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Uma notícia triste

velejar e meio ambiente Nos dias que antecederam o Natal faleceu no Rio de Janeiro o autor do livro, Clássicos do Iatismo e editor da revista Velejar e Meio Ambiente, Antônio Luiz de Souza Mello, mais conhecido no mundo náutico como Tonico. Não cheguei a conhecer o Tonico, mas desde que entrei no mundo da vela tive a revista Velejar como referência, pois era em suas páginas que a vela brasileira navegava com muito mais prazer. A notícia não foi uma surpresa, pois sabia da luta que Tonico vinha enfrentando há vários anos para restabelecer a sua saúde, o que me chamou atenção foi que depois que soube do ocorrido, através do grupo Flotilha Guanabara de Oceano, do qual faço parte, dei vários bordo nos mares da internet e não vi nenhum outro registro. Matheus Eichler, comodoro da Flotilha Guanabara, escreveu assim:  “…Tonico é um nome que precisamos guardar e reverenciar, foi alguém que fez muito por nossa tão vasta e ao mesmo tempo tão negligenciada cultura náutica de recreação e desporto…”. Descanse em paz Tonico!

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História do iatismo carioca

O filme postado no YouTube, por Antônio Oliveira, é uma breve história do início do iatismo no estado do Rio de Janeiro. Ele nos foi enviado pelo amigo José Waldir, conhecido no mundo náutico por Filezinho. Vale muito dar uma espiada no passado.

PRIMEIRO IATE CLUBE DO BRASIL

O iatismo no Brasil teve inicio em 10/09/1906 com a fundação do Iate Clube Brasileiro no bairro de Botafogo no Rio de Janeiro. Seu fundador e primeiro comodoro foi o Almirante Alexandrino de Alencar, que na época era o Ministro da Marinha. Em 1910 o clube mudou-se para a praia da Gragoatá em Niterói. O esporte a vela era praticado apenas pelos sócios estrangeiros que vinham ao clube para velejadas de fins de semana, os sócios brasileiros eram adeptos apenas da vida social, davam preferências a festas e tardes dançantes no clube. Os sócios velejadores não satisfeitos com o rumo que o clube estava tomando, resolveram fundar um novo clube, o Rio Sailing Club, no Saco de São Francisco. O novo clube cresceu em importância com as regatas e novos velejadores e o Iate Clube Brasileiro afundou no ostracismo com sua turma de sócios sociais e sem a presença dos velejadores ativos. Em 1916 um grupo de sócios antigos assumiram a administração do clube, sanearam as dívidas e praticamente fundaram o clube novamente, fazendo com que a vela voltasse a crescer, estimulada pelos sócios alemães que formavam a maioria no quadro de sócios. Durante a II Guerra Mundial uma nova reviravolta aconteceu, quando os sócios alemães foram expulsos e com isso muitos sócios brasileiros pediram afastamento. Passada a Guerra o clube voltou a crescer. Hoje a administração tem como prioridade o setor náutico, especialmente a Escola de Vela que é a garantia de manutenção das tradições do clube. fonte:site do Iate Clube Brasileiro.