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Sobre barcos e barcos

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Existem barcos que vão ali, outros vão alhures e alguns que são verdadeiras obras-primas da engenharia marinheira e que tornam infinitos sonhos e horizontes

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Sinistro

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Não, não foram fatalidades os recentes incêndios que consumiram embarcações em marinas brasileiras e qualquer um que frequente as garagens e píeres das marinas e clubes náuticos espalhados pelo Brasil, sabe que é alto o grau de risco para que novos casos ocorram.

Aviso aos navegantes e afins

Encontro 2019CCL 2019

A Associação Brasileira de Velejadores de Cruzeiro, faz o lançamento dos principais eventos do seu calendário oficial, o Encontro Nacional, em sua 17ª edição, e o Cruzeiro Costa Leste, edição 2019. Não perca o rumo!

Ensinamentos do Rapunzel

IMG-20190121-WA0002O velejador Marçal Ceccon, gente de dez, certa vez embarcou a família no veleiro Rapunzel e se mandou pelos mares do mundo, numa das viagens mais fantásticas e maravilhosas de um brazuca, numa época em que os meninos que idealizariam e criariam as redes sociais nem pensavam em nascer. Não quero dizer com isso que o Velejador, amigo que tenho muito carinho, seja velho, pois no máximo é um pouquinho desgastado, apenas quero dizer que nos dias de hoje a volta ao mundo de Ceccon, aliás, as voltas ao mundo, porque depois da primeira vieram outras, seria viral, como se diz no jargão “internético”. As viagens do Rapunzel renderam livros que fazem parte da biblioteca de boa parte dos amantes da boa leitura, sem contar os apaixonados por barcos a vela, porque os escritos de Marçal são deliciosos, verdadeiros ensinamentos sobre as coisas do mar e fonte de observação sobre o cotidiano dos países e ancoragens por onde passou. Foi do livro Rapunzel nos Mares do Sul que pesquei, com ajuda do “potiucho” Antônio Carpes, a frase atualíssima:  

“Para se dar bem nessa vida de nômades lembrem-se, quando chegarem a algum lugar vocês serão apenas visitantes, meros espectadores. Tudo o que acaso virem, representa apenas o último instante da história do local. Julgar os fatos e emitir opiniões radiais a luz dessa visão parcial não é, definitivamente, uma boa ideia.”

Um sonho, uma paixão

01 - Janeiro (61)

O texto abaixo foi enviado pelo velejador/jornalista Walter Garcia, o amigo que um dia estava escrevendo uma matéria na varanda do Iate Clube do Natal, quando cheguei para atrapalhar sua concentração. Foi aí que ele parou, olhou para mim e falou: – Nelson, aquele veleiro com o mastro quebrado está a venda… Avoante, uma paixão!

“Eu comprei o barco para um sonho pessoal … e nunca vou vendê-lo, nem mesmo para um sonho compartilhado …

Eu conheci velejadores que me ensinaram muito e enriqueceram meu espírito …

Eu conheci outros que fiquei feliz por poder esquecer …

Eu passei frio …

Eu passei calor …

Eu ri muitas vezes no leme, uma risada estúpida …

E meu choro eram apenas espirros na minha cara …

Eu vi lugares maravilhosos e vivi experiências inesquecíveis ….

Às vezes eu forcei um pouco e fiquei com medo …

Outras vezes eu simplesmente fiquei com medo, mas, no final, foi maravilhoso …

Às vezes eu preferi descer para saborear um prato de espaguete …

Mas eu nunca perdi um pôr do sol

Eu cumprimentei e conversei com completos estranhos …

Quando na vida acho difícil conviver com pessoas que vejo todos os dias …

Eu saí com os demônios dentro de mim …

E voltei para casa com paz no coração …

Outras vezes achei que era perigoso …

Toda vez que entro no barco, penso em como é maravilhoso …

Parei de falar com quem não entende …

E passo horas fazendo isso com quem nem preciso explicar …

Eu gastei dinheiro …

Mas tudo isso não vale um único momento quando estou em um barco …

Não é um meio de transporte nem uma peça que flutua …

É a parte que falta da minha alma e do meu espírito …

E para aqueles que me dizem para parar, vender, crescer e ser uma pessoa séria …

Eu não respondo …

Mas eu simplesmente fecho a porta …

E eu sorrio …”

 

Autor desconhecido

O artífice

8 Agosto (122)8 Agosto (123)

João Maria de Lima, o Joca, é um cara irrequieto, desses que quando pensamos que ele está indo, está indo mesmo, só que já voltou várias vezes e a gente nem viu. O conheci quando certa vez estava realizando uma obra no Avoante, no pátio do Iate Clube do Natal, e ao me ver enfrentando dificuldades para colocar o esticador de proa – que traciona o estai do mastro – sem pedir licença, subiu a bordo, tomou a peça de minha mão, fez o serviço e saiu rindo, como quem pergunta: – Aprendeu? Joca faz de tudo e mais um pouco, mas o que ele gosta mesmo é de marcenaria e navegação, duas áreas que domina como poucos. Nos últimos anos,  Joca tem se dividido entre Natal, Rio de Janeiro e Noruega. Natal, onde reside, Rio de Janeiro, onde cultiva amizades e faz trabalhos para grandes amigos, entre eles o medalhista olímpico, Kiko Pelicano, e a Noruega, como tripulante do lendário veleiro Saga. Coleciono boas histórias na companhia desse amigo e algumas estão registradas neste Diário, com os títulos, Receita de Peixe Ensopado e Peixe Ensopado – A Receita. Recentemente esteve em Enxu Queimado, nos fazendo uma visita para colocar o papo em dia e falar do veleiro que está construindo, em Natal, projeto e execução dele mesmo, batizado – por enquanto – de Nômade. No veleiro, que é um primor de construção e terá 26 pés de comprimento, ele pretende embarcar a família e dar um giro pelos mares do mundo. Para quem conhece Joca, essa é uma tarefa das mais fáceis. No primeiro retrato, ele posa ao lado do filho, não menos irrequieto, Erik, o “joquinha”.  

Cadê a água que estava aqui?

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O comandante eu não sei, mas os cunhos desse veleiro são de primeira linha