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E o mar continua lindo

ad7e03f8-3707-4be5-9260-fad3e6288572A notícia que um veleiro foi abordado e saqueado nas proximidades da Fortaleza da Barra, Guarujá/SP, dia 03 de junho, sacudiu os grupos de mídias sociais Brasil afora e foi um prato cheio para aqueles que olham para o mar e só enxergam os reflexos dos traumas urbanos. Claro que essa violência sem controle que assola o país reflete em todos os lugares, mas digo sem medo de errar, que o mar continua o mesmo paraíso de outrora e os casos que acontecem com navegantes amadores são tão raros que nem constam nas estatísticas policiais. Dia desses perguntaram se eu ainda voltaria a morar em um veleiro e nem titubeei em responder que sim. O que ouve no Guarujá foi ação de malandros pé de chinelo, devido a inexplicável e irresponsável falta de fiscalização e ausência de um grupamento de patrulha costeira. Casos semelhantes acontecem em Angra dos Reis, Bahia, Natal, Cabedelo, Recife e até na baixa da égua, mas, sinceramente, é um caso hoje, outro tempos depois. Certa feita, na capital do Frevo, um amigo teve seu veleiro invadido no canal de acesso ao Cabanga Iate Clube e a pouco menos de 100 metros do clube, mas nem por isso deixou de velejar e curtir a vida ao sabor dos ventos. Caso muito semelhante ao acorrido com o paulista. Já vi velejador esbravejando nas redes sociais, depois da notícia de um assalto em uma embarcação nas águas do Senhor do Bonfim, e dizendo que Deus o livrasse de nunca passar nem próximo da Bahia e ele não aconselharia ninguém a ir. Por curiosidade bisbilhotei em seu facebook e notei que ele navega pouquíssimo, vive aterrorizado com tudo e jamais deixou para trás as águas da Baía da Guanabara/RJ. Com certeza ele nunca navegará no melhor mar do mundo, que é o mar da Bahia! Sou solidário com o velejador assaltado no Guarujá e até sinto a dor do seu susto, mas digo que levante as velas e siga no rumo da venta em busca de novos e felizes horizontes, pois é assim que fazem os grandes marinheiros. Fonte: G1         

E os ventos sopram saudades

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Talvez muita coisa esteja esquecida. Talvez muitas lembranças estejam desbotadas. Talvez em um futuro próximo nada exista, a não ser, o vazio de uma história que será contada em minúsculos fragmentos praticamente indecifráveis, em que a glória ficará exposta diante de um olhar de indiferença. Talvez, no futuro, as façanhas dos velhos heróis não represente mais nada e a beleza de suas aventuras sejam para sempre perdidas na imensidão dos oceanos. Talvez, no futuro, não exista mais nem a palavra saudade. A imagem que ilustra essa postagem representa toda a maravilhosa grandeza e glória que foi a vela de oceano nas águas do nordeste brasileiro, em que Maceió, a bela capital alagoana, era o celeiro onde anualmente se reuniam os maiores nomes do iatismo do Nordeste. Olhando para o sorriso de Seu Antônio Marques, ladeado pelo fiel amigo Couceiro, que hoje festejam a amizade lá no Céu, com bons goles de whisky, miro a imagem e me pergunto: – Qual desculpa daremos a eles por ter deixado esse legado navegar tão fora do rumo?      

A XXVIII REFENO consagra um mito

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A flotilha da XXVIII Refeno já está praticamente completa na ilha maravilha de Fernando de Noronha e, pelo terceiro ano consecutivo, o veleiro gaúcho Camiranga, um Soto 65 – barco de alma exclusivamente regateira –, ostenta a faixa de Fita Azul, o primeiro barco, independente da classe, a cruzar a linha de chegada, porém, o que me faz escrever essa postagem foi a alegre surpresa de ver o Jahú II, um modelo Manelis 40, projetado e construído, se não me engano, pelo fantástico Manoel Português, o homem que só trabalha pelado, ter cruzado a linha de chegada colocada ao largo do Mirante do Boldró, na segunda colocação, com o tempo de 24h53min13seg. Sabe o que penso sobre isso: – Já acostumei a me calar diante das aberrações que escuto contra os projetos de barcos construídos pelo Manoel Português e outros projetista e construtores maranhenses, entre eles o genial Sergio Marques, da Bate Vento. Eh, acho que vou continuar calado. Parabéns tripulação arretada do Jahú II e um abraço especial ao comandante Luis Moriel 

XXVIII REFENO. É amanha!

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É amanhã, sábado, 24/09, precisamente às 11 horas da manhã, a largada da XXVIII REFENO, Regata Recife/Fernando de Noronha, e quem quiser acompanhar ao vivo, basta se adiantar e marcar presença na Praça do Marco Zero, Centro do Recife, logo cedinho, porque as largadas da Refeno sempre viram festa e o povo comparece em grande número. Como foi dito aqui anteriormente, a previsão é de uma prova em mar de almirante e vento Leste/Sueste, em torno dos 15 nós de velocidade. O quadro acima, copiado do CPTEC/INPE, mostra como serão as condições da ancoragem na ilha maravilha, mar azul, vento gostoso e tomara que os golfinhos de Noronha marquem presença no Porto do Santo Antônio, passeando entre os barcos para conhecer a flotilha. Vale lembrar aos tripulantes mais afoitos, que é terminantemente proibido ficar na água quando aparecem golfinhos e aqueles que insistem, podem se meter em sérias complicações com os órgãos ambientais. 

Previsões para a REFENO 2016

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A Refeno, Regata Recife/Fernando de Noronha, que larga dia 24/09 do Marco Zero, no Porto do Recife, tem previsão para ser realizada em mar de almirante e ventos em torno dos 15 nós. Se as previsões se confirmarem, será uma maravilha para a flotilha e os tripulantes terão uma das melhores velejadas de suas vidas, tendo como prêmio maior a chegada ao mais belo paraíso brasileiro. Nos últimos anos, mar agitado e ventos fortes trouxeram desassossego a flotilha, mas nem por isso conseguiram tirar o brilho da competição. A Refeno é a principal regata oceânica do iatismo brasileiro é um sonho a ser realizado por todo velejador. Durante o decorrer dessa semana o Cabanga Iate Clube de Pernambuco, clube promotor do evento, realiza intensa programação para participantes e convidados, com palestras, shows, jantar de confraternização e muita diversão. Uma das atrações dessa edição será a participação, como Nau de apoio da Marinha do Brasil, do Navio Veleiro Cisne Branco, um dos mais lindos veleiros do mundo, que mais uma vez marca presença na regata. Quem estivem em Recife, ou cidades próximas, um excelente programa é acompanhar a largada da Praça do Marco Zero, onde são armadas arquibancadas, bares e restaurantes. A Refeno é uma festa bonita e inesquecível!

Cabanga Iate Clube aposta alto na vela de base

Todo projeto precisa de ações concretas para obter bons resultados e gerar sucesso. O Cabanga Iate Clube de Pernambuco há muito investe em sua Escolinha de Vela e tem colhido bons e adocicados frutos. Seus atletas se destacam em inúmeros campeonatos pelo Brasil e mundo afora, hasteando a bandeira de Pernambuco no alto do pódio. Nesta quarta-feira, 08/09, as vésperas de mais uma edição da Refeno, o comodoro Jaime Monteiro Junior, reuniu a imprensa, e ao lado de toda a Comodoria, anunciou que boa parte dos recursos da vela, norma que já é válida para a Refeno 2016, serão investidos na própria vela. Foi anunciando também a criação de uma verda estatutária para a vela de base, pois o Clube não tinha uma verba especifica para ser utilizada com o iatismo. “Nossa intenção é criar um programa que reverta verba arrecadada durante a Refeno para o fomento da vela de base e vela jovem, independente de quem quer que esteja na Comodoria”, disse o comodoro. O Cabanga aposta alto em suas escolinha de vela porque sabe que esse é o futuro de um clube que nasceu da vela e a história de um clube não pode ser jogada no limbo.

O recorde da Refeno

O programa Bahia Náutica, exibido por uma emissora de televisão da Bahia e apresentado pelo jornalista e velejador Denis Peres, foi durante muitos anos uma referência para a náutica baiana, mas estendia seus tentáculos pelo mares do Brasil, até sair do ar por volta de 2009. Boas entrevistas e uma excelente e diversificada pauta de assuntos ligados ao mar, davam uma excelente audiência ao programa. Digo isso porque certa vez fomos entrevistados e não era raro sermos reconhecidos nas ruas de Salvador como o casal da entrevista. A edição da Refeno de 2007, Regata Recife/Fernando de Noronha, teve seu recorde cravado pelo catamarã baiano Adrenalina Pura, com 14h 34 min 54s, e média de velocidade, 20,4 nós, que perdura até hoje, 09/09/2016, e o programa Bahia Náutica registrou tudo. A próxima edição da Refeno larga dia 24 de setembro do Marco Zero, no Porto do Recife, e quem sabe não surja daí um novo recordista. Fonte do vídeo: Youtube