Arquivo do mês: julho 2018

A energia eólica avança mar adentro

10 Outubro (78)

Quando a presidente Dilma Rousseff, em discurso na ONU, falou em “estocar vento”, o mundo veio abaixo nas redes sociais e até hoje, vez por outra, Éolo traz de volta as lembranças das palavras presidencial, porém, errada ela não estava de tudo e a ciência prova isso, basta pesquisar por aí os estudos que estão bem adiantados, principalmente no Reino Unido, inclusive com participação de cientistas brasileiros. Pois bem, o Brasil ainda não consegue “estocar vento”, mas está entre os maiores produtores de energia eólica do mundo e o Rio Grande do Norte aparece na liderança com o maior parque instalado. A energia dos ventos alísios que sopram no RN transformam o cenário de dunas, cidades litorâneas e caminha a passos largos para modificar a paisagem das serras e matas do sertão. O potencial é enorme e despertou interesses até na estatal do petróleo, e esta, entabulou estudos e anunciou investimentos para invadir o mar com torres, pás e geradores. A primeira planta-piloto da eólica, em alto mar, da Petrobras será instalada no campo petrolífero de Guamaré/RN e tem previsão de entrar em funcionamento até 2022. Se algum dia conseguiremos estocar vento, eu não sei, mas que vamos produzir uma danação, isso vamos.     

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Feitiço

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Lua e Marte, não sei qual dos dois mexe mais com a nossa imaginação. Talvez a Lua, feiticeira das paixões, com suas fases lindas, enigmáticas e poéticas. Talvez Marte, avermelhado com a fervura dos nossos mais desejosos sonhos. Não sei, talvez um dia, quem sabe talvez, a humanidade consiga descortinar tantos mistérios, mas por enquanto, por muitos cantos e encantos, vamos seguindo assim, vasculhando o firmamento em busca de respostas que nem bem sabemos o que perguntar.

Magia

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No firmamento, o mágico estendeu o manto e nos convidou para o espetáculo. Ele prometeu alinhar astros e estrelas, botou um deles para iluminar o picadeiro, e na hora marcada  cumpriu o prometido. Foi lindo, maravilhoso, encantador e deslumbrante, mas como ele fez aquilo? O astrônomo explicou, mas o público viu o que o mágico queria mostrar. No acender das luzes, o mágico sorriu baixinho, pegou a cartola e se foi esvoaçando o fraque. Ficamos tão fascinados, que nem percebemos que estávamos no centro do palco.

Eclipse lunar, o espetáculo da natureza

1 Janeiro (57)Nesta sexta-feira, 27/07, tem eclipse e das mais afamadas dos últimos tempos, pois vai durar “uma eternidade” e é só o que se fala mundo afora. Tentei rabiscar uns escritos sobre o fenômeno, me avexei, tentei novamente, as ideias estrebucharam e num relance de fim de noite, aparece na telinha uma canja do professor, astrônomo, velejador e amigo que ganhei do mar, José Dias do Nascimento Junior, cabra entendedor como poucos das coisas dos astros, dizendo assim:   

Eclipse lunar na Cidade do Sol // Sexta-feira, 27 de julho, nos humanos terráqueos e do lado noturno da Terra, poderemos testemunhar entre as 18:22 e 20:30, três objetos celestes em alinhamento. São eles, O Sol — Terra – Lua. A Lua entrará na sombra da Terra em um eclipse lunar total. Os potiguares podem ver o evento astronómico no fim da totalidade logo após o pôr do Sol. Em Natal seguirá as Fases Total – Parcial – Penumbra. Devido a configuração dos Astros, temos que neste eclipse o tempo da totalidade será bem mais longo que os anteriores deste século. A competição entre a Luz do Sol no final do dia, e o início do Eclipse deverá ser uma das dificuldades. A Lua terá uma tonalidade avermelhada que é consequência de desvios provocados por nossa atmosfera, que funcionará como um alente atenuadora. O ideal é observar sem nenhum instrumento. Regiões de beira mar, como por exemplo a via costeira ou o mirante da ladeira do Sol, são os recomendados para ver o evento astronômico. Ar seco e céu limpo favorece a visualização do evento, porém o excesso de nuvens pode atrapalhar o acompanhamento em todo o Nordeste. A previsão para amanhã é de 40% de chances de precipitação. A umidade relativa deverá estar elevada e em 72%. Não são condições ideias, mas tudo vale apena quando a alma…

Boa Observação para todos.
Prof. José-Dias do Nascimento Jr
Astrônomo do Departamento de Física da UFRN

Simples assim

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Como bem disse um amigo: “A gente cresce e vai complicando tudo”

Eparrêi Oyá

infrared-goes-16-harveyA temporada de furacões 2018, que começou em junho e vai até novembro, já vai alta e três cruvianas já fizeram cara feia e assustaram o povo americano do norte, caribenho e mexicano. Como bem disse um amigo: Só sabe o que é um furacão quem já se pegou com um deles. Graças aos santos do Céu, nunca fui apresentado e nem quero ser.  Furacão é sempre uma preocupação para o navegante que traça rotas pelos mares do Atlântico Norte, principalmente aqueles que se aventuram pelas ilhas do Caribe, pois, por capricho, os capetinhas que mexem o caldeirão de vento, sempre dão um jeito de fazer estragos fatais em meio as ilhas dos piratas. Este ano já desfilaram por lá o Albert, BerylChris, que rodopiaram para lá, ciscaram para cá e se danaram mundo afora até perderem força e vez. Segundo mostram os gráficos e o histórico bate o martelo, os meses que o bicho fica mais valente é agosto, setembro e outubro, mas danado é quem brinca de acreditar em coisa feita. Vamos ver o que vai dar e torcer para que Iansã não se avexe! E para quem quer saber o que ainda vem por aí, veja na lista de batismo: 

2018-Hurricane-names-FINAL-as-of-052118-700x430 

Um olhar sobre a vida

perspectiva