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Shì guànjūn

m122598_13-11-180624-pma-5008-7165E foi no pipocar dos fogos e no calor das fogueiras em homenagem a São João, o santo forrozeiro, que o mundo náutico conheceu o grande campeão da edição 2017/2018 da regata volta ao mundo, Volvo Ocean Race, e o campeão tem sangue chinês. Após uma briga acirrada, um vai não vai da mulesta dos cachorros, muitos anarriês, alavantús e balancês, entre os barcos Dongfeng, Mapfre e Brunel, a fita foi colocada no pescoço da tripulação do Dongfeng, para alegria do francês Charles Caudrelier, comandante em chefe da nau chinesa, que cravou seu nome panteão do olimpo.  A prova é a mais importante do iatismo mundial e leva barcos e tripulantes ao extremo da engenharia, da competência e da razão, ao desafiar os mais enigmáticos e perigosos recantos do oceanos. E viva os campeões! VIVA!!!!! 

 

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Acidente marca a VOR no mar da China

vestas-11th-hour-racing-compete-in-the-around-the-island-raceUm acidente no mar da China tirou a alegria da chegada da  quarta etapa da regata Volvo Ocean Race, em Hong Kong, na noite de sexta-feira, 18/01. O veleiro da equipe Vestas chocou-se com um barco de pesca, a 30 milhas da linha de chegada, causando a morte de um dos tripulantes do pesqueiro.

trafego-hong-kongA imagem ao lado mostra o movimento de embarcações no dia fatídico. Não é fácil cruzar a mais de 20 nós de velocidade, perpendicularmente, um pedaço de mar com um tráfego monstruoso de embarcações, que em sua maioria trabalha de forma artesanal e sem dar muito cabimento para regras de navegação. Quem já teve a oportunidade de navegar em áreas de pesca sabe que a coisa não é de brincadeira. Quem já participou da Refeno deve lembrar muito bem da bronca. Li alguns comentários nas redes sociais e me espantei com os julgamentos, muitos deles baseados nas teorias das regras de navegação e feitos por pessoas com pouca, ou nenhuma, afinidade com o cotidiano de uma embarcação, porém, o que mais me assustou foi ler comentários desairosos de navegantes experientes, como se no mar nada fosse além das certezas, das regras e dos feitiços malabarescos dos brinquedinhos modernosos. A VOR é uma prova que leva o homem e as embarcações ao limite do extremo e infelizmente em competições desse porte acontecem acidentes e muitos com vítimas fatais. Que venham as prevenções para as próximas etapas, mas o risco é uma constante.

Para anotar na agenda

A Volvo Ocean Race, a mais famosa das regatas de volta ao mundo e considerada a Formula 1 do iatismo mundial, já marcou a data de 18 de outubro de 2o17, na cidade de Alicante, Espanha, para a largada da edição 2017/2018. São 45 mil milhas pelos oceanos do mundo, oito meses de competição e mais uma vez a cidade catarinense de Itajaí será uma das 11 cidades sede. A regata acontece desde 1973 e na história dos seus pódios figura o brasileiro Torben Grael, campeão na edição 2008/2009 comandando o veleiro da equipe sueca Ericsson 4. Na edição de 2006, Torben também se fez presente comandando o barco brasileiro Brasil 1, mas devido a uma série de problemas, inclusive quebra do mastro no Oceano Índico, ficou na terceira colocação geral.

E a Volvo em?

Itajaí-Sld

Notícias que navegam em meio a um mar de certezas, boatos e afins, dão conta que a organização da regata volta ao mundo Volvo Ocean Race ainda não se decidiu qual a parada brasileira para a próxima edição da prova. Muita gente aposta que nada mudará e que a catarinense Itajaí será pela terceira vez a escolhida. Porém, correndo por fora e aliado a um exército de orixás, sob o comando do Senhor do Bonfim, a baiana Salvador apimenta o tacho de azeite e monta o tabuleiro na praça para receber a grande batalha da vela mundial. A prefeitura de Itajaí promete gorda contribuição ao evento e isso soa como música nos ouvidos atentos dos organizadores, falta agora escutar o ritmo dos tambores da Bahia. Para mim a Baía de Todos os Santos oferece as qualidades necessárias e é um palco natural para o evento, só falta subir as velas e aproar no rumo certo. 

Volvo Ocean Race com acarajé

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O Governo da Bahia anuncia que entrará no páreo para sediar a parada brasileira da Volvo Ocean Race 2017. Nas últimas edições da prova, a cidade de Itajaí/SC brilhou e fez uma das mais elogiadas festas para recepcionar os velejadores da volta ao mundo. Segundo o secretário de turismo baiano, a Bahia que já tem o maior carnaval do mundo, a lavagem do bonfim e outras festas populares, cumpre todos os requisitos para receber a Volvo Ocean Race e a Baía de Todos os Santos é o palco ideal para a prova. Segundo o secretário, a pretenção do governo é colocar a Bahia no mapa mundial dos esportes a vela. É bom lembrar que a Bahia já esteve presente no mapa em período bem recente e o antigo Centro Náutico da Bahia chegou a ser referência mundial, recebendo várias regatas internacionais, mas infelizmente, resolveu navegar em rumo contrário ao vento e ficou para trás. Mas isso são águas passadas. Para viabilizar o evento, o Governo do Estado fará parceria com a Prefeitura de Salvador. Vamos aguardar os próximos bordos. Fonte: Regata News

O jaibe chinês e a Volvo Ocean Race

A flotilha da regata Volvo Ocean Race chegou a cidade catarinense de Itajaí, numa disputa mais apertada do que ônibus em horário de pico. O veleiro Abu Dhabi, defendendo as cores das arabias, foi o primeiro a cruzar a linha de chegada no Brasil. O barco Mapfre, com o velejador brasileiro André Bochecha a bordo, ficou em segundo. Bochecha ainda foi presenteado pelo comandante Iker Martínez e cruzou a linha de chegada no comando do veleiro. Foram quase 19 dias de travessia entre a Nova Zelândia e o Brasil, em que teve o temível Cabo Horn como tira gosto, num percurso de 7 mil milhas náuticas. O velejador brasileiro falou na entrevista que apesar das dificuldades faria tudo outra vez e de tudo o que passou o pior foi um jaibe chinês, que de tão assutador ele jamais vai esquecer. Mais tem muita gente se perguntando o que danado é jaibe chinês? Fui pedir ajuda aos duendes da internet e encontrei no YouTube o vídeo acima, publicado no blog Vento e Som.

Volvo Ocean Race anuncia investigação independente

A organização da Volvo Ocean Race anuncia que contratou investigação independente para apurar o acidente com o veleiro do Team Vestas Wind, ocorrido no Oceano Índico ao bater contra uma ilha de arrecifes. A organização da regata planeja tornar público o resultado da investigação, que deve ocorrer entre em 27 de Fevereiro e 15 de Março de 2015 na etapa de Auckland. O Team Vestas Wind e os patrocinadores decidiram trabalhar em conjunto com os investigadores. Vem coisa por ai! Fonte: Náutica online