar em mares mais tranquilos. A Marinha anuncia que o consócio Águas Azuis, formado pelas empresas Thyssenkrupp Marine Systems GmbH, Embraer S.A. e ATECH Negócios em Tecnologias S.A., foi selecionado para construir quatros novas corvetas lançadoras de mísseis da classe Tamandaré, projeto estimado em torno de US$ 2 bilhões. Os navios serão construídos no estaleiro Aliança, em Niterói/RJ, e a primeira corveta deverá ser lançada ao mar em 2024. Fonte: Estadão 

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Notícias do olho da tempestade

e2113f55fc51af12924efaca70d96a81 As previsões meteorológicas dão conta de que Iba, nome da tempestade tropical que castiga parte do litoral da Bahia e Espírito Santo, provocando temporais e alagamentos na capital baiana, está se afastando da costa e caminha serelepe para os cafundós do oceano Atlântico. Ufa! A Marinha do Brasil mantém os avisos de mar grosso e ondas que podem chegar, segundo os mais céticos, aos 5 metros de altura em alto mar. Mas como não se brinca com os amuos da natureza e o coisa ruim é feio que só vendo e é um fenômeno histórico na parte do litoral em que se formou, não nos custa colocar as barbas de molho, pois esse tal de Iba é muito estranho.

Aviso aos navegantes

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A natureza é um bichinho birrento, mas nunca deixa de sinalizar seus passos. Faz dias que as previsões anunciam que um poderoso ciclone anda recrutando exércitos sobre o oceano Atlântico para bagunçar o coreto por entre as terras das famosas moquecas capixabas e baianas. O aviso veio, voltou, ficou em banho maria, ameaçou e tudo indica que vem, porém, assim meio sei lá. A Marinha do Brasil emitiu aviso aos navegantes orientando que não se façam ao mar, porque a cruviana tem cara de valente e vem soprando ventos de mais de 70 quilômetros por hora. O reboliço que é mostrado pelas lentes dos satélites e  assustador, mas por enquanto a turma do deixa disso tem conseguindo manter o grosso da fuzarca meio que estacionada sobre os domínios de Netuno. Tomará que a coisa seja leve, pois já temos problemas demais para resolver. Fica o aviso e quem avisa amigo é!   

Naufrágio no litoral paulista

barco-itanhaemAs previsões do tempo para o final de semana, 14, 15 e 16 de setembro, na região Sudeste, era de chuvas fortes e mar de ressaca, com ondas de mais de 2,5 metros de altura e essas informações, salvo engano, foram divulgadas nos noticiários, nas redes de navegantes, nos clubes e marinas da região, como sempre faz a Marinha do Brasil em seus Aviso aos Navegantes. No domingo, 16, uma embarcação de pesca, com 15 tripulantes a bordo, virou e naufragou ao tentar entrar na barra do Rio Itanhaém, litoral paulista. Uma pessoa morreu e os demais foram socorridos por surfista e banhistas. Segundo relatos, a embarcação ao entrar na zona de arrebentação foi atingida por uma onda e emborcou. O acidente foi fatalidade? Não, foi um caso típico, como tantos outros, de negligência com a segurança da navegação e com a vida.

De olho nas previsões do tempo

br3Para quem gosta de saber da previsão do tempo, os últimos dias de agosto serão assim sei lá, com temporais nos campos do Sul, sol entre nuvens nas pradarias e serrados do Sudeste e Centro-Oeste, uma chuvinha aqui, outra acolá pelas praias nordestinas e nuvens escuras e dissimuladas pelos aceiros da floresta amazônica. Sou vidrado nas previsões do tempo, mania que adquiri nos meus dias a bordo do Avoante, e hoje, a primeira coisa que faço ao abrir a janela de minha cabaninha de praia e observar a posição e a intensidade do vento e o jeitão das nuvens nas barras do nascente. Do mar também dou conta sim, pois da minha varandinha avisto um beicinho dos redutos de Netuno e por aí vou tirando as notas para animar o dia. E por falar em mar, a animação do gráfico do CPTEC/INPE está indicando que a Marinha deverá alertar os navegantes para mar grosso nos próximos dias. – Quer ver? -Pois veja! anima_altura A altura das ondas em mar aberto, em praticamente quase todo litoral, deve variar entre 2 e 3 metros, até o dia 2 de setembro, mas nada que assuste um bom homem do mar, apenas requer um pouco mais de atenção no comando e uma revisão mais apurada na embarcação e nos equipamentos de salvatagem. Bem, o que você leu até agora foram minhas considerações, agora saiba o que dizem os meninos do CPTEC sobre a previsão para a quarta-feira, 29/08:

Na quarta-feira (29/08), o dia será de pancadas de chuva acompanhadas de descargas elétricas e pontualmente intensas no RS e, isoladamente no sul e oeste de SC. Pancadas de chuva localmente intensas ocorrerão entre o AM, RR, PA e norte do MA. Entre o litoral do RN e o ES choverá de forma isolada ao longo do dia.

12ª Regata dos Pescadores de Enxu Queimado

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A praia de Enxu Queimado-Pedra Grande/RN está em festa neste final de semana, 11 e 12 de agosto 2018, com a 12ª Regata dos Pescadores, em homenagem aos pais. A Regata, – uma idealização de Pedrinho e Lucinha, um casal ímpar – depois do Ano Novo e Carnaval, é o maior evento do paraíso praia de Enxu. São dois dias de comemorações com torneio de futebol de praia, campeonato de sinuca, shows musicais, barraca de leilão e outras atrações. A prova no mar, uma competição imperdível, que tem apoio da Capitania dos Portos do Rio Grande do Norte e da Prefeitura Municipal de Pedra Grande, acontece na manhã do domingo, quando falta areia na praia para acomodar tantos torcedores e observadores. Se você, leitor, está pelas paragens maravilhosas do Rio Grande do Norte,  pegue a estrada e venha viver um final de semana sem igual.  Venha, que o povoado de Enxu Queimado lhe receberá de braços abertos!

Lendas, boatos e mistérios

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O mar é um poço de segredos e parafraseando o comandante Érico Amorim das Virgens, digo assim: “Depois que um barco sai do porto, muita coisa é lenda”.

Não é difícil encontrar histórias mal contadas sobre desaparecidos no mar e muitas delas com ecos e vestígios de violência. Em cada porto, em cada iate clube ou rodas de bate papos de navegantes, casos assim são relatados com tantos detalhes e certezas, que quem escuta é capaz de jurar de joelhos que testemunhou. Desculpem o meio tom de brincadeira, foi apenas para amenizar um pouco a sisudez do texto que segue.

Em abril de 2018 o mundo náutico amador foi sacudido pelo desaparecimento do velejador argentino Ewin Rosenthal, 83 anos, nas águas da carioca e linda Angra dos Reis. Segundo foi apurado, em um inquérito sem rumo, como são quase todos que tratam de casos semelhantes, o velejador teria partido de Angra, em 8 de abril, navegando em solitário e misteriosamente sumiu. Nome do veleiro: Misteriosa. No dia seguinte o veleiro foi avistado por um comandante de um pesqueiro e esse alertou as autoridades que um barco estava navegando em círculos no canal de acesso a Guaratiba e a Baía de Sepetiba, mais ou menos 50 milhas do local que havia zarpado, e tudo indicava não ter ninguém a bordo, fato constatado pelo Navio-Patrulha que foi atender ao chamado.

Os peritos verificaram que o interior estava revirado, deram por falta de equipamentos, folhagens secas estavam espalhadas pelo piso do barco misturadas com areia de mata, mas o que mais chamou atenção foi que no centro da cabine existia um botijão de gás atrelado a dois sinalizadores, não detonados, tudo indicando ser uma bomba de fabricação caseira. E o inquérito foi rolando, rolando, demorando, um corpo em decomposição foi encontrado próximo de onde o veleiro levantou ferro, exames foram feitos e na quarta-feira, 01/08, quatro meses após o ocorrido, a família enterrou o corpo, como sendo de Ewin, em Buenos Aires, sem saber mais nada além de nada.

No ano de 2005, não recordo o mês, o marinheiro do Iate Clube do Natal, Sebastião da Cunha Lima, conhecido como Galego, embarcou em um veleiro de 23 pés, para mostrar a embarcação a dois possíveis compradores, de nacionalidade holandesa, e nunca mais retornou. Um inquérito foi aberto, anos depois os holandeses foram identificados, após muitas lutas, foram julgados e condenados, na Holanda, pelo crime de terem jogado o Galego no mar. O corpo nunca apareceu, o veleiro também não e assim ficou o conto sendo contado com pontos acrescentados.

Janeiro de 2017, dois pescadores embarcam em uma lancha, no píer do Iate Clube do Natal, para uma alegre pescaria a poucas milhas de distância da costa de Natal e desaparecem. Um dos pescadores era oficial da Aeronáutica e o outro, Toinho Doido, uma figura arretada, um homem que nunca temeu o mar e jamais deixou de ter respeito. Toinho vivia no mar, sonhava com o mar, amava o mar e morreu no mar. – E o que aconteceu? Aconteceu que mais de uma semana depois de terem zarpado do clube, o corpo do oficial foi encontrado por pescadores da praia de Caiçara do Norte, quase 100 milhas de Natal, e o de Toinho foi encontrado em Canoa Quebrada/CE, quase 100 milhas um do outro. E o barco? Nada! Nem barco, nem apetrechos, nem nada! E o inquérito? – Não dou notícias, mas acho que parou por aí.

É fácil transformar o mar em palco de segredos e ter a, quase, certeza que tudo se manterá guardado para sempre, porque muitos inquéritos esbarram no jogo de empurra e naufragam numa palavrinha chamada jurisdição. Quem é responsável pela jurisdição do mar? A Marinha do Brasil? A Polícia Federal? A Polícia Civil? A Polícia Militar? Os Orixás? O Senhor, ou Nossa Senhora dos Navegantes? Talvez os três últimos sejam os mais cotados. A Marinha faz a salvaguarda, mas não é polícia. A polícia, faz o policiamento, mas não é Marinha. O navegante é violentado, mas não sabe a quem recorrer. O meliante sabendo de tudo isso, faz, acontece, mata, esfola, sai rindo do tempo e com a cara mais limpa do mundo.

A fiscalização da Marinha se resume a conferir documentos, equipamentos, capacidade de tripulantes e, se tudo estiver em ordem, geralmente está, a embarcação segue seu rumo. Se a embarcação a partir dali for usada para a prática de um crime, o problema passa a ser de outro órgão, mas esse outro órgão não tem como agir no mar e nem isso está definido em suas obrigações. – Mas a Polícia Federal está! – Está, mas não está e muito pelo contrário!

Sim, e daí? Daí fica assim: Ewin, Galego, Toinho e tantos outros ficam com seus nomes atrelados os números das estatísticas e os inquéritos sem solução vão servir de alimento as traças.

Bem disse o comandante Érico: “…depois que o barco saiu do píer, tudo é boato”.

Nelson Mattos Filho