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REFENO, celeiro de boas amizades

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A REFENO – Regata Recife/Fernando de Noronha, uma das mais gostosas provas do iatismo brasileiro, um grande encontro dos amantes da vela de oceano, mas antes de tudo, é nas dependências do Cabanga Iate Clube de Pernambuco que boas e sinceras amizades são forjadas e se perpetuam abençoadas por gotas de água salgada. As imagens que ilustram essa postagem, com personagens que fizeram a história da REFENO 2010 – uma prova que os deuses do mar fizeram questão de testar a capacidade dos comandantes em um mar de faroeste – fazem parte de um recheado acervo de memórias que guardo com muito carinho.  Lembranças e saudades de uma vida bem vivida ao sabor dos ventos e sob os ensinamentos do mar.   

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REFENO – Registros retirados do tempo

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A 31ª REFENO – Regata Recife/Fernando de Noronha – vem aí, com largada programada para 12 de outubro, e fico aqui com minhas lembranças e saudades dos bons tempos em que o AVOANTE fez fila na raia do Marco Zero e aproou a Ilha Maravilha. As imagens, se a memória não me falha, foram registros da REFENO 2002 com personagens que navegaram na história da mais fascinante e desejada regata brasileira: Cláudio Almeida, Flávio Alcides, Marcos Tassino, Paulino, Marcos Camelo, Érico Amorim, Pedrinho, Lucinha, Agis Variane, Ceará, Lucia e, para não faltar o registro, Nelson. 

Navegada em Maragogi nos porões da memória

IMG-20171128-WA0032O navegador Érico Amorim das Virgens, lenda viva do iatismo potiguar e uma das maiores autoridades na faixa de mar entre o Rio Grande do Norte e Alagoas, tem um arquivo de memórias para preencher páginas e páginas de livros e se for para emendar os bigodes em um gostoso bate papo, não tem pareia. Adoro sentar com o comandante para escutar suas histórias e assim vou enriquecendo meus conhecimentos sobre as coisas do mar. O autor de três  maravilhosos livros, o último Um Mar de Memórias, enviou um pedacinho de suas lembranças sobre a regata Maragogi-Maceió, da qual participou da primeira a última edição.      

Navegar nem sempre é tão simples quanto imaginamos ao ver passar  aquele veleirinho no horizonte azul.  A navegação em barco a vela,  esporte prazeroso e desafiador, sempre tem um probleminha a resolver: compor a tripulação.
É explicado por exigir dias para se  fazer uma simples travessia de Natal até Recife e nem todos tem o privilégio de se ausentar de seus  afazeres por dias seguidos. Normalmente levaria 2 dias no mínimo. Imagine meu caso em 2009 para ir a regata Maragogi-Maceió, da qual  participava quase todos os anos desde 1992, em sua primeira edição. O fato de a regata ter sido sempre em janeiro facilitava muito, pois  meus companheiros geralmente estavam em férias. Não sei o que  aconteceu naquele ano que meus tripulantes sumiram do mapa.
Aprontei o barco e fiquei enchendo o saco de um e de outro até que  Cláudio Almeida concordou em ir até João Pessoa. Dito e feito, lá  chegando arrumou a trouxa e se mandou de volta. Em lá estando comecei  novamente a minha batalha. E aí diante das negativas eu insistia: e só  até Recife?  Findei pagando a um rapaz que se dizia homem do mar e na  hora H meu amigo Luiz Dantas resolveu aderir. Afinal seria só uma  noite no mar. Resultado do trajeto: o marinheiro vomitou a noite toda  e Luiz achou bom termos pescado uns dois ou três peixes.
Em Recife eu estava bem mais perto do meu destino, mas continuava com  o mesmo problema: sem tripulante para a regata de Maragogi. Na semana anterior à minha chegada, o pessoal de Recife havia  realizado uma regata até a praia de Tamandaré e o barco de JP lá se  encontrava exatamente para participar da regata de Maragogi,  uma vez  que as praias são próximas. Com aquela conversa de palhoção  que todo  iate clube tem, fiquei sabendo que Alfredão e Evelin iriam com JP  pegar o barco em Tamandaré. Não foi difícil convencê-los a ir comigo e eu os deixaria em Tamandaré. Assim aconteceu e nós três levantamos as  velas na noite de sexta-feira e tivemos uma navegada maravilhosa, com  ventos brandos e favoráveis. Sem esquecer que os dois fizeram questão  de me deixar dormir a noite toda. Ao amanhecer Alfredão nos guiou com  segurança até o local de fundeio e aproveitamos para fazer um café com  tudo que tinha direito; o barco estava devidamente abastecido.
Agora eu estava bem próximo de meu destino e com outro problema: como  sair de Tamandaré contornando todos aqueles parrachos? Depois do café, nada mais a fazer, ficamos no barco conversando e  dando tempo ao tempo. Diversas ligações foram feitas até que JP disse  que se fosse para Tamandaré, seria a noite ou no outro dia. Aí enchi o  peito e propus que continuassem comigo este pequeno trecho e estava  tudo resolvido. Caberia a mim tão somente trazê-los de volta. Foi uma  pequena navegada e lá pelo meio dia contornamos os parrahos coloridos  de Maragogi. Fechamos o sábado com chave de ouro no restaurante “Frutos do Mar” do amigo Gilberto. À noite, já no clima festivo, fiquei sabendo que a regata seria  corrida em frente, em mar aberto e que não haveria a tradicional  Maragogi-Maceió, nem feijoada e muito menos tripulante para que eu  pudesse voltar. Tive como companheiros na regata Eugênio Cunha e um  velejador de Laser, seu amigo. Nossa participação foi um sucesso e a regata um tremendo fracasso:  apenas 3 barcos, se não me falha a memória. Lembro-me bem do Resgate,  do comandante JP, com Alfredão e Evelin em sua tripulação; Musa e um  barco sob o comando de Daniel, amigo lá de Maceió que faleceu agora em  2018. Se havia mais alguém não lembro.
Terminada a regata o problema de arranjar companhia para sair da praia  de Maragogi continuava. Por sugestão de Eugênio fui bater à porta de  Zé Fernando que no seu “Mestre Fura” tinha feito a comissão de regata.  Cedeu-me Zezé, velho amigo da Federação de Alagoas. Como é originário  daquelas bandas solicitou ir visitar uns parentes e já à tardinha  retornou para irmos até Maceió. Sendo já quase noite optou por sair  por entre os parrachos, cantando as profundidades: vai dá 2m, vai dá  1,80 e meu coração querendo saltar pela boca, pois mais e mais me  afastava da rota tantas vezes percorrida. Aí ele falou: pronto agora  passamos todos os cabeços. Parece até que foi o barco que ouviu, pois  desembestou rumo a Maceió e lá pela meia noite estava tudo no visual.  Uma e meia da manhã  de segunda-feira o barco estava fundeado e  dormimos ali mesmo.
Recapitulemos pois os trechos e as tripulações: NTL-JPS (Cláudio  Almeida); JPS-REC (Luiz Dantas e o marinheiro bu..ta); REC-Tamandaré  (Alfredão e Evelin); Tamandaré-Maragogi,idem; Maragogi-Maceió(Zezé).Zezé, meu companheiro no trecho Maragogi-Maceió e também navegamos  juntos na regata dos 500 anos. Aí é outra história.

Érico Amorim

REFENO 2019 já tem data

49628811_2199493073608953_8326815476583759872_nO Cabanga Iate Clube de Pernambuco cravou a data 12 de outubro, dia de Nossa Senhora Aparecida, para a largada da 31ª REFENO – Regata Recife-Fernando de Noronha, uma das regatas mais desejadas do iatismo brasileiro. Aqueles que pretendem colocar o barco na raia é bom ficar antenado na data de 1º de fevereiro, dia que serão abertas as inscrições. – Outubro? – Sim, por quê? – Nada não! – Beleza!

50 anos da primeira medalha olímpica da vela brasileira

50 ANOS DA PRIMEIRA MEDALHA DE VELA BRASILEIRADizem que somos um povo esquecido e somos mesmo, aliás, esquecidos e sem reconhecimento. A imagem que abre a postagem é do velejador Burkhard Cordes, que em dupla com Reinaldo Conrad conquistaram a primeira medalha olímpica da vela brasileira, nas olimpíadas da Cidade do México, em 1968. Concorrendo na classe Flying Dutchman, Cordes e Conrad ganharam a medalha de bronze e abriram o pódio para o vitorioso iatismo brasileiro, hoje com 18 pódios e 7 medalhas de ouro. Em entrevista ao jornal Estadão, Cordes, 79 anos, falou: “Eu me sinto muito orgulhoso. Afinal de contas, depois de 50 anos a medalha ainda está sendo lembrada”. Eram tempos difíceis, sem ajuda oficial, sem patrocínio, treinavam sozinhos na represa Guarapiranga, em São Paulo, e os treinos na represa foram determinantes na conquista, porque os ventos eram bem parecidos com os que sopravam em Acapulco, local das regatas. Naveguei boa parte da costa brasileira por mais de onze anos, participei de várias regatas, joguei conversa fora em inúmeras rodas de bate papo de velejadores e não lembro de ter escutado o nome dos heróis serem pronunciados, a não ser em algum registro de canto de página aqui e acolá. Será o feito lembrando daqui a 50 anos? Será assim também, registros esporádicos e brilho desbotado, com as conquistas dos Grael, do Robert Scheidt, do Bochecha, Eduardo Penido, Marcos Soares, Alexandre Welter, Lars Björkström, Daniel Adler, Ronaldo Senfft, Kiko Pelicano, Clinio de Freitas, Marcelo Ferreira, Bruno Prada, Fernanda Oliveira, Isabel Swan e tantos outros campeões? Parabéns Burkhard Cordes e Reinaldo Conrad, pela comemoração dos 50 anos de glória. Veja a matéria completa no Estadão

Patoruzú é o Fita Azul da 30ª Refeno

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Com o tempo de 25hs 58min 12seg, o trimarã pernambucano Patoruzú é o Fita Azul, primeiro barco a cruzar a linha de chegada, da 30ª REFENO – Regata Recife/Fernando de Noronha

O iatismo potiguar de vento em popa

IMG-20180917-WA0028IMG-20180917-WA0030O Iate Clube do Natal (ICN) realizou entre os dias 7, 8 e 9 de setembro, o 41º Campeonato Nordeste da Classe Laser, sob o comando do Diretor de Vela, Ricardo Barbosa. O evento aconteceu na Lagoa do Bonfim, um dos mais belos recantos do Rio Grande do Norte, onde o clube tem uma sub-sede. Trinta e seis embarcações, representando os estados do RN, PB, PE, AL, SE, CE, RJ e DF, se alinharam na raia do Bonfim que tem um regime de ventos incrivelmente apropriado para a classe Laser. É gostoso ver o Iate Clube do Natal retomar o rumo dos grandes campeonatos de iatismo, rumo esse que glorificou a história do clube náutico potiguar. É preciso lembrar que o ICN foi fundado por abnegados snipista, velejadores da classe Snipe, que outrora fizeram das águas do Rio Potengi, palco de  badaladas regatas do circuito nacional.