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Tripulação resgatada do veleiro Toumai já chegou ao Uruguai

O velejador baiano Haroldo Quadros, cabra bom da peste, enviou mensagem dando notícias dos tripulantes, dois adultos e duas crianças, do veleiro Toumai, encontrado a deriva a 500 milhas da costa do Rio Grande do Norte. O veleiro foi rebocado por um barco atuneiro até o porto do município salineiro de Areia Branca/RN. O navio Noni, que resgatou a família, já chegou ao Uruguai. O texto está em espanhol.

El granelero participante Amver rescató a 4 personas de un velero en problemas a unas 500 millas de la costa de Brasil el domingo 22 de enero de 2017. Se trata de una familia francesa integrada por dos adultos y dos menores.
La tripulación del Noni escuchó una emisión de radio mayday y notificó al personal de rescate en Brasil y al  centro de Amver. Según el informe desde el Noni, un velero reportaba una falla y el buque  se estaba inundando. La tripulación del Noni estaba a sólo dos millas de distancia y cambió de rumbo para prestar asistencia al velero discapacitado.
Dos horas después de recibir la llamada de socorro, la tripulación de la nave con bandera de Marshall Island estaba a salvo junto al velero y alzaba a los cuatro supervivientes a bordo del buque. Los integrantes del velero llegaron a estar dos días sin motor a la deriva en el Océano Atlántico.
Los supervivientes no estaban lesionados y habían estado en un viaje desde Dakar, Senegal a Brasil cuando reportaron un fallo de motor y agua entrando en el barco. Los supervivientes llegan ayer 31 de enero al puerto de Nueva Palmira.
La llegada de los cuatro náufragos a Nueva Palmira se da porque era el primer puerto que tenía previsto arribar el buque. Hoy tocaban tierra, fuentes consultadas informaron a Carmelo Portal que los mismos tienen pasaporte y van a ingresar al país como pasajeros. Desde ayer intentamos comunicarnos con la Embajada de Francia en Montevideo, pero nadie devolvió la llamada

Cadê você homem do mar?

toinho-doido-4_thumbA segunda-feira amanheceu com uma notícia apreensiva e que demonstra mais uma vez a grandeza e as incertezas que rondam o homem do mar. O SALVAMAR NORDESTE está a procura dos tripulantes e uma lancha que saiu do Iate Clube do Natal na última quinta-feira, 05/01, com dois tripulantes a bordo, o comandante Max e o seu mais fiel escudeiro no mar, o pescador Toinho Doido. Torço que mais uma vez Iemanjá dê a mão a esses homens e os traga de volta ao convívio dos seus. Em 2012, Toinho e Max já tiveram frente a frente com a Janaína, escutaram seu canto encantado e retornaram para contar o conto, o que fez aumentar ainda mais minha estima e respeito pelo grande Toinho Doido, e que, na época, escrevi o texto abaixo e que foi publicado aqui e no Jornal Tribuna do Norte, na coluna Diário do Avoante. Grandes Toinho e Max, espero revê-los para mais uma vez escutar os relatos de mais uma peleja.

O HOMEM DO MAR

Não sei se é o mar que muda as pessoas ou se são as pessoas que mudam quando vão para o mar.

A bordo já vi homens rudes e com a experiência de mil marinheiros, com a cabeça baixa e o ego ferido, a espera de uma simples palavra de incentivo ou uma mão estendida. Logo em seguida, já em terra e com a moral restabelecida, saírem contando gloriosas histórias de heroísmo. Pessoas assim nada mudam e dificilmente um dia mudaram.

O homem do mar é humilde, reconhece suas deficiências e sabe estender a mão a quem precisa. Para ele nada é mais importante do que a alegria de ajudar o próximo, principalmente àqueles que vêm do mar.

Toinho, que a gente aprendeu a chamar de Toinho doido, mas que na verdade não tem nada de doido, é um desses homens do mar que tem a humildade acima de tudo e que tem a vida náutica tão cheia de casos que fica até difícil saber qual a melhor para contar.

Uma boa de Toinho doido, apesar de ter sido um grande susto, foi quando ele, numa Sexta-Feira Santa, saiu para pescar com um amigo, num barquinho de borracha e fora da barra, e o barco afundou.

No dia da pescaria ele falou para a Mãe que iria pescar e ela alertou: “Logo hoje, Sexta-Feira Santa?” Ele não deu ouvido e foi para o clube. O barco realmente não era apropriado para a tal pescaria e ainda tinha um agravante que eles tentaram resolver com uma gambiarra. O bicho estava descolando!

Resolvido o “pequeno” problema eles colocaram os apetrechos a bordo e se mandaram para o mar. Ao chegar ao ponto programado notaram que o barco estava afundando. – E agora? Só deu tempo de juntar as varas, os coletes, uma caixa de isopor e cair na água. E lá foram tentar a sorte da vida diante da imensidão do mar e com a noite já se aproximando.

A cidade do Natal foi ficando para trás e as luzes da praia de Santa Rita e Genipabu começaram a aparecer. A correnteza forçou a deriva deles para o banco de pedras da costa, o que seria o fim, e num respingo de sorte, o mar os levou de volta. Nesse momento o amigo de Toinho falou: “Acho que vamos morrer!” Ele respondeu: “Também acho!”

Peixes, que segundo Toinho eram tubarões, roçavam suas pernas. O frio, a fome e a sede apertavam o cerco, e em terra, os amigos do clube estavam em pavorosa, já que o barco tinha sido encontrado boiando submerso e sem nenhum sinal dos ocupantes.

Na longa noite escura, novas luzes foram avistadas, e pela experiência do nosso amigo, eram da praia de Barra do Rio. Novamente o mar empurrava para a praia e novamente as pedras surgiram como uma grande ameaça a vida. Sem forças e sem esperanças eles relaxaram e deixaram o mar decidir. Depois de onze horas de sufoco eles conseguiram chegar à praia totalmente desidratados.

A partir daí começou a resenha que a cada dia ele foi acrescentando mais contos e pontos, mas nunca com aquele ar de quem sabe tudo, ou de quem escapou pelo simples motivo que ele é o cara. Toinho chegou em terra com a mesma humildade de sempre e reconhecendo que o mar é grande e merece respeito.

Seu relato vem envolvido no manto da inocência dos homens de bem e que reconhece a vida como um presente de Deus. Afrontar o mar numa Sexta-Feira da Paixão para ele foi um erro que nunca mais pretende repetir. No seu relato não encontramos nenhum sinal de heroísmo e muito menos de egos envaidecidos. Encontramos sim, sensatez e a certeza de estar diante de um homem do mar, conhecedor dos seus mistérios, mas também um eterno aprendiz. Gosto muito de conversar com esse homem franzino e forjado nas águas salgadas do oceano, apenas para ter a certeza de que não sei quase nada do mar.

Uma vez estávamos conversando e ele perguntou se eu achava que um certo senhor era um homem do mar. Eu perguntei o porque daquela pergunta e ele disse: “Homem do mar não age como ele, pois o verdadeiro homem do mar é humilde”.

A partir daquele dia sempre que converso com alguém que se diz do mar, me lembro das palavras de Toinho Doido e vejo o quanto ele tem razão.

Nelson Mattos Filho/Velejador – Set/2012

Mergulhadores encontram lancha naufragada na Laje de Santos

whatsapp_image_2016-12-21_at_21.27.09Pesquei no site G1 – Santos e Região, a notícia de que mergulhadores que se aventuravam nas águas do Parque Estadual Marinho Laje de Santos, que fica aproximadamente 20 milhas da costa, uma embarcação que havia naufragado há poucos dias. A região que é um santuário marinho atrai regularmente amantes da pesca e do mergulho. A embarcação foi descoberta pelo mergulhador Fabio Lopes Travaglini, que ao avistar uma linha de pesca vindo do fundo mar, seguiu por ela pensando ser mais um lixo ao qual pretendia recolher e para sua surpresa, deparou-se com a embarcação naufragada. “Tenho bastante consciência ecológica e fui recolhendo a linha que estava toda espalhada. Fui puxando e cheguei no motor de um barco. Achei interessante, mas quando olhei para cima vi um barco de pé, na vertical, a cerca de 14 metros de profundidade, que até então não havia notado”, disse Travaglini ao G1. Segundo a Marinha do Brasil, a principio o naufrágio da lancha Margarida IV, que estava com dois tripulantes a bordo, e que foram resgatados no dia do acidente sem maiores consequências, não oferece risco de poluição hídrica, porém, será aberto um inquérito administrativo para apurar responsabilidades.    

Nota

Acabo de receber a informação que o catamarã alagoano Dom Diego, que estava desaparecido no mar entre a Bahia e Rio de Janeiro, com dois tripulantes a bordo, um deles, meu caro amigo Roberto Buenos Ayres, um velejador arretado que … Continuar lendo

Aviso aos navegantes – Embarcação desaparecida

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 A flotilha alagoana de vela de oceano informa que um de seus maiores nomes, o velejador Roberto Buenos Ayres, está desaparecido no mar. Roberto, um grande amigo, estava a bordo do catamarã Dom Diego, na imagem, e o último contato foi quando deixava a Barra de Salvador, às 19 horas do dia 23/11, informando que pretendia fazer uma escala em Vitória/ES antes de rumar para o Rio de Janeiro. Quem tiver alguma informação ligar para o Plinius Buenos Ayres, Cel.82 98849 6950 .

O que é SALVAMAR?

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Ouvimos muito falar no SALVAMAR quando das operações de resgate e salvamento no mar, onde a coragem e perícia dos homens e mulheres da Marinha do Brasil e Aeronáutica, envolvidos nas operações, tem elevados índices de sucesso. Mas o que vem a ser esse serviço que é um anjo da guarda para os navegantes? Fui ao site SALVAMAR BRASIL e pesquei a resposta para trazer até você: 

logo2Tendo em vista os compromissos do Brasil relacionados com as atividades de Busca e Salvamento (SAR) marítimo, consubstanciados nos dispositivos prescritos em convenções internacionais das quais o País é signatário, a Marinha do Brasil implantou, organizou e opera o Serviço de Busca e Salvamento Marítimo. Este serviço visa atender as emergências relativas à salvaguarda da vida humana no mar,  que  possam atingir os navegantes no mar e nas vias navegáveis interiores.

Essas Convenções são a Convenção Internacional para a Salvaguarda da Vida Humana no Mar (Convenção SOLAS),  a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM, Jamaica 1982) e a Convenção Internacional de Busca e Salvamento Marítimo (Hamburgo, 1979).

O Serviço de Busca e Salvamento Marítimo brasileiro está organizado dentro das regras balizadas nessas convenções e regulamentadas pela Organização Marítima Internacional (IMO), que incluem: o atendimento ao Sistema Marítimo Global de Socorro e Segurança (GMDSS); a divulgação de Informações de Segurança Marítima (MSI); o estabelecimento de uma Região de Busca e Salvamento (SRR); a existência de Centros de Coordenação SAR (MRCC/RCC), conforme necessário; meios adequados para atender as emergências SAR; e a organização de um Sistema de Informações de Navios. Conforme a necessidade, é efetuada coordenação com o Sistema de Busca e Salvamento Aeronáutico.

As atribuições inerentes ao Sistema de Informações de Navios para a área SAR brasileira são executadas pelo Comando do Controle Naval do Tráfego Marítimo (COMCONTRAM) através do Sistema de Informações sobre o Tráfego Marítimo (SISTRAM). As informações a respeito da adesão dos navios ao SISTRAM podem ser encontradas no sítio “www.comcontram.mar.mil.br”, no menu “SISTRAM” em downloads. A principal finalidade do SISTRAM, à semelhança dos demais sistemas do mundo, é permitir, no caso de um incidente SAR, a rápida localização das embarcações mais próximas, em condições de prestar auxílio.

A Região de Busca e Salvamento (SRR) Marítimo sob a responsabilidade do Brasil compreende uma extensa área do Oceano Atlântico, que abrange toda a costa brasileira e se estende na direção leste até o meridiano de 10ºW, conforme a figura em anexo.

As atividades de supervisão do Serviço de Busca e Salvamento Marítimo são da competência do SALVAMAR BRASIL (MRCC BRAZIL), situado na cidade do Rio de Janeiro. Tendo em vista as dimensões da Região de Busca e Salvamento (SRR) Marítimo do Brasil, esta foi dividida em cinco (5) sub-regiões, sob responsabilidade dos Centros de Coordenação SAR regionais a seguir indicados:

– SALVAMAR NORTE , situado na cidade de Belém;
– SALVAMAR NORDESTE, na cidade de Natal;
– SALVAMAR LESTE, na cidade de Salvador;
– SALVAMAR SUESTE, na cidade do Rio de Janeiro; e
– SALVAMAR SUL, na cidade de Rio Grande.
As águas interiores do País, especificamente as vias navegáveis da Amazônia Ocidental e da bacia do Rio Paraguai, também possuem Centros de Coordenação SAR Fluvial, a saber:
– SALVAMAR NOROESTE, na cidade de Manaus, no rio Amazonas; e
– SALVAMAR OESTE, na cidade de Ladário, no rio Paraguai.

Desta forma, quando em situação de perigo ou urgência, os navegantes em trânsito por essas áreas poderão solicitar auxílio através dos recursos de GMDSS disponíveis a bordo, ou então diretamente ao SALVAMAR BRASIL ou ainda, conforme a sua posição, aos seguintes Centros de Coordenação SAR (SALVAMAR regional).
A notificação de um incidente SAR a um Centro de Coordenação SAR poderá ter origem em várias fontes, como por exemplo, a retransmissão de um pedido de socorro por um navio ou por uma estação costeira de rádio. Sempre que possível essa notificação deve ser complementada com os seguintes dados:
– Identificação da embarcação (nome e indicativo de chamada);
– Posição;
– Natureza da emergência;
– Tipo da ajuda necessária;
– Hora da comunicação com a embarcação;
– Situação da tripulação;
– Última posição conhecida da embarcação; e
– Intenções do Comandante da embarcação.

COMANDO DE OPERAÇÕES NAVAIS
Salvamar Brasil (MRCC Brazil)
Praça Barão de Ladário, s/n°
Ed. Alte Tamandaré – 6º Andar
Rio de Janeiro – RJ – Brasil
Tels: +55 (21) 2104-6056
2104-6863 / 2253-8824
Fax: +55 (21) 2104-6038

Marinha resgata tripulante de veleiro no sul da Bahia

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A Marinha do Brasil, acionou o SALVAMAR LESTE na quinta-feira, 10/03, para evacuar um tripulante do veleiro Windarra, de bandeira dos EUA, que passava mal a bordo, enquanto navegava na costa da Bahia. A operação teve início quando o navio-rebocador Norsul Caravelas recebeu pelo rádio o chamado de socorro, informando que o comandante do veleiro, Richard Joseph Jablonski, de 69 anos, estava inconsciente e com dificuldades de respirar. Imediatamente o rebocador Norsul Caravelas se dirigiu para o local e avisou a Marinha, que solicitou ajuda ao ICMbio para enviar uma lancha para ajudar no socorro e uma ambulância da SAMU ficou de prontidão no porto de Caravelas. O tripulante foi encaminhando para o Hospital Municipal de Caravelas e em seguida transferido para um hospital particular na cidade de Teixeira de Freitas, no sul da Bahia. Como o veleiro havia sido abandoado no mar, a Delegacia dos Portos de Porto Seguro emitiu aviso as navegante alertando que havia embarcação a deriva naquela região. O veleiro foi achado por volta das 19 horas do dia 10/03, a três milhas da costa na divisa da Bahia com o Espirito Santo e rebocado para o porto de Caravelas. Fonte: A Tarde