Arquivo da categoria: Coisas do Mar

A evolução

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A charge copiei do Facebook do navegador Jorge Dino, comandante em chefe da Pousada Través’cia, encravada no município maranhense de Cururupu, uma joia rara do litoral brasileiro, mas se quiser saber se a imagem é tendenciosa ou não, basta participar de uma rodada de prosa entre navegadores e observar o perfil e a patente dos participantes! 

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50 anos da primeira medalha olímpica da vela brasileira

50 ANOS DA PRIMEIRA MEDALHA DE VELA BRASILEIRADizem que somos um povo esquecido e somos mesmo, aliás, esquecidos e sem reconhecimento. A imagem que abre a postagem é do velejador Burkhard Cordes, que em dupla com Reinaldo Conrad conquistaram a primeira medalha olímpica da vela brasileira, nas olimpíadas da Cidade do México, em 1968. Concorrendo na classe Flying Dutchman, Cordes e Conrad ganharam a medalha de bronze e abriram o pódio para o vitorioso iatismo brasileiro, hoje com 18 pódios e 7 medalhas de ouro. Em entrevista ao jornal Estadão, Cordes, 79 anos, falou: “Eu me sinto muito orgulhoso. Afinal de contas, depois de 50 anos a medalha ainda está sendo lembrada”. Eram tempos difíceis, sem ajuda oficial, sem patrocínio, treinavam sozinhos na represa Guarapiranga, em São Paulo, e os treinos na represa foram determinantes na conquista, porque os ventos eram bem parecidos com os que sopravam em Acapulco, local das regatas. Naveguei boa parte da costa brasileira por mais de onze anos, participei de várias regatas, joguei conversa fora em inúmeras rodas de bate papo de velejadores e não lembro de ter escutado o nome dos heróis serem pronunciados, a não ser em algum registro de canto de página aqui e acolá. Será o feito lembrando daqui a 50 anos? Será assim também, registros esporádicos e brilho desbotado, com as conquistas dos Grael, do Robert Scheidt, do Bochecha, Eduardo Penido, Marcos Soares, Alexandre Welter, Lars Björkström, Daniel Adler, Ronaldo Senfft, Kiko Pelicano, Clinio de Freitas, Marcelo Ferreira, Bruno Prada, Fernanda Oliveira, Isabel Swan e tantos outros campeões? Parabéns Burkhard Cordes e Reinaldo Conrad, pela comemoração dos 50 anos de glória. Veja a matéria completa no Estadão

Formação de ciclone extratropical

blaA semana começou com as redes sociais anunciando que um ciclone extratropical de grande proporção estava se formando sobre o mar da região Sul e como sempre acontece nesses casos, a cada nova informação o bicho tomava marra e agora é chegada a hora de tirar a prova dos nove, porque a pauleira está prometida para amanhã e domingo, véspera e dia de uma das mais barulhentas eleições  brasileiras, que por si só já é um furacão. Sobre o ciclone, que ainda não tem apelido, os “meninos” do CPTEC/INPE falam assim:     

A formação, intensificação e o avanço de um ciclone extratropical entre o sábado (27/10/2018) e domingo (28/10/2018), na faixa leste da Região Sul do Brasil, ocasionará mudanças significativas no tempo entre o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o Paraná, principalmente em regiões próximas ao litoral. Entretanto, nos últimos dias, os modelos de previsão numérica estão simulando diferentes posicionamentos e intensidades da área de baixa pressão, associada ao ciclone extratropical. Em virtude desta divergência de gênese, podemos observar na ilustração que, enquanto alguns modelos aproximam o ciclone próximo a costa do Rio Grande do Sul e se afastam gradualmente para leste/sudeste em direção ao mar aberto, outros modelos de previsão se distanciam da costa e se deslocam mais ao norte. O local de formação do sistema será decisivo para observação de tempo severo ao longo do sábado e domingo, ou seja, quanto mais próximo do litoral maiores serão os danos provocados pelas mudanças no tempo. Esse ciclone extratropical terá potencial para ocasionar acumulados significativos de precipitação, fortes rajadas de vento e agitação marítima, mas como informado anteriormente depende de seu local de formação, pois quanto mais afastado da costa menor as chances de tempo severo sobre a faixa leste da Região Sul e Sudeste.

 

Uma vida sem estresse

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Juro que nunca presenciei uma cena dessa

Monstro marinho

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Certa vez perguntei a Pedrinho de Neném Correia, pescador/mergulhador arretado da praia de Enxu Queimado/RN, se ele já tinha visto muitas criaturas esquisitas no fundo do mar e ele respondeu assim: Veio, no fundo do mar tem bicho de toda forma, toda beleza, toda feiura e tem umas criaturas que dá até arrepio! Danado é quem duvida! Vi no site da Revista Galileu, que pesquisadores que fazem estudos nas águas geladas e profundas do mar da Antártida Oriental, com auxílio de uma câmera de vídeo capaz de suportar as intempéries das zonas abissais dos oceanos, ficaram impressionados e festejaram ao conseguir filmar uma  “galinha sem cabeça”, cientificamente conhecida como  Enypniastes eximia,  rara espécie de pepino-do-mar. Segundo os pesquisador, é a primeira vez que o “monstro marinho” é avistado no Hemisfério Sul. O primeiro registro se deu no Golfo do México. Os pepinos-do-mar são criaturas que vivem em águas profundas e se alimentam dos detritos orgânicos que se depositam no fundo do mar. Pense num bicho feio da mulesta dos cachorros!

Swell em Noronha entra para a história da Refeno

ondas-porto-outrubro-2Como previu a rapaziada do CPTEC/INPE e divulguei na postagem De olho no vento e no mar para a Refeno 2018, o bicho pegou na ancoragem do Porto de Santo Antônio, na ilha maravilha de Fernando de Noronha, com um swell temporão que mexeu com tudo e com todos. As ondas, para alegria dos surfistas e tristeza das empresas que trabalham com turismo,  chegaram a mais de 3 metros de altura. Segundo o CPTEC, a partir de amanha, 02/10, o paraíso volta a ser completo. – E o que é swell? – São ondas ininterruptas que se formam em alto mar, devido a tempestades ou outras perturbações meteorológicas, e se propagam por longas distâncias.

De olho no vento e no mar para a REFENO 2018

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anima_alturaSegundo as previsões do CPTEC/INPE, a flotilha da REFENO 2018 deverá enfrentar mar um pouco mais salgado do que o habitual a partir do segundo dia de prova, com ondas moderadas, vindas do Norte – Do Norte? –, entre 2,2 a 2,7 metros de altura e vento S/ESE/SE –  Pense numa salada de pepino? – na média de 20 nós. A animação do gráfico dá uma ideia escalafobética do salseiro. Vamos torcer para que a realidade seja outra, mas se assim for, é aconselhável que comandantes e marujos redobrem a atenção.