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Velejador faz casamento surpresa em Fernando de Noronha

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Muitos sonham em casar no mar, ou diante dele, e ter a relação sacramentada pelo comandante de um barco, que tem o poder para realizar um casamento quando uma embarcação deixa o porto até o retorno. Para isso o ato tem que ser registrado no diário de bordo e depois, ao chegar ao continente, oficializado por um juiz de paz. Foi assim que um tripulante do veleiro Lexus, participante da Refeno 2015, selou a união com a companheira. O noivo foi velejador José Eduardo Ornelas Priante, que preparou uma surpresa para a noiva Bianca Santos – que chegou a Fernando de Noronha de avião –,com o apoio da tripulação e do comandante do Lexus, Luís Gustavo Crescenzo. Desejamos muita paz e harmonia aos noivos. Fonte: G1 viver noronha.

Veleiro holandês apreendido com drogas em Fernando de Noronha

NORONHA

A Ilha de Fernando de Noronha foi palco no último final de semana, 02/08, de uma operação internacional, comandada pela Marinha do Brasil e Polícia Federal, de combate ao tráfico de drogas. O veleiro Rody, de bandeira holandesa, comandado pelo holandês Raymond Knobbe, 48 anos, que estava sendo monitorado pela Agência Nacional de Crimes da Grã-Bretanha (NCA), foi localizado ainda em alto mar pelo Navio Patrulha Macau e orientado para seguir para o Porto de Santo Antônio, na Ilha. Na revista a bordo, foram encontrados 11,5 quilos de cocaína escondida em um compartimento na popa. Agora o holandês vai pagar pelo crime, e os pecados, em uma prisão pernambucana. Infelizmente o mar do Brasil há muito faz parte da rota internacional do tráfico e cada vez mais veleiros são utilizados para esse fim.

Notícias da XXVII Refeno

MARCA NORONHA 2015O Cabanga Iate Clube de Pernambuco, lançou o Segundo Aviso de Regatas da XXVII Refeno, que larga dia 26 de Setembro do Marco Zero no Porto de Recife. A Refeno – Regata Recife/Fernando de Noronha, é uma das mais charmosas e instigantes prova do iatismo brasileiro e para esse ano 32 barcos já garantiram presença. Seguindo o que foi anunciado na edição passada pela coordenação da prova e Marinha do Brasil, as exigências estão mais extensas. Para quem pretende participar da prova é aconselhável ler com muita atenção o edital.

11. EXIGÊNCIAS DA MARINHA

11.1. Por se tratar de uma regata oceânica, todos os barcos devem estar de acordo com as exigências da Marinha do Brasil. Só serão aceitas embarcações classificadas como Mar Aberto. Solicitamos aos comandantes participantes observarem com a máxima atenção as exigências da NORMAM 03. (www.dpc.mar.mil.br ou www.mar.mil.br). 11.2. Estarão disponíveis em breve, no link Quadro de Avisos » Exigências, no site www.refeno.com.br, a lista de equipamentos e medicamentos exigidos pela Marinha do Brasil, bem como as flexibilizações e as exigências adotadas pela Capitania dos Portos de Pernambuco.

11.3. O nome da embarcação deverá estar pintado nas boias, coletes, pirotécnicos, botes e extintores.

11.4. Será exigida de todos os participantes a Licença de Estação Navio emitida pela ANATEL.

11.5. O seguinte tópico referente ao previsto no item 0437 da NORMAM 03/DPC está pendente de flexibilização pela Marinha do Brasil para as embarcações participantes da REFENO, classificadas para navegação Mar aberto, exclusivamente quando navegando acompanhadas por navio da Marinha do Brasil (MB), inclusive no regresso de Fernando de Noronha para o continente:

11.5.1. Rádio SSB desde que possua dois rádios VHF conforme 12.6.2.

11.6. Apesar da flexibilização acima, os itens a seguir serão exigidos para todos os barcos participantes:

11.6.1. Obrigatoriamente, cada embarcação deverá portar 02 aparelhos GPS, em condições de funcionamento.

11.6.2. Além do rádio VHF fixo será exigido a cada embarcação portar 01 VHF portátil, a prova d´água ou portar um case impermeável e em perfeitas condições de funcionamento.

11.6.3. Todas as embarcações deverão portar as seguintes cartas náuticas: 22000 (Atol das Rocas e Arquipélago Fernando de Noronha), 22100 (Do Cabo Calcanhar a Cabedelo), 22200 (De Cabedelo a Maceió), 21030 (De Fortaleza a Natal) e 52 (proximidades arquipélago Fernando de Noronha).

11.6.4. Será obrigatório a utilização dos coletes Classe I de acordo com a Normam 3/DPC.

11.6.5. Todas as embarcações deverão portar um equipamento EPIRB com seu certificado a bordo, devidamente registrado pela ANATEL.​

Abertas inscrições para a XXVII REFENO

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O Cabanga Iate Clube de Pernambuco, deu início no último dia 16 as inscrições para a 27ª REFENO, Regata Recife Fernando de Noronha, uma das mais tradicionais e concorridas provas do iatismo brasileiro. Onze veleiros já estão pré-inscritos para a prova que larga dia 26 de Setembro do Marco Zero, Porto do Recife, para percorrer as 300 milhas náuticas até a ilha maravilha. Saiba mais acessando o site XXVII REFENO, que faz parte do nosso BlogRoll.

Resultados da XXVI Refeno

REGULAR A comissão organizadora da XXVI Refeno anunciou o resultado das várias classes, em que teve o veleiro Camiranga, modelo Soto 65, como o grande campeão. Nós do Diário do Avoante, parabenizamos toda comissão organizadora e a todos que participaram dessa que é uma das mais belas e emocionantes regatas de oceano do Brasil. Solidarizamos com aqueles que por algum motivo não conseguiram completar a prova, em especial a tripulação do trimarã Nativo. Desejamos que as próximas edições sejam cada vez como mais sucesso. Como não podia deixar de ser: Parabenizamos a Marinha do Brasil pela missão sempre presente de atenção e salvaguarda ao navegante.

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Atiçando o sonho alheio

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A ilha de Fernando de Noronha/PE é mesmo uma pintura da natureza. Águas cristalina de um azul fora do comum; Geografia de origem vulcânica coberto por uma vegetação que lembra as agruras do sertão nordestino e tudo temperado por um Sol equatoriano de rachar a moleira dos desavisados. E é para lá que há 25 anos velejadores de todo o Brasil apontam a proa dos seus veleiros como participantes da Refeno – Regata Recife/Fernando de Noronha. A ilha maravilha está sempre pronta para uma pose a mais diante das lentes de fotógrafos ávidos por um detalhezinho esquecido na foto anterior e foi dai que me chegou essas imagens belíssimas, enviadas pelo amigo/velejador/aviador e violonista de mão cheia Tiago Menezes, comandante em chefe do veleiro baiano de nome instigante, Nimbus. Elas foram captadas lá das alturas de um ângulo incomum, como bem disse o Tiago, mais precisamente da cabine de comando de um moderníssimo e possante Boeing.

Fernando de Noronha e a Refeno – Parte 3

imageChegamos ao final do relato do velejador baiano Sérgio Netto contando uma boa parte da história da Refeno que em 2014 completa 26 anos. Quem um dia já participou dessa que é a maior e mais instigante regata de oceano do Brasil, deve ter se reconhecido em algum momento dessa história que dividi em três partes. Para quem ainda não teve a alegria de realizar o sonho da velejada até a Ilha de Fernando de Noronha, competindo numa Refeno, fica o convite para não adiar o sonho, pois a XXVI Refeno larga do Marco Zero, na cidade do Recife, dia 27/09. Mais uma vez agradeço ao amigo Sergio Netto por proporcionar aos leitores do Diário do Avoante essa bela narrativa.

FERNANDO DE NORONHA E AS REFENO

A velejada para Rocas durante a noite foi tranquila, em asa-de-pombo com a mestra no primeiro rizo, genoa parcialmente enrolada, vento aparente 10 a 12 nós, piloto automático. Fizemos 68 milhas em 10 horas e de manhã cedo pegamos a poita do Delícia, o veleiro Farr 38 no qual Zeca fazia o apoio à ilha, ψ=3°50,78’S λ=33°31’W. O pessoal do Ibama foi a bordo e nos levou para terra no bote deles. A entrada da barreta é com onda e difícil para um caíque pequeno. O pessoal do Bola 7 que chegou meia hora depois não teve a nossa simpatia para conquistar o pessoal do Ibama e não desembarcou. O fundeadouro é aberto, desconfortável, e nos avisaram que à tardinha chegam os pássaros e fazem o maior barulho. Às 15 horas deixamos a amarração e saímos em orça apertada para Natal, 140 milhas para SSW.

imageimage Atracamos no píer do Iate Clube de Natal no início da tarde do dia 2 de outubro, lavamos o barco com água doce e fomos para uma amarração. Muito simpática a recepção do clube para o visitante. Marcio e Claudinha desembarcaram e voltaram de avião para Salvador. Pedro havia desembarcado em Noronha.

imageDia seguinte era dia de eleição e passamos nos Correios para justificar a ausência eleitoral. Tínhamos alugado um bug ‘Selvagem’ e fomos para as praias do norte e as dunas de Genipabu.

No domingo dia 4 levantamos vela ao meio dia e seguimos 80 milhas para SSE, no contravento, até Cabedelo, onde nos esperava a tripulação do Cangaceiro, que levaram Vicka e Lizete para compras. O Pinauna estava molhando dentro pela gaiuta de proa e o inglês Ryan, dono de um estaleiro e do trimarã ‘Jeitinho’ atacou o problema. Este inglês diz que coisa difícil ele faz rápido, o impossível demora um pouco. Cabedelo, no estuário do Rio Paraíba, é um local bem protegido, bom para deixar o barco em caso de necessidade.

Dia 6 de outubro, quando o sol já havia passado o equador para fazer o verão do hemisfério sul há duas semanas, e o vento já havia rondado para nordeste, saímos a barra de Cabedelo às 10 horas, dobramos o Cabo Branco, no extremo oriental do Brasil, e a velejada para o sul-sudoeste ficou macia, com vento e corrente favoráveis. Mas à noite refrescou e deu trabalho; passamos direto por Recife chegando a Maceió dia 7 à tarde. São 200 milhas de João Pessoa a Maceió, e cheguei mole e resfriado. Vicka e Lizete desembarcaram e retornaram de avião para Salvador. Silvia pegou a Lena e a mim de carro e nos levou para jantar no Divina Gula.

Dia 8 Lena foi às compras para reabastecer o barco e eu fiquei a bordo descansando e me recuperando do resfriado. Dia 9 já estava bom e largamos ao amanhecer para o trecho final até Salvador, quase 300 milhas até o AIC, que fizemos em pouco mais de 48 horas. Este trecho com só duas pessoas a bordo foi um passeio, com pouca vela, sem pressa, curtindo o finalzinho das três semanas de férias. Navegamos bem longe de terra para não ter que nos preocupar com barcos de pesca sobre a plataforma continental. Quando acordei pela manhã do dia 10 vasculhei o horizonte de binóculo e vi um veleiro vindo pela popa, bem na nossa esteira, só com vela mestra e motor. Chamei no rádio mas ele não respondeu. O vento estava fraquíssimo e ele logo nos alcançou quando tomávamos o café da manhã no cockpit. Era o Suzy Dear, com Serginho Bittencourt, Thales Magno Baptista e mais dois tripulantes. Eles desligaram o motor e fomos derivando juntos, Serginho fazendo a maior festa. Fizeram fotos e já estavam com planos de abordar o Pinauna quando chegou um ventinho e começamos a nos afastar. Eles abriram a genoa mas naquele ventinho fraco o Pinauna foi orçando mais e deixando o Swan pesadão mais arribado para trás, de forma que em uma hora não nos víamos mais. Esse povo tem mania de viajar vendo terra, o que é um problema a ser tratado no psicólogo. Viajar longe de terra é mais seguro, mais confortável, fora das rotas de tráfego, você pode dormir à vontade e se chegar um temporal tem espaço suficiente para correr com o tempo até que ele passe.

Chegamos no AIC no domingo dia 11 de outubro pela manhã e Vicka, Liz e Pedro Bocca foram nos buscar, já com o filme da regata editado, com trilha sonora e tudo.

Daí levei quatro anos sem voltar a Noronha. Quando o Banorte deixou de ser o patrocinador oficial, pouco antes de quebrar, a regata passou a se chamar REFENO mantendo a numeração desde a organização primeira de Maurício em 1986. Continuar lendo