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Previsões para a REFENO 2016

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A Refeno, Regata Recife/Fernando de Noronha, que larga dia 24/09 do Marco Zero, no Porto do Recife, tem previsão para ser realizada em mar de almirante e ventos em torno dos 15 nós. Se as previsões se confirmarem, será uma maravilha para a flotilha e os tripulantes terão uma das melhores velejadas de suas vidas, tendo como prêmio maior a chegada ao mais belo paraíso brasileiro. Nos últimos anos, mar agitado e ventos fortes trouxeram desassossego a flotilha, mas nem por isso conseguiram tirar o brilho da competição. A Refeno é a principal regata oceânica do iatismo brasileiro é um sonho a ser realizado por todo velejador. Durante o decorrer dessa semana o Cabanga Iate Clube de Pernambuco, clube promotor do evento, realiza intensa programação para participantes e convidados, com palestras, shows, jantar de confraternização e muita diversão. Uma das atrações dessa edição será a participação, como Nau de apoio da Marinha do Brasil, do Navio Veleiro Cisne Branco, um dos mais lindos veleiros do mundo, que mais uma vez marca presença na regata. Quem estivem em Recife, ou cidades próximas, um excelente programa é acompanhar a largada da Praça do Marco Zero, onde são armadas arquibancadas, bares e restaurantes. A Refeno é uma festa bonita e inesquecível!

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Contagem regressiva para a Refeno 2015

IMG_0048MARCA NORONHA 2015Começou a contagem regressiva para a XXVII REFENO – Regata Recife/Fernando de Noronha, que larga dia 26 de Setembro do Marco Zero no Porto do Recife. A Refeno é uma das mais charmosas e desejadas provas do iatismo brasileiro e esse ano conta com 46 embarcações inscritas até o momento. Alguns hão dizer que não é um número que demonstre a média histórica de participantes da regata, porém, digo que já participei de edições bem menores e mesmo assim a prova não deixou de ser sucesso. As causas da baixa frequência em 2015 podem ser creditadas a vários fatores e estes navegam faceiros, tanto pelo grande mar de lama politiqueiro que atola os índices da economia brasileira, quanto ao zelo da Marinha do Brasil em não mais flexibilizar as normas de segurança, salvatagem e tráfego das embarcações envolvidas. As apostas e as análises são muitas e todos se dizem cobertos de razão. Mas vou confessar um segredo: Estou alinhado com a decisão da Marinha, porque, quando o bicho pega lá fora, é a ela que todos levantam o braço para pedir ajuda ou apontar o dedão para crucificar.

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E por falar na Marinha do Brasil: Como na edição 2015 da Refeno todos os barcos estarão quase 100% armados para navegação oceânica – se não estou enganado, a única flexibilização é o rádio SSB, recebi a informação que apenas um Navio Patrulha acompanhará a flotilha e este retornará a Base Naval de Natal na sexta-feira, 02/10. Por causa do retorno do NaPa a Regata Fernando de Noronha/Natal, organizada pelo Iate Clube do Natal, que tradicionalmente larga no Sábado, será antecipada para a Sexta-Feira, 02 de Outubro.

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Voltando o bordo para a Refeno: O Cabanga Iate Clube de Pernambuco, divulgou fotos e um filme para orientar os comandantes no canal de acesso ao clube, que a cada ano se torna mais assoreado. A foto é o filme foram feitos em maré  -0,1 e dão uma dimensão do problema a ser enfrentado pelos mais afoitos.  A recomendação é que, após adentrar o Porto do Recife, os comandantes entrem em contato com o Cabanga, via canal 9 do VHF, e fiquem aguardando ao largo do Pernambuco Iate Clube (PIC) o barco de apoio do clube. O acesso ao canal do Cabanga deve ser feito apenas na preamar. Vale destacar que as primeiras embarcações que chegarem ao clube terão serviços de água e energia elétricaque em Recife é 220 volts.

Abertas inscrições para a XXVII REFENO

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O Cabanga Iate Clube de Pernambuco, deu início no último dia 16 as inscrições para a 27ª REFENO, Regata Recife Fernando de Noronha, uma das mais tradicionais e concorridas provas do iatismo brasileiro. Onze veleiros já estão pré-inscritos para a prova que larga dia 26 de Setembro do Marco Zero, Porto do Recife, para percorrer as 300 milhas náuticas até a ilha maravilha. Saiba mais acessando o site XXVII REFENO, que faz parte do nosso BlogRoll.

Resultados da XXVI Refeno

REGULAR A comissão organizadora da XXVI Refeno anunciou o resultado das várias classes, em que teve o veleiro Camiranga, modelo Soto 65, como o grande campeão. Nós do Diário do Avoante, parabenizamos toda comissão organizadora e a todos que participaram dessa que é uma das mais belas e emocionantes regatas de oceano do Brasil. Solidarizamos com aqueles que por algum motivo não conseguiram completar a prova, em especial a tripulação do trimarã Nativo. Desejamos que as próximas edições sejam cada vez como mais sucesso. Como não podia deixar de ser: Parabenizamos a Marinha do Brasil pela missão sempre presente de atenção e salvaguarda ao navegante.

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XXVI Refeno larga nesse Sábado

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A Refeno, regata Recife/Fernando de Noronha, que comemora a sua XXVI edição, larga amanhã, 27/09, do Marco Zero na cidade do Recife, com previsão meteorológica, segundo o Cptec/Inpe, de mar em agitação moderada e ventos na casa de 14 nós na direção ESE. Se confirmada a previsão, não é uma condição das mais confortáveis para se chegar ao paraíso de Fernando de Noronha, mas também não deve trazer grandes preocupações para os comandantes e seus tripulantes, porém, vai exigir um pouco mais de atenção, segurança e planejamento nas ações a bordo. Como em anos anteriores, a Marinha do Brasil estará presente acompanhando a flotilha com dois navios patrulha e seus oficiais em alerta máximo para o auxílio imediato aos participantes da prova. A Refeno é uma das mais importantes competições do iatismo brasileiro e reúne anualmente uma média de 80 embarcações. A prova oceânica é uma realização do Cabanga Iate Clube. O Avoante já marcou presença em várias edições, mas esse ano ficaremos apenas na torcida e atentos em tudo o que acontece através do site Refeno.com.br, que trará notícias em tempo real, como também o deslocamento de cada veleiro durante a travessia. Veja abaixo o quadro de ondas e ventos previstos, copiado do cptec/inpe:         

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Fernando de Noronha

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Regata do descobrimento 2000. Diário de bordo do navegador – I

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Essa é a tripulação do veleiro Arribasaia que vai ficar com a gente por três capítulos em mais uma história do velejador e índio Kiriri Sérgio Netto (Pinauna). Dessa vez o cacique Kiriri conta como foi a travessia do Arribasaia participante da flotilha da regata comemorativa os 500 anos do descobrimento do Brasil, acontecida em 2000. Mais uma vez Sérgio Netto nos presenteia com um relato maravilhoso, informativo e cheio de graça. Vamos ao mar!

 

REGATA DO DESCOBRIMENTO 2000. DIÁRIO DE BORDO DO NAVEGADOR

                  Sérgio Netto

Na virada do século, dentre as festividades governamentais para celebrar os 500 anos do ‘descobrimento do Brasil’ foi feita uma convocação aos velejadores para uma regata-passeio que recongraçasse a viagem de Cabral de Lisboa à Bahia. Meu amigo Felipão se propos a comprar um barco novo na Europa se eu topasse participar com ele da empreitada. E assim ficou combinado no final de 1998.

Dia 21 de fevereiro de 2000 embarquei com Felipe, Rose e Nobbi num voo para Lisboa. Na chegada Felipe alugou uma van Seat de 5 lugares e fomos direto ver o Arribasaia na marina em Cascais. Felipe então lembrou que havia esquecido o tabuleiro de gamão no avião. Retornamos nos ‘perdidos e esquecidos’ e após meia hora de burocracia recuperamos o tabuleiro. O Arriba estava com sujeira na linha d’água. Nos alojamos num apartamento que Felipão alugara em Cascais. Dia 22 saimos para velejar com vento de 30 nós, uma saidinha de 10 milhas da marina. Dia 23 Felipe foi cedo para trabalhar em Londres, Rose saiu com Alzirinha e eu fui com Nobbi subir o Arribasaia no trevel-lift para limpar e dar nova venenosa. Dia 24 fomos de carro a Lisboa para analisar a raia de largada no rio Tejo: deixa a pedra grande do forte por boreste e cruza o rio para margem esquerda, do sul. É fácil, entra navio. Fomos ao shopping onde comprei roupa de tempo, impermeável de goritex, pull over polartec que deixa transpirar e não esfria, e ceroulas de lã. Também fizemos mercado para preparar jantar em casa. À noitinha pegamos Felipe no aeroporto, Rose e Nobbi fizeram o jantar e Felipe e eu começamos o infindável torneio de gamão que durou toda a travessia.

clip_image002Dia 25 fomos à APORVELA, entidade orgnizadora da regata e conversamos com o Cmdte. Canelas Cardoso. Compramos furadeira, multiteste e conectores; também cartas náuticas e almanaque náutico. Dia 26 limpamos e arrumamos o barco, fazendo uma lista do material que faltava. Dia 27 saimos para velejar com Enio Silva, filho de Tia Zete, prima de pai. Fomos até a entrada do Tejo. À noite baixamos da internet um programa de previsão de maré. Continuar lendo

Fernando de Noronha e a Refeno – Parte 2

imageJá que os clarins silenciaram e os pierrôs e as colombinas abandonaram as fantasias, vamos a segunda parte da história Fernando de Noronha e as Refeno, escrita pelo velejador baiano Sérgio Netto. Se você não leu a primeira parte clique AQUI.

FERNANDO DE NORONHA E AS REFENO

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Em 1986 o pernambucano Maurício Castro, professor universitário, perito em navegação astronômica e proprietário do veleiro Brasília 27, o Quarta-Feira 17, juntou um grupo de velejadores do Recife Iate Clube e organizou uma regata para logo após o equinócio da primavera, quando predomina o vento leste-sudeste, as águas quentes da ilha estão absolutamente límpidas e transparentes e começa o período da estiagem, que vai de setembro a janeiro. Aqui da Bahia foi o Avoante, premiado com o troféu de melhor navegador para Thales Magno Batista. O Mauricio Castro dava um bônus de 5% no rating para quem se comprometesse a não usar qualquer eletrônica para navegação.

Em 1987 o evento se repetiu e eu fui com Lucia Botelho no Pasárgada, o Bruce Farr 40 de Tony Pacífico que deveria embarcar em Recife, mas coitado, devido a compromissos profissionais de ultima hora acabou não indo; mandou o velho Ernani ‘Coca’ Simões que embarcou em Recife para correr a regata e levar o barco de volta para o Rio. Noronha neste tempo não tinha um mínimo de estrutura para o visitante, e nos limitamos a visitar a pé as praias próximas ao porto de Santo Antonio e a mergulhar nos destroços do vapor Eliane Statatus que se espalham por 50m bem na entrada do porto, sendo que parte da caldeira aflorava na maré baixa. Agora tem uma bóia no local. A possibilidade de abastecer o barco para a volta era muito precária, não havia disponibilidade de água, frutas nem as facilidades de um mercadinho. E a velejada de ida e volta a Noronha com uma estadia de dois dias no porto significa estocar o barco para uma semana! Na volta, lá pelas 23 horas do segundo dia de navegação, a uma hora de distância do porto em Recife, Coca chamou Olinda Rádio no VHF (naquele tempo não existia telefone celular) e pediu uma ligação telefônica para Linéa, no Rio de Janeiro. O comandante da Lady Laura, a super lancha do cantor Roberto Carlos ancorada no Rio Capibaribe, se meteu na conversa no canal 25 e convidou o amigo Coca a atracar a contrabordo, ele ia providenciar um jantar. O Pasárgada ficou pequeno junto da Lady Laura, que dispunha de uma cozinha enorme com câmara frigorífica abastecida, e o jantar foi servido numa mesa com oito cadeiras no salão principal.

Nesta 2ª regata Recife-Noronha foi um grupo razoável de veleiros do Rio e de São Paulo pastoreados pelo Nilson Campos do Ana C e em Noronha houve desentendimentos entre os cariocas e os pernambucanos, sendo que estes acabaram por se desentender entre si. O Maurício Castro se aborreceu com o acontecido e em consequência foi velejar no Caribe em 1988 descontinuando o programa de regatas. Continuar lendo