Arquivo do mês: outubro 2012

Pense num movimento!

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Já que no post anterior falei na Paella, vou continuar no regime de engorda falando do café da Segunda-Feira. O café da segundona, como ele é mais conhecido entre os velejadores do Iate Clube do Natal, acontece há mais de três anos e foi uma ideia de Lucia e Dona Isolda para movimentar o dia em que o clube é parcialmente fechado. Começou pequeno e já na segunda semana foi de casa cheia com cada participante levando um pratinho de guloseima. Nesses dias em que o clube está cheio com velejadores visitantes, participantes da Fenat, o café tem sido bem mais movimentado e com mesa ainda mais farta. O da Segunda-Feira passada, 29/10, foi de lascar o cano. Em Natal é assim mesmo!

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Haja fôlego!

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Continua em ritmo acelerado o regime de engorda dos tripulantes dos veleiros visitantes que participaram da regata Fernando de Noronha/Natal. A turma não tem um só dia de descanso e já tem barco precisando de uma nova marcação da linha d’água. Haja fôlego! Ontem, Terça-Feira 30/10, a turma se reuniu em torno de uma deliciosa Paella para comemorar o aniversário de Madalena, tripulante do veleiro Swan Lake. Hoje, Quarta-Feira, tem mais festança prometida durante o tradicional encontro semanal de velejadores no Iate Clube do Natal.

Pense num acarajé arretado!

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Ir a Bahia e não comer ou experimentar o acarajé é a mesma coisa de não ter ido. Existem centenas de baianas vendendo acarajé nas ruas de Salvador e sempre tem aquela que faz o melhor de todos, pois gosto não se discute. Tem as famosas, as menos famosas e tem aquelas que, nem tanto e nem menos, fazem dos bolinhos crocantes de feijão fradinho uma verdadeira obra prima da culinária baiana. Uma dessas baianas arretadas nos meandros do dendê encontramos certo dia no bairro da Ribeira, por orientação de minha filha Amanda, e de lá para cá nunca mais deixamos de frenquentar seu tabuleiro. Sempre que estamos em Salvador degustar o acarajé de Dona Sônia é programa obrigatório, que se depender da vontade de Lucia é todo dia. Vai gostar de acarajé assim lá na Bahia! E foi lá que levamos o amigo Flávio Alcides, comandante do veleiro Tranquilidade, para virar freguês de carteirinha de Dona Sônia, que monta seu tabuleiro próximo ao Saveiro Iate Clube. Vá lá e confira!

Mais uma tartaruga para o Avoante

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Não preciso dizer que o Avoante, hoje em dia, é um barco lento. Digo hoje em dia, porque em outros tempos ele já foi metido a regateiro e até fez bonito nos pódios dos circuitos em que participou. Mas ai já se vão vários anos no costado e agora ele nos serve muito confortavelmente de “casa”. Temos um amigo que diz que ele é o segundo barco mais lento do Brasil. Será? Se é o segundo eu não sei, mas que ele já ganhou três Tartarugas Marinha isso é uma verdade verdadeira. A primeira foi na Refeno de 2008, a segunda foi na Fenat do mesmo ano e a terceira foi na Fenat deste 2012, em que chegamos novamente em penúltimo lugar e cheios de alegrias. O Avoante no pódio sempre é uma festa, pois Lucia não deixa barato esses momentos. Esse ano ela distribuiu vários apitos entre os amigos e quando anunciaram o troféu Tartaruga Marinha, foi um verdadeiro apitaço nas varandas do Iate Clube do Natal. Se o barulho incomodou eu não sei, mas foi muito bom receber mais uma vez o troféu de penúltimo lugar e receber todo o carinho dos amigos.

Brincando com tempestade

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Todo mundo que tem a náutica como sonho de vida já se imaginou um dia navegando até a ilha de Fernando de Noronha/PE. Mas nem todos têm a felicidade, ou será o pesadelo, de fazer isso a bordo do seu próprio barco ou como parte da tripulação de algum veleiro. Há vinte e quatro anos a Refeno consegue dar vida ao sonho de muita gente, fazendo da travessia Recife/Fernando de Noronha um verdadeiro laboratório para testar labirintos, coragens e determinações de novos aventureiros.

Muitos chegam à ilha, certos de que essa é a vida que pediram a Deus, mas outros desembarcam e nem olham para trás para saber onde ficou ancorado o barco. A carreira é grande! Apesar do prometido mar de almirante, que nem sempre está de serviço, essa travessia é um jogo com resultado incerto e sem empate. Mas essa é a vida no mar, onde tudo é tão incerto quanto lógico e o que faz a diferença e a nossa certeza de querer estar bem e se sentir feliz, não importando o restante.

Tem uma música que fala assim: “É impossível ir para o mar e não enfrentar tempestades…” Nessa Refeno de 2012 não enfrentamos nenhuma tempestade e nem os ventos estavam com essa bola toda, mas mesmo assim, de vez em quando, nuvens mais carregadas forçavam a diminuição de velas e até o recolhimento total. Nessas horas não adianta brigar com a natureza e nem puxar os cabelos, afinal, não estávamos ali para correr regata e sim curtir a vida, longe de terra e cercado de céu e mar. A Ilha estava em algum lugar ali na frente, bastava apenas seguir o rumo traçado.

Depois de 66 horas de velejada em um mar nem tão mexido, nem tão liso, chegamos a Fernando de Noronha na manhã da Terça-Feira, 16/10. O Avoante foi o último a cruzar a linha de chegada e, mesmo assim, utilizando a força do motor, o que me forçou a pedir a nossa desclassificação da regata. O problema foi com a adriça da vela genoa, cabo que suspende a vela de proa, que quebrou assim que cruzamos a Ponta da Sapata e aproávamos a linha de chegada. Ainda tentei seguir em frente apenas com a vela grande, mas o vento contra não permitiu a aproximação. Resultado: pedi a desclassificação e fiquei em paz com a consciência.

Mas Nelson, porque pedir a desclassificação já que ninguém tinha como comprovar se você cruzou a linha de chegada no motor e se você já era o último mesmo? Essa pergunta me foi feita algumas vezes e em todas respondi apenas com um: Pois é! Mas por dentro sentia minha alma soluçar de alegria. Para utilizar a bondade e principio da ética não é preciso ter ninguém a nos observar, basta apenas termos o coração e a consciência livres. Nada mais! Isso um dia me foi ensinado pelos meus pais Nelson Mattos e Iracema Mattos e nunca consegui fazer diferente.

Livre, leve e solto desembarquei na bela Ilha de Fernando de Noronha e sua teia indecifrável de leis e normas. A cada ano novas manias e itens vão sendo acrescentados ao já transloucado catálogo de diretrizes administrativas noronhense. Das nossas primeiras idas ao arquipélago até hoje muita coisa mudou e mudou para pior. Somente não mudou a falta de compromisso com um lugar tão lindo.

Ibama, Icmbio, ONGs, administração, ilhéus e turistas parecem viver um eterno casamento de tapas e beijos. Nada pode, tudo pode e ninguém sabe dizer se pode ou se não pode e o porquê tem que ser assim.

Até uns anos atrás Noronha não tinha quase nenhum carro trafegando em sua pequena BR de pouco mais de 7 quilômetros de extensão. Hoje existe uma frota bem maior do que muitas pequenas cidades do continente. O sistema de transporte coletivo hoje funciona apenas com dois pequenos e velhos ônibus, e na grande parte do dia apenas com um deles, pois sempre tem algum dos dois precisando de manutenção. A frota de taxi cobra sobre uma tabela maluca, em que uma corrida em linha reta se houver uma parada no caminho, por qualquer motivo, uma nova tarifa é acrescida. Reclamar a quem? Ao Bispo? Lá tem Bispo não, tem Padre.

A administração do Parque Ambiental foi entregue a uma empresa privada, na promessa de melhorias, que cobra uma taxa de R$ 60,00 para brasileiros e R$ 120,00 para os estrangeiros, não sei o porquê da discriminação, mas continuam cobrando a taxa de preservação de todos que entram no arquipélago num claro, e despercebido, sinal de bi-tarifação. Não sei dizer se a coisa está melhor ou pior nas trilhas do parque, pois não fui tentado a conferir o resultado. Mas pelos comentários a coisa anda meio capenga. Tomara que funcione! Mas também tomara que isso não venha a ser o embrião para uma já comentada, a boca pequena, privatização da ilha. Quem sabe?

Mas Fernando de Noronha é assim mesmo, coisas absurdas e desconexas e muita natureza esbanjando beleza e sem dar nenhuma bola para os aprendizes de feiticeiro. Um dia quem sabe a natureza faça um levante!

Nelson Mattos Filho/Velejador

Música da melhor qualidade em Fernando de Noronha

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Eu até já sabia que o nosso tripulante Edson Fernandes tocava violão e gostava de presentear os amigos com uma boa rodada de boa música, mas o que eu não sabia era que o cara era músico da melhor cepa e com um repertório de fazer inveja a muita gente boa. Quando ele disse que iria tocar um violãozinho para a gente a noite na varanda da casa de Carlinhos, em Fernando de Noronha, convidamos alguns amigos para a noitada, mas apenas uns poucos apareceram para assistir ao melhor show de boa música que teve em Noronha durante a Refeno. Edson convidou seu amigo de longas datas Ricardo, Icmbio, para lhe acompanhar na  suavidade de um pandeiro bem cadenciado. Foi um show que deixou todo mundo com um gosto de quero mais.

Fato intrigante

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Reconheço que não sou nenhum conhecedor de pássaros e para mim todo pássaro como esse da foto que habita a ilha de Fernando de Noronha é Atobá. Atobá ou não, o meu objetivo nesse post, além de mostrar esse belo voo, é dizer que sempre que volto a Ilha tenho notado que a população de aves tem diminuído. Será que é apenas minha falta de conhecimento em observar pássaros? E que pássaro é esse mesmo?