A parada agora é com La Niña


mapservFazer previsões meteorológicas nos dias de hoje é talvez um dos maiores embates que vivem os estudiosos do clima, porque a natureza está num acelerado processo de reciclagem que nem as lentes dos mais poderosos satélites estão conseguindo decifrar o que acontecerá vinte e quatro horas mais a frente. Basta ver a destruição que causou a passagem do furação Matthew, pelo Caribe, deixando atônitos os homens do tempo. Olhando os fortes ventos que castigam o litoral norte do Rio Grande do Norte, e que já deveriam ter amansado o sopro, escutei um velho pescador dizer assim: “…Se me dissesse que estava soprando esse vento todo por essa época do ano, eu diria que era conversa de pescador”. Apenas balancei a cabeça e sorri. Ontem, 19/10, em Brasília, a chuva e o vento castigaram a cidade e nas águas do lago Paranoá a bagaceira deixou prejuízos incalculáveis para a turma da náutica. Em Santa Catarina um tal de tsunami meteorológico, que eu nunca havia escutado falar, deu o que falar e arrastou carros e pessoas para o mar e as previsões para o restante da semana não são muito diferentes do que estamos vendo. Os meteorologistas afirmam que já é efeito da La Niña, a irmão feiticeira e oposicionista do bruxo El Niño, mas, timidamente, acrescentam que a Niña não vem com essa bola toda e que seu efeito será moderado. Tá certo!

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As mídias sociais já azeitaram a engrenagem da boataria e tem notícias para todo gosto, de seca dos infernos a cheia monumental e tem até quem afirme que o sertão vai virar mar. Porém, o chefe do setor de meteorologia da Emparn – Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN, Gilmar Bristot, já se apressou a desmentir a boataria e disse que o inverno será normal, podendo ser até acima da média para o semiárido, o que interromperia os cinco anos de seca que vive a região nordeste. Segundo ele, La Niña já está agindo sim no clima do planeta e com forte atuação. Deus te ouça professor! Agora vamos ver o que diz a turma do Cptec/Inpe para essa quinta-feira e para a sexta-feira, 21: 

PREVISÃO

Nesta quinta-feira (20/10), o escoamento difluente em altos níveis combinado com a presença do Jato de Baixos Níveis (JBN), calor e umidade, além da frente fria que avançará até o sul de SC, deixará o tempo com condições de instabilidades sobre a Região Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. Além da chuva, ocorrerão muitas descargas elétricas, ventos localmente fortes e, de forma mais isolada, queda de granizo. Também choverá de forma ampla e com elevado risco para temporais em SC e no PR. O aquecimento em superfície combinado com a umidade favorecerão convecção em pontos do Sudeste, especialmente em GO, Triangulo Mineiro no sul de MG, Centro-Oeste, Sudeste e faixa oeste e sul do Norte do Brasil. No litoral sul da BA, choverá de forma muito fraca e isolada. Na sexta-feira (21/10) o sistema frontal avançará até entre o PR e o sul de SP, causando condição para chuva entre SC e SP. No próximos dias, os modelos estão colocando chuva generalizada entre o Norte, Centro-Oeste e Sudeste do Brasil, devido ao calor, difluência em altos níveis e aos cavados vindos de oeste. Também a presença de um Vórtice Ciclônico em Altos Níveis (VCAN) auxiliará para chuvas no interior do Nordeste do Brasil.

Fonte: Tribuna do norte e Cptec/Inpe

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