Arquivo do mês: agosto 2013

Olhe o tempo!

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Para quem pretende incluir uma boa velejada no final de semana, ou mesmo marcar um bom churrasco com os amigos, é bom dar uma olhada no que diz as previsões do tempo.

Umidade baixa no Centro-Sul e chuva no litoral do Nordeste Brasileiro

Nesta sexta-feira (30/08) a massa de ar seco ainda mantém o tempo aberto em parte do país. No Recôncavo Baiano e entre o litoral de PE e de AL, haverá acumulado significativo de chuva em algumas áreas. A umidade do ar poderá ficar abaixo dos 30% em áreas do Centro-Oeste, parte do sul da Amazônia, oeste da BA, centro-sul do PI, do MA, grande parte do PR, do RS e centro-oeste de SC. Nestas áreas o risco de focos de incêndio estará elevado.

Obs: Texto referente ao dia 30/08/2013-11h44 – CPTEC/INPE

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A Tempestade – Parte 6

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A imagem acima não condiz com o texto do velejador Michael Gruchalski, mas é apenas um alento para a tempestade que se anuncia, nessa história muito bem contada, e que hoje apresentamos o 6º capítulo. 

A TEMPESTADE

Muito a fazer. Quem vai para o mar, se prepara em terra.

E, para quem já está no mar? Prepara-se no mar, ora.

Primeira providencia: prender a vela mestra na retranca com todos os elásticos e cabinhos solteiros possíveis por cima da capa. Não deixar solta nem uma pontinha sequer a disposição do vento. Caçar todas as escotas, cabos e adriças em seus “stoppers” até o limite e certificar-se de que seus engates rápidos não se abririam de jeito nenhum. Transferir a adriça do balão e a adriça reserva da genoa que ficam presas nas alças da base do mastro para a base do púlpito de proa. Caçar os cabos de rizos até tesá-los a partir dos olhais da valuma da mestra. Subir a retranca tesando o amantilho para, em seguida, caçar o burro da retranca ao máximo. Liberar cabos de serviço como o amantilho do pau do balão e a adriça auxiliar da mestra, ambos, do olhal do mastro para outro lugar qualquer de maneira que não fiquem batendo contra o mastro quando o vento chegar. Passar um segundo cabinho pela ferragem de apoio da âncora, evitando qualquer solavanco na corrente. Prender boias circulares, retirar a bandeira, verificar se o pau de “spi” está bem preso e, finalmente, verificar os engates nos terminais da linha do guarda mancebo. Um deles pode se soltar justamente quando você estiver se apoiando nele… Continuar lendo

44ª Aratu/Maragogipe – Foi assim que eu vi

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Bem, vou aproveitar que a VIVO resolveu dar um refresco e tentar colocar o blog novamente em seguimento, por isso vou contar um pouco do que foi a 44ª Regata Aratu/Maragogipe, que, como mostra a imagem acima, é um verdadeiro festival da vela na Bahia levando Saveiros, Veleiros e Escunas a navegarem lado a lado pela beleza ímpar da Baía de Todos os Santos e o lendário Rio Paraguaçu.

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A festa teve inicio com a excelente palestra da velejadora Izabel Pimentel, contando como foi sua última velejada em solitário pelo Oceano Pacífico, atiçando o interesse de muitos competidores. Izabel falou com a desenvoltura, simplicidade e deixou muitos marmanjos intrigados com a força e coragem da velejadora, primeira, e única até agora, brasileira a cruzar sozinha o Oceano Atlântico a bordo de um veleiro.

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Depois da palestra e da abertura oficial, subiu ao palco uma maravilhosa banda comandada pelo velejador Leo, veleiro Estakanágua, que botou fogo na galera até quase uma da madrugada. Apesar da chuva que não deixou barato, não faltou uma gota de animação na turma.

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A festança de abertura deu o tom do que seria a regata na manhã do dia seguinte, apesar de uma boa parte dos tripulantes não estarem assim tão em ordem como deveriam. Porém as 10 horas, sem choro, nem vela, nem vento, largou a primeira turma. Não estávamos a bordo do Avoante, que ficou descansando no fundeadouro do Aratu Iate Clube, fazíamos parte da tripulação do veleiro Carcará I, um novíssimo Delta 36, a convite do comandante Arthur, proprietário do veleiro. Infelizmente não tenho fotos da largada, pois estava com minhas atenções todas voltadas para o comando do barco. Largamos bem e em meio a flotilha de nossa classe, apesar do Carcará I não estar equipado com velas adequadas para uma regata. O vento que amanheceu fraco se manteve durante a largada, com rajadas na média de 8 nós. Foi uma largada em passo de tartaruga. Eu não sou regateiro, mas tentei usar os meus poucos conhecimentos naquele canal, que já havia velejado tantas vezes, e consegui ultrapassar barcos tripulados por reconhecidos corredores de regata e assim seguimos comemorando. O pouco vento que soprava foi abandonando a prova e em pouco tempo não restava nem um soprinho sequer. No través da Ilha do Medo, novamente o vento surgiu e empurrou a flotilha para a entrada do Rio Paraguaçu. Nessa hora o Carcará I cravou a marca de 8 nós de velocidade. Porém, ao adentrar no poço de história que é o Paraguaçu, o vento saiu definitivamente do cenário e deixou todo mundo admirando a paisagem com cara de poucos amigos. Era um tal de veleiro navegar de lado, de ré, sem direção e com as velas tremulando mais do que bandeira da Argentina. O Carcará I, parou, seguiu, parou de novo, seguiu, deu quatro trezentos e sessenta ao longo do Paraguaçu, mas mesmo assim não abandonamos a disposição de continuar participando da prova. Não vou precisar o número, mas pelos comunicados pelo VHF, e pela quantidade de veleiros que passaram por a gente com o motor ligado, acho que mais da metade dos competidores abandonaram a prova. O prazo limite para cruzar a linha de chegada, em Maragogipe, era às 18 horas e assim fomos boiando com a força da correnteza em direção a ela. No través da Ilha do Frances entrou uma leve brisa e o Carcará I avançou à 2 nós, nos levando a vibrar de alegria com a esperança de chegar em cima da hora. Acho que foi o último suspiro de vento para aquele 24 de Agosto, pois do mesmo modo suspeito como ele chegou tratou de ir embora e assim, demos o nosso último trezentos e sessenta graus a deriva a poucos metros da linha de chegada e sem mais nenhuma chance de cruzá-la no tempo estimado. Chamamos no rádio a comissão de regata, confirmamos o encerramento da prova, ligamos o motor, em cima da linha, e rumamos para a ancoragem com o relógio marcando 18 horas e 10 minutos. Ufá! Foi bom? Com certeza! Curtimos muito a nossa primeira participação competindo na Aratu/Maragogipe e ficamos muito mais felizes porque, apesar da falta de vento, cumprimos todo o percurso na vela, coisa que muitos velejadores de regata não tiveram a paciência de fazer. E assim fiquei pensando em uma frase que ouvi certo dia: “Alguns adoram dizer que fazem sem fazer, outros preferem ficar calados e fazem”. 

Uma falta recorrente e sem solução

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Caros amigos, mais uma vez peço desculpas por essa lacuna de dias sem aparecer por aqui, pelo menos para dar um alô, e espero que vocês entendam. Novamente fiquei a ver navios devido ao péssimo serviço das nossas operadoras de telefonia, no meu caso a VIVO, as quais fazem o que querem com nós usuários sem serem importunadas pelas autoridades competentes. Mas, vamos deixar as reclamações para outra hora, ou sei lá, nunca, pois quanto mais a gente grita, mas o serviço piora. 

Um dia para guardar na memória

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“…Chegamos ao AIC às 15:45, viemos com a genoa reduzida para menos de uma 3 e com a mestra no primeiro rizo e sempre com a escota folgada, retranca bem além do ponto do vento, mesmo assim registramos 8,8 nós de velocidade. Optamos por vir orçando para nos afastarmos bastante da Ilha de Maré. Ao chegarmos no Canal de Aratu, ao sul do cais da antiga COCISA, entramos em popa rasa, com todos os riscos de navegar nas condições de vento e mar que estavam, recolhemos então a genoa e ligamos o motor para colocar o barco no vento e baixar a mestra, foi o mais difícil da navegada pois o barco subia muito nas ondas e a vela, com a escota folgada (claro), batia bastante, mas fui até o mastro e a arriei na tora. Há muito que não pegávamos a BTS, em toda a sua extensão, com tanto vento e mar…, um dia para guardar na memória.”

Esse é o relato de Haroldo e Valéria, veleiro Vahine, da velejada do último Domingo, 18/08, na sempre tranquila Baía de Todos os Santos, mas que as vezes a natureza faz questão de arrepiar. Pois é, o Avoante e outros veleiros também estavam nesse dia fazendo o mesmo trajeto do Vahine e testemunhamos a pauleira. Durante todo meu tempo de navegadas pelo mar da Bahia nunca o vi com a cara tão feia. Não posso precisar a força do vento, mas pela minha pouca experiência, era coisa de mais de 25 nós. O Avoante, apesar de estar com o casco muito sujo e com uma genoa muito pequena, velejou a mais de 7,5 nós. A imagem acima pode não ser fiel ao que presenciamos, mas, pela esteira na água e a ondulação que tentei registrar, mostra como estava a coisa. Como bem disse o Haroldo e a Valéria: …um dia para guardar na memória.

Prefeitura de Salvador derruba marina no bairro da Ribeira

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A derrubada das instalações de uma Marina no bairro da Ribeira em Salvador/BA, ordenado pela Prefeitura de Salvador, é motivo de preocupação. Segundo o secretário de Urbanismo e Transporte, José Carlos Aleluia, a prefeitura não precisa de decisão judicial para derrubar um imóvel em situação irregular e inclusive já anunciou que vai estender a decisão para outras construções no local. Veja a matéria completa no G1 Bahia. No segundo dia da ação de derrubada, o proprietário apresentou uma liminar concedida pela justiça suspendendo a demolição do píer e dando prazo de 10 dias para apresentar a documentação. Na declaração pública emitida pelo Sr Arivaldo, proprietário, em que o que diz ter todas as licenças de construção, ele encerra assim:

A agressão aos direitos de um cidadão numa sociedade esclarecida é um ataque a toda a sociedade.
Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu.
Como não sou judeu, não me incomodei.
No dia seguinte, vieram e levaram
meu outro vizinho que era comunista.
Como não sou comunista, não me incomodei.
No terceiro dia vieram
e levaram meu vizinho católico.
Como não sou católico, não me incomodei.
No quarto dia, vieram e me levaram;
já não havia mais ninguém para reclamar…
Martin Niemöller – 1933 – Símbolo da resistência aos nazistas.

Regata com pimenta

Aratu Maragojipe

Se você quer um bom motivo para vir navegar na Bahia então que tal esse? Regata Aratu Maragojipe, dia 24 de Agosto. E se adiante meu rei, pois falta apenas uma semana.