Arquivo do mês: junho 2010

Um Vortex no Potengi

Bombeirinho 2

O velejador Mildson Pom Pom, resolveu inovar e comprou um veleiro invocado que a turma já apelidou de bombeirinho, devido a cor. Na verdade é um Vortex, um veleiro projetado por Jo Richards e que recebeu o prêmio de veleiro do ano em 2000.  O barco é velox e muito simples de navegar. Segundo o campeão da classe  Vortex em 2003 o barco é fácil de velejar e incrivelmente viciante. Eu já vi o barco navegando pelo rio Potengi e achei que o bicho é de raça.

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Torcendo pelo Brasil

Foi mais ou menos assim o jogo do Brasil na casa do velejador elder. Sexta-Feira a turma promete outra.

Ferrara em Natal

Ferrara em Natal (1)Trabalho pesado

 A passagem por Natal do trawler Ferrara, que esta com rumo traçado para Cabo Verde, esta sendo bastante movimentada para a tripulação que se desdobra em duas frentes: A primeira é colocar as coisas em ordem antes da partida e a segunda é atender o assédio dos amigos que tentam a todo custo atrapalhar o valoroso e suado trabalho da tripulação. Natal não é fácil! Mas, parece que depois de muito esforço e ordem de ração de rum reduzida, o capitão Jordi enquadrou a tripulação e o Ferrara esta prontinho para partir. Hélio suou, é verdade, durante toda manhã da última segunda-feira, 28, na lavagem do convés, e ainda queimou os neurônios para me ensinar os segredos para oferecer mais qualidade ao leitor deste blog. A foto da gente trabalhando na varanda do Iate Clube do Natal não me deixa mentir. Enquanto isso, a muitas milhas além-mar, a seleção brasileira descarregava 3 gols nas redes do Chile. Mara, que não entende muito de futebol, foi com Lucia a feira das Rocas aproveitar a hora do grito. Vilmar terminou sua faina de bordo e chegou todo animado apostando tudo na seleção. Parece que hoje eles levantam âncora, mas, se depender da reza forte dos amigos papa-jerimuns, eles ainda ficam uns dias. 

Operação chute no traseiro

Salvatagem  Navegando na net me deparei com um caso que é um alerta para todos aqueles que têm o mar como paixão e que é mais um dos muitos maus exemplos de autoconfiança, tão comum no meio náutico. Como o assunto é de grande interesse e envolve segurança na navegação, resolvi usar todos os meus conhecimentos dos tempos de escola e fazer uma cola resumida, com minhas palavras, da matéria. É o caso de um velejador australiano de 65 anos, que tentou levar um barco para reforma e ficou a deriva durante quatro dias em mar aberto.

Bill comprou um veleiro de 20 pés, que precisava de algumas reformas, e tentou levá-lo para o Lago Macquire, 20 milhas ao sul de Port Stephens onde o barco se encontrava. Bill, com 18 anos de experiência na Marinha Britânica, achou que toda essa bagagem lhe daria razão para se fazer ao mar em um barco sem nenhum equipamento de segurança. E poderia ter dado se tudo fosse como o planejado. A bordo não havia rádio, GPS, Epirb, foguetes de sinalização e muito menos luzes de navegação. Mesmo assim, o marinheiro veterano resolveu encarar o mar, sem nem também avisar a Guarda Costeira que estava de partida, já que seria apenas uma viagenzinha de nada e ainda para reformar o barquinho dos seus sonhos.

Mas, a coisa não foi bem como o valente Bill planejou quando saiu na boca da barra e o motor de popa de 6 HP do seu veleiro resolveu não mais seguir viagem navegando. O bicho empacou feito burro velho e não teve jeito de Bill fazê-lo mudar de idéia. Motor é sempre assim!

A partir dai a coisa foi ficando com cara de tragédia e o veleirinho foi sendo arrastado pelos ventos e correntes para o alto mar. Mas, Bill ainda tinha uma excelente ferramenta de comunicação, mesmo com a bateria chegando ao final: Um celular.

Quatro dias a deriva foi a prova de que o veterano Bill não tinha tanto conhecimento do mar assim, pois ele usou uma das velas para escrever um pedido de socorro, mostrando para o mundo que o barco tinha vela e que ele não sabia para que mais aqueles panos servissem, além de servir para escrever.

Por sorte, Bill lembrou-se do celular que foi usado para se comunicar com o filho antes que a bateria fosse para o beleléu. A Guarda Costeira australiana montou uma grande operação de resgate e depois de quatro dias de procura, Bill foi localizado por um navio mercante a 25 milhas ao sul de Newcastle. Não sei o porquê, mas ultimamente tudo acontece na costa da Austrália!

O pior de tudo não foram às críticas que pipocaram de todos os lados. Nem receber a ira incontida por parte dos contribuintes australianos para que ele paga-se pelos prejuízos causados aos cofres públicos com a operação de seu resgate. Muito menos ter enfrentado a polícia que desejava abrir um grande inquérito para provar o seu despreparo, colocando não somente sua vida em risco, como também a vida das equipes de socorro. O pior mesmo foi ter que enfrentar a sua mulher, que depois de dizer que estava aliviada com o resgate do marido, declarou que ele agora iria merecer um grande chute no traseiro.  Pense numa mulher que ficou braba!

Nunca mais ouvi falar nada sobre o velejador Bill e nem sei se a mulher cumpriu a ameaça de chutar o seu traseiro, mas desse episódio podemos tirar muitos exemplos para a segurança da boa navegação.

Em primeiro lugar é que por menor que seja a viagem ou o passeio, quem vai navegar seja no mar, rio, lago ou lagoa, tem que deixar avisado com alguém para onde vai e a que horas pretender retornar. Esse é um procedimento obrigatório e que pouquíssimos comandantes de barcos de esporte e recreio dão importância. Em todo clube náutico e marina tem o formulário de saída e chegada de embarcação.

Em segundo lugar, nunca sair para navegar, mesmo que para um simples teste, sem os equipamentos de segurança e navegação. Já vi comandante esquecer-se a âncora ou mesmo os cabos de amarração. Sem falar nos coletes salva-vidas ou mesmo uma garrafa de água.

Barco não tem freio e o mar não tem meio fio para se encostar e esperar o socorro. Estar num barco à deriva em mar aberto, não deve ser uma sensação muito agradável e se ele não estiver armado com os equipamentos de segurança e salvatagem a coisa fica complicada. O mesmo vale para navegação em águas restritas, rios, lagos e lagoas. Se algum tripulante se desesperar e pular na água, mesmo próximo as margens, a situação tende a virar tragédia.

Felizmente para Bill sobrou apenas um chute no traseiro.

 

Nelson Mattos Filho

Velejador

A CULPA É DO SANTO!

Amigos, esta sendo difícil atualizar o blog nestes dias de festas juninas. Todo dia é um arraiá e todo arraiá é de lascar o cano, ainda mais emparelhado com os jogos do Brasil, ai é que o bicho pega. Mas, vamos ter um pouquinho de paciência, se compadecer com as ressacas juninas desse filho de Deus, que devagarzinho a gente chega lá. I prumode falá in arraiá, oji já tem oootó! Eita ruma de Santo forrozeiro!

1º ARRAIÁ DO VELEJADOR – A FESTA

“…Seu Noronha, mexe a pamonha; Dona Xica, mexe a canjica…” Foi sucesso o 1º ARRAIÁ DO VELEJADOR dia 23, véspera de São João, no Iate Clube do Natal. Festa animada, com muita comida e sobrando descontração. Como diz Dona Isolda: “NEM FALTOU, NEM FICOU POUCO”. Esse foi o clima da festança que teve quadrilha improvisada, brincadeiras para as crianças, sorteios, muita canjica e muita pamonha. O puxador da quadrilha elevou em vários graus o clima animado da festa, contagiando a matutada e botando fogo nas articulações enferrujadas dos pares da quadrilha. “…Ui Ui Ui, Ai Ai Ai, vai pra frente, vai pra traz, e se for diferente vai pra traz e vai pra frente…” Eita quadrilha desmantelada!!!!. A noiva com um vestido, que como disse Helio Milito, Um Ponto Zero, e o Noivo meio que desconfiado, não deixaram o fogo apagar. A criançada se divertiu com a pescaria, o tiro ao alvo e o jogo de argolas e em seguida esquentaram os ouvidos e aumentaram as preocupações do Comodoro Betuca com uma bateria de fogos de artifícios. Foi festa até acabar o gás, que por sinal, demorou a acabar. Valeu!!!

INVERNO CHEGA AMEAÇADOR

O inverno que iniciou na última Segunda-Feira, chegou arrepiando e trazendo serias preocupações aos estados nordestinos. Alagoas e Pernambuco enfrenta o poder das águas ao custo de muita destruição e mortes. Os dois estados já decretaram calamidade pública e parece que ainda vão sofrer muitas dores. As previsões meteorológicas mostram que uma forte frente fria avança pelo oceano vindo da Argentina arrepiando o mar e empurrada por ventos de até 30 nós. Ondas de 2,5 metros entre a Bahia e o Rio Grande do Norte, deixa em ALERTA todos que precisam usar o mar. Veja o que diz o CPTEC: 

REGIÃO DO LITORAL BRASILEIRO – NORDESTE

– Hoje (22/06), ventos de sudeste com velocidades de até 10 m/s dominam a região ao largo do litoral da Região Nordeste. A altura das ondas continúa de até 2 metros ao largo do litoral nordestino, com excepção da região ao largo do litoral de Pernambuco, onde a altura das ondas oscila entre 2 e 2.5 metros.

– Nos próximos dois dias, a intensidade dos ventos de sudeste aumentará e ficará entre 10 e 12 m/s ao largo de todo o litoral da Região Nordeste. A altura das ondas também tenderá aumentar desde a região ao largo do litoral da Bahia até Rio Grande do Norte, onde poderão ser observadas ondas com alturas significativas de até 2.5 metros. Na quarta-feira (24/06), o mar poderá ficar agitado ao largo do litoral de Pernambuco e em alto-mar, na altura do litoral desde o norte da Bahia até Rio Grande do Norte com ondas propagándo-se de sudeste com alturas significativas entre 2.5 e 3 metros, que deixará estas regiões em situação de ALERTA.

Obs: Texto referente ao dia 22/06/2010-11h42