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Tradições Navais

10 Outubro (155)

Agulha e Bússola

O navio tem agulha, não bússola.

A origem é antiga. As primitivas peças imantadas, para governo do navio, eram, na realidade, agulhas de ferro, que flutuavam em azeite, acondicionadas em tubos, com uma secção de bambu. Chamavam-se calamitas. Como eram basicamente agulhas, os navegantes espanhóis consideravam linguagem marinheira, a denominação de agulhas, diferentemente de bússolas, palavra de origem italiana que se referia à caixa – “bosso” – que continha as peças orientadas.

Fonte: marinha.mil.br

De olho nas forças da natureza

mapservA meteorologia pela América do Sul e Caribe, como mostra a imagem do satélite, está instável  nesse último dia de Outono. Os caribenhos estão de orelha em pé com a chegada, nas próximas horas, de uma forte tempestade tropical, porém, as notícias esperançosas dos velejadores brasileiros, que navegam por lá, é que tudo ficará bem. anima_altura   No litoral do Brasil as ondas estão crescendo e devem alcançar, em alto mar, a marca dos 3 metros de altura, o que deve levar a Marinha emitir aviso de ressaca e mar grosso. No Sudeste a agitação está forte e pelo Nordeste moderada, situações que merecem atenção redobrada por parte do navegante.br1O gráfico da chuva mostra que o litoral e boa parte da região Norte terão chuvas no primeiro dia do Inverno, mas o sertão nordestino, que está clamando por uma chuvinha abençoada, a situação é crítica, pois as chuvas que tem caído não conseguem manter o chão molhado por mais de dois dias.

 

Inspeção naval e a polícia marítima

ad50da85b3c142a3af0e5526b8306821Em 2012, ao comandar um veleiro entre Natal e a Bahia, fui abordado no litoral de Sergipe, a 12 milhas da costa, por um Navio Patrulha da Marinha do Brasil, numa operação padrão de inspeção naval. Fui chamado pelo rádio, pediram-me identificação e em seguida pediram educadamente permissão para uma equipe de inspeção vir a bordo. Perguntei se era para cortar o seguimento do barco, porém, fui orientado a seguir navegando, mas em menor velocidade. Beleza! Folguei as escotas e fui navegando na manha até que a equipe se aproximou e dois inspetores embarcaram. Pediram para ver os documentos, perguntaram nosso destino, Lucia ofereceu um lanche – que foi recusado, agradeceram a nossa presteza, desejaram boa navegada até o nosso destino, informaram que estariam naquelas imediações até por volta da meia noite e se foram. A abordagem aconteceu às 13 horas. Fiquei feliz, confiante no trabalho da Marinha do Brasil e de maneira nenhuma me senti ultrajado. Ao relatar o acontecido em um grupo de velejadores, fiquei surpreso com as reações contrárias e as palavras desabonadoras com relação a essa abordagem, em que muitos acharam, e acham, ser um abuso. Quantas vezes já ouvi reclamações quanto ao trabalho da inspeção naval. Quantas vezes ouvi através do VHF navegantes fazendo alerta aos amigos sobre ocorrência de blitz. Quantas vezes vi colegas fechar o barco e desembarcar para não ser fiscalizado numa ancoragem. Hoje, diante da violência que já descamba para os lados do mar, o que mais se pede nos grupos e clubes náuticos é a criação de uma polícia marítima. Aí eu pergunto: – Para que mesmo? Será que ela não vai ser escrachada e mal falada quando cumprir seu papel? Será que dirão que ela incomoda demais? Será que um dia surgirá uma barqueata com faixas e bandeiras com a frase, abaixo a polícia marítima? Sei lá, somos um povo tão esquisito!    

Aviso aos navegantes

anima_alturaEssa semana, de 22 a 28/05, os ventos andam soltos pelas esquinas do litoral brasileiro e os alísios que acariciam o litoral do Nordeste estão batendo fácil na marca dos 20 nós, cerca de 40 quilômetros por hora. Pela animação do gráfico do CPTEC/INPE, dá para ver que o mar está de gente grande e a orientação da Marinha do Brasil é que embarcações miúdas permaneçam no porto e as demais, revisem o material de salvatagem, os equipamentos de segurança e passem a vista nos motores, velas e bombas de esgoto. Veja o que diz o aviso:

MAR CONTINUARÁ AGITADO COM RISCO DE RESSACA ENTRE O LITORAL NORTE DA BA E AL

Entre hoje(23/05) e o início da quarta-feira(24/05), o mar ainda continuará agitado com risco de ressaca entre o litoral norte de RS e ES devido à chegada das ondas atingindo quase perpendicular à costa com alturas entre 2 e 3 metros. Por outro lado, a persistência dos ventos de sudeste mais intensos continuarão deixando o mar agitado no litoral norte da BA, SE e AL com ondas de sudeste entre 2 e 3 metros de altura entre a terça-feira(23/05) e quinta-feira(25/05). O risco de ressaca continuará na região.

De olho no mar

anima_altura O feriadão de 1º de Maio, que para muitos terá início na sexta-feira, 28/04, promete ser agitado para aqueles que navegam pelos mares do Sul e Sudeste, com ondas que podem chegar próximo aos 5 metros de altura em alto mar, o que deve levar, se ainda não levou, a Marinha do Brasil emitir avisos de ressaca e mar grosso na região. Para os surfistas, será um fim de semana a ser comemorado com belas manobras. Fonte da imagem: Cptec/Inpe  

Aviso aos navegantes – Alerta de ressaca

8 Agosto (16)

A Marinha do Brasil emitiu aviso de ressaca entre os dias 31 de março e 2 de abril, com ondas de mais 2,5 metros, entre Touros/RN e Ilha de Santana/MA. A recomendação é que embarcações de pequeno porte evitem navegar nesse período e os comandantes das demais, verifiquem o material salvatagem, motores, bombas de esgoto, rádios e demais itens de segurança.  

Tripulação resgatada do veleiro Toumai já chegou ao Uruguai

O velejador baiano Haroldo Quadros, cabra bom da peste, enviou mensagem dando notícias dos tripulantes, dois adultos e duas crianças, do veleiro Toumai, encontrado a deriva a 500 milhas da costa do Rio Grande do Norte. O veleiro foi rebocado por um barco atuneiro até o porto do município salineiro de Areia Branca/RN. O navio Noni, que resgatou a família, já chegou ao Uruguai. O texto está em espanhol.

El granelero participante Amver rescató a 4 personas de un velero en problemas a unas 500 millas de la costa de Brasil el domingo 22 de enero de 2017. Se trata de una familia francesa integrada por dos adultos y dos menores.
La tripulación del Noni escuchó una emisión de radio mayday y notificó al personal de rescate en Brasil y al  centro de Amver. Según el informe desde el Noni, un velero reportaba una falla y el buque  se estaba inundando. La tripulación del Noni estaba a sólo dos millas de distancia y cambió de rumbo para prestar asistencia al velero discapacitado.
Dos horas después de recibir la llamada de socorro, la tripulación de la nave con bandera de Marshall Island estaba a salvo junto al velero y alzaba a los cuatro supervivientes a bordo del buque. Los integrantes del velero llegaron a estar dos días sin motor a la deriva en el Océano Atlántico.
Los supervivientes no estaban lesionados y habían estado en un viaje desde Dakar, Senegal a Brasil cuando reportaron un fallo de motor y agua entrando en el barco. Los supervivientes llegan ayer 31 de enero al puerto de Nueva Palmira.
La llegada de los cuatro náufragos a Nueva Palmira se da porque era el primer puerto que tenía previsto arribar el buque. Hoy tocaban tierra, fuentes consultadas informaron a Carmelo Portal que los mismos tienen pasaporte y van a ingresar al país como pasajeros. Desde ayer intentamos comunicarnos con la Embajada de Francia en Montevideo, pero nadie devolvió la llamada