Arquivo do mês: janeiro 2015

Marinha do Brasil resgata velejador atacado por tubarões

NAPA MACAU

A Marinha do Brasil, através do comando do 3º Distrito Naval, realizou o resgate na noite de 30 de Janeiro, de um tripulante do veleiro Ad Infinitum, de bandeira não informada, depois que a embarcação foi atacada por um cardume de tubarões a 1.000 quilômetros do litoral do Rio Grande do Norte. O Navio-Patrulha Macau, sediado na Base Naval de Natal, foi deslocado para o local e recebeu apoio de um helicóptero sediado em Salvador/BA. Na tarde do dia 28 a Marinha recebeu aviso da Guarda Costeira da Holanda, que o veleiro, com um tripulante, havia emitido sinal de socorro. O tripulante, identificado como Ebrahim Hemmatnia, relatou que a embarcação foi atacada por um cardume de tubarões, provocando avarias no leme e escotilha, deixando-a à deriva. O Navio-Patrulha Macau realizou contato com o  barco de pesca “OULED SI MOHAND”, da empresa “Europesca”, que se encontrava próximo ao veleiro, e este resgatou o tripulante, prestando apoio até a chegada do Navio-Patrulha. Fonte: Tribuna do Norte   

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Isso é vela

Homem e equipamento em sincronia com a natureza. Por isso o mundo da vela é tão fascinante.

Do reino da feiura

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Nesses tempos que precede o reinado de mono e as máscaras entraram no centro da discussão jurídica entre o que pode e o que não pode, fui buscar nas profundezas dos oceanos duas criaturas que disputam o troféu da criatura mais feia do mundo. Descobri que na Inglaterra tem até uma associação, liderada por um comediante, que defende a preservação dos bichos desprovidos de beleza, a Sociedade de Preservação dos Animais Feios, e é justamente esse grupo que organiza a competição nacional dos bichos feios no Reino Unido. O troféu foi para o feioso que aparece na imagem acima que é o Peixe-Bolha, que segundo as línguas ferinas, a marmota tem um rosto que só agrada mesmo a mãe. O Peixe-Bolha vive nas profundezas abissais dos mares frios da Tasmânia, Austrália e Nova Zelândia, assustando outras criaturas tão feias quanto ele.

Tamboril

O outro feioso, que apesar de horripilante ainda não se aventurou a lutar pelo título de feiura, é o Tamboril que também habita o fundo dos oceanos e é um feroz predador, mas na culinária portuguesa tem posição de destaque. O fundo do mar é realmente um grande mistério para o homem e nem de longe quero dar de cara com um monstrinho desses durante um mergulhinho para refrescar o calor. 

 

 

Um mundo de aventura

veleiro teasadaniel e angela Conheci o casal Daniel e Ângela Cheloni em 2009 quando ancoramos o Avoante em Maceió/AL e saímos a procura de alguém que nos ensinasse os segredos para entrar na Barra de Estância/SE, mais conhecida no mundo náutico amador como Mangue Seco. Na Federação Alagoana de Vela e Motor o amigo Roberto Buenos Aires nos apresentou ao casal, que são proprietários do restaurante Del Popollo na capital alagoana, dizendo que eles sabiam tudo sobre Mangue Seco. E sabiam mesmo. Daquele dia em diante nos tornamos grandes amigos. O casal, que acho que posso chamar de alagoano, devido os laços afetivos e empresariais que têm na bela Maceió, tempos atrás saiu pelo Atlântico a bordo do veleiro Caliel, um Trinidad 37, levando as duas filhas em uma viagem que jamais esqueceram. Daniel e Ângela são aventureiros por natureza, aliás, acho que já nasceram sonhando em desbravar o mundo, e em  suas andanças o mar é apenas um dos caminhos possíveis. Em 2010 foram aos Estados Unidos para visitar os amigos do Trawller JADE e na marina onde estavam notaram que havia um Trinidad 37 exposto a venda, com bandeira brasileira, e num piscar de olhos efetuaram a compra. Eles não perdem tempo com conversa mole. Embarcaram no TEASA com pensamento em tomar o rumo das Bahamas e Caribe, mas como bons aventureiros, mudaram de planos e enveredaram pelos caminhos do GREAT LOOP e por um maravilhoso passeio pelos canais da famosa Intracoastal Waterway. Na via fluvial dos EUA, seguiram até o Canada e retornaram ao ponto de partida, fechando o ciclo de uma viagem de sonho e que no blog Veleiro Teasa, ou Pais à Deriva, é contado tim tim por tim tim em quatro temporadas. Ângela e Daniel partiram em Dezembro de 2014 para a quinta temporada e o blog já está recheado de novidades, belíssimas imagens e é um bálsamo para a alma de um cruzeirista e para os amantes de aventura. Navegue por lá e confira.      

 

Observações sobre o litoral do Rio Grande do Norte

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Claro que não é nenhuma novidade a informação de que navegar a partir de Natal/RN em direção ao Sul é uma tremenda trabalheira, principalmente para quem está a bordo de um veleiro. A costa potiguar é riscada no sentido Noroeste – Sudeste e como a predominância dos ventos nessa região em grande parte do ano é sul e sudeste, a fama faz jus a razão. 

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Na semana passada estive em dois pontos do litoral Sul do Rio Grande do Norte, visitando amigos que curtem os dias de verão, e fotografei duas pontas de terra que trazem dores de cabeça para muita gente. Eu mesmo já sofri um bocado. A primeira imagem é a Ponta Negra, olhada da enseada da praia de Cotovelo. A segunda é da Ponta de Tabatinga, olhada do alto do mirante dos golfinhos. A enseada que se forma entre essas duas pontas acolhe as praias de Cotovelo, Pirangi do Norte, Pirangi do Sul, Búzios e a própria Tabatinga. Todas com suas peculiaridades e com um visual de encher os olhos, mas querer se aventurar nesse miolo de oceano é o mesmo que trocar seis por meia dúzia e ainda arranjar motivos para se complicar mais a frente, no Cabo Bacoparí. Sair de Natal em busca dos mares do sul não é tarefa das mais fáceis em certas épocas do ano. Mas é preciso lembrar aqueles velejadores que vivem procurando desculpas esfarrapadas para não colocar o barco na água, que o verão puxa os ventos do quadrante norte e por isso mesmo tanto é gostoso subir, quanto descer a costa, ainda mais navegando em mar de almirante. Portanto, vamos velejar que o litoral brasileiro é simplesmente lindo!     

Por uma péinha de nada

passagem do asteroide 2004 BL86

Dizem, as más línguas, que velejador vive com a cabeça no mundo da lua e analisando o clichê ao pé da letra, acho que é a mais pura verdade, pois o satélite natural da Terra, dos apaixonados, sonhadores, namorados e outros poetas, baliza quase cem por cento das informações que o homem do mar tenta decifrar. Porém, não foi para falar da Lua que abri esse post, mas de um evento que sempre causou reboliço entre as muitas civilizações que habitaram o nosso planeta e que vira e mexe dispara o alarme na porção trágica que forma a mente dessa nossa civilização que se diz moderna: O ataque de asteroides, que outrora caiu na cabeça dos ferozes dinossauros e mandou todos para as cucuias, sobrando apenas os que se comprometeram a fazer filmes. Agora é a vez do asteroide batizado pelos cientistas de 2004 BL86, que passara a uma distância três vezes superior entre a Terra e Lua, número que nem amarrado o homem normal saberia calcular e por isso mesmo vou declinar de fazer a conta, mas que alguns andam dizendo que o rebolo de pedra vai passar tirando um fino da molesta. Já tem nego sem comer a três dias, outros acendendo velas para o padroeiro e tem até quem aposte todas as fichas que o mundo agora vai para o espaço de uma vez por todas. Dizem, o que não deixo de acreditar, que aumentou a venda de binóculos, que tem gente alugando cadeiras na varanda, que já tem filas nos lajedos de pedras nos cantinhos escuros do mundo, que as empresas de eventos já não dão conta das reservas e aposto até que Pablo vai marcar presença. Mas você deve estar se perguntando: Sim e ai? Bem, quem quiser ver o pedregulho levantar partículas de poeira da Terra é bom ficar de olho no céu entre 23 horas desta segunda-feira e 4 horas da madrugada da terça (horário de Brasília). Quem não aproveitar esse momento especial vai ter que regular a dieta, e a saúde, para esperar até 2027, que é quando os extraterrestres vão sacudir outra pedra. Sei não, mas olhando atentamente para as últimas notícias que circulam no mundo nos dias de hoje, acho que se cair um asteroide enorme sobre a nossa cabeça o bicho vai fazer muito menos estrago. Fonte da imagem: Galeria do Meteorito     

Preguiçando num paraíso

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Férias é assim mesmo, com muita sombra e água fresca. Mas na verdade não estamos de férias e bem que poderíamos chamar assim nossa vinda a Natal/RN para abraçar a família, rever os amigos da tribo potiguar e escarafunchar o corpo nos exames médicos que fazemos anualmente, pois assim diz a boa prática para quem quer viver em paz e despreocupado diante do mar. Essa vista de sonho, cercada pelo verde da natureza, é do cantinho que adotei nessa manhã de Sexta-Feira, 23/01, na casa dos amigos Mário e Cipriana Pinheiro, na praia de Barra de Tabatinga/RN, para atualizar o blog que vem navegando bem devagar nos últimos dias. Pois é, da uma moleza!