Arquivo da tag: poesia

Jangada

3 Março (63)

“…Quer sossegada na praia,
Quer nos abismos do mar,
Tu és, ó minha jangada,
A virgem do meu sonhar:
Minha jangada de vela,
Que vento queres levar?…”

Juvenal Galeno

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O retrato, o poema e a poesia

2 Fevereiro (32)

“Perder um poema pode ser doloroso, angustiante, mas perder a poesia seria muito pior” Lívio Oliveira, escritor, no texto O poema perdido, publicado no jornal Tribuna do Norte

Sol de todo dia

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…Fim da tarde a terra cora/E a gente chora/Porque finda a tarde…” Canto do povo de um lugar, Caetano Veloso

Dona dos meus olhos é você…

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E Nando Reis canta assim: “…Pois meus olhos vidram ao te ver/São dois fãs, um par/Pus nos olhos vidros para poder/Melhor te enxergar/Luz dos olhos para anoitecer/É só você se afastar/Pinta os lábios para escrever/A sua boca em minha…”

O retrato

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A poesia é livre…

Da Canastra ao Atlântico nas telas de um poeta

O Velho Chico Ilustrado é mais do que um trabalho maravilhoso do pintor Otoniel Fernandes Neto, musicado pelo seu irmão, o velejador, violeiro e bom de prosa Elson Fernandes Mucuripe. O vídeo divulgado pelo YouTube é uma apologia a grandeza e a beleza de um dos mais importantes rios desse imenso país abençoado pelo arquiteto da natureza. O São Francisco sempre foi desejado pelo povo do mar e os segredos e mistérios de sua navegação atiça o sonho de velhas e novas gerações de navegantes. O Velho Chico é grande, pequena é a alma daqueles que assumem a caneta que transforma homens em bestas-feras e faz com que o grande rio nordestino agonize em desespero ao longo dos séculos. Em 1999 o artista Otoniel Fernandes, seguindo o instinto de sua origem temperada com o suor da terra brocada pelo sol, foi até a nascente do Rio, na Serra da Canastra, e meteu-se a pintar e a caminhar até se deparar com a imensidão do meio do mar. A poética viagem do pintor, musicada em verso e prosa pelo violeiro Mucuripecabra da peste que só vendo –, no disco “Velho Chico, Uma viagem musical”, rendeu 70 pinturas que foram expostas nas cidades ribeirinhas ao longo do Chico e seguiu oceano adentro até desaguar em Miami/EUA. Otoniel é um apaixonado pelo Rio São Francisco e já o retratou em mais de 150 telas, e não era para menos, porque o velho rio nordestino é um modelo amostrado e dono de um arquivo infinito de poses. Pela maravilha de trabalho, pela importância do Rio São Francisco, pelo amor as coisas encantadas desse Brasil mais lindo, pela emoção de assistir coisa tão bela e mágica, trouxe o vídeo para ilustrar e iluminar as páginas desse Diário.  

Do livro “A Saga do Barcaceiro”

7 Julho (167)

Pra tudo precisa sorte

Até para andar no mar

Onde as águas balançam

Eu queria morar

Prá tudo precisa sorte

até pra navegar

(Cancioneiro das Barcaças)