Arquivo do mês: junho 2014

Avoante, a canção

 

A gente vai navegando por ai, pescando histórias, fazendo crônicas, falando da vida, festejando a natureza, se apaixonando com o horizonte sem fim e juntando amigos. Nem sempre os amigos embarcam de vera a bordo do nosso veleirinho, a grande maioria embarca no sonho da aventura e chegam navegando pelas águas do grande oceano internético, mas nem por isso deixam de ser grandes e bons amigos. Alguns festejam a amizade com poesias, textos, fotografias, desenhos, emails e comentários, todos querendo expressar o carinho que sentem por nós e com o nosso Avoante, mesmo sem nunca ter nos visto mais gordos, mas é assim. Amizade é uma via de mão dupla onde se cruzam lealdade, amor, carinho, atenção, verdade, mentira honrosa, sinceridade, paciência, entendimento, muito calor humano e muita vontade de querer bem. Existe o ex-amigo? Existe sim, quando a via passa a ser apenas mão única. Mas vamos deixar de filosofia barata e voltar ao tema objetivo dessa postagem. No mês de Maio recebi do amigo Hélio Mattos, o sobrenome é apenas uma feliz coincidência, uma canção feita para o Avoante. Hélio, pernambucano arretado, é um assíduo leitor do blog e um dos mais ativos comentaristas. Velejador que encontrou nos meus textos a veia para seguir no sonho náutico e a partir dai a amizade, mesmo virtual, soprou ventos favoráveis.  É claro que você deve saber que Avoante é a famosa Asa Branca que tanto migra para lá e para cá, então fiz uma analogia pássaro/barco. Gostei do resultado final, mas penso que você pode achar que ela não tem nada a ver com nada. É porque é a minha maneira de tentar traduzir um pouco do que aprendo nos seus textos. E eles, coisa que muito me envolve, têm um quê de tristeza e decepção com a vida em terra, com os descaminhos da sociedade atual. Tenho brincado de fazer músicas nas minhas horas vagas e a força dos seus escritos têm mexido muito comigo, daí a decisão de fazer algo com este sentimento. Digo que tem mexido muito porque penso direto nas suas palavras que tanto instigam em direção ao mar… Foi assim que ele escreveu quando enviou a letra da Canção do Avoante. Elson Fernandes (Mucuripe), violeiro da mulesta, velejador cruzeirista do grande oceano central do Paranoá, amigo de fé e fogo, cearense forjado entre o sol do sertão e os alísios do mar alencarino, fala mansa do bom nordestino. Pois é, Mucuripe inseriu a letra da Canção do Avoante na alma, parlamentou com o autor, Hélio Mattos, sobre tons, semi-tons, batidas e hits, coisas do mundo da música, e se mandou Paranoá adentro, a bordo do veleiro Mucuripe com a comandanta Fabiana. Diante do pôr do sol do planalto central e na mansidão do grande lago oceânico, o velejador violeiro executou a música e Fabiana gravou tudo. O resultado está ai e mais uma vez festejo a amizade. Obrigado Hélio Mattos pela letra e melodia que nos emocionou e obrigado também ao grande Elson Mucuripe pela versão cheia de magia. Amizade faz coisas assim sim senhor!  

Regata do descobrimento 2000. Diário de bordo do navegador – I

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Essa é a tripulação do veleiro Arribasaia que vai ficar com a gente por três capítulos em mais uma história do velejador e índio Kiriri Sérgio Netto (Pinauna). Dessa vez o cacique Kiriri conta como foi a travessia do Arribasaia participante da flotilha da regata comemorativa os 500 anos do descobrimento do Brasil, acontecida em 2000. Mais uma vez Sérgio Netto nos presenteia com um relato maravilhoso, informativo e cheio de graça. Vamos ao mar!

 

REGATA DO DESCOBRIMENTO 2000. DIÁRIO DE BORDO DO NAVEGADOR

                  Sérgio Netto

Na virada do século, dentre as festividades governamentais para celebrar os 500 anos do ‘descobrimento do Brasil’ foi feita uma convocação aos velejadores para uma regata-passeio que recongraçasse a viagem de Cabral de Lisboa à Bahia. Meu amigo Felipão se propos a comprar um barco novo na Europa se eu topasse participar com ele da empreitada. E assim ficou combinado no final de 1998.

Dia 21 de fevereiro de 2000 embarquei com Felipe, Rose e Nobbi num voo para Lisboa. Na chegada Felipe alugou uma van Seat de 5 lugares e fomos direto ver o Arribasaia na marina em Cascais. Felipe então lembrou que havia esquecido o tabuleiro de gamão no avião. Retornamos nos ‘perdidos e esquecidos’ e após meia hora de burocracia recuperamos o tabuleiro. O Arriba estava com sujeira na linha d’água. Nos alojamos num apartamento que Felipão alugara em Cascais. Dia 22 saimos para velejar com vento de 30 nós, uma saidinha de 10 milhas da marina. Dia 23 Felipe foi cedo para trabalhar em Londres, Rose saiu com Alzirinha e eu fui com Nobbi subir o Arribasaia no trevel-lift para limpar e dar nova venenosa. Dia 24 fomos de carro a Lisboa para analisar a raia de largada no rio Tejo: deixa a pedra grande do forte por boreste e cruza o rio para margem esquerda, do sul. É fácil, entra navio. Fomos ao shopping onde comprei roupa de tempo, impermeável de goritex, pull over polartec que deixa transpirar e não esfria, e ceroulas de lã. Também fizemos mercado para preparar jantar em casa. À noitinha pegamos Felipe no aeroporto, Rose e Nobbi fizeram o jantar e Felipe e eu começamos o infindável torneio de gamão que durou toda a travessia.

clip_image002Dia 25 fomos à APORVELA, entidade orgnizadora da regata e conversamos com o Cmdte. Canelas Cardoso. Compramos furadeira, multiteste e conectores; também cartas náuticas e almanaque náutico. Dia 26 limpamos e arrumamos o barco, fazendo uma lista do material que faltava. Dia 27 saimos para velejar com Enio Silva, filho de Tia Zete, prima de pai. Fomos até a entrada do Tejo. À noite baixamos da internet um programa de previsão de maré. Continuar lendo

Música para unir os povos. Estamos precisando.

No calor da emoção de uma disputa os narradores costumam bradar que o esporte une os povos. Pode ser! Mas o que falar da música? Dos acordes melodiosos de um instrumento bem tocado? Da voz carregada de sentimentos bailando sobre as letras? Canção ao redor do mundo é um projeto fantástico e tem na bela Stand By Me, do genial John Lennon, a locomotiva que espalha emoção sobre o planeta unindo lágrimas e corações. Não me canso de ouvir e nunca deixei de regar os olhos ou assistir esse vídeo. Sim, a boa música une o mundo!

Quando a noite chegar
E a terra estiver escura
E a lua for a única luz que vemos
Não, eu não estarei com medo, não, eu não vou ter medo
Desde que você fique, fique ao meu lado….

Pesquisadores teriam achado Nau Santa Maria

Nau Santa Maria(FILES) -- A file photo taken on May 14, 2014 shows marine archaeological explorer Barry Clifford displaying slides while talking about the discovery of what he believes to be Christopher Columbus' ship, the Santa Maria which struck a reef and foundered on Christmas Day in 1492, off the northern coast of Haiti, during a news conference in New York. Haiti had written to UNESCO requesting experts examine the wreck, located off the town of Cap-Haitien in the country's north, and there have been concerns over theft, it was announced on June 23, 2014.    AFP PHOTO / Don Emmert

E mais uma vez vem do fundo do mar a notícia, para dizer que pesquisadores teriam achado no litoral norte do Haiti os destroços da Nau Santa Maria, navio do navegador Cristóvão Colombo, quando de suas aventuras em 1492 pelos mares americanos. A descoberta arqueológica é liderada pelo americano Berry Clifford que jura de pés juntos que tem pura certeza no achado. A peleja vem desde 2003 quando foram feitos fotografias nos destroços, mas até ai ninguém imaginava se tratar da Nau Santa Maria. Somente quando cruzaram as imagens com os dados do diário de Colombo sobre o local do naufrágio foi que os pesquisadores ajustaram a mira na certeza. Mas olhando a foto da replica da Santa Maria, o navio era feio que fazia gosto. Será que tinha micro-ondas, ar-condicionado e outros penduricalhos? E água morna no chuveiro? A pedido do governo do Haiti, a Unesco vai enviar uma missão de especialista para averiguar os fatos e bater o martelo no achado. O Haiti, junto com mais 48 países, faz parte da Convenção da Unesco para proteção do patrimônio cultural subaquático, assinado em 2001. Vamos aguardar os resultados para tirar a prova dos nove. Fonte: ZH planeta ciência.

A mais nova fera dos mares

tubarao branco

Podem falar o que quiserem, mas nada desperta mais curiosidade do que o mar e suas profundezas abissais, habitadas por criaturas misteriosas e dotadas de incríveis poderes de fascinar e transgredir as mentes mais diversas. Polvos gigantes, terríveis moluscos, peixes assassinos, ferozes tubarões e mais um lista sem fim de criaturas estranhas povoam sonhos e medos dos humanos. Mas diante de todos eles, o tubarão, em qualquer uma das suas espécies, é o rei maior da temeridade e ainda teve sua fúria potencializada com a apresentação da série cinematográfica Tubarão. Há mais de dez anos os pesquisadores torram neurônios e dólar na tentativa de provar a existência de uma criatura marinha devoradora de grandes tubarões. A pesquisa começou em 2003 quando um temível tubarão branco de três metros foi engolido inteiro por uma criatura misteriosa a 600 metros de profundidade. O caso aconteceu na costa da Austrália e rendeu muito bafafá, palpites, mentiras, explicações e teorias diversas. Agora parece que os pesquisadores chegaram a uma conclusão para por um ponto final no misterioso caso. Segundo eles, a fêmea de tubarão branco foi engolida por um “supertubarão”, que talvez sofra de gigantismo. Pois é, temos agora um novo rei das diabruras marinhas, mais um ser misterioso, calculista, assassino frio e que a partir de agora vai povoar nossos medos. Entrou em cena o Super Tubarão e muito em breve deve estar estreando nas telas dos cinemas do mundo. Eita marzão cheio de segredos! Fonte: extra.globo.com

Resultado da prova de Capitão Amador – Abril 2014

 A DPC – Diretória de Portos e Costas anunciou a relação dos aprovados na prova de 25 de Abril de 2014 em que Noventa (90) candidatos obtiveram êxito. Veja no link, Novos Capitães, se o seu nome está entre os aprovados. Aos novos Capitães damos os parabéns e desejamos que novos sonhos e horizontes sejam descortinados na proa de suas embarcações.

Coisas assim…

6 Junho  (126)

Sim, eu sei que você achou o barco muito bonito, apesar do jeitão esquisito de suas linhas meio sei lá, mas não é esse o motivo desse post. Já naveguei um bocado pelo litoral nordeste brasileiro e conheci muita coisa em minhas andanças de carro por ai, e tenho a consciência que não conheço quase nada, mas sou apaixonado por lugares como o da imagem acima e adoro quando o Avoante fica emoldurado por paisagens assim. Terra Caída/SE, um lugar onde a natureza esbanja fascínio.