Arquivo do mês: abril 2013

Dia do Trabalho

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Amanhã, 01 de maio, é Dia do Trabalho e com essa foto, de um trabalhador voltando da lida, faço minha singela homenagem.

“Uns se matam para chegar lá, outros nem se matam e já garantiram a vaga”.  

A Carta Náutica

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Para quem não sabe, ou não sabe que ainda existe, isso é uma Carta Náutica, o melhor e mais completo guia com informações sobre a área de mar que pretendemos navegar. Hoje muitos viram o rosto para as Cartas de papel e se alvoroçam em busca dos modelos de GPS saídos do forno. Mas as Cartas Náuticas estão ai, vivas, atuais, confiáveis, seguras e incrivelmente precisas. As Cartas brasileiras são editadas pela Diretoria de Hidrografia e Navegação do Ministério da Marinha (DHN) e ainda fazem parte dos itens obrigatórias dentro de uma embarcação. Todo navegador tem obrigação de cuidar bem de suas Cartas Náuticas e para isso existe até um ditado antigo que diz assim

Todo aquele que for capaz de colocar uma xícara de café sobre uma Carta Náutica, deixando sobre ela um indesejável círculo marrom é, certamente, uma pessoa que jamais poderá ser encarregado de qualquer assunto importante”. 

 

 

O Farol e a história

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Não se atenha na falta de enquadramento da foto com o horizonte deixando o mar escorrer para a esquerda, isso são percalços que acontecem na vida de qualquer imitador de dublê de fotografo amador, pois o que eu quero mostrar mesmo é essa estrutura nas cores branca e vermelha. Esse é o Farol de Cabo de Roque, localizado no Cabo de São Roque, município de Barra de Maranguape/RN. Lógico que todo mundo deve saber o que eu vou dizer, mas em todo caso vou dizer assim mesmo: O Cabo de São Roque é o ponto do continente brasileiro mais próximo do continente africano, reparem que falei continente brasileiro. Foi desse ponto do litoral que o explorador português André Gonçalves e o navegador Américo Vespúcio, deram início a primeira exploração detalhada da costa do Brasil, mas eles não navegaram direto de Portugal para esse ponto, se fosse hoje era waypoint. A expedição da declarada exploração, naquele tempo não existia Direitos Humanos, era composta de três Naus e deram com os costados na Latitude 5º3’41”, naquele tempo os homens não conheciam o que danado era a tal da Longitude que vivia martelando na cabeça dura deles. Pois é, as três Naus trazendo nossos exploradores ancoraram em plena Praia do Marco, bem longe de Porto Seguro/BA, no dia 7 de Agosto de 1501. E para quem não sabe, essa data foi oficializada pelos explorados para se comemorar o aniversário do estado do Rio Grande do Norte. Mas e o Cabo de São Roque? Bem, o Cabo fica 45 milhas ao Sul de onde os cabras da peste ancoraram e marcaram território com um Marco de Posse, uma pedra calcária, medindo 1,20 metros de altura e com a Cruz da Ordem de Cristo e  as armas do Rei de Portugal gravadas em alto relevo. Posse é posse! Mas, vamos voltar ao Cabo de São Roque: Depois da posse, os portugueses saíram num contravento dos diabos em pleno mês de Agosto, e ainda tem amigo afirmando que aqueles barcos não orçavam, somente na vela e chegaram no Cabo, local em que a história segue o rumo, navegando entre contos, conversas desencontradas, mentiras e verdades verdadeiras. Muitos anos depois a Marinha do Brasil construiu o Farol de São Roque, uma estrutura de vigas de concreto armado e alvenaria, com 50 metros de altura, pintado com faixas horizontais encarnadas e brancas, com alcance visual luminoso de 21 milhas e geográfico de 17 milhas. Esse é o Farol que você avista na foto acima e que se um dia você passar por lá, não esqueça que o Brasil, segundo o que está escrito nos anais da história, começou a ser mapeado por ali. E ainda posso dizer que o Cabo de São Roque é um dos mais belos recantos do litoral potiguar.  

Conte sua história

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Quando falamos que somos velejadores ou que moramos a bordo de um veleiro, as pessoas são possuídas por uma imensa e gostosa curiosidade. Todos querem saber como descobrimos o mar, se tem alguém na nossa família com essa descendência, ou demência, ou até mesmo perguntam por também terem uma paixão recolhida com o mar. Pensando nisso, e também movido pela curiosidade, hoje vou dar inicio a mais uma série especial de postagens em nosso blog e você, leitor velejador, é quem vai redigir o texto. Conte a história de como você descobriu e como embarcou nesse mundo maravilhoso que é a vela, para formamos um grande e precioso arquivo da história da vela no Brasil. Escreva seu texto em 60 linhas, com letra tamanho 12, anexe uma foto e envie para o email: avoante1@gmail.com . Seja o primeiro a mandar sua história e abra as velas da nossa Nau!  

Imagens recortadas do tempo

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Como é gostoso rever fotos que marcam a história dos eventos e épocas. Se em um momento elas nos faz se sentir um pouquinho mais velho, em outro elas trazem lembranças de um tempo que há muito está arquivado, mas não apagado, em nossa mente. Numa questão de micronésios de segundos a mente desperta como um clarão de sol e nos faz voltar ao tempo, como se ele estivesse ali, a poucos centímetros de nossas mãos. Amigos que já se foram, amigos que ainda caminham ao nosso lado, alegrias, tristezas, abraços, apertos de mão, acenos, risos, choros, palavras, lembranças, esquecimentos, sonhos, conquistas, vitórias, derrotas, tudo voltando no tempo como num passe de mágica. Não vivia o mar, não vivia no mar, não sonhava com o mar e nem pensava em um dia estar morando sobre o mar quando essas imagens foram recortadas do tempo, mas é como se me visse dentro delas. Em 1993 a Refeno, Regata Recife/Fernando de Noronha, ainda largava das águas que banham a Praia de Boa Viagem, cartão postal de Pernambuco, como mostra a primeira foto. E em 1993, o veleiro Garra, do Rio Grande do Norte, participou da prova e a sua tripulação fez pose na Ilha ao lado do velejador Amyr Klink, lenda viva da náutica brasileira. Isso foi há 20 anos e as fotos um certo dia caíram em minhas mãos, trazidas pelo amigo, velejador, poeta, escritor e apaixonado vivedor Erico Amorim das Virgens, mais um que dedica a vida em prol do desenvolvimento e história da vela de oceano brasileira.

Lua, querem te roubar a paz

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Ontem, 25/04, fiquei sonhando com a Lua maravilhosa que poderia ter iluminado a ancoragem do Avoante, que descansa preguiçosamente na bela baía em frente ao Aratu Iate Clube, mas era uma fria noite de chuva e a ela não apareceu. Hoje, 26/04, o dia em Salvador/BA amanheceu novamente chuvoso e nem me animei a esperar o quadro negro da noite ser iluminado pela paz tranquilizadora da deusa dos poetas, seresteiros, namorados e lobos. Porém sem nenhuma pretensão, olhei para o céu e lá estava ela, nascendo por entre os montes, em um céu sem nuvens e nos presenteando com uma das mais inexplicáveis magias da natureza.

“Lua cheia/Luz de intensa e infindável beleza/Estrela de prata/Farol que norteia os homens nos caminhos dos sonhos e do amor/Reguladora da vida e das marés/Rainha das paixões/Por sua força os homens choram/Por sua grandeza os homens riem/Por seu encanto os homens enlouquecem/Por sua energia se dividem os sexos/Com sua presença pedimos e buscamos toda a paz que o mundo um dia esqueceu”. Nelson Mattos Filho

Veleiros a venda

Quando criei a seção BARCOS A VENDA foi com o intuito de oferecer um serviço a mais aos nossos leitores e ajudar a recolocar bons veleiros de volta ao mar. Hoje tenho a alegria de dizer que a página Barcos a Venda é uma das mais acessadas do nosso blog e está anunciando excelentes veleiros. Barcos super equipados e prontos a navegar por qualquer mar do mundo. Alguns amigos contribuíram para isso e entre eles destaco Haroldo Quadros, velejador baiano e que tive o prazer de conhecer numa dessa minhas velejadas pela Baía de Todos os Santos. Foi através das informações do incansável Haroldo que cheguei a esse belo e super equipado Samoa 35, um projeto especial do escritório Roberto Barros Yacht Desing e que agora faz parte dos nossos classificados. Vá lá e confira, que tem muito mais para você!