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Velejador é resgatado na costa Norte do Brasil

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O navio Pedro Álvares Cabral, da Aliança Navegação e Logística, regatou na noite da quarta-feira, 23/05, o velejador francês Michael Luc, 60 anos, comandante do veleiro Roxane, que estava há dois dias a deriva em um bote inflável na costa entre o Ceará e Pará, após o naufrágio do veleiro. Segundo informações do comandante do navio, eles receberam um pedido de socorro, via VHF, e após uma busca visual conseguiram localizar o velejador. O Roxane havia saído de Cabedelo/PB dia 17 de maio no rumo do Caribe. O velejador Michael Luc, que foi resgatado sem ferimentos e sem necessitar de maiores cuidados,  tem larga experiência em navegação e já realizou diversas travessias do Atlântico. Desejamos vida longa ao comandante Luc e que muito em breve retorne ao mar. Fonte: revista capital econômico

Naufrágio no litoral paulista

barco-itanhaemAs previsões do tempo para o final de semana, 14, 15 e 16 de setembro, na região Sudeste, era de chuvas fortes e mar de ressaca, com ondas de mais de 2,5 metros de altura e essas informações, salvo engano, foram divulgadas nos noticiários, nas redes de navegantes, nos clubes e marinas da região, como sempre faz a Marinha do Brasil em seus Aviso aos Navegantes. No domingo, 16, uma embarcação de pesca, com 15 tripulantes a bordo, virou e naufragou ao tentar entrar na barra do Rio Itanhaém, litoral paulista. Uma pessoa morreu e os demais foram socorridos por surfista e banhistas. Segundo relatos, a embarcação ao entrar na zona de arrebentação foi atingida por uma onda e emborcou. O acidente foi fatalidade? Não, foi um caso típico, como tantos outros, de negligência com a segurança da navegação e com a vida.

Lendas, boatos e mistérios

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O mar é um poço de segredos e parafraseando o comandante Érico Amorim das Virgens, digo assim: “Depois que um barco sai do porto, muita coisa é lenda”.

Não é difícil encontrar histórias mal contadas sobre desaparecidos no mar e muitas delas com ecos e vestígios de violência. Em cada porto, em cada iate clube ou rodas de bate papos de navegantes, casos assim são relatados com tantos detalhes e certezas, que quem escuta é capaz de jurar de joelhos que testemunhou. Desculpem o meio tom de brincadeira, foi apenas para amenizar um pouco a sisudez do texto que segue.

Em abril de 2018 o mundo náutico amador foi sacudido pelo desaparecimento do velejador argentino Ewin Rosenthal, 83 anos, nas águas da carioca e linda Angra dos Reis. Segundo foi apurado, em um inquérito sem rumo, como são quase todos que tratam de casos semelhantes, o velejador teria partido de Angra, em 8 de abril, navegando em solitário e misteriosamente sumiu. Nome do veleiro: Misteriosa. No dia seguinte o veleiro foi avistado por um comandante de um pesqueiro e esse alertou as autoridades que um barco estava navegando em círculos no canal de acesso a Guaratiba e a Baía de Sepetiba, mais ou menos 50 milhas do local que havia zarpado, e tudo indicava não ter ninguém a bordo, fato constatado pelo Navio-Patrulha que foi atender ao chamado.

Os peritos verificaram que o interior estava revirado, deram por falta de equipamentos, folhagens secas estavam espalhadas pelo piso do barco misturadas com areia de mata, mas o que mais chamou atenção foi que no centro da cabine existia um botijão de gás atrelado a dois sinalizadores, não detonados, tudo indicando ser uma bomba de fabricação caseira. E o inquérito foi rolando, rolando, demorando, um corpo em decomposição foi encontrado próximo de onde o veleiro levantou ferro, exames foram feitos e na quarta-feira, 01/08, quatro meses após o ocorrido, a família enterrou o corpo, como sendo de Ewin, em Buenos Aires, sem saber mais nada além de nada.

No ano de 2005, não recordo o mês, o marinheiro do Iate Clube do Natal, Sebastião da Cunha Lima, conhecido como Galego, embarcou em um veleiro de 23 pés, para mostrar a embarcação a dois possíveis compradores, de nacionalidade holandesa, e nunca mais retornou. Um inquérito foi aberto, anos depois os holandeses foram identificados, após muitas lutas, foram julgados e condenados, na Holanda, pelo crime de terem jogado o Galego no mar. O corpo nunca apareceu, o veleiro também não e assim ficou o conto sendo contado com pontos acrescentados.

Janeiro de 2017, dois pescadores embarcam em uma lancha, no píer do Iate Clube do Natal, para uma alegre pescaria a poucas milhas de distância da costa de Natal e desaparecem. Um dos pescadores era oficial da Aeronáutica e o outro, Toinho Doido, uma figura arretada, um homem que nunca temeu o mar e jamais deixou de ter respeito. Toinho vivia no mar, sonhava com o mar, amava o mar e morreu no mar. – E o que aconteceu? Aconteceu que mais de uma semana depois de terem zarpado do clube, o corpo do oficial foi encontrado por pescadores da praia de Caiçara do Norte, quase 100 milhas de Natal, e o de Toinho foi encontrado em Canoa Quebrada/CE, quase 100 milhas um do outro. E o barco? Nada! Nem barco, nem apetrechos, nem nada! E o inquérito? – Não dou notícias, mas acho que parou por aí.

É fácil transformar o mar em palco de segredos e ter a, quase, certeza que tudo se manterá guardado para sempre, porque muitos inquéritos esbarram no jogo de empurra e naufragam numa palavrinha chamada jurisdição. Quem é responsável pela jurisdição do mar? A Marinha do Brasil? A Polícia Federal? A Polícia Civil? A Polícia Militar? Os Orixás? O Senhor, ou Nossa Senhora dos Navegantes? Talvez os três últimos sejam os mais cotados. A Marinha faz a salvaguarda, mas não é polícia. A polícia, faz o policiamento, mas não é Marinha. O navegante é violentado, mas não sabe a quem recorrer. O meliante sabendo de tudo isso, faz, acontece, mata, esfola, sai rindo do tempo e com a cara mais limpa do mundo.

A fiscalização da Marinha se resume a conferir documentos, equipamentos, capacidade de tripulantes e, se tudo estiver em ordem, geralmente está, a embarcação segue seu rumo. Se a embarcação a partir dali for usada para a prática de um crime, o problema passa a ser de outro órgão, mas esse outro órgão não tem como agir no mar e nem isso está definido em suas obrigações. – Mas a Polícia Federal está! – Está, mas não está e muito pelo contrário!

Sim, e daí? Daí fica assim: Ewin, Galego, Toinho e tantos outros ficam com seus nomes atrelados os números das estatísticas e os inquéritos sem solução vão servir de alimento as traças.

Bem disse o comandante Érico: “…depois que o barco saiu do píer, tudo é boato”.

Nelson Mattos Filho

Encerradas as buscas pelos tripulantes do San Juan

2017-11-25t172504z_97904387_rc1a5a1c7030_rtrmadp_3_argentina-submarine-e1511869446715A Marinha da Argentina anunciou ontem, 30/11, que encerrou as operações para resgate dos tripulantes do submarino ARA San Juan, porém, concentrará esforços na localização da embarcação. Alguém haverá de perguntar se não é a mesma coisa, mas adianto que não, porque pelo código naval, são operações diferentes, inclusive pelo tipo de equipamento e força humana utilizados. Foram 15 dias de intensa busca, que contou com participação de equipes de vários países, e apesar de terem vasculhado uma grande área do oceano, com ajuda de navios, aviões e radares, nada foi encontrado. Geralmente operações de resgate de sobreviventes no mar, duram em torno de 7 dias.   

Aviso aos navegantes

area_sarA Marinha do Brasil  informa que duas embarcações estão desaparecidas entre o Rio Grande do Norte e Ceará, para isso pede que os navegantes  mantenham alerta máximo.

SAR 0087/17
NORTE DE BARROQUINHA CARTA 21700 (INT 2110) LUNA E IJOSHUA DESAPARECIDA 3 TRIPULANTES A BORDO ULTIMA POSICAO EM 02-35.17S 041-22.37W EM 04 JUL 17 SOLICITA-SE AOS NAVEGANTES DA AREA PROCURAR, AVISTAR, ASSITIR E INFORMAR

SAR 0086/17
NORTE DA PONTA CAICARAS CARTA 21900 (INT 2112) JANGADA DESAPARECIDA 02 TRIPULANTES A BORDO ULTIMA POSICAO EM 04-43.13S 035-58.37W EM 03 JUL 17 SOLICITA-SE AOS NAVEGANTES DA AREA PROCURAR, AVISTAR, ASSITIR E INFORMAR

Notícia triste e angustiante

IMG-20170111-WA0002Infelizmente tenho que dar a triste notícia, apesar de ter renovado a esperança a cada segundo que passava. O ITEP/RN confirmou que o corpo encontrado no mar, na manhã desta quarta-feira, 11/01, entre Enxu Queimado e Caiçara do Norte, a mais de 70 milhas de Natal, é do Coronel da Aeronáutica Max Carvalho Dias. As buscas continuam e hoje, seis dias após ele ter saído para realizar pesca esportiva na companhia do pescador profissional Toinho, um avião da FAB e embarcações da Marinha do Brasil passaram o dia vasculhando o litoral norte potiguar na tentativa de encontrar Toinho. O Cel. Max servia em Brasília e sempre se deslocava até Natal para realizar um dos seus maiores hobby. Fique em paz grande pescador e que Deus o receba e alivie suas dores. Fonte: AgoraRN    

Aviso aos Navegantes – Embarcação desaparecida

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A Marinha do Brasil acionou o Salvamar e tenta localizar a embarcação Anjo Gabriel, que deixou o porto em Bertioga/SP na última sexta-feira, 29/07, para realizar pesca esportiva com sete tripulantes a bordo. O último contato da embarcação com a Capitania dos Portos de São Paulo se deu na sexta-feira. A Marinha enviou ao local do desaparecimento um Navio Patrulha e ampliou a área de busca até a Ilha de Alcatrazes. Avisos rádios estão sendo emitidos a cada meia hora e toda embarcação navegando na área deve se manter alerta.

“Pedia a Deus que me salvasse”. Diz velejador resgatado no mar de Santa Catarina

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Foi sim a descarga de um raio – como foi postado AQUI – que atingiu o mastro do veleiro Taipan a causa do seu desaparecimento durante nove dias nos mares do litoral Sul do Brasil, segundo contou o navegador argentino Carlos Marcelo Klain, que comandava o veleiro, em matéria no site DC.CLICRBS, porém, a coisa foi bem mais terrível. O raio destruiu toda a fiação elétrica e com isso o Taipan perdeu o auxílio do motor, mas restavam as velas e por isso o comandante decidiu aproar a costa do Rio Grande do Sul debaixo de muita chuva e contando com a sua experiência de veterano naqueles mares. A partir do dia 16 a chuva e o vento apertaram o nó e Klain se viu diante da fúria dos elementos em um mar de mais de 10 metros de altura. Diante da possibilidade de um desastre iminente, o comandante preparou uma bolsa de abandono e passou a dormir ao lado do bote inflável, mas em nenhum momento passou fome, pois o barco estava bem abastecido, e a todo momento pedia a Deus pela sua vida. Quando a tempestade aliviou, os ventos sul e sudeste empurraram o veleiro para a costa catarinense e perto do litoral foi localizado por um barco de pesca e este avisou ao Salvamar que havia encontrado um veleiro. Carlos Klein, que mora em Angra dos Reis, diz que assim que o barco ficar pronto ele voltará a comandá-lo para concluir a viagem. Parabenizamos o Klein pela sua coragem, valentia e respeito ao mar e desejamos melhores ventos e mares mais tranquilos nas próximas navegadas. Veja a entrevista completa no site DC.CLICRBS.

A causa do desaparecimento do veleiro Taipan foi um raio

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Pronto, o mistério do sumiço do veleiro argentino Taipan, que estava desaparecido no mar entre Santa Catarina e a Argentina, foi desfeito e como foi informado aqui, a embarcação foi localizada na Ilha do Coral. Mas no afã de ver o que o skipper teria a dizer, vasculhei os sites de notícias, e até jornais de Santa Catarina, porém, o máximo que consegui foi na telinha antenada do Portal G1, pois o mundo anda as voltas com a barbárie deslavada de matanças com víeis religiosos e o noticiário tupiniquim anda escanchado nos elos olímpicos da Rio 2016. O Skipper, pelo menos foi o que li no G1, não falou muito e acho até que não falou nada que se aproveite para um inquérito naval, ou que sirva de combustível para um alegre bate papo de palhação de clube náutico – onde tudo acontece e em elevados índices dificultosos. O homem desembarcou no píer do Iate Clube Veleiros da Ilha, mais cansado do que caminhão carregado subindo ladeira, e disse apenas que a causa foi um raio. – Raio? – Bem, foi isso aí. Para quem esperava uma história que envolvesse grande ondas, mar em fúria, ventos terríveis ou mais uma penca de milacrias, o raio foi uma ducha de água fria no ânimo. A história do Zé das Cabras, ou Zé de d’Angerca, eremita que ocupou a Ilha do Coral por 36 longos anos, tem passagens mais aventurescas. Certa vez, conversando com um francês, velejador e construtor de veleiros, ele disse assim: “Não sei por que tantos velejadores fantasiarem tanto as viagens em veleiros”. Pois é, né!

Veleiro argentino desaparecido é encontrado no mar de Santa Catarina

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Um veleiro de bandeira da Argentina que estava desaparecido desde o dia 16/07 foi localizado próximo a Ilha dos Corais, litoral sul de Santa Catarina. A embarcação de nome Taipan havia saído de Florianópolis, em 9 de junho, em direção a La Plata, Argentina, sob o comando de um Skipper e como até dia 14 não havia chegado, nem dado notícias, o proprietário acionou as autoridades anunciando que alguma coisa estava errada. Na manhã dessa sexta-feira, 22, o veleiro foi localizado e está sendo rebocado, segundo a informações repassadas pela Marinha do Brasil, por uma embarcação cedida pelo Iate Clube Veleiros da Ilha. A Marinha informa que aparentemente os tripulantes estão bem. O caso causou preocupação no meio náutico, porque em 2014 outro veleiro argentino desapareceu, e até hoje não foi encontrado, quando navegava na mesma região.