Arquivo do mês: novembro 2016

Tradições Navais

03 - março (341)

O NAVIO

O navio tem sua vida marcada por fases. O primeiro evento dessa vida é o batimento da quilha, uma cerimônia no estaleiro, na qual a primeira peça estrutural que integrará o navio é posicionada no local da construção. Estaleiro é o estabelecimento industrial onde são construídos navios. Como os navios antigos eram feitos de madeira, o local de construção ficava cheio de estilhas, lascas de madeira, estilhaços ou, em castelhano, “astilias”.

Os espanhóis, então, denominaram os estabelecimentos de astüeros ,que em português derivou para estaleiros.
Quando o navio está com o casco pronto, na carreira do estaleiro, ele é lançado ao mar em cerimônia chamada lançamento. Nesta ocasião é batizado por sua madrinha e recebe o nome oficial. O lançamento antigamente era feito de proa; mas os portugueses introduziram o hábito de lançá-lo de popa, existindo também carreiras onde o lançamento é feito de lado, de través; e hoje, devido ao gigantismo dos navios, muitos deles são construídos dentro de diques, que se abrem no momento de fazê-los flutuar.

Os navios de guerra, geralmente, são construídos em Arsenais. Arsenal é uma palavra de origem árabe. Vem da expressão “ars sina” e significa o local onde são guardados petrechos de guerra ou onde os navios atracam para recebê-los. A expressão “ars sina” deu origem ao termo arsenal, em português, e ao termo arsenal, em português, e ao termo “darsena” que, em espanhol, quer dizer doca. Construído e pronto, o navio é, então, incorporado a uma esquadra, força naval, companhia de navegação ou a quem vá ser responsável pelo seu funcionamento. A cerimônia correspondente é a incorporação, da qual faz parte a mostra de armamento. Armamento nada tem a ver com armas e sim com armação. Essa mostra, feita pelos construtores e recebedores, se constitui em uma inspeção do navio para ver se está tudo em ordem, de acordo com a encomenda. Na ocasião, é lavrado um termo, onde se faz constar a entrega, a incorporação e tudo o que há a bordo. A vida do navio passa, então, a ser registrada em um livro: o Livro do Navio, que somente será fechado quando ele for desincorporado.
A armação (ou armamento) corresponde à expressão armar um navio, provê-lo do necessário à sua utilização; e quem o faz é o armador. Em tempos idos, armar tinha a ver com a armação dos mastros e vergas, com suas vestiduras, ou seja, os cabos fixos de sustentação e os cabos de laborar dos mastros, das vergas e do velame (velas). Podia-se armar um navio em galera, em barca, em brigue… A inspeção era rigorosa, garantindo, assim, o uso, com segurança, da mastreação.
Um dos mais conhecidos armadores do mundo foi o provedor de navios, proprietário e mesmo navegador Américo Vespúcio. Tão importante é a armação de navios e o comércio marítimo das nações, que a influência de Américo Vespúcio foi maior que a do próprio descobridor do novo continente e que passou a ser conhecido como América, em vez de Colúmbia, como seria de maior justiça ao navegador Cristóvão Colombo. Assim, Américo, como armador, teve maior influência para denominar o continente, com o qual se estabelecera o novo comércio marítimo, do que Colombo.
Terminada a vida de um navio, ele é desincorporado por baixa, da esquadra, da força naval, da companhia de navegação a que pertencia, ou do serviço que prestava. Há, então, uma cerimônia de desincorporação, com mostra de desarmamento. Diz-se que o navio foi desarmado. As companhias de navegação conservam os livros, registros históricos de seus navios. Na Marinha do Brasil, os livros são arquivados no Serviço de Documentação da Marinha (SDM) e servem de fonte de informações a historiadores e outros fins. Copiado do 
site da Marinha do Brasil 

Recordar é viver

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Em 2013 aconteceu o II Cruzeiro Costa Nordeste (CCN), uma ideia de membros da flotilha VELANATAL, e naquela edição foi comandado pelo capitão de longo curso, poeta e cabra arretado que só vendo, Érico Amorim. O II CCN teve paradas em Cabedelo, Recife, Maceió, Praia do Francês e Salvador. Que bom recordar alegres momentos da vela do Rio Grande do Norte.

Estamos no vermelho

pegadaecologica2016Há muito escuto sobre o mal que nossas extravagancias contra os elementos da natureza produzem e até presenciei inúmeros crimes, muitos deles cometidos com as devidas assinaturas oficiais, durante minhas navegadas a bordo do Avoante, mas confesso que nunca havia me deparado com a planilha onde está lançada nossa divida com o planeta, e o pior, soube que estamos vivendo no vermelho desde 8 de agosto, segundo relatório do Global Footprint Network (GFN), organização que mede a pegada ecológica das atividades humanas no mundo, onde diz que quando terminar 2016 teremos consumido 1,6 planetas Terra. O relatório foi divulgado em agosto, mas somente hoje, cascaviando sites ambientais, tive notícia. A matéria está no site Planeta Sustentável e precisa ser vista, revista e divulgada a exaustão, mesmo que poucos se deem ao trabalho de ler.

20161101_120415Pelos estudos do GFN, em menos de oito meses consumimos todos os recursos sustentáveis que a Terra pode nos oferecer em um ano e a planilha que abre essa postagem mostra os países mais gulosos e consequentemente mais endividados ecologicamente. A diferença entre o que o planeta pode nós oferecer e o nosso consumo entrou no vermelho nos anos 80 e de lá para cá o débito não para de crescer. O Brasil ainda não entrou na listagem do SPC ecológico, porque é credor juntamente com Indonésia e Suécia, porém, o saldo positivo está menor a cada ano. Como bem diz a jornalista Vanessa Barbosa, que assina a matéria no site Planeta Sustentável: “Está na hora de organizar as contas e rever os gastos”.   

E a Ilha de Fernando de Noronha vai virar laboratório ambiental

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Vi no site Pensamento Verde que a Ilha de Fernando de Noronha vai virar laboratório de gestão sustentável, o que já era tempo de acontecer. Noronha é um dos mais belos e enigmáticos paraísos do Brasil e apesar de ter a má fama de ser tudo proibido – para o visitante – e ter ONG até para controlar os descaminhos do pensamento alheio, vive mais do mito folclórico do que das ações concretas de suas normas e regras. – Quer saber? – Caminhe nas veredas e trilhas da Ilha Maravilha com um olhar um pouco além das encantadoras belezas naturais. Pois bem, os governos de Pernambuco, dono do pedaço, e da Califórnia se juntaram para desenvolver um projeto – que já está pomposamente e americanamente batizado de Noronha Future Cite – de gestão ambiental com tecnologia que visem baixas emissões de carbono. Os primeiros passos serão dirigidos para transformar a frota de automóveis da Ilha, que é incrivelmente enorme, em carros elétricos abastecidos com energia solar. Os passos seguintes pretendem transformar o modo de vida das pessoas e, se tudo chegar nos conformes, levar o projeto para a capital pernambucana e no futuro para outras localidades do país. Tempos atrás montaram uma torre de energia eólica em Noronha, o que gerou uma verdadeira batalha campal entre ambientalistas, contra e a favor, porém, os anjos do Céu trataram de semear a paz entre os ilhéus, lançando um raio bem em cima da torre, que ficou parecida com um mamulengo tostado. Tomará que a coisa funcione e que o dinheiro empregado não caia nas valas abissais existentes entre a Ilha e o continente. Se cair, já era! 

Pense numa bronca!

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Ei, olhe eu aqui, viu!

Esse Trump vai dar muito o que falar

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Enquanto a grande maioria dos povos do mundo andam em busca de alternativas para um possível colapso dos recursos naturais, meia dúzia de países que se declaram endinheirados viram a cara, batem os tambores de guerra e arrotam ameaças para dizer que quem decide são eles e aí daqueles que se metam a besta de discordar. O polêmico presidente eleito dos EUA, Donald Trump, anuncia que vai cortar as fontes orçamentarias que dão a NASA o poder de estudar os efeitos das mudanças do clima, porque quer a agência espacial cuidando apenas dos estudos do espaço profundo e zefini. Em seus discursos, durante a campanha, o novo presidente dos “estaites” afirmou que o aquecimento global era boato e talvez por isso queira por uma pá e cal no acompanha climático. Os cientistas estão chiando e alertando que se a vontade do presidente norte-americano prevalecer, a observação do clima voltará a “era das trevas”, época anterior aos satélites. – O que eu acho? – Que um lado carrega na ameaça demagógica e o outro no exagero. 

Justiça barra a cobrança da taxa de entrada em Morro de São Paulo

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O Tribunal de Justiça da Bahia barrou a taxa de proteção ambiental cobrada pela Prefeitura de Cairu/BA para entrada de visitante em Morro de São Paulo, um dos principais destinos turísticos da Bahia, sob alegação de inconstitucionalidade. A taxa de R$ 15,00, aprovada pela Câmara Municipal, em 2013, em substituição a outra taxa também vetada pela justiça, em 2012, tem como objetivo angariar recursos para preservação ambiental da ilha de Tinharé, onde se localiza a joia do turismo baiano, porém, segundo se comenta, nem os moradores e nem o município sabem informar o quanto é investido do total arrecadado com os 200 mil turistas que visitam o Morro anualmente. Sinceramente, sempre que pago essas taxas de proteção ambiental Brasil afora, inclusive na Ilha de Fernando de Noronha, sinto mau cheiro no ar e essa de Morro de São Paulo é de lascar. Fonte: uol viagens