Arquivo do mês: fevereiro 2014

Fernando de Noronha e a Refeno – Parte 1

NORONHA E A REFENO 3 O geólogo e velejador baiano Antônio Sérgio Teixeira Netto, o Sérgio Pinauna, é um dos grandes conhecedores das águas navegáveis do Brasil e dos segredos que existem escondidos sobre as rochas e solo do nosso continente. Sérgio que aparece nessa histórica foto ao lado do criador da Regata Recife/Fernando de Noronha, Maurício Castro, quando soube que eu era proprietário do Avoante, um dos barcos que já lhe pertenceu, chegou para me dar um abraço e disse que tinha uma boa história para me contar. Ao ler o texto fiquei encantado com a riqueza que tinha em minha frente. Os escritos de Sérgio merece fazer parte de qualquer exposição que conte a história da Refeno. Sem paixão e com muita sinceridade Sérgio conta tudo o que sentiu e viveu nas Refeno. Deixo aqui meus agradecimentos e parabéns ao geólogo/velejador por proporcionar aos leitores do Diário do Avoante uma navegada maravilhosa por uma boa parte da história da vela de oceano do Brasil. Como o texto é longo, dividirei em três partes.

 

Fernando de Noronha e as Refeno

A quebra do Gondwana, o supercontinente do sul, ocorrida no Cretáceo há cerca de 120 milhões de anos permitiu a implantação do oceano Atlântico Sul e o levantamento da maior cadeia de montanhas do planeta, a qual em inglês é denominada de Mid Atlantic Ridge. Esta cadeia sozinha é maior que os Andes +Rochosas+Himalaias, tem forma sinuosa e sofre um desvio notável para a esquerda na altura do equador, latitude zero, desvio este reconhecido pelos geólogos como a Zona de Fratura Romanche.NORONHA E A REFENO

Antes que você desista de ir adiante, a localização da ilha de Fernando de Noronha no contexto geológico vai ser o mais breve possível, e prometo que vou falar da história, dos mergulhos, das praias e das regatas que os pernambucanos promovem para Noronha desde 1986, o ano em que os gringos começaram a testar os satélites que iriam compor o sistema GPS.

A Cadeia Meso-Atlântica sobe das planícies abissais a uma profundidade de 4 a 5 km, e alguns picos vulcânicos botam a cabeça fora do nível do mar atual, como por exemplo, Trindade e Martin Vaz defronte ao Espírito Santo do lado oeste da cadeia, Santa Helena do lado leste, Fernando de Noronha 200 milhas náuticas a sul da Fratura Romanche, na latitude 4°S. Para o norte do equador temos do lado oeste da cadeia as Antilhas, Bermuda a 32°N 65°W, e do lado leste Cabo Verde, Canárias, Madeira, Açores, e lá junto ao circulo polar a ilha da Islândia, o local emerso da maior atividade vulcânica no planeta.

Tudo isso é constituído por rochas basálticas, que o manto vomita lá de dentro para fazer a crosta oceânica. Não tem nada a ver com os continentes implantados sobre uma crosta de granito, muito mais velha e mais espessa.

Noronha fica a 200 milhas de Natal, RN, no limite das águas territoriais brasileiras, e lá o relógio tem que ser adiantado de uma hora em relação a Natal ou aNORONHA E A REFENO 1 Recife. O arquipélago fica na longitude de 32,5°a oeste de Greenwich, portanto no fuso horário de 30°; têm 26 km2, o dobro da Ilha de Maré na BTS, o suficiente para lá ter sido construído pelos americanos em 1942 um bom aeroporto que transformou a ilha numa base avançada durante a 2ª Guerra Mundial. Esta vocação militar fez com que a ilha fosse um Território Federal de 1942 até 1988, quando os militares foram retirados e a área passou a ser um Distrito Estadual para o qual o governador de Pernambuco nomeia um administrador-geral. Também em 1988 todo o arquipélago até a isóbata de 50m passou a se constituir num Parque Nacional Marinho subordinado ao IBAMA, que mantendo a tradição militar, tem uma lista de 16 ‘proibidos’ e 5 ‘permitidos’ com autorização, que você acessa após pagar a taxa de preservação ambiental. A TPA para permanência de até 10 dias é de R$34,48/dia, a partir dai sobe num crescente de forma que quem quiser passar um mês vai pagar R$2847,42 (preços de 2008).

Quando Gaspar de Lemos bordejou por lá em 1500 levando para Portugal a carta de Caminha, a ilha era desabitada. Em 1504 o rei D. Manuel a doou para Fernão de Loronha, o banqueiro que financiou a expedição de 1503, um cristão-novo que nunca cuidou de ocupá-la. A ilha tornou-se um porto de piratas, tendo os holandeses se estabelecido nela em parte do Sec.XVII. No Sec. XVIII foram os franceses. Em 1737 os portugueses expulsaram os invasores, devastaram a vegetação e construíram 10 fortes, dos quais duas ruínas ainda existem, o Forte de São Pedro do Boldró e a Fortaleza de Nossa Senhora dos Remédios. Até a independência do Brasil não era permitido o desembarque de mulheres! Em 1832 o Beagle ancorou na Enseada de Santo Antonio e Charles Darwin reconheceu as rochas vulcânicas. Em 1938 durante o Estado Novo de Getulio Vargas a ilha foi convertida em presídio político e durante a 2ª Guerra Mundial tornou-se base militar com um aeroporto. Nos anos 70 os pernambucanos começaram a navegar para lá em veleiros de recreio. Em 1984 o Projeto Tamar reconheceu a ilha como um local importante para a reprodução de tartarugas marinhas e nela instalou uma estação de monitoramento.NORONHA E A REFENO 2

Instituído o Parque Nacional em 1988, o aeroporto militar passou à categoria de civil, recebendo um voo semanal; a pesca foi proibida e a população residente passou a viver essencialmente do turismo incipiente e do assistencialismo governamental. Em 2002, a UNESCO diplomou o arquipélago como Sítio do Patrimônio Mundial Natural. Fernando de Noronha hoje é um destino turístico com voos diários, centenas de pousadas, uma frota de bugs e motos financiados pelo Banco do Nordeste para taxi e locação aos turistas, três empresas de mergulho com barcos apropriados, equipamento de mergulho autônomo moderno e instrutores credenciados. A população nativa é de 3000 habitantes (IBGE, 2008), e uma pessoa de fora só pode se tornar residente se casar com um nativo ou for autorizada a montar uma empresa dentro do planejamento turístico da ilha. Existe uma agencia do Banco Real com caixa automático para saques e pagamentos, comunicação por telefone e vários pontos de conexão wireless para internet.

Não existe uma etnia noronhense e se vê muito pouca criança por lá, sendo de 50% a taxa de mortalidade infantil (IBGE, 2000), absurdamente alta para os padrões brasileiros atuais. Os nativos da primeira geração dos lá nascidos são descendentes dos milicos e dos prisioneiros. Existe um hospital com 9 leitos assentado numa antiga instalação militar, do qual já fiz uso por três vezes conforme relatado adiante. Até o final do Sec.XX a presença feminina era uma pobreza, quantitativa e esteticamente, uma calamidade que vem sendo resolvida com a importação de potiguares. Em compensação a fauna marinha é bela e mansa e você pode ser fotografada junto aos golfinhos, tartarugas e tubarões bem alimentados e amigáveis, tanto quanto um tubarão possa ser.

Já é Carnaval! Salvador, o amor, a raiz

Desculpe, mas pode até ser que você ache que as músicas apresentadas não tem nada haver com o Carnaval, mas elas refletem toda a alma e raiz de um povo que tem a folia de momo escorrendo nas veias. Salvador/BA é isso ai: Multi. Saulo com a sua Raíz de Todo Bem e Carlinhos Brown com Vc, O Amor e Eu, como muitos compositores dessa terra abençoada pelo Senhor do Bonfim e sua corte de Orixás, traduzem a alma de um povo. Não estarei na avenida para vivenciar toda essa alegria, mas lá do mar de Itaparica, estarei recebendo os bons fluídos de paz que desejo para o Carnaval de 2014. Feliz Carnaval para todos e brinquem focados na Paz e na Alegria! 

Mais um aluno, mais um amigo e uma boa desculpa

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Eita, lá vem eu de novo com minhas desculpas esfarrapadas por ter deixado o blog parado tanto tempo, mas olhando bem, nem faz tanto tempo assim, pois a última postagem foi dia 18 de Fevereiro, com o belo Conto do Mar, do velejador Danilo Fadul. Mas desculpa é desculpa e por isso estou aqui novamente para me fazer dela. Estive sim um pouco distante e me esquivando da tarefa de colocar os neurônios para funcionar, mas preguiça é um negócio muito sério e eu faço tudo para não contrariar essa seriedade. Pronto me desculpei!

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Bem, logo que retornarmos de Natal, onde estivemos por uma semana numa viagem terrestre, embarcamos de corpo e alma no Avoante para receber mais um aluno do nosso Curso de Vela de Cruzeiro. Dessa vez foi o velejador Marcelo Loureiro, que insisti em chamar de Maurício, que veio passar três dias a bordo para se marinizar. Gosto da palavra marinizar, usada pelo amigo Hélio Viana, maracatublog.com, como uma condição primordial para aqueles que precisam receber gotas de água salgada na veia antes da realização do sonho náutico. Marcelo chegou, embarcou, não se fez de rogado e até parecia que a vida a bordo já fazia parte dele. Na verdade ele foi agraciado pelos elementos da natureza, e por nossos amigos do mar, com condições super favoráveis para um bom curso de vivência a bordo e comando de um veleiro. Embarcou debaixo de muita chuva e trovoada, numa manhã de Sexta-Feira em que tudo conspirava contra uma boa velejada, mas nem isso tirou o seu bom humor. Logo apos as apresentações, levantamos as velas e deixamos o abrigo acolhedor do fundeadouro do Aratu Iate Clube e de velas em cima tomamos o rumo da Ilha de Itaparica, onde chegamos depois de três horas de velejada e diante de um Sol maravilhoso. E a chuva? – Que chuva?

IMG_0164 Todo bom curso de vela de cruzeiro tem que ter a hora da cozinha, das cervejas geladas, das caipirinhas e dos deliciosos encontros para um bom bate papo com outros velejadores que dividem a ancoragem. E lógico que teve tudo isso e mais a chuva da madrugada, que obriga a fechar o barco para o calor tomar conta do pedaço. Marcelo tirou tudo isso de letra e nem se intimidou com os dotes culinários de Lucia: Sem cerimônias,  assumiu a cozinha para preparar um saborosíssimo peixe ao molho de creme de leite e orégano. Eita que o bicho estava bom! E como a interação entre velejadores é uma verdade, e precisa ser vivida pelo marinizado, levamos a panela com o peixe para ser degustada a bordo do veleiro Mon Bien, do casal Gileno e Cassia.

IMG_0166Não é somente de velejadas, sombra e água fresca que vive um velejador de cruzeiro, mas também não é da alucinante adrenalina da vela de competição. Por isso mesmo que a convivência a bordo precisa ser bem vivida. Quando decidi montar o Curso foi justamente pensando assim. Não pretendo mostrar o lado regateiro da vela, pretendo sim mostrar um lado mais contemplativo em que o prazer e a realização do sonho seja uma só verdade. Minha intenção é oferecer o que não tive quando mergulhei no mundo náutico, procurando orientar e dar condições para que o iniciante faça a melhor escolha ou ter a certeza do que realmente quer. Quando recebemos alunos não mudamos em nada a nossa rotina, pois queremos que ele viva plenamente a vida a bordo sem segredos, mesmo que a vontade dele não seja morar em um veleiro. Morar a bordo não é o sonho de Marcelo, mas tenho absoluta certeza que o que ele vivenciou lhe trará bons subsídios para o seu futuro na vela. Dentro de um veleiro de oceano cabe um mundo de sonhos e ainda sobra espaço para um bocado deles, resta apenas que o velejador se deixe levar e embarque de alma e espírito livre. Foi muito bom e gratificante receber Marcelo Loureiro a bordo do Avoante e foi melhor ainda saber que, além de um bom aluno, ganhamos também um grande amigo.

   

Contos do mar

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O texto abaixo é do velejador Danilo Fadul Muhana, comandante do veleiro baiano Farnangaio. É um conto, verídico, sobre um delegado/pescador, na Bahia dos anos 40, e que tem o mar como pano de fundo. Quero desde já parabenizar o amigo Danilo pelo texto e fico esperançoso de receber outros mais. A única sincronia da imagem acima com o texto é a bela canoa.

O VELÓRIO SEM DEFUNTO (Sauipe, 10 de Fevereiro de 1997).

Malaquias esperou 40 anos para se aposentar como delegado de Itapuã. No início de sua carreira, lá pela década de 40, Itapuã era uma pequena vila de pescadores, com pouquíssimos veranistas, e quase nada a fazer.

Fora soldado raso, cabo e por fim, delegado. Toda semana saia pelo menos duas vezes para pescar. Comprara uma pequena catraia na Ribeira quando serviu por lá numa Segunda-Feira Gorda.

Agora, com sua pequena aposentadoria, realizaria seu sonho de pescar todos os dias, ou pelo menos nos dias que Iemanjá e Nosso Senhor Bom Jesus dos Navegantes permitisse. Seus companheiros de pesca já tinham morrido ou abandonado à vida no mar e estavam vivendo de caseiros ou vendedores ambulantes.

A catraia, totalmente reformada, estava novamente pronta para ir ao mar. Naquela Terça-Feira, véspera da semana santa, todos estavam saindo para conseguir sua moqueca e quem sabe, alguma boa pescaria para ajudar na casa. Seus filhos, já todos casados, moravam em Salvador e apenas nos finais de semana apareciam para visitá-lo e comer aqueles deliciosos tira-gostos que somente D. Marcolina sabia preparar.

Procurou algum companheiro do dominó para fazer uma pescaria noturna e foi avisado que Tonho, filho do mestre Mané, estava de férias, recém-chegado de Sobradinho e louco para fazer uma pescaria.

Mandou chamar o jovem negro e se assustou com o tamanho daquele menino que saiu para ganhar a vida há pouco mais de cinco anos. Combinaram sair antes das 5 horas da tarde para escolherem bem o pesqueiro que passariam a noite.

Tarrafou algumas pititingas, comprou um punhado de camarões, verificou o aviamento e foi dormir. Pediu a D. Marcolina para só acordá-lo lá pelas 4 horas da tarde.

Tudo pronto e verificado foram ao mar. Era noite de lua, quase cheia, e o mar estava calmo. Ficaram pescando na “pedra da bóia” um pequeno pesqueiro a pouco mais de duas milhas ao norte do Farol de Itapuã. A pescaria estava boa, sem peixes grandes, mas com muitos jaguaraçás e jabús. A moqueca estava garantida. Eram quase 11horas da noite quando um estalo se ouviu no bico de proa. Seu Malaquias, confiante no seu barco, ainda perguntou ao Tonho se este tinha colocado alguma garrafa na proa. Foi em vão.

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Barra do Cunhaú. Essa tem história!

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Não é somente de viagens pelos caminhos que cruzam oceanos que vive um velejado de cruzeiro, sempre sobra tempo para embarcar em um carro, ou ônibus, para desnudar os segredos das estradas que serpenteiam os campos e interligam cidades, pois a vida de um viajante somente se completa quando este consegue deixar o mundo um pouco menor do que realmente é. Nos últimos meses fizemos muitas viagens de carro entre Salvador/BA e Natal/RN e continuamos fazendo. Foram viagens com o intuito de matar saudades, cumprir compromissos e muitas delas sem nenhum motivo aparente, mas apenas pelo prazer de viajar. Hoje, 17/02, estamos novamente em Natal e por um motivo nobre: Assistir o casamento de um grande amigo. Aproveitando mais um retorno terrestre a capital potiguar, fui cumprir uma promessa antiga com minha Mãe e Tia Cecilia, de levá-las para conhecer uma das mais belas praias do litoral do Estado do Sal e do Sol: A poética Barra do Cunhaú. A Barra, como é carinhosamente chamada pelos nativos e veranistas, é bela por natureza e está encravada nas terras do município de Canguaretama, distante 80 quilômetros de Natal. Acariciada por um lado pelas águas do Rio Cunhaú e do outro pelas águas do Oceano Atlântico, a região é altiva em sua rica história que tem entre suas páginas o trágico massacre conhecido como Martírio do Cunhaú. O massacre aconteceu no Engenho Cunhaú em 16 de Julho de 1645, quando o enviado do Conde Maurício de Nassau, o cruel Jacob Rabbi, ordenou que os índios Tapuias e Potiguares, por ele liderados, invadissem a capela e assassinassem cruelmente o Padre André de Soveral e mais 70 fieis que assistiam a missa dominical. Apenas três pessoas conseguiram escapar da fúria de Jacob e seus asseclas indígenas. A matança dos católicos não se deu precisamente na Barra do Cunhaú, mas na comunidade hoje conhecida como Vila Flor, que anualmente homenageia os Mártires. A Barra do Cunhaú tem sim muita história escorrendo em suas águas e sempre que tenho o prazer de retornar a região, vou de alma aberta para saber um pouco mais sobre o passado. Ah, já ia esquecendo: O acesso pelo mar é um pouco difícil, mas com um pouco de conhecimento e com apoio de pescadores nativos e perfeitamente adentrável. Lá o navegante vai encontrar também, além do tradicional friviado, que é uma especie de tapioca, o apoio do Iate Clube Barra do Cunhaú. 

Tem tubarão na Bahia?

Tubarão.. Sempre me perguntam se no mundão de água que forma a Baía de Todos os Santos existe tubarão e eu sempre respondo que deve existir, pois tubarão existe em todo mar do mundo. Mas eu mesmo nunca vi. Essa semana recebi um email do velejador Haroldo Quadros, relatando o aparecimento, em 2010 e 2011, de tubarões entre as ilhas de Bom Jesus dos Passos, Vacas, Madre de Deus e Maria Guarda, recantos mais do que gostosos para uma boa, abrigada e tranquila ancoragem. Os palpiteiros de plantão juram de pés juntos que os bichanos nadam até lá em busca dos restos de comida descartados pelos navios que se abastecem no Terminal Marítimo de Madre de Deus. Será? Eu não acredito nessa versão, pois, se assim fosse, em frente o Porto de Salvador, que tem uma maior concentração de navios, deveria estar coalhado de tubarões. Acho que essa estória surgiu para abafar a fama de uns certos tubarões maracatus. A espécie encontrada em Maria Guarda e Madre de Deus, no ano da Copa de 2010 e no verão de 2011, pelo que li nas entrelinhas das conversas entre os ambientalistas, não foi bem caracterizada, mas tudo bem. Existe sim tubarão na Baía de Todos os Santos e alguns até já foram avistados nadando tranquilamente nas históricas águas do Rio Paraguaçu. Mas tenha medo não meu rei, pois tubarão baiano é calmo que só vendo!!!

Velas da América do Sul

velas-marinha Acontece a partir desta Terça-Feira, 11/02, até Domingo, 16/02, na cidade catarinense de Itajaí, mais um encontro de Velas Latioamérica, que reúne seis dos maiores navios a vela do continente americano, representado a Marinha de seis países. A Marinha do Brasil, como anfitriã, estará representada pelo belo Cisne Branco. Haverá uma extensa programação que incluí Desfile Naval, apresentação da Banda do Corpo de Fuzileiros Navais, visita as embarcações participantes e mais uma série de festividades. O encontro é coordenado pela Marinha Argentina e tem como objetivo estreitar os laços de amizade entre as Marinhas da América do Sul. Os navios participantes, além do nosso Cisne Branco, são: Libertad, da Argentina; Esmeralda, do Chile; Gloria, da Colômbia; Guayas, Equador e Simón Bolivar, da Venezuela. No dia 16 os navios partem para uma navegação pelos oceanos Atlântico e Pacífico, por cinco meses e completando um percurso de 12.000 milhas náuticas, até a cidade de Veracruz, no México. Esse é um bom programa!  fonte: almanáutica