Arquivo do mês: outubro 2017

Sabores do Rio Grande do Norte

172418Ginga com tapioca é uma das mais saborosas iguarias da cozinha potiguar e ganharia disparado qualquer concurso brasileiro, tipo, comida de barzinho. O prato é típico dos bares do Mercado Público da Redinha e a Redinha e uma praia do litoral norte do RN, famosa pelos antigos e bons tempos de veraneio. A velha e boa prainha hoje anda meio esquecida embaixo de uma ponte monumental, mas tem muito a oferecer aos que procuram suas belezas banhadas pelas águas do rio e do mar.  Quem já foi a Redinha e teve o prazer de se deliciar com o inigualável sabor da Ginga com tapioca sabe que é coisa dos deuses e quem ainda não provou, não sabe o que está perdendo. Pois bem, vejo nos portais de notícias que o Mercado da Redinha irá receber assessoria dos alunos de uma universidade potiguar, em parceria com a Secretaria Municipal de Turismo, para preparar os proprietários e funcionários dos bares e restaurantes, em cursos de qualificação no atendimento e manuseio de alimentos, com o objetivo de preparar o ambiente para um Festival de Ginga que deverá acontecer em breve. Fico matutando com meus botões: – Será que vão repaginar a Ginga com o modismo das comidas de chef? Valei-me Iemanjá!     

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A tartaruga ninja

xjonathan.jpg.pagespeed.ic.6Spo_t8QW_Como diz Dona Laurinha: Pronto, não falta mais nada!

Pois num é que os cuidadores da tartaruga Jonathan, de 186 anos, considerado o exemplar da espécie gigante mais velho do mundo, estão espalhando a fofoca que ela vive dentro do armário! Pois é, os cuidadores fuxiqueiros descobriram que Frederica, a companheira de Jonathan, é na verdade outro macho, ou melhor, um “tartarugo”.

A novidade, que veio das praias da ilha de Santa Helena, território ultramarino britânico, foi descoberta quando Frederica, ou Frederico, com 150 anos de idade, adoeceu e ao chegar ao veterinário, o caboco, ao examinar os possuídos do quelônio, se viu diante de um pé de mesa e quase cai para trás. Os cuidadores dizem que já existia uma suspeita, porque o casal se relaciona há mais de 26 anos e nunca tiveram filhotes, apesar de Frederica se comportar como o esperado para uma boa fêmea. O casalzinho só andava, nadava, comia e dormia juntinhos, espalhando carinho e ciumeira aos que observavam de longe. Dou por visto a fofoca das tartarugas vizinhas e agora não vai ter quem segure as más-línguas. É por isso que se diz que onde tem fumaça, tem fogo.

Jonathan agora está sendo chamado, nas redes sociais, de tartaruga homossexual e o governo da Ilha até emitiu comunicado abençoando a relação e dizendo que o carinho com que o casal se trata serve de exemplo para o mundo. A relação é tão forte que enquanto Frederica recebia cuidados médicos, Jonathan não saiu um segundo do seu lado.

Jonathan chegou a Ilha de Santa Helena em 1882, como presente do governo da Austrália. Devido a seu temperamento irritado e de difícil trato, os cuidadores tiveram a ideia de apresentá-lo a uma fêmea, e foi aí que Frederica entrou no babado e assim vivem felizes e sorrido até os dias de hoje.

Lendo essa história lembrei do gato do meu amigo Pedrinho, que todos diziam que era homossexual e ele apostava que não. Certo dia, logo que o dia clareou, os amigos foram chamá-lo para ver um negócio. Quando Pedrinho botou a cabeça do lado de fora, viu Tufão, o gato, em colóquio amoroso com outro gato, na maior algazarra. Pedrinho olhou a cena, meio entristecido, porém, deu a ordem para que ninguém atrapalhasse aquele romance e assim foi feito. Quando tudo terminou, Tufão se recompôs e veio todo desconfiado para os braços de Pedrinho, que o acolheu com todo zelo e carinho.

Após tomar o café da manhã, de cara fechada, com Tufão deitado aos seus pés, Pedrinho levantou, pegou o gato, colocou no carro e se mandou para a praia de Diogo Lopes/RN. Chegando lá, entregou Tufão nas mãos de um amigo e disse: – É seu! O amigo pegou o gato, abraçou, perguntou o nome e quando Pedrinho respondeu que se chamava Tufão, o amigo disse: – Gostei, nome de cabra macho!

Nelson Mattos Filho

Papo reto

10 Outubro (9)

 Ei, Brioso, vamos a praia? – Quem está lá? – Peixe, bode, concha…

 

Pense num moído

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Tem coisas que nos lembram outras e foi assim que ao ler uma matéria sobre um rasante de um Airbus A330, da empresa aérea Air Berlin, sobre a pista do aeroporto de Düsseldorf, acontecido recentemente, dei uma gargalhada.

Os pilotos do A330 fizeram uma manobra arriscada para comemorar a despedida do voo, porque a empresa, que é a segunda maior empresa de aviação da Alemanha, está passando por dificuldades financeira e está se retirando da rota Miami – Alemanha. Segundo as autoridades, os pilotos colocaram em risco os 200 passageiros em manobras que não se enquadram nos procedimentos de segurança de voo e segundo foi divulgado na impressa alemã, o avião da Air Berlin voou baixo ao longo da pista de pouso, subiu e se inclinou bruscamente para a esquerda em direção a torre de controle e só depois das piruetas, pousou normalmente.

No mínimo alguns passageiros desembarcaram com as calças meladas e xingando a mãe do comandante. Os engraçadinhos agora vão sentar na frente das autoridades para tentar contar uma historinha que soe bem aos ouvidos dos homens da lei.

Pois bem, daí lembrei da viagem de uns amigos para o velho continente, onde foi toda a família. No retorno a Salvador o avião entrou em um vácuo que despencou no vazio, causando quebra de copos, machucões em passageiros e quedas nos comissários de bordo. Foi um Deus nos acuda, porém, tudo voltou a normalidade, ou melhor, quase normalidade, até a chegada à capital baiana.

No desembarque, alguns passageiros ainda com cara de assustados, outros sorrindo amarelo e outros atropelando as palavras para contar todo o ocorrido para parentes e amigos que esperavam ansiosos, pois ficou um zum zum zum no saguão do aeroporto e como cada conto é aumentado em um ponto, a coisa estava descambando para um desenlace de consequências inimagináveis.

Em meio aos passageiros vem a mãe do meu amigo e quando avista o neto foi logo contado sua versão dos fatos. Como ela é bastante religiosa, disse do susto que passaram e finalizou agradecendo a Nossa Senhora por tê-los livrado do mal Amém. Em seguida vem meu amigo, abraça o filho, com os olhos marejados, e conta tudo, tim tim, por tim tim e ainda faz os trejeitos do aperreio e finaliza agradecendo aos céus a benção de estarem relatando aquela perigosa situação.

Nisso, vem o irmão do meu amigo, com dois carrinhos carregados de malas, bolsas e sacolas, e ao avistar o sobrinho, que nessas alturas do campeonato estava com os olhos mais arregalados do que coruja e com algumas lágrimas escorrendo nas bochechas. O tio abre os braços, solta quatros sacolas, que não couberam no carrinho de bagagem, e grita ainda de dentro do salão de desembarque: Meu sobrinho, quase que nós tudinho toma no centro do c. . Ei, o salão do aeroporto quase vem abaixo de tanta risadagem.

Será que aconteceu o mesmo com algum passageiro alemão? Acho que não, pois eles são muito formais para tanto. Mas que um bocado correu para o sanitário, isso eu não tenho dúvidas.

Nelson Mattos Filho

Eita mundo velho sem eira nem beira

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Segunda-feira, 16/10, a capital da Somália, Mogadíscio, foi atingida pela cruel covardia de um ataque terrorista pelas mãos daqueles que dizem lutar pela bandeira religiosa. Aliás, desde que o homem é homem, e viu nos deuses a força para fazer valer suas conquistas mais esquisitas, o planeta Terra virou um inferno. A Somália vive quase eternamente no caos, com secas extremas, lutas intermináveis entre etnias, governos corruptos, pirataria, terrorismo e mais um zilhão de mazelas que aos olhos do mundo não representa nada, a não ser quando a desgraça é tanta que não dá para passar despercebido, como esse ataque que matou mais de 300 pessoas. Ah, tinha esquecido: Ultimamente o que rende mais notícias sobre o país do Chifre da África e quando um navio, ou um veleiro, é atacado por piratas e estes pedem uns tostões para liberar os tripulantes e as marinhas de guerra dos gigantes do mundo, desfilam com suas belonaves, diante de botes que mais parecem saídos de filmes de ficção. No enredo  da triste ópera somaliana, esqueceram de escrever o final. Enquanto isso, na ONU a discussão gira em torno de briga de comadres, fuxicos ideológicos e sexo do anjos.    

Coisas do mar

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Porém, o que mais se ouve é: “O que estou fazendo aqui”

Ouro nas estrelas

Neutron_star_illustratedOs dicionários ensinam que ciência é o conhecimento atento e aprofundado de algo, através de observação, identificação, pesquisa e explicação de determinadas categorias de fenômenos e fatos… É assim que se faz ciência, mas antes de tudo tem que existir os investimentos estruturais, educacionais, financeiros e isso são coisas que não podem parar, porque se não for assim, a ciência se torna apenas uma cópia mal feita e atrasada. O Brasil recentemente avançou anos luz em direção a boa ciência e nossos cientistas alcançaram patamares que existiam apenas em sonhos, porém, a sofreguidão de políticas acomunadas com os crimes de corrupção, ativa, passiva e terrivelmente toleradas, estão fazendo o avanço se transformar em um vácuo sem inércia.  – Culpar a quem? – A nós mesmos, os tolerantes! Dia, 16/10, o mundo dos estudos foi sacudido pela colisão de duas estrelas de nêutrons, segundo os estudiosos, inclusive brasileiros que participam das pesquisas, foi uma das mais espetaculares e violentas ações do universo. A peleja se deu a uma distância que nem de longe me abestalho a calcular, e começou há mais  de 10 bilhões de anos, na galáxia NGC 4993, quando duas estrelas com 10 vezes o volume do Sol, deram uma barruada e como consequência sobraram para a posteridade duas estrelas de nêutrons, que agora também se choraram e criaram, entre outras transformações galácticas, uma mina estelar de ouro e platina, consequência da formação de elementos químicos liberados na explosão. Daqui a alguns milhões de anos luz, quem sabe, choverá ouro sobre a cabeça dos personagens do futuro. De uma coisa eu sei, é bem melhor do que o banho de lama fedida que estamos tomando diariamente. Fontes: UOL, G1, Jovem Nerd