Arquivo da categoria: Coisas do Mar

Histórias tristes da vela

boxe-ronald-1Histórias de pessoas que cruzaram suas vidas com a crueza alucinante do tráfico de drogas é um poço de desejos para escritores e roteiristas de filmes. Foi assim com a alemã Christiane F, com a mexicana Teresa Mendonza, com o colombiano Pablo Escobar, com carioca Guilherme Estrela e tantos outros que viraram personagens reais de uma triste e infeliz história. Agora é a vez do velejador carioca Ronald Soares, que viveu grande parte de sua vida a bordo de um veleiro a serviço do tráfico internacional, até ser preso e condenado na Inglaterra, em 1999. O brasileiro, que ficou conhecido como O Economista, teve participação ativa no tráfico e chegou a amealhar mais de 7 milhões de dólares, valor integralmente confiscado pela justiça inglesa depois que foi condenado a 24 anos de prisão, 12 dos quais em prisão da Inglaterra. O Economista foi beneficiados por acordos entre os dois países e foi extraditado para o Brasil, onde cumpriu parte do restante da pena e foi liberado por bom comportamento – coisas da nossa infindável benevolência. Pois bem, a história de Ronald Soares, que transportou ou ajudou a transportar, toneladas de drogas para a Europa, rendeu o livro Tudo ou Nada, de Luiz Eduardo Soares, e tudo indica vai parar na telona. Fonte: blog Histórias do Mar       

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Onda boa

filipe_toledo_jeffreys_bayE nem só de futebol vive o esporte brasileiro, pois somos bons em várias modalidades e em algumas, mesmo se não disputamos o pódio, ficamos sempre, no mínimo, entre os dez primeiros, como é o caso do surf, onde já temos dois títulos mundiais, Gabriel Medina e Adriano de Souza, e na temporada 2018 do WSL, os surfistas brasileiros já chegaram no alto do pódio em cinco das seis provas, a última esta semana, em Jeffrey’s Bay, África do Sul, com o paulista Felipe Toledo. Na penúltima etapa, disputada em Bali, Indonésia, entre os dias 27/05 e 09/06, a taça de campeão ficou com o potiguar Ítalo Ferreira, criado nas ondas da praia de Baía Formosa, litoral Sul do Rio Grande do Norte. E vamos que vamos!     

Esses meninos!!

5b34fef2b4593O Canal da Mancha, que originalmente se chama Manga, porque se parece com a manga de uma camisa, é um braço de mar do oceano Atlântico separando a Grã-Bretanha da França e faz a ligação do Atlântico com o Mar do Norte. Os franceses o chamam de “Le Manche”, os ingleses de “English Channel”, os alemães de “Canal da Manga” e os tradutores da língua portuguesa, rascunharam para lá, apagaram para cá, rabiscaram novamente e o que sobrou no papel foi mancha e por mancha ficou. O famoso canal é a rota marítima mais movimentada do mundo, principalmente no pedaço entre a cidade inglesa de Dover e a francesa Calais. Tão movimentado quanto perigoso, pois a força das correntes aliado as fortes tempestades que acometem aquela região do planeta, foram e são responsáveis por vários acidentes fatais. O Le Manche, para agradar os franceses, tem 563 km de comprimento por  240 km de largura em sua margem mais distantes, mas seu ponto mais estreito é de 33 km, número que floreia os sonhos e desejos de aventureiros mundo afora. Já atravessaram a nado, de canoa, remando, boiando e mais uma danação de invenções. O aventureiro mais recente, junho 2018, foi o menino francês Tom Goron, 12 anos, que embarcou em um veleiro Optimist,  subiu as velas na ilha de Wight, Reino Unido, e aproou o rumo da venta em busca de alcançar a comuna francesa de Cherbourg, França, onde chegou depois de 14 horas e 20 minutos de velejada. O recorde anterior era da também francesa, Viollete Dorang, 15 anos, com o tempo de 14 horas e 56 minutos, em 2016. O menino, que na travessia foi seguido de perto pelo pai, a bordo de um veleiro maior, disse em entrevista que passou mal e chamou “hugo” varias vezes durante a travessia de 60 milhas, mas em nenhum momento pensou em desistir. A mãe, Sophie, declarou: “Estou muito orgulhosa dele, conseguiu (…) É teimoso, ambicioso, perseverante e… temos que segui-lo”. Parabéns menino Tom, o mar é seu!  

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Curiosidades náuticas

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As pescadoras de Enxu Queimado

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– Hoje teve pescaria? – Teve sim, senhor, e da melhor qualidade! As pescadoras da praia de Enxu Queimado, acordaram cedo e foram lançar rede ao mar. Foi uma manhã de alegria que encheu de beleza e formosura as areias de uma das mais belas praias do Rio Grande do Norte. Foram três lances de arrastão e uma bela produção, com direito até a camarão bem nutrido! Viva e parabéns as pescadoras de Enxu!

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A rede

A redeAs páginas do site Extra.Globo.com, dão conta de uma “rede fantasma” que vaga pelas águas do Caribe com carcaças apodrecidas de tubarões e outros peixes, que ficaram presos nas velhas malhas de nylon e tiveram morte certa. Dizem que a descoberta foi feita por um mergulhador britânico que se aventurava pelas águas em torno das ilhas Cayman, no último dia 16/04. Biólogos dizem que os peixes se aproximam da rede, atraídos pela grande quantidade de alimentos, e caem na armadilha fatal. De quem foi a rede e de onde ela saiu é difícil de saber, mas como ela existem outras, criminosamente vagando pelos oceanos. O mar é sim a grande lixeira do mundo, aliás, sempre foi e dificilmente deixará de ser. Quase toda milacria do planeta é jogada nos oceanos e por mais que se façam campanhas, mais imundice aparece boiando ou afundada na lama. Não existe, nem existirá, lei nenhuma no planeta que mude esse quadro. Pode até ser que em alguns países o nó seja um pouquinho mais apertado, porém, nada que venha inibir a imundice.       

O rei dos manicacas

1213783Se decifrar o espaço sideral é uma lida extremamente complexa, apesar de mirarmos todas as noites o manto estelar em busca dos mistérios existentes nos infindáveis buracos negros e nas constelações zodiacais, o que dizer do fundo dos oceanos, que não vemos e onde o medo, a escuridão e a monstruosa pressão não nos permite chafurdar naqueles terreiros, a não ser através dos robôs. Conhecemos pouquíssimo das coisas do espaço e, apesar dos fuxicos, não sabemos nem se existem mesmo os tais homezinhos verde e suas espaçonaves mais iluminadas do que árvore de natal. Sobre a Lua, sabemos que ela é de São Jorge, que tem uns buracos tipo queijo suíço, que é dos namorados, que os meninos de Tio Sam fincaram uma bandeira por lá para marcar território e que interfere nas coisas da natureza, dos animais e regula boa parte dos sentimentos do homem. Sabemos também que lá em cima está cheio de gerigonças transloucadas, girando que nem peão, e que vez por outra  uma se destrambelha e se espatifa no chão do nosso planetinha metido a besta. – E do mar, o que sabemos?- Também quase nada, pois não conhecemos nem 5% dos oceanos e muito menos dos segredos existentes nessa pequena porcentagem. Mas foi aí que um robozinho bisbilhoteiro danou-se a escarafunchar no mar dos Açores a vida de um peixinho fantasmagórico, com a intenção maledicente de fuxicar sobre a vida sexual de uma criatura tão horripilante, para a gente, e tão linda para seus iguais. – Seu robô, será que você não sabe que é pecado falar da vida alheia? – Tome ciência, seu pedaço de lata amassada! – Cuidado, viu, pois por aí afora a justiça ainda funciona e não tem esse papinho do cara ficar tirando onda de arrochado! Sim, vamos lá. Pois num é que o tal robô fuxiqueiro descobriu que o “peixinho feio” faz um tipo de sexo que os cientistas estão considerando o pior do mundo e tem um triste final! Pois é, as lentes do fuxiqueiro flagraram o ato sexual e denunciaram que o macho fica preso para sempre nas garras, ou melhor, no corpo da fêmea. – Ora, mais isso já acontece entre os humanos! – Homi, fique quieto, fale não! – Deixe a vida dos outros e vamos falar apenas do peixe, viu? Pois bem, o peixe é da família dos Caulophryne jordani, vive a mais de 800 metros de profundidade e é justamente nesse “escurinho do cinema” que acontece o moído. O robô descobriu que ao beijar a companheira, os lábios do macho ficam colados ao corpo da fêmea, que é bem maior – mulher grande é fogo e dizem que pequena é mais fogo ainda –, e ele passa a ser um parasita sexual, incapaz de se soltar, porém, fecundando os ovos da companheira até enquanto vida tiverem. A pele, o sangue, as vontades, os órgãos, tudo dele passa a ser dela e não tem juiz no mundo que dissolva esse casamento de verdadeira comunhão total de bens. Os cientistas que apresentaram a descoberta, segundo o site publico.pt, sentenciaram que: “…o macho perde a sua individualidade por completo e o casal torna-se num único organismo funcional…”. Pense num babado! – Homi, volto a dizer que isso por aqui não é novidade nenhuma! – Rapaz, fique quieto! – Ficar quieto? – Tá pensando que manicaca só tem aqui, é? – Hummm!