Arquivo da tag: Rio Grande do Norte

Serra Negra do Norte, uma cidade brasileira

IMG_0252

Nem só de vento e mar vive um velejador de cruzeiro, porque na vida são infinitos os horizontes a serem navegados. No final do mês de maio deixamos o Avoante descansando nas águas da Bahia e pegamos a estrada para uma viagem entre roteiros que cortam dunas do litoral, serras, campos e caatingas do sertão brasileiro. Uma viagem que reflete a imagem de um pais multifacetado e que passa muito distante das certezas. O Brasil é lindo, o que é feio é a esperteza encravada e cultuada entre as paredes enlameadas dos seus palácios.

IMG_0262

Serra Negra do Norte, município localizado na região do Seridó do estado do Rio Grande do Norte, distante 330 quilômetros de Natal, com uma população de pouco mais de 7.500 habitantes e dotado de clima semi-árido. Cercada de serras, que lhe dá um charme especial, e de vegetação com predominância da caatinga. A cidade se formou nas margens do Rio Espinharas e sob a proteção de Nossa Senhora do Ó, padroeira da cidade. Chegar até lá partindo de Natal é muito fácil: Basta seguir pela BR 226 até a cidade de Currais Novos e de lá pegar a BR 427, que cruza a cidade de Caicó, numa viagem de pouco mais de quatro horas. Ficamos hospedados no Hotel Fazenda Chácara Nova Vida, que dispõe de uma excelente infraestrutura.

Localização de Serra Negra do Norte Essa imagem copiada do Wikipédia mostra a localização da cidade no mapa do Rio Grande do Norte e que fica parede e meia com a Paraíba.  E para a turma da exatidão, ai vai o waypoint: 6° 39′ 57″ S, 37° 23′ 49″ W

IMG_0197IMG_0257IMG_0261

Fomos até lá para assistir o casamento de um sobrinho e fiquei encantado com a pequena cidade seridoense. Limpa, bem organizada e valorizando seus antepassados, que tem como um dos principais personagens Dinarte de Medeiros Mariz, ex-governador do Rio Grande do Norte, ex-senador da república e que por mais da metade do século XX foi um dos mais influentes políticos do estado. Dinarte Mariz, faleceu em 1984, aos 84 anos. Os alpendres da fazenda Solidão, de sua propriedade, são testemunhas de boa parte da história do RN. Já disse aqui que sou um apaixonado pela história e ao caminhar por paisagens como o Seridó, me vejo diante do futuro.

IMG_0254IMG_0267IMG_0271

Gosto de fazer os caminhos do interior mesmo reconhecendo que a paisagem e a vida do campo estão descaracterizadas por um modernismo destoante. Caminho com os olhos atentos em busca da pureza que um dia era exposta e hoje resiste apenas na saudade. Gosto de sentir o cheiro do chão, do mato, dos animais, da chuva, do estrume do gado, do calor e do frio. Gosto do silêncio da paisagem e do voo livre dos pássaros. Gosto daquela visão que parece parada no tempo, mas que conta um enredo maravilhoso e tão cheio de personagens. Adoro a paisagem do interior! Passei pouco menos de vinte e quatro horas em Serra Negra, mas deu para ver um pouco de sua história e saber um pouco de suas lendas. Tudo começou com uma grande sesmaria doada ao capitão Francisco de Oliveira Toledo e que foi sendo repassada de mão em mão, entre parentes e aderentes, até chegar nas mãos de um certo Francisco Solteirão, que devido a sua grande religiosidade doou tudo para os domínios da igreja nos idos anos 1700, que já havia erguido a capela de Nossa Senhora do Ó. Dizem que o nome da cidade veio da vegetação rasteira e escura que domina o contorno montanhoso, porém, existe uma lenda que conta ter existido uma negra mestiça, de má índole e nômade, que havia sido trazida por Manoel Pereira Monteiro, um dos fundadores da cidade, e que certo dia foi morta por uma onça. Por isso chamavam o lugar de Serra da Negra. É sempre assim: Entre verdades e lendas existe um mundo obscuro e incrivelmente verdadeiro.    

IMG_0275IMG_0277

Me encantei sim com Serra Negra do Norte e sua geografia típica de um nordeste mais belo. Tive a felicidade de sentir a alegria do sertanejo diante de uma chuva inesperada, bem vinda e que refrescou a nossa noite. Estive a poucos metros de um magestoso, generalista e oportunista Carcará, ave imortalizada nos versos do saudoso compositor João do Vale e desejei um dia rever tudo isso.

IMG_0272

Temos um projeto de conhecer todo o estado do Rio Grande do Norte e consequentemente o Brasil como um todo, principalmente as pequenas cidades. Não queremos seguir pelas veredas oficiais, desejamos ter uma visão mais real e que passe distante dos reclames publicitários turísticos. Queremos o simples, o natural, o verdadeiro, caminhar com o pé no chão, sentir o sabor da culinária, o calor da feira livre, o povo em sua mais pura essência. Quem sabe um dia… ! Por enquanto vamos seguindo assim.

Nos caminhos da fé

IMG_0013Sei, não precisa me corrigir, que hoje, 02/02, é o Dia de Iemanjá, a rainha do mar, aquela que ilumina os oceanos com seu manto azul, azul da cor do mar. Iemanjá, Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora dos Navegantes, Nossa Senhora da Glória, todas num só ser e todas cercadas de amor e glória. É feliz o reino dos que tem fé! Mas hoje, aproveitamos o período de férias voluntárias do mar e pegamos a estrada para ir até a cidade de Santa Cruz, localizada a 115 quilômetros de Natal/RN, para conhecer e pedir bênçãos diante do santuário de Santa Rita de Cassia, onde foi construída uma estátua de 42 metros de altura em homenagem a Santa das causas impossíveis. Queria sim fazer parte do mundo dos quem tem na fé a arma contra todos os males da humanidade, mas minha fé é que nem voo de anum: baixa, porém, persistente. É melhor assim do que nada!

IMG_0031

E assim, fomos até os pés de Santa Rita de Cassia em busca de muito pouco, mas com o coração aberto para aceitar as verdades e as crenças que trançam o rumo da vida das pessoas. Cada qual com suas certezas, mas nem por isso é preciso a guerra, porque é a paz que mata a sede do homem. 

IMG_0026Fui até a sala dos milagres, onde são depositados todos os pedidos para aplacar a súplica dos homens, e me deparei com uma pequena réplica de jangada, com sua velinha branca puída pelo tempo. O que terá pedido o humilde pescador a Santa Rita de Cassia? Que mal atingiu o jangadeiro para fazê-lo deixar o mar e atravessar o braseiro que afogueia os pés de cactos e o juremal, para pedir auxílio a santinha do Agreste. Será que ele pediu também a Iemanjá? Aposto que sim, mas quanto mais fé mais próximo do possível. Os caminhos da fé são misteriosos!

IMG_0032

A estátua de Santa Rita de Cassia, em Santa Cruz/RN, com seus 42 metros de altura, é o maior monumento religioso da América Latina. Santa Cruz, localizada no Agreste potiguar, parede e meia com o Seridó, as margens da BR 226, tem população 38 mil habitantes e foi fundada em 1831 e até então, eram os índios Tapuias que mandavam nas regiões interioranas da terra do Pau Brasil. O Brasil é grande!   

A Copa e a Ponte

ponte roubada (4) 

Nada como colocar o rosto no vento e escutar os sussurros que chegam como uma grande algazarra festejando o infortúnio que vem no rastro das grandes decisões equivocadas dos homens. Somos mesmo uma raça orgulhosa e cheia de vaidade tola quando temos a nosso favor a caneta da decisão. Mais vaidosos ficamos quando somos convidados para aplaudir em primeira mão as benesses que algum poderoso de plantão arma para nos iludir.

Sempre falamos mal dos famosos dribles governamentais apelidados de pão e circo, mas basta um afago qualquer que escancaramos a cara em um largo sorriso de aprovação, enquanto brindamos a cada copo servido com o líquido dos melhores rótulos. Somos bons nisso e aposto uma boa dose de cachaça Rainha se alguém me provar que nunca enveredou nessa seara.

Com a chuva caindo lá fora e o Avoante ancorado há muitas milhas de distância, numa breve férias de outono, passo horas do meu ócio voluntário a futucar notícias pela internet e me espanto a cada segundo com a ligeireza do mundo digital. É tudo num piscar de olhos e quem quiser que se meta a besta de tentar por um cabresto na fera.

Se um esquimó pula a cerca e entra numa fria lá no fim do mundo, no segundo seguinte um piauiense, de um Piauí mais quente, fica sabendo da fofoca gelada. Eita mundinho que ficou pequeno!

Mas com tanta ligeireza e com tanta informação rodando o mundo e se cruzando nas vias imaginárias da informática, ainda me abestalho com algumas notícias estampadas nas capas dos jornais como se fosse a maior das novidades do mundo. Tem mais novidade não homem de Deus, o que falta é uma boa investigação jornalista para se chegar aos fatos sem paixão ou ideologia.

Em uma dessas minhas navegadas pelas páginas da web me deparei com a história de um belo transatlântico mexicano que pretendia ancorar em Natal para desembarcar torcedores desejosos em assistir a Copa do Mundo. Pretendia, pois a altura da Ponte Newton Navarro não permite. Alias, não permite e todo mundo que flutua nas águas governamentais e turísticas já estão cansados de saber que não permite. Só não entendi o porquê do espanto!

Certa vez fui taxado de opositor e reacionário por dizer que a Ponte estava sendo construída em local errado. Para não perder a alegria apenas sorri e deixei o assunto morrer em cima da mesa. Novamente fui rebatido quando falei que a Ponte não estava concluída e não entendia o porquê da Capitania dos Portos do Rio Grande do Norte liberar a navegação sob ela. Dessa vez foi um Deus nos acuda e meu interlocutor ainda me fez duas perguntas instigantes: “Não está pronta?” “E aqueles carros passando ali em cima é miragem?”.

Como gosto de cutucar o cão com vara curta emendei: Não está pronta e ainda limitou o acesso ao Porto. Pronto, fechou o tempo!

Bem, a Copa do Mundo já está dando seus dribles pelas arenas construídas Brasil afora, mesmo sem a bola estar rolando, e a cada dia vamos assistindo o festival de faltas e penalidades máximas se esparramando pelos gramados dos noticiários. Se são fatos verídicos ou simples imaginação da mente fértil de opositores eu não sei, mas que tem muito lance merecendo um tira teima isso tem.

O lance do navio mexicano em Natal não vai precisar de tira teima, pois acho que não aparecerá nenhuma viva alma, nem mesmo os deuses da FIFA, para autorizar o teste. Os mexicanos vão rumar direto para a capital pernambucana e depois de dançar frevo e maracatu, os chapelões pegaram um buzão pelas estradas da vida.

Mas o problema maior da Ponte de Todos não é sua altura, já que no Brasil nunca se ligou mesmo para a altura das pontes e isso vem dos tempos do Império. Quem tiver seus vasos flutuantes que se lixe. O problema são as defensas de proteção dos pilares, que até hoje ninguém se interessou em resolver. Acho que nem o capeta queria estar na pele de um Capitão dos Portos se por um descuido qualquer um navio triscar na estrutura das pilastras.

Numa hora dessas vai ser tanta frase começando com “eu não sabia de nada” e tantos “vamos averiguar” que no final vai sobrar mesmo para quem tiver a infelicidade de estar passando no momento de um acidente.

No mês de Março uma balsa carregada de óleo de dendê se chocou com um pilar de uma ponte no estado do Pará e tudo veio abaixo. E olhem que por lá a FIFA não apita nada.

Eh, até a bola da Copa receber o primeiro ponta pé, muita água ainda vai passar por baixo da ponte.

Nelson Mattos Filho/Velejador

Praia de Enxu Queimado

ENXU QUEIMADO (8)ENXU QUEIMADO (12)

Essa é a bela praia de Enxu Queimado, que abriga uma pequena comunidade pesqueira no litoral norte do Rio Grande do Norte, e que é responsável por boa parte do abastecimento de lagosta e peixes nos muitos frigoríficos do mundo. Enxu, como é carinhosamente chamada, tem lugar de destaque no meu coração e no de Lucia. Lá temos grandes e fieis amigos e é lá que depositamos todas as nossas esperanças em um mundo melhor, talvez por isso, nos mais de vinte anos que frequentamos a praia, tenha sido escolhido como destino por nós para várias viradas de anos, inclusive esse último. Por isso deixei o Avoante ancorado lá na Bahia do Senhor do Bonfim e peguei a estrada.

ENXU QUEIMADO (1)ENXU QUEIMADO (10)ENXU QUEIMADO (23)ENXU QUEIMADO (55)ENXU QUEIMADO (63)

Enxu Queimado é linda por natureza e tomara que o destino lhe conserve assim por longos anos, apesar do progresso já ter batido com força em sua porta na forma de gigantescos geradores eólicos, que deixam a paisagem com jeitão de filme de ficção. Para mim, a energia eólica ainda é uma grande e medonha ficção que me assusta os sentidos. Quisera eu estar enganado com esse meu ceticismo barato.

ENXU QUEIMADO (9)ENXU QUEIMADO (26)ENXU QUEIMADO (37)ENXU QUEIMADO (38)ENXU QUEIMADO (60)ENXU QUEIMADO (70)

Deixando de lado as monstruosas torres e seus gigantescos cata-ventos, Enxu Queimado continua quase a mesma coisa de quando a conheci. Digo quase porque, por lá o mar também tem tomado atitudes mais sinceras do que as dos homens. Netuno, em sua bravura, está engolindo um pouquinho de terra a cada mudança de suas marés e parece que por enquanto ninguém consegue frear seu ímpeto. Porém, a natureza é soberana e o homem jamais vai conseguir compreendê-la e muito menos domá-la. Resta ao homem sentar e observar, como bem faz o velho pescador sobre a jangada que descansa sobre a areia. Na simplicidade do olhar de um pescador tudo o que vem da natureza é a mais pura verdade.

ENXU QUEIMADO (52)ENXU QUEIMADO (53)  

Pois é, na simplicidade da vidinha mansa de Enxu Queimado, convivendo mais uma vez com a alegria de amigos que nos acolhe com todo o carinho do mundo, assisti ao último pôr do sol de 2013 e desejei que 2014 traga muita paz para esse mundo velho tão incompreendido. A noite foi de festa e confraternização na beira do mar, mas isso eu conto em outra postagem.

Como é rico e saboroso o nosso nordeste

IMG_0318IMG_0328IMG_0338

Vento soprando na medida certa, tempo com céu claro e rumo traçado no sentido Leste/Oeste. Mas não se avexe, pensando que vou contar mais uma história das nossas velejadas por ai. Poderia até continuar narrando à navegada que fizemos com o veleiro Naumi, e que encerrei o texto passado encalhado lá em Vitória/ES. Mas não, hoje vamos pegar a estrada e seguir por uma região em que o Sol faz questão de mostrar quem manda no pedaço e que é porta de entrada para o Sertão do Rio Grande do Norte. Uma zona temperada pela caatinga e dona de uma riqueza natural tão a mostra, que o homem não consegue enxergar.

Foi por essa região que o cangaceiro Lampião andou chafurdando e dizem que saiu fugido com o rabo entre as pernas debaixo de uma chuva de balas. Mas por falar em Lampião, hoje em dia, andam contando umas coisas esquisitas e uns maus costumes do cangaceiro que é difícil de acreditar. Queria mesmo ver o cabra corajoso contando esses boatos quando o homem ainda era vivo!

Mas e o Avoante? Bem, o nosso veleirinho ficou descansando lá nas águas da Bahia e nós viemos a Natal/RN para umas férias. Isso mesmo: Férias. Porém, lá na Bahia, ouvi falar de uma fruta apresentada na televisão e que na cidade de Angicos/RN uma idealista estava utilizando como matéria prima para deliciosos sorvetes. A fruta era o Pelo da Palma, conhecida no mundo como Figo da Índia ou Fruta de Palma. Aquilo me deu água na boca e Lucia falou assim: – Quando formos a Natal vamos lá provar essa delícia. E fomos mesmo! Continuar lendo

Marina de Natal

buscada do comodoro (25)

Sobre a Marina de Natal, parece que a coisa começa a tomar rumo. Pelo menos foi essa notícia que li no site Portal no Ar e que trago através do link: Prefeito recebe grupo francês interessado em construir marina em Natal.

O Farol e a história

passeio praia de zumbi (18)

Não se atenha na falta de enquadramento da foto com o horizonte deixando o mar escorrer para a esquerda, isso são percalços que acontecem na vida de qualquer imitador de dublê de fotografo amador, pois o que eu quero mostrar mesmo é essa estrutura nas cores branca e vermelha. Esse é o Farol de Cabo de Roque, localizado no Cabo de São Roque, município de Barra de Maranguape/RN. Lógico que todo mundo deve saber o que eu vou dizer, mas em todo caso vou dizer assim mesmo: O Cabo de São Roque é o ponto do continente brasileiro mais próximo do continente africano, reparem que falei continente brasileiro. Foi desse ponto do litoral que o explorador português André Gonçalves e o navegador Américo Vespúcio, deram início a primeira exploração detalhada da costa do Brasil, mas eles não navegaram direto de Portugal para esse ponto, se fosse hoje era waypoint. A expedição da declarada exploração, naquele tempo não existia Direitos Humanos, era composta de três Naus e deram com os costados na Latitude 5º3’41”, naquele tempo os homens não conheciam o que danado era a tal da Longitude que vivia martelando na cabeça dura deles. Pois é, as três Naus trazendo nossos exploradores ancoraram em plena Praia do Marco, bem longe de Porto Seguro/BA, no dia 7 de Agosto de 1501. E para quem não sabe, essa data foi oficializada pelos explorados para se comemorar o aniversário do estado do Rio Grande do Norte. Mas e o Cabo de São Roque? Bem, o Cabo fica 45 milhas ao Sul de onde os cabras da peste ancoraram e marcaram território com um Marco de Posse, uma pedra calcária, medindo 1,20 metros de altura e com a Cruz da Ordem de Cristo e  as armas do Rei de Portugal gravadas em alto relevo. Posse é posse! Mas, vamos voltar ao Cabo de São Roque: Depois da posse, os portugueses saíram num contravento dos diabos em pleno mês de Agosto, e ainda tem amigo afirmando que aqueles barcos não orçavam, somente na vela e chegaram no Cabo, local em que a história segue o rumo, navegando entre contos, conversas desencontradas, mentiras e verdades verdadeiras. Muitos anos depois a Marinha do Brasil construiu o Farol de São Roque, uma estrutura de vigas de concreto armado e alvenaria, com 50 metros de altura, pintado com faixas horizontais encarnadas e brancas, com alcance visual luminoso de 21 milhas e geográfico de 17 milhas. Esse é o Farol que você avista na foto acima e que se um dia você passar por lá, não esqueça que o Brasil, segundo o que está escrito nos anais da história, começou a ser mapeado por ali. E ainda posso dizer que o Cabo de São Roque é um dos mais belos recantos do litoral potiguar.