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Aviso aos navegantes

anima_alturaEssa semana, de 22 a 28/05, os ventos andam soltos pelas esquinas do litoral brasileiro e os alísios que acariciam o litoral do Nordeste estão batendo fácil na marca dos 20 nós, cerca de 40 quilômetros por hora. Pela animação do gráfico do CPTEC/INPE, dá para ver que o mar está de gente grande e a orientação da Marinha do Brasil é que embarcações miúdas permaneçam no porto e as demais, revisem o material de salvatagem, os equipamentos de segurança e passem a vista nos motores, velas e bombas de esgoto. Veja o que diz o aviso:

MAR CONTINUARÁ AGITADO COM RISCO DE RESSACA ENTRE O LITORAL NORTE DA BA E AL

Entre hoje(23/05) e o início da quarta-feira(24/05), o mar ainda continuará agitado com risco de ressaca entre o litoral norte de RS e ES devido à chegada das ondas atingindo quase perpendicular à costa com alturas entre 2 e 3 metros. Por outro lado, a persistência dos ventos de sudeste mais intensos continuarão deixando o mar agitado no litoral norte da BA, SE e AL com ondas de sudeste entre 2 e 3 metros de altura entre a terça-feira(23/05) e quinta-feira(25/05). O risco de ressaca continuará na região.

De olho no mar

anima_altura O feriadão de 1º de Maio, que para muitos terá início na sexta-feira, 28/04, promete ser agitado para aqueles que navegam pelos mares do Sul e Sudeste, com ondas que podem chegar próximo aos 5 metros de altura em alto mar, o que deve levar, se ainda não levou, a Marinha do Brasil emitir avisos de ressaca e mar grosso na região. Para os surfistas, será um fim de semana a ser comemorado com belas manobras. Fonte da imagem: Cptec/Inpe  

Aviso aos navegantes – Alerta de ressaca

8 Agosto (16)

A Marinha do Brasil emitiu aviso de ressaca entre os dias 31 de março e 2 de abril, com ondas de mais 2,5 metros, entre Touros/RN e Ilha de Santana/MA. A recomendação é que embarcações de pequeno porte evitem navegar nesse período e os comandantes das demais, verifiquem o material salvatagem, motores, bombas de esgoto, rádios e demais itens de segurança.  

Tripulação resgatada do veleiro Toumai já chegou ao Uruguai

O velejador baiano Haroldo Quadros, cabra bom da peste, enviou mensagem dando notícias dos tripulantes, dois adultos e duas crianças, do veleiro Toumai, encontrado a deriva a 500 milhas da costa do Rio Grande do Norte. O veleiro foi rebocado por um barco atuneiro até o porto do município salineiro de Areia Branca/RN. O navio Noni, que resgatou a família, já chegou ao Uruguai. O texto está em espanhol.

El granelero participante Amver rescató a 4 personas de un velero en problemas a unas 500 millas de la costa de Brasil el domingo 22 de enero de 2017. Se trata de una familia francesa integrada por dos adultos y dos menores.
La tripulación del Noni escuchó una emisión de radio mayday y notificó al personal de rescate en Brasil y al  centro de Amver. Según el informe desde el Noni, un velero reportaba una falla y el buque  se estaba inundando. La tripulación del Noni estaba a sólo dos millas de distancia y cambió de rumbo para prestar asistencia al velero discapacitado.
Dos horas después de recibir la llamada de socorro, la tripulación de la nave con bandera de Marshall Island estaba a salvo junto al velero y alzaba a los cuatro supervivientes a bordo del buque. Los integrantes del velero llegaron a estar dos días sin motor a la deriva en el Océano Atlántico.
Los supervivientes no estaban lesionados y habían estado en un viaje desde Dakar, Senegal a Brasil cuando reportaron un fallo de motor y agua entrando en el barco. Los supervivientes llegan ayer 31 de enero al puerto de Nueva Palmira.
La llegada de los cuatro náufragos a Nueva Palmira se da porque era el primer puerto que tenía previsto arribar el buque. Hoy tocaban tierra, fuentes consultadas informaron a Carmelo Portal que los mismos tienen pasaporte y van a ingresar al país como pasajeros. Desde ayer intentamos comunicarnos con la Embajada de Francia en Montevideo, pero nadie devolvió la llamada

Marinha do Brasil – Nota a Imprensa

IMG-20170313-WA0012Nota da Marinha do Brasil sobre o veleiro encontrado a deriva e sem tripulantes no litoral do Rio Grande do Norte.

MARINHA DO BRASIL
COMANDO DO 3º DISTRITO NAVAL
Natal-RN, 13 de março de 2017.
NOTA À IMPRENSA
A Marinha do Brasil, por meio do Comando do 3º Distrito Naval, informa que tomou conhecimento que, na última quinta-feira (9), foi localizado um veleiro, à deriva, a 500 km de Areia Branca, com inscrição “Toumai” no casco. A embarcação está atracada no cais da Companhia Docas do Estado do Rio Grande do Norte, em Areia Branca.
No 22 de janeiro de 2017, o Navio Mercante “NONI”, de bandeira das Ilhas Marshall, informou que, ao receber o sinal de socorro do veleiro francês “Toumai”, a cerca de 1000km da costa do Brasil, resgatou seus 4 tripulantes e seguiu viagem para Nueva Palmira-Uruguai.
A Agência da Capitania dos Portos em Areia Branca instaurará Inquérito Administrativo para apurar as causas e responsabilidades pelo ocorrido e adotará os procedimentos previstos pela Diretoria de Portos e Costa no tocante às coisas ou bens perdidos em águas sob jurisdição nacional.
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DO COMANDO DO 3º DISTRITO NAVAL

Um gigante no cadafalso

Sao_Paulo_at_sea_(11522051596)Os poetas nos ensinam que as embarcações cumprem destinos, mas o que dizer daquelas que são abatidas em plena navegada pelo despropósito de alguém? Aprendi que um barco jamais será velho, porque sua alma está sempre renovada. Barco tem alma e a alma do valente e incompreendido navio aeródromo São Paulo, que nasceu Foch 99, em 1960, quando foi lançando ao mar para servir a armada francesa, está ferida de morte, porque o gigante de 265 metros, 32,8 toneladas e que acolhe 1.920 tripulantes, tem os dias contados para ir para o abate em algum cemitério de navios dos mares orientais ou africanos. A Marinha do Brasil anunciou, dia 14 de fevereiro, que uma pretendida reforma que daria sobrevida de quase 30 anos ao São Paulo mixou por falta de verba e interesse e sendo assim, o Brasil ficará sem sua Nau capitânia por longos anos, ou quem sabe para sempre, porque a compra de um novo navio aeródromo está fora dos planos prioritários do comando naval. Dia desses vi um comboio de Fuzileiros Navais desfilando pelas ruas de Natal/RN com a missão de vistoriar presídios, numa clara desvirtuação dos manuais das forças armadas. Pensando bem, para isso não é preciso navio, basta um jipe, né não?  

Viver não é preciso, navegar sem segurança também não é

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Na sequência da imagem acima, que aconteceu em abril de 2016, o barco de passageiros passa a toda velocidade e muito próximo do veleiro em que estávamos, ancorado em frente a Ponta do Curral, Baía de Tinharé/BA. Não foi uma situação de risco e nem ousamos fazer cara feia, porque isso é tão corriqueiro naquela região e a reclamação, na grande maioria das vezes, gera momentos de extrema má educação, quando não, uma velada ameaça de agressão. O melhor a fazer é abrir uma cerveja e curtir o sabor da paz. Estamos em plena estação onde o mar e o sol são os grandes senhores da razão e é justamente no verão onde ocorrem os maiores acidentes no mar, e não poderia ser para menos, porque muitos que se acham donos do mundo assumem o comando de embarcações que nem eles sabem o que estão comandando. E o pior de tudo é que até aqueles que se dizem profissionais da náutica muitas vezes assumem a vez de principiantes e o que mais se vê são acidentes e desrespeito as leis marítimas. – E a Marinha do Brasil? Bem, a Marinha em algumas situações age com rigor, porém, na grande maioria das vezes o infrator passa despercebido e sai pelas águas aprontando barbaridades. Quer saber? Basta ficarmos dez minutinhos em um point que tenha grande número de barcos circulando que veremos cenas de arrepiar. E não vá me dizer que as acenas acontecem apenas com um ou outro modelo de embarcação, porque acontecem com todas, pois má educação não escolhe modelo de barco. Recentemente li que um veleiro foi atropelado por uma escuna, acho que em Angra dos Reis, e que o feito ficou pelo não dito e o dito ficou pelo mal feito. Dizem que a autoridade naval cruzou os braços, o que me custa a acreditar, e o prejuízo ficou com o barco atropelado. – Será mesmo? – Se assim foi, degringolamos de vez! Nunca achei correto as ações tipo operação verão, porque temos quatro estações e em todas assistimos cenas que nenhum bom navegante gostaria de assistir. Se durante o ano inteiro acontecessem fiscalizações intensa e preventiva não estaríamos no mar passando os mesmos perigos que passamos nas estradas, que só tem fiscalização da lei seca e nada mais. A pirataria está aí tomando forma e gosto. Já está passando da hora da autoridade naval, ou outra que for de direito, assumir o timão da nau da insensatez, porque a frota de embarcações de esporte e recreio cresceu assustadoramente e não é com conversa bonita e operação localizada que se coloca ordem na casa. No mar o comando é imprescindível!