Arquivo do mês: setembro 2014

Resultados da XXVI Refeno

REGULAR A comissão organizadora da XXVI Refeno anunciou o resultado das várias classes, em que teve o veleiro Camiranga, modelo Soto 65, como o grande campeão. Nós do Diário do Avoante, parabenizamos toda comissão organizadora e a todos que participaram dessa que é uma das mais belas e emocionantes regatas de oceano do Brasil. Solidarizamos com aqueles que por algum motivo não conseguiram completar a prova, em especial a tripulação do trimarã Nativo. Desejamos que as próximas edições sejam cada vez como mais sucesso. Como não podia deixar de ser: Parabenizamos a Marinha do Brasil pela missão sempre presente de atenção e salvaguarda ao navegante.

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Resgate da tripulação do Nativo

Nativo

Felizmente tudo terminou bem para a tripulação do veleiro Nativo, participante da XXVI Refeno, resgatada em alto mar por um navio de bandeira liberiana. Veja reportagem completa no link, Seis homens resgatados em alto mar. A matéria é assinada pela jornalista Aura Mazda nas páginas do jornal Tribuna do Norte.

Tripulação do trimarã Nativo é resgatada no litoral potiguar

Trimarã Nativo

A XXVI Refeno não foi das mais tranquilas. O vento e o mar não estavam muito afeito a acolher a flotilha com o conforto que se espera para uma travessia entre Recife e Fernando de Noronha, mas mesmo assim, até eu escrever esse post, 47 veleiros cruzaram a linha de chegada e a essa hora as tripulações se abraçam em comemoração pela conquista. Sempre digo que o melhor prêmio da Refeno é o prazer e a alegria de ancorar no paraíso de Noronha e observar a natureza em estado bruto brilhando na retina de nossos olhos. Nessa edição nove veleiros tiveram problemas e oito já se encontram na segurança de um porto seguro, porém, o trimarã pernambucano Nativo, que aparece na imagem, com seis tripulantes a bordo, ficou sem comunicação desde a noite do último Sábado, 27/09, enquanto navegava nas imediações de Cabedelo/PB e hoje, 29, a Marinha do Brasil anunciou que um navio de bandeira liberiana resgatou os tripulantes, que todos estão com saúde e que estão sendo levados para Natal/RN. 

Camiranga é o Fita Azul da XXVI Refeno

Essa é a fera que primeiro cruzou a linha de chegada da XXVI Refeno, conquistando o troféu Fita Azul, o primeiro barco a cruzar a linha independente de tamanho, classe, correções, medições técnicas ou seja lá o que se discuta. O monocasco Camiranga precisou de 22 horas, 43 minutos e 40 segundos para navegar as 300 milhas que separam Recife/PE da Ilha de Fernando de Noronha. Foi um recorde? Não! O recorde ainda é do catamarã baiano Adrenalina Pura, marca que já está perto de completar dez anos. Em segundo chegou o Terroso, outro monocasco, com 31 horas, 49 minutos e 53 segundos. Até o momento em que escrevo esse post, 22h25m do dia 28/09, segundo o relatório da regata, nenhum outro barco cruzou a linha. A chegada de dois monocascos em primeiro e segundo lugar demonstra a dificuldade que a flotilha está enfrentando com ventos vindo do quadrante Leste.  

Num buraco entre o Brasil e o Japão

Link permanente da imagem incorporada

Pense num assunto interessante para se discutir em família, ou com amigos, em um Domingo de começo de primavera em que o tempo fica assim meio sei lá, entre o inverno que se foi e a flores que enchem a nossa alma de felicidade. Fui buscar esse papo lá nas páginas da Revista Super Interessante e fiquei imaginando até onde vão as ideias que afloram em nossa mente e em todas elas se estende toda uma filosofia científica. O que aconteceria com um objeto atirado num buraco que unisse o Brasil ao Japão? Esse é o mote da matéria assinada pelo jornalista Tarso Araújo e que copiei na integra na intenção de puxar assunto com você leitor:

É claro que seria impossível realizar essa experiência (entre outras razões, porque o centro da Terra é feito de metal fundido), mas dá para prever o que aconteceria aplicando a lei da gravitação universal, formulada por Isaac Newton. “Em uma situação ideal, sem atrito, o objeto atravessaria a Terra até o outro lado do tubo”, diz Elcio Abdalla, físico da USP. Com a aceleração da gravidade, o objeto desceria com velocidade cada vez maior, atingindo cerca de 20 mil quilômetros por hora no centro da Terra. A partir daí, ele continuaria rumo ao Japão, por causa da inércia, e a gravidade, que puxa tudo para o centro da Terra, passaria a funcionar como força de desaceleração. O objeto viajaria com velocidade decrescente, chegando ao Japão com velocidade zero. “Em seguida, ele voltaria ao ponto inicial, cumprindo um movimento harmônico ideal, como se fosse uma mola”, afirma Abdalla. Dá para calcular até o tempo de viagem, fazendo uma conta que considera a aceleração da gravidade e o diâmetro da Terra. Seriam cerca de 90 minutos para ir ao outro lado do mundo e voltar.

Mas… e se considerássemos a força do atrito? “Numa situação real, o objeto enfrentaria o atrito do ar, o que o faria parar”, diz Abdalla. A partir de um determinado momento, que depende da forma do objeto, a velocidade se estabiliza por causa da força de atrito. “Com a perda de aceleração, ele diminuiria gradualmente a distância percorrida, até parar no meio da Terra, onde está o centro de atração gravitacional.” O professor estima que, se o objeto fosse um corpo humano, a velocidade-limite ficaria em somente uns 100 quilômetros por hora, e a viagem ao centro da Terra demoraria cerca de 100 horas.

Na esteira da Refeno 2014

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Navegando online na esteira da flotilha da Refeno 2014, que avança faceira sobre as águas nordestinas do Oceano Atlântico, dou conta que o veleiro gaúcho Camiranga, um veloz e feroz Soto 65, está disparado na frente e deve cruzar a linha de chegada, se os deuses do mares assim permitirem, na tarde de hoje, 28/09. O trimarã pernambucano Patoruzu, que navega menos 16 milhas atrás do Camiranga também já deve estar desamarrotando o uniforme para subir ao pódio. E o Ave Rara, o mais famoso campeão? Bem, a ave indomável e mitológica rasgou uma das velas no início da prova e teve que jogar a toalha para tristeza de sua grande torcida. Quer saber mais? Navegue um pouco no site da Refeno e fique por dentro de tudo o que acontece com a flotilha em terra e no mar.    

Pesqueiro em chamas no Porto de Natal

Incêndio teve início por volta das 21h desta sexta-feira (26) no Porto de Natal

Notícias vindas lá do rincão potiguar dão conta que uma embarcação, com mais de 50 toneladas de pescado, pegou fogo enquanto ancorado no Porto de Natal na noite desta Sexta-Feira, 26/09. Até a manhã desse Sábado o Corpo de Bombeiros ainda lutava controlar as chamas. A imagem que ilustra esse post é do fotografo Emanuel Amaral e foi retirada das páginas Online do jornal Tribuna do Norte.