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Marinha do Brasil resgata nove tripulantes de naufrágio

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O Navio-patrulha Guaíba, sediado na Base Naval de Natal, resgatou na madrugada desta sexta-feira, 14, nove tripulantes da embarcação Navegantes, que naufragou a 80 milhas da costa paraibana. O Navegantes saiu do Porto do Recife, com dez tripulantes a bordo, fazendo o transporte de mercadorias para o arquipélago de Fernando de Noronha, quando foi surpreendido pelo mau tempo,  que castiga o litoral do Nordeste há mais de 48 horas, e emborcou. Um tripulante está desaparecido e a Marinha do Brasil enviou o Navio-patrulha Macau para vasculhar a área. Segundo o comandante do Navegantes, o tripulante desaparecido foi o último a pular do barco e quando o fez, a balsa salva-vidas, em que eles estavam, já estava distante e eles não conseguiram alcançá-lo. Fonte G1/RN  

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Aviso aos navegantes

area_sarA Marinha do Brasil  informa que duas embarcações estão desaparecidas entre o Rio Grande do Norte e Ceará, para isso pede que os navegantes  mantenham alerta máximo.

SAR 0087/17
NORTE DE BARROQUINHA CARTA 21700 (INT 2110) LUNA E IJOSHUA DESAPARECIDA 3 TRIPULANTES A BORDO ULTIMA POSICAO EM 02-35.17S 041-22.37W EM 04 JUL 17 SOLICITA-SE AOS NAVEGANTES DA AREA PROCURAR, AVISTAR, ASSITIR E INFORMAR

SAR 0086/17
NORTE DA PONTA CAICARAS CARTA 21900 (INT 2112) JANGADA DESAPARECIDA 02 TRIPULANTES A BORDO ULTIMA POSICAO EM 04-43.13S 035-58.37W EM 03 JUL 17 SOLICITA-SE AOS NAVEGANTES DA AREA PROCURAR, AVISTAR, ASSITIR E INFORMAR

Tripulação resgatada do veleiro Toumai já chegou ao Uruguai

O velejador baiano Haroldo Quadros, cabra bom da peste, enviou mensagem dando notícias dos tripulantes, dois adultos e duas crianças, do veleiro Toumai, encontrado a deriva a 500 milhas da costa do Rio Grande do Norte. O veleiro foi rebocado por um barco atuneiro até o porto do município salineiro de Areia Branca/RN. O navio Noni, que resgatou a família, já chegou ao Uruguai. O texto está em espanhol.

El granelero participante Amver rescató a 4 personas de un velero en problemas a unas 500 millas de la costa de Brasil el domingo 22 de enero de 2017. Se trata de una familia francesa integrada por dos adultos y dos menores.
La tripulación del Noni escuchó una emisión de radio mayday y notificó al personal de rescate en Brasil y al  centro de Amver. Según el informe desde el Noni, un velero reportaba una falla y el buque  se estaba inundando. La tripulación del Noni estaba a sólo dos millas de distancia y cambió de rumbo para prestar asistencia al velero discapacitado.
Dos horas después de recibir la llamada de socorro, la tripulación de la nave con bandera de Marshall Island estaba a salvo junto al velero y alzaba a los cuatro supervivientes a bordo del buque. Los integrantes del velero llegaron a estar dos días sin motor a la deriva en el Océano Atlántico.
Los supervivientes no estaban lesionados y habían estado en un viaje desde Dakar, Senegal a Brasil cuando reportaron un fallo de motor y agua entrando en el barco. Los supervivientes llegan ayer 31 de enero al puerto de Nueva Palmira.
La llegada de los cuatro náufragos a Nueva Palmira se da porque era el primer puerto que tenía previsto arribar el buque. Hoy tocaban tierra, fuentes consultadas informaron a Carmelo Portal que los mismos tienen pasaporte y van a ingresar al país como pasajeros. Desde ayer intentamos comunicarnos con la Embajada de Francia en Montevideo, pero nadie devolvió la llamada

Cadê você homem do mar?

toinho-doido-4_thumbA segunda-feira amanheceu com uma notícia apreensiva e que demonstra mais uma vez a grandeza e as incertezas que rondam o homem do mar. O SALVAMAR NORDESTE está a procura dos tripulantes e uma lancha que saiu do Iate Clube do Natal na última quinta-feira, 05/01, com dois tripulantes a bordo, o comandante Max e o seu mais fiel escudeiro no mar, o pescador Toinho Doido. Torço que mais uma vez Iemanjá dê a mão a esses homens e os traga de volta ao convívio dos seus. Em 2012, Toinho e Max já tiveram frente a frente com a Janaína, escutaram seu canto encantado e retornaram para contar o conto, o que fez aumentar ainda mais minha estima e respeito pelo grande Toinho Doido, e que, na época, escrevi o texto abaixo e que foi publicado aqui e no Jornal Tribuna do Norte, na coluna Diário do Avoante. Grandes Toinho e Max, espero revê-los para mais uma vez escutar os relatos de mais uma peleja.

O HOMEM DO MAR

Não sei se é o mar que muda as pessoas ou se são as pessoas que mudam quando vão para o mar.

A bordo já vi homens rudes e com a experiência de mil marinheiros, com a cabeça baixa e o ego ferido, a espera de uma simples palavra de incentivo ou uma mão estendida. Logo em seguida, já em terra e com a moral restabelecida, saírem contando gloriosas histórias de heroísmo. Pessoas assim nada mudam e dificilmente um dia mudaram.

O homem do mar é humilde, reconhece suas deficiências e sabe estender a mão a quem precisa. Para ele nada é mais importante do que a alegria de ajudar o próximo, principalmente àqueles que vêm do mar.

Toinho, que a gente aprendeu a chamar de Toinho doido, mas que na verdade não tem nada de doido, é um desses homens do mar que tem a humildade acima de tudo e que tem a vida náutica tão cheia de casos que fica até difícil saber qual a melhor para contar.

Uma boa de Toinho doido, apesar de ter sido um grande susto, foi quando ele, numa Sexta-Feira Santa, saiu para pescar com um amigo, num barquinho de borracha e fora da barra, e o barco afundou.

No dia da pescaria ele falou para a Mãe que iria pescar e ela alertou: “Logo hoje, Sexta-Feira Santa?” Ele não deu ouvido e foi para o clube. O barco realmente não era apropriado para a tal pescaria e ainda tinha um agravante que eles tentaram resolver com uma gambiarra. O bicho estava descolando!

Resolvido o “pequeno” problema eles colocaram os apetrechos a bordo e se mandaram para o mar. Ao chegar ao ponto programado notaram que o barco estava afundando. – E agora? Só deu tempo de juntar as varas, os coletes, uma caixa de isopor e cair na água. E lá foram tentar a sorte da vida diante da imensidão do mar e com a noite já se aproximando.

A cidade do Natal foi ficando para trás e as luzes da praia de Santa Rita e Genipabu começaram a aparecer. A correnteza forçou a deriva deles para o banco de pedras da costa, o que seria o fim, e num respingo de sorte, o mar os levou de volta. Nesse momento o amigo de Toinho falou: “Acho que vamos morrer!” Ele respondeu: “Também acho!”

Peixes, que segundo Toinho eram tubarões, roçavam suas pernas. O frio, a fome e a sede apertavam o cerco, e em terra, os amigos do clube estavam em pavorosa, já que o barco tinha sido encontrado boiando submerso e sem nenhum sinal dos ocupantes.

Na longa noite escura, novas luzes foram avistadas, e pela experiência do nosso amigo, eram da praia de Barra do Rio. Novamente o mar empurrava para a praia e novamente as pedras surgiram como uma grande ameaça a vida. Sem forças e sem esperanças eles relaxaram e deixaram o mar decidir. Depois de onze horas de sufoco eles conseguiram chegar à praia totalmente desidratados.

A partir daí começou a resenha que a cada dia ele foi acrescentando mais contos e pontos, mas nunca com aquele ar de quem sabe tudo, ou de quem escapou pelo simples motivo que ele é o cara. Toinho chegou em terra com a mesma humildade de sempre e reconhecendo que o mar é grande e merece respeito.

Seu relato vem envolvido no manto da inocência dos homens de bem e que reconhece a vida como um presente de Deus. Afrontar o mar numa Sexta-Feira da Paixão para ele foi um erro que nunca mais pretende repetir. No seu relato não encontramos nenhum sinal de heroísmo e muito menos de egos envaidecidos. Encontramos sim, sensatez e a certeza de estar diante de um homem do mar, conhecedor dos seus mistérios, mas também um eterno aprendiz. Gosto muito de conversar com esse homem franzino e forjado nas águas salgadas do oceano, apenas para ter a certeza de que não sei quase nada do mar.

Uma vez estávamos conversando e ele perguntou se eu achava que um certo senhor era um homem do mar. Eu perguntei o porque daquela pergunta e ele disse: “Homem do mar não age como ele, pois o verdadeiro homem do mar é humilde”.

A partir daquele dia sempre que converso com alguém que se diz do mar, me lembro das palavras de Toinho Doido e vejo o quanto ele tem razão.

Nelson Mattos Filho/Velejador – Set/2012

Mergulhadores encontram lancha naufragada na Laje de Santos

whatsapp_image_2016-12-21_at_21.27.09Pesquei no site G1 – Santos e Região, a notícia de que mergulhadores que se aventuravam nas águas do Parque Estadual Marinho Laje de Santos, que fica aproximadamente 20 milhas da costa, uma embarcação que havia naufragado há poucos dias. A região que é um santuário marinho atrai regularmente amantes da pesca e do mergulho. A embarcação foi descoberta pelo mergulhador Fabio Lopes Travaglini, que ao avistar uma linha de pesca vindo do fundo mar, seguiu por ela pensando ser mais um lixo ao qual pretendia recolher e para sua surpresa, deparou-se com a embarcação naufragada. “Tenho bastante consciência ecológica e fui recolhendo a linha que estava toda espalhada. Fui puxando e cheguei no motor de um barco. Achei interessante, mas quando olhei para cima vi um barco de pé, na vertical, a cerca de 14 metros de profundidade, que até então não havia notado”, disse Travaglini ao G1. Segundo a Marinha do Brasil, a principio o naufrágio da lancha Margarida IV, que estava com dois tripulantes a bordo, e que foram resgatados no dia do acidente sem maiores consequências, não oferece risco de poluição hídrica, porém, será aberto um inquérito administrativo para apurar responsabilidades.    

Nota

Acabo de receber a informação que o catamarã alagoano Dom Diego, que estava desaparecido no mar entre a Bahia e Rio de Janeiro, com dois tripulantes a bordo, um deles, meu caro amigo Roberto Buenos Ayres, um velejador arretado que … Continuar lendo

Aviso aos navegantes – Embarcação desaparecida

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 A flotilha alagoana de vela de oceano informa que um de seus maiores nomes, o velejador Roberto Buenos Ayres, está desaparecido no mar. Roberto, um grande amigo, estava a bordo do catamarã Dom Diego, na imagem, e o último contato foi quando deixava a Barra de Salvador, às 19 horas do dia 23/11, informando que pretendia fazer uma escala em Vitória/ES antes de rumar para o Rio de Janeiro. Quem tiver alguma informação ligar para o Plinius Buenos Ayres, Cel.82 98849 6950 .