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Sobre barcos e barcos

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Existem barcos que vão ali, outros vão alhures e alguns que são verdadeiras obras-primas da engenharia marinheira e que tornam infinitos sonhos e horizontes

Aviso aos navegantes e afins

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A Associação Brasileira de Velejadores de Cruzeiro, faz o lançamento dos principais eventos do seu calendário oficial, o Encontro Nacional, em sua 17ª edição, e o Cruzeiro Costa Leste, edição 2019. Não perca o rumo!

Cadê a água que estava aqui?

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O comandante eu não sei, mas os cunhos desse veleiro são de primeira linha

…deixando um pouco de si, levando um tanto de mim

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Não pedi licença para copiar e colar, mas sei que serei perdoado

Mastaréu, Mastaréus 

Por Valeria Mendes.

O que são essas tantas linhas verticais que parecem querer fazer uma ligação com as águas e o firmamento?
Estes são os mastros de alumínio fundido, em outra época eram de madeira, que povoam nosso céu, agora que estamos embarcados. Do pouco, aliás pouquíssimo, que conheço desta ciência de velejar, a principal função do mastro é suster a retranca, a cruzeta e o conjunto de velas. Ainda se presta para suporte de antenas, faróis e luzes de navegação. Não quero me ater à sua técnica sobre a qual certamente me sairia muito mal, desejo na verdade avaliar outras questões que podemos perceber.
Faço uma leve reflexão desse conjunto, casco, mastro, velas, que é uma paixão que nós temos, que nos aproxima da natureza, que nos envolve e protege e ao nos deslocarmos nos coloca em contato com as águas e o vento, além de nos dar uma bela aula de física, pois o deslocamento de um barco a vela se dá sob o mesmo conceito das asas de avião, o princípio de Bernoulli. Quando o barco navega o deslocamento se dá a partir de um conjunto de forças que o vento faz nas velas. Alia-se a estas forças uma outra, a resistência da água, que somadas permite assim o movimento de uma boa velejada. Aquela água batendo no casco, o marulhar produzindo pequenas ondas trata-se de mais um princípio físico, quem não se lembra de Newton com uma de suas leis “para toda ação existe uma reação igual e contrária”?
Os árabes e os fenícios que provavelmente foram os primeiros povos a utilizarem este tipo de embarcação à velas nos passaram esse legado, que vai sendo desenvolvido por séculos e séculos, e assim ainda é hoje bastante usado como meio de transporte e lazer, antes feito de modo empírico, hoje com muita tecnologia e diversos aparelhos que são aliados ao conhecimento humano.
Quando vemos um veleiro soltando suas amarras e se afastando do porto de origem seu mastreamento é a última coisa que vemos, lá vai ele a se locomover ao sabor do vento, vai voando nas asas brancas que são suas velas. Alguém partiu daqui, alguém chegará ao seu destino, deixando um pouco de si, levando um tanto de mim.

De volta ao batente

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Eh gente, passei uns dias sem dar o ar da graça por aqui, mas foi por uma boa causa, aliás, acho que posso até dizer que foram dias de férias. Pronto, achei a palavra certa: Férias. Recebemos um convite do comandante Flávio Alcides e da imediata Gerana, para embarcar e perambular pelo mar do Senhor do Bonfim, no catamarã Tranquilidade, e aceitamos de pronto. Porém, nem pense que contarei agora como foram esses dias maravilhosos navegando pela Baía de Todos os Santos, um lugar que amo de paixão, porque essa história contarei com muita calma e detalhes, pois agora tenho que preparar a postagem do anuncio dos ganhadores da segunda edição do concurso Meu Pôr do Sol no Diário do Avoante.   

Agora vou falar na crise

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A Azimut, empresa italiana fabricante de iates de luxo, chegou ao Brasil em 1992, numa parceria com uma empresa nacional que durou até 2010, quando faleceu o sócio brasileiro. A partir de 2010, o estaleiro italiano apostou no franco crescimento do mercado local e seguiu sozinho no negócio e hoje colhe os louros de sua empreitada, mesmo com a economia brasileira metida num emaranhado de tramas, traumas e salamaleques jamais imaginado por essas terras tupiniquins. Bem, em meio a essa tal de crise abrasileirada, os italianos estão acelerando as máquinas de seus palácios flutuante e etiquetando a preços que ultrapassam a casa dos 45 milhões de reais. Quer saber mais? Os gringos apostam que em 2017 venderão em torno de 45 embarcações. Agora vem o xis da questão e que sempre bato nessa tecla quando ouço proprietários de estaleiros brasileiros, produtores de veleiros, reclamando: Segundo o diretor da Azimut, a decisão de permanecer no Brasil não teve relação apenas na clientela potencial, mas principalmente na boa avaliação que o mundo náutico estrangeiro tem nas águas brasileiras, que é uma joia de valor inestimável, apesar dos problemas que temos com burocracia, licenciamento ambiental e obras de infraestrutura. Por que será que uns vislumbram a realização do sonho e outros se apegam apenas com os pesadelos? Fonte: Veja.com 

Duzentos pés de ousadia

ib1-800x374Isaac Burrough Design 60m Catamaran Aft Deck

Ousadia, futurismo, utopia, tudo cabe nos riscados das pranchetas dos designes nesses tempos de recordes sem limites. O que diriam os antigos navegadores se fossem apresentados a um barco construído parcialmente de vidro? No mínimo o projetista seria entregue aos inquisidores para serem queimados nas fogueiras. Mas não precisaríamos voltar tanto no tempo para ver projetos de veleiros envidraçados virando piada em rodadas de bate papo. – O que? – Veleiro de vidro? – Você está maluco! Pois é, vejo no site da Revista Náutica que o designer neozelandês Isaac Burrough, apresentou um projeto de um catamarã de 197 pés, com uma grande área envidraçada cobrindo todo o salão de popa. O veleiro terá espaço para 12 passageiros e 16 tripulantes, um mundão de gente, que se beneficiarão de um espaço de alto luxo com direito a academia de ginástica, cinema e piscina com borda infinita. Burrough afirma que o seu projeto não visa o desempenho, mas sim o luxo e o entretenimento dos passageiros. Se a ousadia vai sair do papel eu não sei, mas que é uma revolução nos conceitos, isso eu não tenho dúvidas. Fonte: site revista náutica.