Arquivo da categoria: Coisas do Mar

Momentos de humor

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Treinamento para quem pretende ter uma boa noite de  sono em um veleiro de oceano

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Marinha do Brasil anuncia construção de quatro corvetas

Screenshot_2019-03-28-20-23-08~2Faz tempo que a Marinha do Brasil precisa renovar a frota de navios, pois o nosso imenso mar territorial precisa sim de mais vigilância, embarcações modernas, poder de ação e tudo indica que a propalada renovação, que nunca saiu do papel, vai navegar em mares mais tranquilos. A Marinha anuncia que o consócio Águas Azuis, formado pelas empresas Thyssenkrupp Marine Systems GmbH, Embraer S.A. e ATECH Negócios em Tecnologias S.A., foi selecionado para construir quatros novas corvetas lançadoras de mísseis da classe Tamandaré, projeto estimado em torno de US$ 2 bilhões. Os navios serão construídos no estaleiro Aliança, em Niterói/RJ, e a primeira corveta deverá ser lançada ao mar em 2024. Fonte: Estadão 

Briga de monstros

colisão fujarah– Hello! – Relou nada, amassou foi tudo! Deve ter sido assim o diálogo entre os comandantes do navios-tanque Aseem e Shinyo Ocean, que emendaram os bigodes enquanto se dirigiam ao porto de Fujairah, Emirados Árabe. Quem já tirou a carta de Arrais deve concluir, pela imagem, que a culpa é do Aseem, ou melhor, do seu timoneiro distraído, mas em briga de cachorro grande e em encrenca de dois troços que não tem freio e nem rédea, fica a bronca para o povo da perícia tirar a prova dos nove. Como diria meu amigo Pedrinho: –Pense numa reiada bonita!

Mineração submarina, eis a questão!

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Em terra conseguimos acabar com praticamente quase tudo que vemos pela frente e ainda bem que ainda não  descobrimos que cocô vale muito dinheiro, pois no dia que alguém descobrir que existe riqueza em um monte de bosta, vai ser complicado. Sem ter mais de onde retirar minério, os meninos sabidos irão vasculhar o fundo dos oceanos em busca de umas pepitazinhas. Já não basta o óleo negro, pois esse já descobriram que só serve mesmo para criar troca de bofetes entre nações, além de que, a lama está cada vez mais profunda e quem está se metendo a procurar está é se metendo em pilantragens da grossa. Acho ótimo ver a arenga entre as facções  ideológicas e cada uma com suas “verdades” atravessadas. A coisa funciona assim; Quem era a favor agora não  é e quem não era agora é, mas não se engane, porque tudo vai depender da mão acenada pelo mestre do cerimonial. Pois bem, vamos deixar de cutucar a onça, ou as onças, e vamos falar do que interessa a este texto malamanhado. Cientistas criaram e já vão colocar em operação uma gerigonça para remover o fundo do mar a procura de minérios. Dizem as más línguas que dinheiro só não resolve quando é pouco. A gerigonça, batizada de Patania II, já tem as bênçãos de uma tal Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos, cria da ONU, que para não dizer que não se fala das flores, prometeu dar uma olhadinha no processo e liberar geral para 30 anos de exploração. – E o que farão com os dejetos e a terra que será removida? – Sei lá, mas quem viver verá, além do que, como pouca gente se arrisca a dar uns mergulhinhos mais profundos por aí, a coisa vai ficar como o diabo gosta! Fonte: mar sem fim 

Aviso aos navegantes e afins

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A Associação Brasileira de Velejadores de Cruzeiro, faz o lançamento dos principais eventos do seu calendário oficial, o Encontro Nacional, em sua 17ª edição, e o Cruzeiro Costa Leste, edição 2019. Não perca o rumo!

Dica aos navegantes

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Quando navegamos nos mares intempestivos do facebook encontramos de tudo, de coisas boas a ruins, mas não precisamos jogar muitos apetrechos de pesca, nem muita linha, para pescar boas notícias e excelentes novidades, se bem que, coisas ruins e sem futuro, que enchem nossa alma de tristeza, não é preciso tanto esforço. E foi numa puxada de rede que pesquei na página do amigo Hélio Viana, cabra bom da mulesta, paraibano dos sete costados, que pescou da página do Cap. Herman Junior, que assina o texto, a notícia de interesse ao povo do mar. O texto diz que o novo formato do Navionics “estará disponível em breve”, mas no final de fevereiro de 2019, em uma velejada entre Natal/RN e Itaparica/BA, baixei a versão do aplicativo – que dizia ser o novo – no celular e não notei diferença, mas atesto que a qualidade se manteve. 

Amigos,

O Navionics lançou um novo aplicativo. Seu nome será, anotem aí, “Boating Marine & Lakes”. A idéia da empresa foi criar uma interface mais otimizada que agora funcionará sob a mesma conta, em Smartphones e Tablets segundo informações da empresa também disponível no site oficial do Navionics.
Para os que possuem a versão que será em breve descontinuada, entendam que essa ação foi feita para simplificar os produtos Navionics e toda a subscrição, cartas náuticas baixadas e dados poderão ser transferidas para o novo app.
Segundo informações da empresa, também não haverá nenhuma cobrança adicional para isso. 
Portanto não há motivos para se preocupar, apenas teremos que baixar, transferir nossos dados e aprender a usar a nova ferramenta que como muitos sabem é muito interessante e agora contará com o theActiveCaptain® da Garmin que é uma ferramenta para se compartilhar experiências e informações. 
Portanto, ao que nos parece até o momento, “great news”.
Abraços,
Cap Herman Junior

Memórias do mar

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Sophie Bely, que nesse retrato de recordação posa ao lado do amigo Fabio Tossi, era uma navegadora como poucas, mas tão poucas que se juntassem todas a bordo de um veleiro de 20 pés, acho que sobraria espaço e seria um veleiro sem a figura central de um comandante, porque todas, ou melhor, a seletíssima tripulação não necessitaria de comando. Na última quarta-feira, 06/03, Sophie, a mitológica esposa do navegador Oleg Bely, falecido em maio de 2016, caiu e desapareceu no mar, junto com o comandante Arnout, do veleiro polar Paradise, após o barco ser atingido de lado por uma onda, enquanto atravessavam o oceano austral de volta ao continente sul americano. Mas esse acidente quem vai relatar é o João Lara Mesquita, no link que copiei e colei logo abaixo. A história que quero contar é que conheci a Sophie e o Oleg, durante uma passagem tumultuada e quase trágica do veleiro Kotic II, do casal, no Iate Clube do Natal, se não me engano, no final dos anos 90. O Kotic II estava em rumo cravado para os EUA e ao passar ao largo da capital potiguar, Oleg desejou dar um abraço no amigo e também navegador Zeca Martino, e assim fez. Ao adentrar o Rio Potengi, com a tripulação ansiosa para rever os amigos e reconhecer o local de ancoragem, todos se posicionaram no convéns e nem perceberam um princípio de incêndio que acontecia no sistema elétrico de acionamento da bolina retrátil. Enquanto o Kotic II desfilava em frente ao clube, o marinheiro Galego, que Deus o tenha, que estava fazendo manutenção no alto do mastro de um veleiro no píer, notou a fumaça que saia de dentro do Kotic e entre gestos e gritos chamou atenção da tripulação que já não podia fazer muita coisa, a não ser salvar o que pudessem. A tragédia só não se confirmou, porque a marinharia do Clube acionou o Corpo de Bombeiros, que tinha uma base em um terminal da Petrobras, nas proximidades, e quando o caminhão dos Bombeiros chegou, entrou direto em uma das balsas que na época faziam a travessia o Potengi, e numa manobra ágil e arriscada o comandante da balsa conseguiu atracar ao lado do Kotic II e debelar o fogo. Grande parte do interior do veleiro foi consumido pelo fogo e a gata de estimação do casal não resistiu. Foi uma comoção, porém, Oleg e Sophie não se deram por vencidos e já no dia seguinte iniciaram os trabalhos de reconstrução, que durou uns três meses, e receberam total apoio do Iate Clube, onde deixaram bons amigos e boas lembranças.  

Mar Sem Fim: Sophie Bely, a morte trágica de uma navegadora