Arquivo do mês: março 2011

Barcos Maravilhosos

A partir de hoje a categoria Barcos Maravilhosos vai fazer parte do nosso blog. Nela vai aparecer fotos dos mais diferentes modelos de veleiros que encontramos navegando por ai. Barcos que nem sempre constam da lista dos mais desejados, mas que realizam o sonho de muitos velejadores de cruzeiro. Para se fazer um excelente cruzeiro a vela ao redor do mundo, não é preciso um grande projeto de estaleiro famoso, nem barcos que custem milhões. Basta um  Barco Maravilhoso e a vontade de realizar o sonho de sua vida.

Para dar início a nova categoria, vamos começar com esse Barco Maravilhoso que encontrei ancorado em Itaparica/BA

O CCN 2011 não terminou

Hoje recebi um telefonema super animado do velejador Lula Barreto, que estava em Salvador/BA e queria encontrar com a gente, mas infelizmente estávamos saindo da Ilha das Fontes e velejando para a cidade de São Francisco do Conde, no lado norte da Baía de Todos os Santos. Lula queria informar que havia deixado o Hob Cat 17 Letícia em Mangue Seco, cumprindo mais uma perna do CCN 2011. Isso quer dizer que o CCN 2011 ainda não acabou. O comandante Lula e o proeiro Sérgio Fernandes darão continuidade a viagem somente após a Semana Santa.  Parabéns a dupla de velejadores por mais essa pernada.

Carnaval num rio encantado – I

Rio da Dona (10) A vida de velejador cruzeirista é cheia de surpresas, nem sempre boas, mas numa escala de valores as surpresas boas ganham com larga vantagem. Foi pensando assim que quando Davi Hermida e Vera, veleiro Guma, nos chamaram para passar o carnaval num lugar onde poucos velejadores conheciam, onde a animação do carnaval se resumiria na que a gente pudesse produzir, onde não veríamos quase nenhuma civilização a nossa volta, onde haveria muitos peixes, muitas ostras e muita beleza, não pensamos duas vezes. Vamos sim!

Rio da Dona (11) Minha única preocupação foi saber se teria calado suficiente para o Avoante. Davi Hermida, que conhece tudo sobre as águas da Bahia, foi logo respondendo: “… basta seguir pelo meio do rio que você chega…”. Não perguntei mais nada e tratei de levantar as velas.

Junto com o Avoante e o Guma iria à bela escuna Morena, do velejador Sampaio, outro que conhece tudo sobre o mar da Baía de Todos os Santos. Três barcos e uma multidão de seis pessoas. Esse seria nosso carnaval na Bahia, terra do maior carnaval do mundo, mas que a gente estava indo num sentido inverso a festa que já tomava conta das ruas de Salvador. Nosso rumo era o Rio da Dona, um rio muito pouco navegável, desconhecido da grande maioria dos velejadores baianos, preservado pela natureza ainda intocada, coalhado de Robalos, Tainhas, Carapebas e Ostras, e com um calado que nem os nossos cicerones, Davi e Sampaio, conheciam com precisão. “Basta seguir pelo meio e a gente chega!” Assim eu fiz e assim cheguei, depois de alguns sustos com os números do eco-sonda.

Rio da Dona (21) Quando saem mais de um veleiro para um destino, dificilmente se navega junto. Os barcos navegam diferentes, uns são mais rápidos, outros fazem rumos diferentes e assim a flotilha vai se distanciando. Saímos de Itaparica juntos, mas ao longo do percurso o Guma, que é um catamarã, e a Morena, uma bela escuna de 17 metros, que apesar das velas, tem um potente motor de 6 cilindros, logo tomaram à dianteira. O Avoante, como sempre, seguiu atrás, com todas as velas em cima e ainda sendo empurrado pela maré de enchente do canal interno da Ilha de Itaparica.

Nosso rumo era a Foz do Rio Jaguaripe, já no final de Itaparica, e de lá subir por ele até a Foz do Rio da Dona, 2 milhas acima. “Assim que avistar a igreja da cidade de Jaguaripe, entre a esquerda no rio largo. Esse é o Rio da Dona” Essas foram às palavras de Davi quando falou, pela última vez, com a gente pelo celular.

Rio da Dona (34) Entrar num rio desconhecido é um problema e sem nenhum waypoint para servir de orientação, a coisa fica meio aventuresca. Mas não contamos conversa e metemos a cara no rio largo. Lucia desceu e foi conferir o eco-sonda. Conferiu duas, três, quatro, cinco vezes e depois desistiu. “Parece que é fundo, a profundidade não sai de 3 metros” Muito bom! Pensei com meus botões: “Ainda bem que a maré esta enchendo!”

Quase duas horas navegando, pedi a Lucia para conferir novamente a profundidade, pois estava achando a coisa meio estranha. Ela desceu e falou: “… Estamos no meio do rio?” Eu respondi: “Estamos!” Ela replicou: “Pois então estamos navegando no seco. O bicho não esta marcando mais nada e ainda esta aparecendo duas letras, TF”. Eu nem tentei traduzir as letras, até porque naquela altura eu já sabia o que elas queriam dizer. Olhei para os lados, tentando achar uma saída, e depois de dois longos segundos, Lucia gritou lá de baixo: “Voltamos para a profundidade de 3 metros” Ufa! Lucia pegou o celular e ligou para o Davi perguntando onde eles estavam, pois já tínhamos navegado 5 milhas, passados por dezenas de curvas de rio e nada deles aparecerem. Davi, muito tranqüilo falou: “Siga pelo meio do rio que vocês chegam onde estamos”. Mais duas curvas de rio e lá estavam o Guma e a Morena ancorados tranquilamente a espera do Avoante.

Rio da Dona, um lugar fantástico e cercado apenas pela natureza!

Nelson Mattos Filho

Velejador

Amigos do mar

Fazer amigos é uma das boas coisas da vida a bordo de um veleiro. Aonde passamos, vamos deixando um rastro de boas amizades que se perpetuam.  Não é raro encontrar amigos que já chegam sendo amigos de longas datas. São aqueles que nos acompanham pelo blog ou mesmo pelo Jornal Tribuna do Norte, Natal/RN, onde escrevo uma coluna semanal publicada aos Domingos, com o título Diário do Avoante. Foi assim com o casal Hugo e Catarina, veleiro Maruja, que encontramos quando eles velejavam no Saveiro Vendaval, na Ilha de Itaparica. Quando Hugo soube que eu era do Avoante foi logo dizendo: “… Eu acompanho você pelo blog Diário do Avoante…”. Pronto! Dali surgiu mais uma  boa amizade e logo estávamos conversando animadamente sobre um monte de coisas, inclusive gastronomia. Quando Lucia, que é coruja, falou que eu fazia pizza e pão a bordo, Hugo logo nos convidou para ir fazer um pão na casa dele, pois ele adora pães. Combinamos que assim que chegássemos a Salvador iríamos entrar em contato e marcar o dia de fazer o bendito pão. Na semana passada, ele veio nos pegar na Marina e fomos cumprir a promessa. Hugo e Catarina são proprietários do Hotel Praia da Sereia, localizado próximo a Praia de Itapuã, e o restaurante do Hotel tem um cardápio dos melhores. O nosso almoço foi ali mesmo! Tivemos o prazer de ter no almoço a companhia do casal Marcos Mascarenhas e Lícia, veleiro DysDobre. Mas nosso objetivo, além da companhia dos amigos, era com os pães, então logo após o almoço fomos para a casa do casal anfitrião, meter a mão na massa. Foi uma tarde de engorda, pois além de produzir, tínhamos que provar os produtos que saiam quentinhos do forno. Foram 3 pizzas, 1 kg de pão e muitas conversas sobre o mundo náutico. O casal pretende dar uma volta ao mundo no veleiro Maruja e os planos já estão bem adiantados. Hugo e Catarina, é mais um casal que o mundo náutico trouxe para a nossa grande legião de amigos. Assim vamos velejando!

 

Uma velejada inesquecível – Final

Quando o casal, Fernando e Marta, se propôs a vir velejar com a gente no Avoante, e passar 9 dias vivendo a bordo, sabíamos que tínhamos que se desdobrar para tornar aquele período o mais confortável e alegre possível. O casal, apesar da grande amizade que nos une, é velejador e até já passou vários dias num veleiro, mas não tinha a experiência de um cruzeiro longo e num local sem os muitos recursos da vida civilizada como é a Baía de Camamu/BA.

Fazer cruzeiro em um veleiro oceânico é se propor a abdicar de tudo o que vida urbana, e moderna, trás de melhor que são os confortos diários. Num veleiro, vive-se uma vida de eterna ligação com a natureza e os elementos que a regem. Num veleiro o conforto não deixa de existir, mas para se chegar ao seu apogeu precisamos estar em paz com a gente mesmo e se soltar das amarras do mundo urbano. Continuar lendo

Para abrir o apetite

Vai ao mar no fim de semana? Olhe o tempo.

PREVISÃO DO TEMPO VÁLIDA DE 181200 ATÉ 191200

ÁREA ALFA (DO ARROIO CHUÍ ATÉ CABO DE SANTA MARTA)

PANCADAS MODERADA/FORTE E TROVOADAS ISOLADAS. VENTO NW/SW 5/6 COM RAJADAS 8 RONDANDO PARA SW/S 4/5. ONDAS DE SE/E PASSANDO SW/SE 2.5/3.0. VISIBILIDADE BOA REDUZINDO PARA MODERADA/RESTRITA DURANTE AS PANCADAS.

ÁREA BRAVO (DE CABO DE SANTA MARTA ATÉ CABO FRIO – OCEÂNICA)

PANCADAS MODERADA/FORTE E TROVOADAS NO SUL NO FINAL DO PERÍODO. VENTO SE/NE 3/4 RONDANDO PARA NW/SW 5/6 COM RAJADAS 7 NO SUL DA ÁREA. ONDAS DE S/SE 1.5/2.0 PASSANDO 2.0/2.5 NO SUL DA ÁREA. VISIBILIDADE BOA REDUZINDO PARA MODERADA DURANTE AS PANCADAS.

ÁREA CHARLIE (DE CABO DE SANTA MARTA ATÉ CABO FRIO – COSTEIRA)

PANCADAS MODERADA/FORTE E TROVOADAS ISOLADAS NO SUL DA ÁREA NO FINAL DO PERÍODO. VENTO NE/NW RONDANDO PARA SW/S 3/4 PASSANDO 5/6 COM RAJADAS NO SUL DA ÁREA E E/NE 2/3 NO RESTANTE DA ÁREA. ONDAS DE S/SE 1.5/2.0 PASSANDO 2.0/2.5 NO SUL DA ÁREA. VISIBILIDADE BOA REDUZINDO PARA MODERADA DURANTE AS PANCADAS.

ÁREA DELTA (DE CABO FRIO ATÉ CARAVELAS)

VENTO SE/NE 3/4. ONDAS DE S/SE 1.5/2.0. VISIBILIDADE BOA.

ÁREA ECHO (DE CARAVELAS ATÉ SALVADOR)

PANCADAS MODERADA/FORTE E TROVOADAS ISOLADAS. VENTO S/SE 3/4 COM RAJADAS DURANTE AS PANCADAS. ONDAS DE S/SE 1.5/2.0. VISIBILIDADE BOA REDUZINDO PARA MODERADA/RESTRITA DURANTE AS PANCADAS.

ÁREA FOXTROT (DE SALVADOR ATÉ NATAL)

PANCADAS MODERADAS E TROVOADAS ISOLADAS NO SUL DA ÁREA. VENTO E/NE RONDANDO PARA NE/NW NO SUL DA ÁREA  3/4 COM RAJADAS DURANTE AS PANCADAS. ONDAS DE S/SE 1.0/1.5. VISIBILIDADE BOA REDUZINDO PARA MODERADA DURANTE AS PANCADAS.

ÁREA GOLF (DE NATAL ATÉ SÃO LUÍS)

PANCADAS. VENTO E/NE 2/3. ONDAS DE NE 1.0/1.5. VISIBILIDADE BOA REDUZINDO PARA MODERADA DURANTE AS PANCADAS.

ÁREA HOTEL (DE SÃO LUÍS ATÉ CABO ORANGE)

PANCADAS OCASIONALMENTE FORTES E TROVOADAS ISOLADAS. VENTO E/NE 3/4 COM RAJADAS DURANTE AS PANCADAS. ONDAS DE NE 0.5/1.0 JUNTO À COSTA E 1.0/1.5 NO RESTANTE DA ÁREA. VISIBILIDADE BOA REDUZINDO PARA MODERADA/RESTRITA DURANTE AS PANCADAS.

ÁREA SUL OCEÂNICA

SUL DE 30S

OESTE DE 035W

PANCADAS MODERADA/FORTES E TROVOADAS ISOLADAS. VENTO NE/NW  RONDANDO PARA NW/SW 6/7 COM RAJADAS 8. ONDAS DE NW/SW PASSANDO SW/S 3.0/4.0. VISIBILIDADE BOA REDUZINDO PARA MODERADA/RESTRITA DURANTE AS PANCADAS.

LESTE DE 035W

VENTO S/SE 3/4 RONDANDO PARA NE/N 4/5 COM RAJADAS NO FINAL DO PERÍODO NO OESTE DA ÁREA E SE/NE 3/4 NO RESTANTE DA ÁREA. ONDAS DE SW/SE 3.0/3.5 PASSANDO 2.0/2.5. VISIBILIDADE BOA.

ENTRE 25S E 30S

PANCADAS FORTES E TROVOADAS ISOLADAS NO LESTE DA ÁREA NO INÍCIO DO PERÍODO. VENTO S/SE 7 COM RAJADAS 8 RONDANDO PARA SE/E 4/5 A LESTE DE 035W E SE/NE 2/3 NO RESTANTE DA ÁREA. ONDAS DE SW/SE 3.0/3.5 PASSANDO 2.5/3.0 A LESTE DE 035W E 2.0/2.5 NO RESTANTE DA ÁREA. VISIBILIDADE BOA REDUZINDO PARA MODERADA/RESTRITA DURANTE AS PANCADAS.

NORTE DE 25S

PANCADAS FORTES E TROVOADAS ISOLADAS. VENTO SE/E NO SUDOESTE DA ÁREA E NW/SW NO RESTANTE DA ÁREA 4/5 PASSANDO 3/4 COM RAJADAS. ONDAS DE SW/SE 1.5/2.0. VISIBILIDADE BOA REDUZINDO PARA MODERADA/RESTRITA DURANTE AS PANCADAS.

ÁREA NORTE OCEÂNICA

PANCADAS OCASIONALMENTE FORTES E TROVOADAS ISOLADAS AO NORTE DE 05S. VENTO E/NE 4/5 AO NORTE DO EQUADOR E SE/NE 2/3 NO RESTANTE DA ÁREA. ONDAS DE SE/E AO SUL DO EQUADOR E E/NE NO RESTANTE DA ÁREA 1.0/1.5. VISIBILIDADE BOA REDUZINDO PARA MODERADA/RESTRITA DURANTE AS PANCADAS.

ORLA MARÍTIMA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

POUCO NUBLADO/MEIO ENCOBERTO. VENTO E/NE 3/4. ONDAS DE S/SE 1.0/1.5. VISIBILIDADE BOA. TEMPERATURA ESTÁVEL. MÁXIMA 31ºC. MÍNIMA 23ºC.

fonte: Centro de Hidrografia da Marinha do Brasil