Arquivo da categoria: Coisas do Mar

Resgatados das garras da fera

xsobreviventes-3.jpg.pagespeed.ic.IITPGnZA1fMalucos existem aqui e alhures. Pois num é que uma família, dois adultos e duas crianças, a bordo de um velho e desativado navio de pesquisa oceanográfica, resolveu dar um um giro pela ilhas Virgens Americanas, em plena passagem do furacão Maria! A história sendo contada assim fica com um tempero jocoso, mas foi trágica, apesar de amalucada. A guarda costeira recebeu um pedido de socorro e saiu em busca da embarcação e encontrou um casco emborcado com os tripulantes se equilibrando sobre ele. A resposta para o que eles estavam fazendo nas garras da fera é questão de vestibular para medicina e nem a guarda costeira americana está se importando, por enquanto, com esse questionamento. O importante foi resgatar o grupo, que já havia perdido um companheiro para ondas de mais de 6 metros de altura e ventos  de um furacão destruidor. Fonte: O Globo  

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Tradições navais

10 Outubro (182)

CORDA E CABO

Diz-se que na Marinha não há corda. Tudo é cabo. Cabos grossos e cabos finos, cabos fixos e cabos de laborar…, mas tudo é cabo.

Existem porém, duas exceções:
– a corda do sino e
– a dos relógios

Fonte: site mar.mil.br

O monstro marinho

arq59ba8b4fd17a7A pessoa se deparar com uma criatura marinha, como a que aparece na imagem, embaixo d’água deve ser um susto grande, porém, lembrei das palavras do amigo Pedrinho de Nenê Correia, pescador arretado da praia de Enxu Queimado/RN: “Véio, no mar tem bicho de todo formato e se a gente contar, ninguém acredita”. O “monstro” da imagem foi encontrado morto por uma caminhante em uma praia do Texas, logo após a passagem do furacão Harvey, e a notícia viralizou mundo afora, como sendo mais um sinal do fim dos tempos. Ao ver a imagem não conseguir desassociar de uma moreia e vi no site O Galo Informa, que um biólogo desvendou o mistério ao afirmar que a sinistra figura é um exemplar de uma enguia Aplatophis Chauliodus,  que vive em profundidades entre 30 e 90 metros, muitas vezes escondidas em buracos e cavernas nos mares da costa sul dos EUA e nas Caraíbas. Pronto, podemos dormir em paz!

Kitesurf, mais um recorde para o português Lufinha

13/09/2017 - Oeiras (POR) - Kitesurf Odyssey - © Ricardo Pinto | www.rspinto.com

“O feeling de andar à noite no mar, com o reflexo da lua cheia, é espetacular. Sentia-me um Vasco da Gama. É uma sensação sem preço e é por isso que eu faço isto, por esta paixão pelo mar”. Com essas palavras o kitesurfer português Francisco Lufinha, selou hoje, 13/09, a travessia entre os Açores e o continente, estabelecendo mais um recorde em sua vitoriosa carreira, dessa vez ele divide o feito com a alemã Anke Brandt. Foram 1.646 quilômetros percorridos em 10 dias. A travessia Açores /Continente fecha o projeto “Portugal é mar”, que teve início em 2013 com a travessia Porto/Lagos, seguindo de Selvagens/Funchal, em 2014, e Lisboa/Madeira, em 2015.

Aviso aos navegantes

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O mar pelo litoral do Nordeste brasileiro está para peixe, mas para barco, somente para aqueles muito bem preparados para condições severas e comandados por timoneiros cabras da peste, porque além das ondas altas, em torno de 2,5 a 3,5 metros de altura, os ventos vindos do quadrante Sul não estão de brincadeira, soprando rajadas a mais de 25 nós. Será que é efeito do furacão Irma? Os especialistas dizem que uma coisa não tem a ver com a outra, porém, fui relatar as palavras dos homens do tempo para minha Mãe e ela disse assim: – Sei! Ontem, 12/09, em Pernambuco, um barco que faria sua primeira viagem levando mantimentos entre Recife e a ilha de Fernando de Noronha, naufragou a poucas milhas da boca da barra, depois de sofrer os efeitos do mar, e felizmente os seis tripulantes conseguiram nadar por cinco horas e chegaram ilesos a praia. A Capitania dos Portos informou que apesar dos avisos de mar grosso a embarcação seguiu viagem, o que não quer dizer nada, pois a decisão de seguir viagem ou não, deve ser tomada pelo comandante da embarcação, após observar os procedimentos de segurança e navegabilidade. O alerta da Marinha continua valendo até  dia 16 de setembro. A imagem que abre a postagem é da praia de Areia Preta, em Natal/RN.   

O baleal potiguar

jubarteÉ sabido que as águas amenas e mornas do litoral brasileiro proporcionam um excelente território para namoros e acasalamentos de baleias. É sabido também que o arquipélago sagrado de Abrolhos, na tórrida e azeitada Bahia, é um excelente mirante de observação dos cetáceos. É sabido também que o povo do Senhor do Bonfim aproveita como pode, e como deve ser, a presença anual dos gigantes em seus reclames publicitários e com isso enchem hotéis e lotam embarcações com os interessados em tirar um retrato de um rabo de baleia. O que pouco se sabe, pouco se diz e pouco se fala, é que em todo litoral nordestino o gigante se faz presente, e com força. Na praia de Enxu Queimado, litoral norte do Rio Grande do Norte, os pescadores estão abismados com o grande número de baleias que estão fazendo fita por lá  este ano. Dizem, os pescadores, que nunca se viu tantas, tão grandes e até entoam mirabolantes teorias para o aparecimento do enorme baleal. Como diz meu amigo Pedrinho, pescador dos mais afamados de Enxu: Homem, são tantas que abusam com aqueles gritos estridentes. É quase um agouro! Pois bem, ainda não vi uma linha sequer sobre o assunto na mídia potiguar e muito menos nos ditames dos publicitários papa-jerimuns.

O fogo, o luxo e o causo

2cdb4637-a96f-427b-bd8d-7761d8eca5c0A manchete de um site de notícias diz assim: “Embarcação de luxo pega fogo e é destruída no litoral de São Paulo”. Aí, vamos escarafunchar a matéria e encontramos uma lancha não tão de luxo assim, a não ser pelo preço que pelos padrões brasileiro, que tem uma legislação jurássica em relação a venda de embarcações importadas e protegendo não sei nem o que, encarece o que poderia ser barato e leva a náutica nacional a conviver com a pecha de ser coisa de rico. O acidente aconteceu, nesta terça-feira, 05/09, na baía de São Vicente/SP e os dois tripulantes da lancha foram resgatados sem ferimentos, os Bombeiros foram acionados, a Capitania dos Portos vai abrir um inquérito e o proprietário, se não tiver seguro, ficará no prejuízo. Mas o que me encuca é o “luxo” inserido, sem necessidade, na manchete e lembro de um fato ocorrido na época do impedimento de um certo presidente metido a galo cego. Naquele tempo o furdunço na imprensa era grande e cada um que aumentasse um ponto no conto e uma chicotada veio bater no lombo de um velejador alagoano, que teria sido assessor presidencial. As revistas semanais pareciam fogueiras da inquisição e os jornalistas assinavam os atestados da queima, tudo bem parecido com tempos mais modernos, mas era assim e assim vai ser para o sempre. Pois bem, uma revista estampou a foto do tal assessor a bordo do seu veleiro, com a manchete anunciando que o homem estava disfarçado, no rumo da ilha de Fernando de Noronha, em um enorme iate de luxo que deveria custar os olhos da cara. O velejador foi a ilha maravilha, voltou depois de uma semana e ancorou o veleiro em Cabedelo/PB, até que os ventos dessem condições de seguir viagem até a capital alagoana. Num belo pôr do sol de início de verão, com o famoso sax do Jurandir entoado o bolero de Ravel, um fotografo das bandas do Sul ouviu um buchicho da mesa ao lado, que o barco do tal assessor estava ancorado numa marina local. O fotografo, ávido pelo furo jornalistico, mais do que depressa correu para marina e num papo de pé de orelha com o vigia, conseguiu a liberação para tirar retratos de alguns barcos atracados ali. Com o vigia ciceroneando o passeio, ele foi batendo retrato, perguntando sobre os barcos e nada de chegar no tal veleiro de luxo. No fim do passeio, sem ver o veleiro, o retratista perguntou, assim como quem não quer nada, qual era o barco do assessor do presidente, o vigia apontou e seguiu o diálogo – É aquele!  – Esse? – Sim, esse mesmo! – Pequeno desse jeito? – Sim, esse é um veleiro de 30 pés e deve ter uns 20 anos! – E quanto custa um barco desse? – Acho que uns R$ 50 mil. O fotografo fechou a cara, botou a máquina no saco e antes de se retirar, falou: – Ó bosta!