Arquivo do mês: maio 2014

Defesa na Copa – Aviso aos navegantes

Segurança e defesa cibernética Para quem acha que a postagem anterior, Atuação da Marinha do Brasil durante a Copa do Mundo, é mais uma das muitas lendas que pulalam em torno da Copa 2014 para trazer incertezas e mal estar, publico abaixo o comunicado que a Capitania dos Portos de Pernambuco fez circular entre os Clubes Náuticos, Agências Marítimas e Colônias de Pesca. Faço uma observação para as interdições assinaladas no item 2 do Comunicado, que se referem as manobras do navio de passageiro MSC Divina, um gigante de 333 metros de comprimento e quase 68 metros de altura, que foi motivo da crônica, A Copa e a Ponte, postado aqui em 14 de Abril. O navio que trará torcedores mexicanos para assistir os jogos em Natal/RN, onde jogará a seleção deles, pretendia atracar no Porto da capital potiguar, mas pelo bem da segurança da navegação e conforto aos passageiros o rumo foi alterado para a capital do Frevo, causando ciumeira, falatório e discursos inflamados entre autoridades norteriograndeses.    

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Atuação da Marinha do Brasil durante a Copa do Mundo

eixos-03-defesa-maritima-fluvial-int Em um bate papo descontraído de palhoção um velejador levantou a bola de como seria a atuação da Marinha do Brasil durante a Copa do Mundo, pois ele havia escutado um apito que iria existir abordagens severas da Inspeção Naval e que as entradas e saídas de embarcações nas Barras somente seriam possíveis com autorização expressa das Capitanias dos Portos. Aquele papo me deixou intrigado em saber como seria mesmo que a coisa irá acontecer, pois o desenrolar da conversa foi um samba do crioulo doido. Com toda essa onda de disse me disse, acusações, promessas veladas de quebra quebra, picaretagem e mais um monte de coisa por debaixo dos panos, vamos torcer para que tudo não passe de mais uma lenda urbana. Bem, para matar minha curiosidade fui navegar no site da Marinha do Brasil e lá está escrito tudo tim tim por tim tim de como será a operação de guerra para a Defesa na Copa. Na parte que cabe a Marinha está escrito assim:      

Defesa marítima e fluvial

Ações de patrulha e inspeção naval, entre outras medidas de segurança, serão adotadas pela Marinha do Brasil contra ameaças vindas do mar e o uso indevido das vias fluviais, como a circulação de embarcações suspeitas.

Mergulhadores de combate e fuzileiros navais estarão de prontidão para atuar, caso necessário, em ações de retomada e resgate com foco na desativação de artefatos explosivos e em operações de interdição marítima. Plataformas de petróleo e terminais petrolíferos também serão resguardados.

Velejando de Salvador às Granadinas – II

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VELEJANDO DE SALVADOR ÀS GRANADINAS – II

Sergio Netto

Dia 24, o terceiro de velejada, o organismo já adaptado, muita leitura. Cada vez que se sai do porto recomeça o processo de adaptação, enjoo, etc., que dura tres dias. Hoje é o 20º dia desde a saida de Salvador, 15 dos quais navegando. Às 11:10 ψ=0°15’S, ʎ=43°00’W. Vento NE 17 nós aparente. Progresso de 190 milhas em 24 horas. Média desde Fortaleza 7,1kn.  Cruzamos o equador na longitude ʎ=43°27’W, profundidade ~3000m. Bruno e eu pulamos na água, um de cada vez. Passamos por fora dos recifes Manuel Luis, no Maranhão, todo o pano em cima.image

Dia 25 o vento diminuiu para força3, força 2, e rondou para NE. Tivemos um progresso de 162 milhas em 24 horas. Passou um navio de container, por fora, para SE. Dia 26, outro navio, também por fora, bem longe, no rumo NW. Às 04:30 o vento cresceu para 10 nós, NE, e estabilizou. O trecho de vento fraco foi de 0,5° de latitude e 1° de longitude, 1,5 a 2,0°N e 45°40’ W a 46°40’W. Às 10h vimos um veleiro na proa quando subiamos o talude continental, cruzando as isóbatas de 2000 e 1000m. Antes do almoço houve um show de golfinhos que Bruno fotografou. A água continua azul, mas mais escura. Durante a noite cruzamos o canal principal que alimenta o talude no cone do Amazonas. Na plataforma, entre as isóbatas de 30 e 200m, há na carta 10 da DHN um ponto circular marcando 471m. Passei nele; vinha com profundidade mensurável na sonda que tem registro analógico, e perdi o fundo por 36 minutos. Interpretei não como uma anomalia pontual, circular, mas como o talveg de um canal distributário com largura de 4 milhas, vindo do cabo Norte e de Macapá que não foi convenientemente mapeado. Este canal deve alimentar a cabeceira do grande leque no talude, o qual forma o ‘cone do Amazonas’.

A isóbata de 10m está a 50 milhas da costa! Tudo aqui na foz do Amazonas é grandioso. Às 22:50 havia um pesqueiro grande na frente. Acendi a luz de navegação e fui de proa. O pesqueiro chamou no rádio, com voz de velho amazonense. Estava à deriva a 3,6 nós, largando equipamento de pesca. Foi uma comunicação cordial com o barco.

No dia 27 tivemos um progresso de 173 milhas, e a água mudou de cor para esverdeada. Passaram 3 navios, por dentro possivelmente para pegarem menos correnteza. Motoramos 7 horas, toda a tarde,um motor de cada vez, no intuito de chegar em Salut ao entardecer do dia 28, mas às 17:50 o motor de BE superaqueceu e tocou o alarme: partiu a correia da bomba d’água salgada, e o de BB entupiu o filtro de combustivel. Como não tinha balão, decidi ir ‘drifting’ com vela suficiente para manter o rumo e passar mais uma noite no mar, chegando pela manhã do dia 29. Foi uma decisão interessante andar mais devagar. Acabou o barulho do motor, ficou tudo relaxado e mantivemos o mínimo de vela só para sustentar o rumo, porque a correnteza é de 2 nós a favor. O problema agora é administrar o ‘excesso’ de velocidade para não chegar muito cedo, ainda escuro. Igor fez mil recomendações para não investir as ilhas à noite.

image imageimageimageIdentificamos o veleiro que vimos ontem, está agora por sota e no través. É um ketch americano, Carduff, que não respondeu minha chamada! Mas hoje falei com um navio, o P&O Nedloyd, de Houston, e ele também. Deve ser um desses gringos fdp amedrontados que segue as regras de segurança lá deles. Dia 28 consertamos os motores e administramos o ‘excesso de velocidade’ enrolando toda a genoa. Desliguei o piloto para economizar energia e travei o leme com um ângulo de 15°… e fomos derivando a 2 nós, abrindo 20 a 30° do objetivo. Durante 16 horas! Foi assim que passamos a fronteira internacional Brasil-Guiana. Dia 29 atrasamos o relógio 1 hora, para o fuso de Caracas, GMT-4. Às 02:45 ψ=5°21’N  ʎ=51°51’W, destravei o leme, apontei M270 para corrigir a correnteza, abri a genoa toda com vento SE força 3 e andamos SOG 3-4 nós na direção de Iles du Salut. menos de 50 milhas à frente. A água estava verde escuro, azeitonada. Às 11h ancoramos em Ile Royale, ψ=5°17’N  ʎ=52°35’W, 1037 milhas desde Fortaleza em 7 dias. Consumimos 100 litros d’água, mais de 7 l/pessoa/dia, uma esnobação. Lá estavam ancorados 9 veleiros, incluindo os Endurance 35, Sidoba III e Marie Celeste. Chegaram ontem à tarde, cumprindo o que nós iriamos fazer se não tivessem pifado os motores. Como se ve na Blue Chart, as ilhas ficam a 5 milhas do continente e a 8 milhas de Caiena, e é tudo muito raso. Mas tem uma maré de 3m. Fomos Stanislau, Luis, Xari, Bruno e eu de caique, visitar as ilhas de St.Joseph e do Diabo, todas vulcanicas. Bruno subiu num coqueiro e derrubou sete cocos. Visitamos as celas comunitárias e as solitárias, de 1,5x3m, escuras,fechadas com um circulo no teto. Hoje os franceses se envergonham do tratamento que davam aos presidiários.

No dia 30 os espanhóis foram embora cedo. Fui com Bruno visitar Île Royale, onde ficava a administração do presídio e hoje é a sede do receptivo turístico. A única coisa que conseguimos comprar foi um cartão de telefone por €12,4, que usamos para falar para o Brasil até o ultimo centavo. Aqui euro e dólar têm o mesmo valor. Almoçamos no restaurante da pousada, visitamos o farol antigo junto do telescópio moderno que rastreia os foguetes lançados do Centro Espacial em Kourou no continente defronte. A base é conveniente para os franceses porque fica próxima à linha do equador.

 Largamos às 15 h, contornando a Île Royale pelo sul e rumando 316V, direto para Granada, passando pelo norte de Tobago. O plano é, se quebrar o barco, entramos para Trinidad; se estiver tudo bem vamos direto para Granada. Vento NE 15 kn. Me sinto melhor velejando num mar arrumado e vento folgado do que em terra!

imageNa madrugada do dia 31, defronte à fronteira com o Suriname, a 30 milhas de terra fomos abordados pela guarda costeira (?). Chegaram completamente apagados e chamaram no rádio, creio que em holandês.  Não respondi e meteram um holofote possante sobre o Blooper. Respondi em Inglês, e eles pediram identificação. Satisfeitos com as respostas desejaram boa viagem e apagaram tudo de novo. Quando nos afastamos mais da costa o vento caiu à noite para 8 nós e a corrente cresceu para 2. Hoje passamos a usar o tanque grande. O de 100 litros que enchemos em Fortaleza durou 10 dias: 5l/pessoa/dia. Estamos melhorando. Às 15h progresso de 137 milhas. Ψ=6°45N ʎ=54°17’W, prof 45m, correnteza 0,5 a 1 nó. Vento real E<10kn nas ultimas 16 horas.

Dia 1 de novembro descemos da plataforma continental para o talude a 7°30’N; a plataforma aqui tem 100 milhas de largura. Dai os alísios de NE começaram a se firmar, crescendo lentamente de 10 para 15 nós a 8°N, e passando de 20 nós a 9°N, com ondas de 2m. A temperatura da água subiu para 27,4°C, e a cor voltou a ser azul. Como a costa da Guiana é orientada NW na direção da Venezuela, estamos agora andando em asa de pombo no talude, paralelo à costa. A correnteza aumentou de 0,5 para 1 nó, de ESE. Às 15 h, em Ψ=8°12N ʎ=55°50’W, marcamos um progresso diário de 130 milhas. Perdemos a ultima colher de arrasto disponível. No dia 2 de novembro o vento começou a crescer devagarzinho, para não assustar. Continua leste. Refresca à noite e cai de dia. Nesta madrugada de 1 para 2 tivemos algumas nuvens pretas mas mantivemos tudo em cima. Fomos de novo abordados por navio de guerra, igual a ontem, só que hoje já chegaram falando inglês com sotaque americano. De novo, não vimos o barco. Hoje às 15h completam 11 dias desde Fortaleza. Lavei shorts e cuecas.

2 de novembro 2003, domingo. Acordei com a queda de um peixe voador nas minhas costas. Entrou pela fresta aberta da gaiuta de popa a barlavento! Acendi a luz e joguei de volta para o mar. Nesta madrugada pegamos corrente contra, de W, entre 8,5 e 10°N, e tráfego de navios na rota Miami-Recife.

Defronte à Guiana Inglesa, até a foz do Rio Orinoco, a 140 milhas da costa, pegamos uma zona de depressão da tarde do dia 2 até a manhã de 3 de novembro. Igor havia avisado que por aqui tem uma depressão semanal. Era uma sequência de cumulus altos, espaçados no horizonte a leste, parecendo barcos de pesca alinhados na borda da plataforma, cada um em forma de charuto. Quando chegou o primeiro, o Blooper parecia um carroção, vibrando todo a 10 nós. Ai descemos a mestra para o terceiro rizo, e melhorou. Se minha neta de um ano estivesse a bordo, uma possibilidade aventada de Lia e ela embarcarem em Fortaleza, ou ela ia ficar vacinada para o resto da vida, ou ia se assustar com a eventual expressão de tensão dos mais velhos; um risco que eu não estava disposto a jogar. Além do mais, com ela a bordo eu ia acabar quebrando uma regra de segurança fundamental: o barco tem prioridade.

Proteção contra raios

2 Fevereiro (4)

A chuva, raios e trovões que castigou Salvador/BA na última Quinta-Feira,22/05, trouxe também alguns prejuízos e reacendeu uma velha preocupação no meio náutico, quando um raio despejou sua energia sobre o fundeadouro do Aratu Iate Clube danificando equipamentos de alguns veleiros e deixando muita gente de orelha em pé. Diante disso, o velejador Sérgio Netto nos enviou algumas recomendações, entre elas um indicativo de uma página da West Marine, onde ele diz assim: 

Na página: www.westmarine.com /WestAdvisor/Marine-Grounding-Systems,  vc tem as recomendações diversas, não só para proteção contra raios, mas para evitar problemas de corrosão.

Mas essencialmente a proteção contra raios nos veleiros é obtida fazendo um caminho condutor o mais direto possível entre o mastro e um terra na água, e conectando a este “eixo” as principais massas metálicas do barco. Dessas, as mais importantes são os tanques metálicos de água e combustível. O motor-redutor/rabeta ou eixo também, mas estes tem o aterramento garantido pela imersão da rabeta, ou em menor grau pelo sistema pé-de-galinha. Se estiver ancorado, a corrente metálica aterra o guincho de forma eficiente (filame de cabo não garante).

Quem tem quilha metálica (mesmo que revestida com polímeros, tinta, etc, deve usar a quilha como terra principal.

Quem não tem quilha metálica (catamarãs com bolina, etc.) pode usar uma placa de pelo 30×30 cm no casco, além do conjunto hélice-eixo-pé-de-galinha, ou rabeta.

No Delta 36, o mastro é conectado eletricamente à coluna de sustentação. Do pé desta a um parafuso da quilha são poucos centímetros, é só conectar com um cabo adequado (veja a norma; eu conectei o meu com um cabo de uns 5 mm de diâmetro (o mínimo recomendado AWG 8 tem um diâmetro de 3,3 mm).

Sacrifício

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“Sacrifício é a prática de oferecer como alimento a vida de animais, humanos, colheitas e plantações, aos deuses, como ato de propiciação ou culto. O termo é usado também metaforicamente para descrever atos de altruísmo, abnegação e renúncia em favor de outrem.”

Fui buscar essa definição nas páginas dos dicionários digitais por casual curiosidade, pois no meio náutico sempre ouço alguém dizer que vai fazer um tremendo sacrifício para aceitar o convite de um amigo ou de um familiar para uma velejada. Sendo assim, o passeio não tem a menor possibilidade de ser divertido.

Alguns velejadores ainda se apegam na palavra para chantagear a esposa e fazer que ela o acompanhe nas suas aventuras pelo mar. – Poxa, eu faço tanto e você não pode fazer um tantinho assim por mim! E assim, lá vai a esposa se submeter ao sacrifício. Vai uma vez e escapa pela tangente tantas outras puder escapar.

Não é com sacrifício que se aprende a gostar de velejar, mas sim com muita boa vontade e querer. Sou da opinião de que nada que se faça com sacrifício seja prazeroso, principalmente no mar.

Até velejadores experientes se apropriam do nome para dar mais veracidade e drama as suas conquistas. Muitas vezes a navegada nem foi das mais difíceis, mas como o intuito é impressionar o público, eles fazem questão de levar o sacrifício ao pódio. E alguns chegam até a derramar lágrimas.

As religiões adoram falar no tema e existe até uma certa teologia do sacrifício que apresenta diversas razões para a realização do sacrifício. Quando não é um animal que esteja passando por perto, o sacrificado pode ate ser alguém que não reze na cartilha do reverendo, mas nunca ele e nem os seus.

Graças a Deus que no Novo Testamento está escrito que o sacrifício hoje em dia é coisa desnecessária, pois Jesus Cristo cumpriu todas as exigências da lei judaica e se ofereceu ao sacrifício expiatório, recebendo todo o castigo pela culpa dos homens. Mesmo assim outras correntes religiosas não querem nem saber dessa verdade e ainda sobra sacrifício para um bocado de animal e gente desavisada. Quando existe a fé cega e a faca amolada não tem lei no mundo que mude a sina do sacrificado. Mas vamos deixar as crenças de lado e vamos voltar para o nosso sacrifício no mar antes que eu seja sacrificado pela ira santa.

Esse assunto me encucou enquanto conversava com alguns amigos sobre a sombra de um palhoção de clube náutico. Nesses ambientes refrescantes e regados a bons goles de cerveja estupidamente gelada sai tudo quanto é conversa, só não sai mesmo é a coragem de enfrentar o mar.

Um velejador que fazia parte da mesa etílico gastronômica disparou: “Eu nunca chamei minha mulher para velejar comigo, porque sei que ela não faria esse sacrifício por mim”. Outro mais ousado falou assim: “A minha já veio uma vez, mas quando o barco adernou ela deu um grito, ficou tesa de medo e pediu chorando para retornar ao clube e nunca mais entrou no barco”.

Fiquei ali um bom tempo ouvindo as opiniões e imaginando até onde aqueles meus colegas desejavam realmente que as esposas embarcassem. Todos se achavam donos da situação e da verdade e nem de longe passava pela cabeça deles que o problema estava neles e não nas esposas.

Lucia gosta de dizer que velejar é um sonho do homem e a mulher apenas acompanha por querer estar junto daquele que ama. Se ela tem razão, o que eu acho uma verdade, então porque não se trabalhar com a vontade de fazer com que elas embarquem nesse sonho? Não ofereça o sacrifício como solução e sim a compreensão e a paciência da conquista.

Se o meu colega que acha que a mulher nunca ira navegar com ele fosse um pouco menos egoísta conseguiria convencer a tripulante a embarcar. Se o outro que adernou o barco a ponto de traumatizar a esposa fosse mais delicado na regulagem das velas, com certeza a esposa ainda hoje estaria a bordo. Afinal a velejada era apenas um passeio de fim de tarde e não uma regata.

Não existe teoria e nem papel passado em cartório sob a benção de um juiz para se conseguir a esposa como tripulante. Existe sim, afinação, compreensão, companheirismos, amor e querer estar junto. Sacrifício jamais.

Já falei aqui que o mar não é laboratório para se testar a paciência dos outros e muito menos altar para oferecer alguém em sacrifício. Deixe isso para os bárbaros da fé, que deles se encarregaram os deuses do juízo final.

Nelson Mattos Filho/Velejador

Coisa boa que só.

uma tarde de canjica (2)

Você deve estar se perguntando o que danado faz essa panela de canjica no Diário do Avoante. É apenas para lembrar que o próximo mês é Junho. Junho das festas juninas, do milho assado na brasa, do bolo pé de moleque, dos balões, do forró pé de serra, das quadrilhas, da quentura do quentão, da pamonha, das bandeirinhas coloridas, dos foguetes, das novenas, das fogueiras, da sanfona, do colorido das festas do interior, de João, de Pedro, de Antônio, do carneirinho e da canjica de sabor sem igual produzido por minha Ceminha. Eita mês arretado de bom! Que venha em paz!

É muita água sobre a capital baiana

 

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São Pedro resolveu abrir as torneiras sobre a cidade de Salvador/BA hoje, 22/05. Alias, faz mais de quinze dias que o Santo administrador das torneiras do Céu ameaça despejar águas sobre a cidade do Senhor do Bonfim, mas a intenção vinha sendo disputada na cana de braço com o Sol e a coisa ficava assim meio sei lá. Hoje São Pedro resolveu mostrar quem manda e deu um chega prá lá no astro rei e mandou ver. É muita água e trovoada! Veja o que mostra o satélite e o que diz o CPTEC/INPE para todo o Brasil: 

Frente fria causa chuva intensa e queda de temperatura no Sul do país.
Nesta quinta-feira (22/05) uma frente fria avançará pelo Sul do Brasil e pelo MS provocando muita nebulosidade e chuva localmente forte, principalmente entre o norte do RS, SC, PR e no oeste e sul do MS. As chuvas deverão vir acompanhadas de raios, ventanias e não se descarta a ocorrência pontual de queda de granizo. esta frente deverá provocar queda significativa das temperaturas no Sul do país nos próximos dias. Pancadas de chuva fortes de forma localizada também são esperadas no oeste e sul de SP e ao longo do dia a instabilidade aumentará pelo centro e leste de SP.
Obs: Texto referente ao dia 22/05/2014-11h53

REGIÃO NORDESTE

22/05/2014: No litoral norte da BA e extremo sul de SE: muitas nuvens e chuva. No norte e noroeste do MA: nublado com pancadas de chuva. No extremo sul da BA: sol e poucas nuvens. No sul do MA e do PI e nas demais áreas da BA: predomínio de sol. No nordeste da BA e demais áreas da região: possibilidade de chuva. Temperatura estável. Temperatura máxima: 33°C no PI.
23/05/2014: No litoral da BA: muitas nuvens e chuvas isoladas. No extremo oeste e litoral do MA, litoral do PI e litoral do CE: nublado com pancadas de chuva. No sul e oeste da BA: sol e poucas nuvens. No noroeste da BA e sudeste do PI: possibilidade de pancadas de chuva. Temperatura estável. No centro-leste da BA e litoral de SE e de AL: possibilidade de chuva. Nas demais áreas da região: sol entre nebulosidade variável. Temperatura máxima: 34°C no PI. Temperatura mínima: 18°C no sudoeste da BA.
Tendência: No sul, sudoeste e oeste da BA: sol entre nebulosidade variável. No oeste e norte do MA, norte do PI e norte do CE: nublado com pancadas de chuva. No litoral de AL e de PE: muitas nuvens e chuvas isoladas. No nordeste da BA, em SE, demais áreas de AL, leste de PE, na PB e no RN: nublado com possibilidade de chuva. No centro-sul do PI: possibilidade de pancadas de chuva a partir da tarde. No norte do CE e demais áreas do PI e do MA: nebulosidade variável e pancadas de chuva isoladas. Nas demais áreas da região: possibilidade de chuva. Temperatura estável.
Elaborado pelo Técnico em Meteorologia Filipe Oliveira.
Atualizado 22/05/2014 – 11h58