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Patoruzú é o Fita Azul da 30ª Refeno

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Com o tempo de 25hs 58min 12seg, o trimarã pernambucano Patoruzú é o Fita Azul, primeiro barco a cruzar a linha de chegada, da 30ª REFENO – Regata Recife/Fernando de Noronha

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De olho no vento e no mar para a REFENO 2018

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anima_alturaSegundo as previsões do CPTEC/INPE, a flotilha da REFENO 2018 deverá enfrentar mar um pouco mais salgado do que o habitual a partir do segundo dia de prova, com ondas moderadas, vindas do Norte – Do Norte? –, entre 2,2 a 2,7 metros de altura e vento S/ESE/SE –  Pense numa salada de pepino? – na média de 20 nós. A animação do gráfico dá uma ideia escalafobética do salseiro. Vamos torcer para que a realidade seja outra, mas se assim for, é aconselhável que comandantes e marujos redobrem a atenção.

REFENO 2018

201710102116290Amanhã, 29/09, é mais um grande dia para o iatismo brasileiro, com a largada da 30ª REFENO – Regata Recife/Fernando de Noronha, promovida pelo Cabanga Iate Clube de Pernambuco. A prova é uma das mais desejadas e concorridas da vela de oceano no Brasil, com 300 milhas náuticas de puro deleite e emoção, até ancorar nas águas mágicas e cristalinas da ilha maravilha. Tive a alegria de participar de onze edições e se os deuses dos oceanos assim permitirem, participarei de outras tantas. A REFENO é um sonho de onze entre dez velejadores de oceano e chegar velejando ao paraíso ultramarino brasileiro não tenho palavras para descrever. Este ano 61 veleiros estarão alinhados na raia do Marco Zero, Porto do Recife, colorindo de alegria o mar da capital do frevo, que amanhã será da vela. Desejo bons ventos e que Netuno e seu séquito de encantados, proteja a todos. 

O iatismo potiguar de vento em popa

IMG-20180917-WA0028IMG-20180917-WA0030O Iate Clube do Natal (ICN) realizou entre os dias 7, 8 e 9 de setembro, o 41º Campeonato Nordeste da Classe Laser, sob o comando do Diretor de Vela, Ricardo Barbosa. O evento aconteceu na Lagoa do Bonfim, um dos mais belos recantos do Rio Grande do Norte, onde o clube tem uma sub-sede. Trinta e seis embarcações, representando os estados do RN, PB, PE, AL, SE, CE, RJ e DF, se alinharam na raia do Bonfim que tem um regime de ventos incrivelmente apropriado para a classe Laser. É gostoso ver o Iate Clube do Natal retomar o rumo dos grandes campeonatos de iatismo, rumo esse que glorificou a história do clube náutico potiguar. É preciso lembrar que o ICN foi fundado por abnegados snipista, velejadores da classe Snipe, que outrora fizeram das águas do Rio Potengi, palco de  badaladas regatas do circuito nacional.  

Shì guànjūn

m122598_13-11-180624-pma-5008-7165E foi no pipocar dos fogos e no calor das fogueiras em homenagem a São João, o santo forrozeiro, que o mundo náutico conheceu o grande campeão da edição 2017/2018 da regata volta ao mundo, Volvo Ocean Race, e o campeão tem sangue chinês. Após uma briga acirrada, um vai não vai da mulesta dos cachorros, muitos anarriês, alavantús e balancês, entre os barcos Dongfeng, Mapfre e Brunel, a fita foi colocada no pescoço da tripulação do Dongfeng, para alegria do francês Charles Caudrelier, comandante em chefe da nau chinesa, que cravou seu nome panteão do olimpo.  A prova é a mais importante do iatismo mundial e leva barcos e tripulantes ao extremo da engenharia, da competência e da razão, ao desafiar os mais enigmáticos e perigosos recantos do oceanos. E viva os campeões! VIVA!!!!! 

 

Acidente marca a VOR no mar da China

vestas-11th-hour-racing-compete-in-the-around-the-island-raceUm acidente no mar da China tirou a alegria da chegada da  quarta etapa da regata Volvo Ocean Race, em Hong Kong, na noite de sexta-feira, 18/01. O veleiro da equipe Vestas chocou-se com um barco de pesca, a 30 milhas da linha de chegada, causando a morte de um dos tripulantes do pesqueiro.

trafego-hong-kongA imagem ao lado mostra o movimento de embarcações no dia fatídico. Não é fácil cruzar a mais de 20 nós de velocidade, perpendicularmente, um pedaço de mar com um tráfego monstruoso de embarcações, que em sua maioria trabalha de forma artesanal e sem dar muito cabimento para regras de navegação. Quem já teve a oportunidade de navegar em áreas de pesca sabe que a coisa não é de brincadeira. Quem já participou da Refeno deve lembrar muito bem da bronca. Li alguns comentários nas redes sociais e me espantei com os julgamentos, muitos deles baseados nas teorias das regras de navegação e feitos por pessoas com pouca, ou nenhuma, afinidade com o cotidiano de uma embarcação, porém, o que mais me assustou foi ler comentários desairosos de navegantes experientes, como se no mar nada fosse além das certezas, das regras e dos feitiços malabarescos dos brinquedinhos modernosos. A VOR é uma prova que leva o homem e as embarcações ao limite do extremo e infelizmente em competições desse porte acontecem acidentes e muitos com vítimas fatais. Que venham as prevenções para as próximas etapas, mas o risco é uma constante.

Recorde na regata Transat Jacques Vabre 2017

imagesVapt-vupt, foi assim a velejada dessa ferinha, que aparece na imagem, entre Le Havre, região francesa da Alta Normandia, e a baianíssima Salvador, terra abençoada pelo Senhor do Bonfim. O trimarã de 100 pés, comandando pelos franceses Thomas Coville e Jean-Luc Nelias, cruzou o Atlântico como uma bala e gastou 7 dias, beirando o oitavo, e atracou, nesta segunda-feira, 13/11, cheio de vontade de se lambuzar de dendê no píer do Terminal Náutico da Bahia, e foi o primeiro participante da regata Transat Jacques Vabre 2017 a cruzar a linha de chegada e com isso ostenta orgulhoso a faixa de Fita Azul no alto do mastro. Fita Azul, no iatismo, é o primeiro barco a cruzar a linha de chegada, independente do tamanho, classe ou vontade dos concorrentes. O trimarã da Sodebo foi seguido de perto por outro trimarã voador, mas este, entre um contrapé e outro, cruzou a linha duas horas depois. As duas feras conseguiram baixar o recorde da prova em três dias. Danou-se! Agora as duas tripulações ligeiras, vão se aboletar diante de um tabuleiro de acarajé para esperar pacientemente pelos concorrentes que cortam água por aí, entre eles o barco brasileiro Mussulo 40, que compete na Class 40. O Mussulo 40, comandado pelos competentes Leonardo Chicourel, baiano arretado, e José Guilherme Caldas, teve alguns problemas e aparece, por enquanto, na 13ª posição, em sua classe. A Transat Jacques Vabre é uma das mais tradicionais provas do iatismo mundial e nessa edição retorna a Bahia, onde aportou em tempos idos. Fonte: Coluna do Murilo