Arquivo do mês: março 2019

Previsão do tempo

mapservAs previsões meteorológicas indicam que o mês de abril deverá seguir na mesma pisadinha de chuvas que começou em fevereiro e tem trazido alegria em boa parte da região Nordeste. A imagem do satélite da noite deste domingo, 31/03, mostra que vem muita chuva por aí sobre os estados nordestinos e a semana vai começar bonita e quem não quiser se molhar, que se apegue com as galochas, capas e guarda-chuvas. Os meninos do CPTEC/INPE dizem assim:

Abril começa com pancadas de chuva localizadas no centro-norte e nordeste do país

Nesta segunda (01/04), ocorrerão chuvas localmente fortes, acompanhadas de descargas elétricas em boa parte do Norte do país, no setor norte da Região Nordeste, além do interior nordestino e norte de MT. No RN, PB, PE, AL, SE e norte da BA ocorrerão chuvas, por vezes intensas, com acumulados significativos pontuais. Em pontos do interior do RS e de SC, são esperadas chuvas e trovoadas a partir da tarde.

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Marinha do Brasil anuncia construção de quatro corvetas

Screenshot_2019-03-28-20-23-08~2Faz tempo que a Marinha do Brasil precisa renovar a frota de navios, pois o nosso imenso mar territorial precisa sim de mais vigilância, embarcações modernas, poder de ação e tudo indica que a propalada renovação, que nunca saiu do papel, vai navegar em mares mais tranquilos. A Marinha anuncia que o consócio Águas Azuis, formado pelas empresas Thyssenkrupp Marine Systems GmbH, Embraer S.A. e ATECH Negócios em Tecnologias S.A., foi selecionado para construir quatros novas corvetas lançadoras de mísseis da classe Tamandaré, projeto estimado em torno de US$ 2 bilhões. Os navios serão construídos no estaleiro Aliança, em Niterói/RJ, e a primeira corveta deverá ser lançada ao mar em 2024. Fonte: Estadão 

De olho na previsão do tempo

mapserv HOJE – Vai chover? – Acho que vai! As notícias que chegam dão conta que o volume de chuvas pelo sertão nordestino, apesar das chuvas molhadeiras que despencam, desde fins de janeiro, não tem sido satisfatórias para encher os principais reservatórios, se bem que tem alguns, como o Pataxó, localizado em município de Ipanguaçu, região do Vale do Açú, a água botou bonito por cima da parede, porém, somente no Rio Grande do Norte, 120 municípios estão pedindo arrego diante de tanta secura. – E o que dizem os meninos das ciências do tempo? – Vamos ver!

Pancadas de chuva localizadas no centro-norte do país

Nesta quarta-feira (27/03) ocorrerão chuvas localmente fortes acompanhadas de descargas elétricas em áreas do centro-norte do país, além do setor norte da Região Nordeste. A chuva forte localizada ocorrerá a partir da tarde no interior nordestino e no centro-sul do Brasil. No leste da BA e em SE, as condições ainda são favoráveis à ocorrência de chuvas. No litoral do Sul do país e de SP, o tempo ficará mais fechado com chuvas isoladas. A tempestade tropical IBA continuará atuando à leste do ES, sobre o Atlântico Sul.

Briga de monstros

colisão fujarah– Hello! – Relou nada, amassou foi tudo! Deve ter sido assim o diálogo entre os comandantes do navios-tanque Aseem e Shinyo Ocean, que emendaram os bigodes enquanto se dirigiam ao porto de Fujairah, Emirados Árabe. Quem já tirou a carta de Arrais deve concluir, pela imagem, que a culpa é do Aseem, ou melhor, do seu timoneiro distraído, mas em briga de cachorro grande e em encrenca de dois troços que não tem freio e nem rédea, fica a bronca para o povo da perícia tirar a prova dos nove. Como diria meu amigo Pedrinho: –Pense numa reiada bonita!

Mineração submarina, eis a questão!

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Em terra conseguimos acabar com praticamente quase tudo que vemos pela frente e ainda bem que ainda não  descobrimos que cocô vale muito dinheiro, pois no dia que alguém descobrir que existe riqueza em um monte de bosta, vai ser complicado. Sem ter mais de onde retirar minério, os meninos sabidos irão vasculhar o fundo dos oceanos em busca de umas pepitazinhas. Já não basta o óleo negro, pois esse já descobriram que só serve mesmo para criar troca de bofetes entre nações, além de que, a lama está cada vez mais profunda e quem está se metendo a procurar está é se metendo em pilantragens da grossa. Acho ótimo ver a arenga entre as facções  ideológicas e cada uma com suas “verdades” atravessadas. A coisa funciona assim; Quem era a favor agora não  é e quem não era agora é, mas não se engane, porque tudo vai depender da mão acenada pelo mestre do cerimonial. Pois bem, vamos deixar de cutucar a onça, ou as onças, e vamos falar do que interessa a este texto malamanhado. Cientistas criaram e já vão colocar em operação uma gerigonça para remover o fundo do mar a procura de minérios. Dizem as más línguas que dinheiro só não resolve quando é pouco. A gerigonça, batizada de Patania II, já tem as bênçãos de uma tal Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos, cria da ONU, que para não dizer que não se fala das flores, prometeu dar uma olhadinha no processo e liberar geral para 30 anos de exploração. – E o que farão com os dejetos e a terra que será removida? – Sei lá, mas quem viver verá, além do que, como pouca gente se arrisca a dar uns mergulhinhos mais profundos por aí, a coisa vai ficar como o diabo gosta! Fonte: mar sem fim 

Sabigati – Parte I

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Quem um dia molhou os pés nas águas do mar, do mar não esquece jamais. Foi assim, que após três anos de ter desembarcado do Avoante, o mar me chamou e mandou tomar ciência, porque os deuses dos oceanos jamais perdem aqueles que lhes devem respeito e honra. O mar me chamou e atendi seu chamado!

Moro hoje em uma cabaninha de praia, de frente para um lindo coqueiral que é a alma de um lugar, e da minha varandinha visualizo por entre a floresta de coqueiros um pedacinho de um ser maravilhoso, mágico, deslumbrante, inebriante, enigmático e que tive a alegria de conviver intimamente por longos dias, meses e anos. Ele sabe meus segredos, conhece de cor e salteado minhas dúvidas, acolheu meus lamentos, guiou minhas incertezas, me fez mais humano e com suas verdades me mostrou um mundo que dificilmente, algum dia, conseguirei palavras para descrever. Mar, uma palavra tão doce que me revira os sentidos e basta saber que ele está ali, a poucos metros de mim, que minha alma alivia.

Era um sábado qualquer de janeiro de 2019 e estávamos na varanda da cabaninha quando toca o telefone. – Nelson, aqui é o Kauli. – Pois não! – Você pode levar um barco de Natal para Salvador? É que o Glauco, do Maranhão indicou você. Sem pestanejar, olhei para o pedacinho de mar em minha frente, e ele se fez de desentendido como se não fosse com ele, e pensei: – O que você está aprontando?

– Para quando seria essa viagem? – Para fevereiro! – E que barco é? – Um catamarã BV36. Novamente olhei para o mar e ele estava com aquela cara de menino levado e sorrindo pelo canto da boca e respondi: – Posso! – Ok, Nelson, vou falar com a pessoa que quer me comprar o barco e depois te ligo! – Ok, fico no aguardo, mas por favor: Kauli de onde? – Kauli Seadi. – Beleza, campeão!

Ao desligar o telefone, fiquei alguns segundos viajando naquela proposta, matutando em minha pronta resposta afirmativa e travando diálogo com a consciência. – Danou-se, parece que fiquei maluco, pois nem combinei com minha comandante que sempre tem a palavra final e se ela disser não? – Aí você não vai, Nelson, simples assim! – Eh!

Lucia que estava com os ouvidos antenados na conversa, foi logo perguntando: – Quem era, amor? – Kauli! – Que Kauli, homem? – Kauli Seadi, ora! – Agora danou-se, desembuche! – Bem ele está vendendo um barco e indicaram meu nome para fazer o delivery de Natal a Salvador. – Quando isso? – Em fevereiro, mas ele ainda vai confirmar tudo, apenas queria saber se eu poderia fazer o serviço. – E escutei você dizer que poderia, não foi? – Foi! – Ok, precisamos mesmo tirar umas férias! – Mas não é férias, é trabalho! – Está bem, então precisávamos mesmo de um descanso! – Descanso? – Sim, descanso! – Eh, deixa assim!

Janeiro passou rápido, fevereiro chegou me deixando um ano mais velho e como presente, recebi a ligação que tudo estava confirmado e só faltava conhecer o barco, saber alguns detalhes, levantar as velas e cravar o rumo para a Bahia. Mas não era só isso, faltava conhecer o Kauli e o novo proprietário do barco, Dr. Silvio Marques, um baiano arretado de bom, de coração maior do que o mundo e que falou assim quando nos apresentamos: – Nelson e Lucia, o barco é de vocês e podem convidar para a viagem quem vocês desejarem, porque sei que sempre tem algum amigo disposto a dar uma velejada. – Ops! Olhei pra Lucia e perguntei: – Quem será que desejaria fazer uma viagem dessa? – Vamos ver!

É sempre assim, todo mundo quer velejar e todo velejador tem um sonho de uma viagem mais longa, mas na hora do vamos ver, aparece cada desculpa esfarrapada que dá vontade de rir. Na época do Avoante eu tinha até um caderninho com as desculpas que surgiam e eram bem criativas. Dessa vez não foi diferente e dos onze convites feitos, apenas o comandante Érico Amorim, que nunca diz não, nem deixou eu terminar o convite, aceitou de pronto. Eita comandante arretado! Porém, Pedrinho, parceiro desde as minhas primeiras velejadas, ouviu a história da viagem e disse: – Eu vou nessa, veio, e posso levar Pedro Filho? – Meu amigo, Dr. Silvio disse que o barco era meu e se é meu é seu e vamos nessa!

Tripulação pronta, eu, Lucia, Érico, Pedrinho e Pedro Filho. Sinceramente, nunca naveguei um barco com uma tripulação tão afinada. Não era preciso delegar nada e muito menos corrigir, porque todos ali sabiam exatamente o que fazer, como fazer e para que fazer. Foram quatro dias de puro deleite em um mar tão macio que parecia festejar nossa passagem e o Sabigati II, um BV36, confortabilíssimo, navegava sereno e feliz.

Primeira perna: Natal a Maceió, metade do caminho e estávamos de volta ao mar.

Nelson Mattos Filho

Velejador

Notícias do olho da tempestade

e2113f55fc51af12924efaca70d96a81 As previsões meteorológicas dão conta de que Iba, nome da tempestade tropical que castiga parte do litoral da Bahia e Espírito Santo, provocando temporais e alagamentos na capital baiana, está se afastando da costa e caminha serelepe para os cafundós do oceano Atlântico. Ufa! A Marinha do Brasil mantém os avisos de mar grosso e ondas que podem chegar, segundo os mais céticos, aos 5 metros de altura em alto mar. Mas como não se brinca com os amuos da natureza e o coisa ruim é feio que só vendo e é um fenômeno histórico na parte do litoral em que se formou, não nos custa colocar as barbas de molho, pois esse tal de Iba é muito estranho.