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Noves fora

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Se “mar calmo nunca fez bom marinheiro”, chegou a hora da prova

Adeus, velejador

almoço no avoante (6)

Na manhã deste domingo, 19/01, ao abrir o facebook, de cara vi uma postagem da amiga Rita Holanda, em um grupo de velejadores, perguntando se alguém poderia informar os números para contato do casal Vera e Davi Hermida, e daí acendeu uma luz amarela em minha cabeça e imediatamente me veio a imagem do velejador e jornalista Sérgio Macedo, que tive a alegria de conhecer em 2011 na ancoragem em frente a marina da Ilha de Itaparica/BA. Naquele tempo o casal Sérgio e Rita subiam a costa brasileira a bordo do veleiro Yanam e diante do mar de Itaparica semeamos e regamos uma boa amizade. Sérgio, turrão, polêmico, dono de uma personalidade forte, as vezes malcriada, mas sempre se colocava em primeiro lugar quando o assunto era bem servir um amigo, principalmente os que vinham do mar. Rita, um doce de pessoa, igualmente prestativa e selou com Lucia uma forte e sincera amizade logo nos primeiros segundos do nosso encontro, diante de alguns baldes de chumbinho, mariscados na Coroa do Limo. A partir daquele ano, o casal Yanam se separou, Sérgio continuou morando a bordo e Rita mudou o rumo da vida seguindo os caminhos urbanos.

Me perguntei: – O que será que a Rita deseja? A resposta estava em um grupo de velejadores, no WhatsApp, e não foi diferente da sensação que havia sentido ao perceber a luz amarela acesa lá no centro do meu cérebro, porque um comunicado da marina de Itaparica, informava que o velejador Sérgio Macedo havia falecido e imediatamente, como sempre acontece quando perdemos pessoas que queremos bem, os menininhos dos arquivos da alma, começaram a rodar os empoeirados rolos de filme dos bons e maus momentos vividos.

Sérgio Yanam foi um dos bons parceiros que tive no mar e sempre teve por mim e Lucia muito carinho e atenção. A última vez que o encontrei foi em 2016, quando coloquei um velho bote inflável do Avoante para ser vendido no brechó náutico da marina Píer Salvador, no bairro da Ribeira, em Salvador. Quando recebi uma mensagem da gerencia do brechó dizendo que tinha uma pessoa interessada, mas queria fazer uma oferta. Quando soube que era o Sérgio, pensei em desistir da venda para ceder-lhe o bote, mas ele insistiu em pagar e disse que se eu não aceitasse desistiria da compra. Aceitei o valor por ele proposto e fomos comemorar o fechamento do negócio com uma cerveja estupidamente gelada no bar do João, na marina Angra dos Veleiros. Ao se despedir, falou assim: Poxa, Nelson, sinto falta dos nossos bate-papos, pois gosto muito de vocês. Dá um beijo em Lucia! Nunca mais avistei o Sérgio, mas sempre me chegaram notícias suas e as últimas me deixavam tristes, porque davam conta que sua saúde merecia cuidados.

Sérgio, vivia só a bordo do Yanam e insistia em se manter morando no veleiro. Longe da família, dos amigos e mantendo distância de todos aqueles que não aceitavam seus ideais de mundo, mas era um cara de conversa fácil e inteligente. Seu grande inimigo era ele mesmo.

– Poxa, Sérgio, vou sentir falta dos nossos bate-papos, pois gostava muito de você, cara! Vá em paz, meu irmão do mar e que os deuses dos oceanos confortem sua alma que sempre clamou liberdade!

Nelson Mattos Filho

19/Janeiro/2020

Dica aos navegantes

navionics

Quando navegamos nos mares intempestivos do facebook encontramos de tudo, de coisas boas a ruins, mas não precisamos jogar muitos apetrechos de pesca, nem muita linha, para pescar boas notícias e excelentes novidades, se bem que, coisas ruins e sem futuro, que enchem nossa alma de tristeza, não é preciso tanto esforço. E foi numa puxada de rede que pesquei na página do amigo Hélio Viana, cabra bom da mulesta, paraibano dos sete costados, que pescou da página do Cap. Herman Junior, que assina o texto, a notícia de interesse ao povo do mar. O texto diz que o novo formato do Navionics “estará disponível em breve”, mas no final de fevereiro de 2019, em uma velejada entre Natal/RN e Itaparica/BA, baixei a versão do aplicativo – que dizia ser o novo – no celular e não notei diferença, mas atesto que a qualidade se manteve. 

Amigos,

O Navionics lançou um novo aplicativo. Seu nome será, anotem aí, “Boating Marine & Lakes”. A idéia da empresa foi criar uma interface mais otimizada que agora funcionará sob a mesma conta, em Smartphones e Tablets segundo informações da empresa também disponível no site oficial do Navionics.
Para os que possuem a versão que será em breve descontinuada, entendam que essa ação foi feita para simplificar os produtos Navionics e toda a subscrição, cartas náuticas baixadas e dados poderão ser transferidas para o novo app.
Segundo informações da empresa, também não haverá nenhuma cobrança adicional para isso. 
Portanto não há motivos para se preocupar, apenas teremos que baixar, transferir nossos dados e aprender a usar a nova ferramenta que como muitos sabem é muito interessante e agora contará com o theActiveCaptain® da Garmin que é uma ferramenta para se compartilhar experiências e informações. 
Portanto, ao que nos parece até o momento, “great news”.
Abraços,
Cap Herman Junior

Novos rumos a Marina da Glória

marina_tacEnvolto numa eterna polêmica, a Marina da Gloria, no Rio de Janeiro, tudo indica, parece que vai tomar um rumo animador, mesmo que a tempestade continue a rondar seus limites. A BR Marinas, administradora do espaço, e o Ministério Público Federal, sentaram na mesa e fecharam um ajustamento de conduta que estabelece regras para o livre acesso do público ao local durante o horário comercial, mas que não afete a operação da marina. Nos termos de ajustamento foi incluído um projeto social voltado para a prática de vela por crianças e adolescentes da rede pública de ensino. Claro que a peleja entre os contra e favor não vai acabar diante dessa decisão, mas no meu entender, a coisa vai navegar em meio a ventos mais brandos. Aliás, nunca entendi o motivo, por mais que sejam justificados pelos seus conselhos de sócios, das marinas e iates clubes serem fechados ao público. Quantos possíveis navegadores abandonam o sonho náutico ao esbarrarem com um portão fechado? Eu mesmo já fui barrado em um certo iate clube brasileiro por não está munido de um convite, apesar de ter me identificado e justificado, sem sucesso, minha ida até lá. Torço para que o acordo da Marina da Glória saia do papel. Fonte: Revista Náutica 

A vida a bordo como tema de novela

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Barcos a vela sempre fizeram parte dos roteiros e cenários de filmes, seriados e novelas mundo afora, despertando sonhos, desejos e paixões. Nos últimos anos a vida a bordo de um veleiro de oceano já foi tema de novelas e seriados brasileiros e em breve mais um personagem, dessa vez ator Reynaldo Gianecchini, trocará a vida urbana para encarnar um herdeiro ricaço que prefere a vida sobre o mar a ter que assumir a administração da fortuna na próxima novela das 9 horas, Lei do Amor, da Rede Globo. A aparição de personagens velejadores nas telas costuma ser desdenhada pelos velejadores reais, que fazem críticas veladas quanto a possíveis erros dos roteiristas, mas esquecendo eles, os críticos, que mesmo com erros, imperceptíveis aos olhos do grande público, um personagem velejador é uma excelente forma de divulgação para a náutica e principalmente o mundo da vela. Todo setor que é agraciado com um personagem vestindo a camisa de sua causa, festeja a oportunidade e muitos aproveitam para mostrar as dificuldades que enfrentam no dia a dia, mas na vela infelizmente não é assim. Por que será?  

Velejar – Um grupo porreta!

3 Março (420)

Em um bate papo via oceanos internéticos o velejador Leo, veleiro Leoa, deu a ideia ao comandante nota dez Chaguinhas, do não menos famoso veleiro Intuição, para se criar um grupo no WhatsApp para agilizar a troca de mensagens entre velejadores, mas que passasse ao largo dos assuntos que não tivesse o mar e barcos a vela como personagens principais. Claro que diante de um mundo em incessante transformação fica difícil manter um rumo satisfatório e as vezes temos que ajustar o timão em alguns graus para que a Nau volte a velejar em ventos e mares confortáveis. Mas digo que são ajustes tão raros que a tripulação as vezes nem percebe. – Mas não é assim que fazemos no comando de um barco? O grupo Velejar, criado pelo Chaguinhas e que seguiu a rota traçada pelo Leo, hoje é um sucesso e já contabiliza mais de 110 participantes do Brasil inteiro, que se esmeram em discutir – com alto nível de conhecimento e detalhes – assunto como: Elétrica, eletrônica, motores, regulagem de vela, gastronomia a bordo, rotas, ancoragens, dicas de fundeio, informática, restaurantes e pousados nas ancoragens, prestadores de serviço, clubes e marinas, telefones e nomes das pessoas que nos ajudam nas barras brasileiras, causos e histórias da vela. Eu sempre digo aos amigos, quando comento sobre o grupo, que se quisermos saber qualquer assunto que envolva manutenção ou dicas, basta postar sobre o tema e num piscar de olhos recebemos verdadeiros tratados técnicos e práticos, e com detalhes que faz qualquer engenheiro ficar de boca aberta. O Velejar é um grupo náutico arretado de bom e com um perfil alegre, amigo, incrivelmente solidário e que cresce a cada dia na esteira de uma velejada prezeirosa. Parabéns ao comodoro Chaguinhas e ao Leo, como também a todos que fazem do Velejar o melhor grupo náutico do Brasil e, segundo o comodoro, do mundo. 

Retratos da vida – 2015

O tempo vai passando na mansidão que nem percebemos e, de repente, bons momentos ficam registrados apenas nas imagens que vamos colhendo aqui, ali e quando olhamos para trás, se passou um ano.