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REFENO 2019 já tem data

49628811_2199493073608953_8326815476583759872_nO Cabanga Iate Clube de Pernambuco cravou a data 12 de outubro, dia de Nossa Senhora Aparecida, para a largada da 31ª REFENO – Regata Recife-Fernando de Noronha, uma das regatas mais desejadas do iatismo brasileiro. Aqueles que pretendem colocar o barco na raia é bom ficar antenado na data de 1º de fevereiro, dia que serão abertas as inscrições. – Outubro? – Sim, por quê? – Nada não! – Beleza!

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Swell em Noronha entra para a história da Refeno

ondas-porto-outrubro-2Como previu a rapaziada do CPTEC/INPE e divulguei na postagem De olho no vento e no mar para a Refeno 2018, o bicho pegou na ancoragem do Porto de Santo Antônio, na ilha maravilha de Fernando de Noronha, com um swell temporão que mexeu com tudo e com todos. As ondas, para alegria dos surfistas e tristeza das empresas que trabalham com turismo,  chegaram a mais de 3 metros de altura. Segundo o CPTEC, a partir de amanha, 02/10, o paraíso volta a ser completo. – E o que é swell? – São ondas ininterruptas que se formam em alto mar, devido a tempestades ou outras perturbações meteorológicas, e se propagam por longas distâncias.

REFENO 2018

201710102116290Amanhã, 29/09, é mais um grande dia para o iatismo brasileiro, com a largada da 30ª REFENO – Regata Recife/Fernando de Noronha, promovida pelo Cabanga Iate Clube de Pernambuco. A prova é uma das mais desejadas e concorridas da vela de oceano no Brasil, com 300 milhas náuticas de puro deleite e emoção, até ancorar nas águas mágicas e cristalinas da ilha maravilha. Tive a alegria de participar de onze edições e se os deuses dos oceanos assim permitirem, participarei de outras tantas. A REFENO é um sonho de onze entre dez velejadores de oceano e chegar velejando ao paraíso ultramarino brasileiro não tenho palavras para descrever. Este ano 61 veleiros estarão alinhados na raia do Marco Zero, Porto do Recife, colorindo de alegria o mar da capital do frevo, que amanhã será da vela. Desejo bons ventos e que Netuno e seu séquito de encantados, proteja a todos. 

E o mar continua lindo

ad7e03f8-3707-4be5-9260-fad3e6288572A notícia que um veleiro foi abordado e saqueado nas proximidades da Fortaleza da Barra, Guarujá/SP, dia 03 de junho, sacudiu os grupos de mídias sociais Brasil afora e foi um prato cheio para aqueles que olham para o mar e só enxergam os reflexos dos traumas urbanos. Claro que essa violência sem controle que assola o país reflete em todos os lugares, mas digo sem medo de errar, que o mar continua o mesmo paraíso de outrora e os casos que acontecem com navegantes amadores são tão raros que nem constam nas estatísticas policiais. Dia desses perguntaram se eu ainda voltaria a morar em um veleiro e nem titubeei em responder que sim. O que ouve no Guarujá foi ação de malandros pé de chinelo, devido a inexplicável e irresponsável falta de fiscalização e ausência de um grupamento de patrulha costeira. Casos semelhantes acontecem em Angra dos Reis, Bahia, Natal, Cabedelo, Recife e até na baixa da égua, mas, sinceramente, é um caso hoje, outro tempos depois. Certa feita, na capital do Frevo, um amigo teve seu veleiro invadido no canal de acesso ao Cabanga Iate Clube e a pouco menos de 100 metros do clube, mas nem por isso deixou de velejar e curtir a vida ao sabor dos ventos. Caso muito semelhante ao acorrido com o paulista. Já vi velejador esbravejando nas redes sociais, depois da notícia de um assalto em uma embarcação nas águas do Senhor do Bonfim, e dizendo que Deus o livrasse de nunca passar nem próximo da Bahia e ele não aconselharia ninguém a ir. Por curiosidade bisbilhotei em seu facebook e notei que ele navega pouquíssimo, vive aterrorizado com tudo e jamais deixou para trás as águas da Baía da Guanabara/RJ. Com certeza ele nunca navegará no melhor mar do mundo, que é o mar da Bahia! Sou solidário com o velejador assaltado no Guarujá e até sinto a dor do seu susto, mas digo que levante as velas e siga no rumo da venta em busca de novos e felizes horizontes, pois é assim que fazem os grandes marinheiros. Fonte: G1         

E os ventos sopram saudades

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Talvez muita coisa esteja esquecida. Talvez muitas lembranças estejam desbotadas. Talvez em um futuro próximo nada exista, a não ser, o vazio de uma história que será contada em minúsculos fragmentos praticamente indecifráveis, em que a glória ficará exposta diante de um olhar de indiferença. Talvez, no futuro, as façanhas dos velhos heróis não represente mais nada e a beleza de suas aventuras sejam para sempre perdidas na imensidão dos oceanos. Talvez, no futuro, não exista mais nem a palavra saudade. A imagem que ilustra essa postagem representa toda a maravilhosa grandeza e glória que foi a vela de oceano nas águas do nordeste brasileiro, em que Maceió, a bela capital alagoana, era o celeiro onde anualmente se reuniam os maiores nomes do iatismo do Nordeste. Olhando para o sorriso de Seu Antônio Marques, ladeado pelo fiel amigo Couceiro, que hoje festejam a amizade lá no Céu, com bons goles de whisky, miro a imagem e me pergunto: – Qual desculpa daremos a eles por ter deixado esse legado navegar tão fora do rumo?      

A XXVIII REFENO consagra um mito

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A flotilha da XXVIII Refeno já está praticamente completa na ilha maravilha de Fernando de Noronha e, pelo terceiro ano consecutivo, o veleiro gaúcho Camiranga, um Soto 65 – barco de alma exclusivamente regateira –, ostenta a faixa de Fita Azul, o primeiro barco, independente da classe, a cruzar a linha de chegada, porém, o que me faz escrever essa postagem foi a alegre surpresa de ver o Jahú II, um modelo Manelis 40, projetado e construído, se não me engano, pelo fantástico Manoel Português, o homem que só trabalha pelado, ter cruzado a linha de chegada colocada ao largo do Mirante do Boldró, na segunda colocação, com o tempo de 24h53min13seg. Sabe o que penso sobre isso: – Já acostumei a me calar diante das aberrações que escuto contra os projetos de barcos construídos pelo Manoel Português e outros projetista e construtores maranhenses, entre eles o genial Sergio Marques, da Bate Vento. Eh, acho que vou continuar calado. Parabéns tripulação arretada do Jahú II e um abraço especial ao comandante Luis Moriel 

XXVIII REFENO. É amanha!

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É amanhã, sábado, 24/09, precisamente às 11 horas da manhã, a largada da XXVIII REFENO, Regata Recife/Fernando de Noronha, e quem quiser acompanhar ao vivo, basta se adiantar e marcar presença na Praça do Marco Zero, Centro do Recife, logo cedinho, porque as largadas da Refeno sempre viram festa e o povo comparece em grande número. Como foi dito aqui anteriormente, a previsão é de uma prova em mar de almirante e vento Leste/Sueste, em torno dos 15 nós de velocidade. O quadro acima, copiado do CPTEC/INPE, mostra como serão as condições da ancoragem na ilha maravilha, mar azul, vento gostoso e tomara que os golfinhos de Noronha marquem presença no Porto do Santo Antônio, passeando entre os barcos para conhecer a flotilha. Vale lembrar aos tripulantes mais afoitos, que é terminantemente proibido ficar na água quando aparecem golfinhos e aqueles que insistem, podem se meter em sérias complicações com os órgãos ambientais.