Arquivo do mês: julho 2014

Chuva, vento e frio

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O Sol até que tenta colocar o rosto de fora, mas é com um jeitão tão cheio de timidez que nem chega a esquentar a cidade. Tem sido assim os últimos dias de Julho na capital baiana: Chuva, frio, muito vento e de vez em quando um momento de descanso dos deuses da natureza para a beleza de mais um pôr do sol. Fazia muito tempo que não via Salvador com tanta chuva. Certa vez escutei de um amigo a seguinte frase: Se quiser saber se chove em Salvador basta comprar uma moto. Hoje, 29/07, depois de mais uma enxurrada, eu digo assim: Se quiser saber se chove em Salvador basta programar uma manutenção no barco. É muita chuva e com promessa de mais.   

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A quem interessar

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“O precioso da História contemporânea é a documentação para o futuro e não o juízo decisivo e peremptório. Todos os contemporâneos, para o bem e para o mal, são testemunhas de vistas, indispensáveis e ricas de notícia. Testemunha e não juízes ou advogados. Todos testemunhas. O futuro estudará, confrontará e dará sentença. Muita gente pensa que a História é uma velhinha amável e covarde que aceita, por preguiça e senectude, as decisões dos contemporâneos. Todos nós julgamos escrever a História quando apenas escrevemos para a História.” Luiz da Câmara Cascudo – História da Cidade do Natal.

Educação no mar

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O clube náutico baiano Angra dos Veleiros, localizado na Baía de Itapagipe, continua na luta quase inglória para tentar domar os proprietários de lanchas e jet skis, que jogam para o alto os ensinamentos dos cursos náuticos e navegam a todo gás próximo aos locais de ancoragens. O Angra dos Veleiros reeditou a campanha, TRATE NOSSAS MARINAS COMO SE FOSSE SUA, na esperança de conscientizar os mal educados. 

Uma palinha sobre o Cruzeiro Costa Leste 2014

Foto: Flotilha Costa Leste em Ilheus

Dia 04 de Julho noticiei que a flotilha do Cruzeiro Costa Leste 2014 estava atracada no Iate Clube do Espírito Santo e a postagem rendeu alguns comentários de leitores interessados em saber sobre o evento e até mandar recado para comandantes e tripulantes dos veleiros participantes. Depois de mais de dez dias em Vitória a flotilha tomou o rumo do arquipélago de Abrolhos e logo depois jogou âncora em Ilhéus/BA, conforme a imagem copiada do perfil de uma página social do velejador Ricardo Amatucci. Mas tudo isso eu fiquei sabendo garimpando nas páginas das redes sociais, porque o site e blog da ABVC, Associação Brasileira de Velejadores de Cruzeiro, organizadora do Cruzeiro, misteriosamente não comunica uma linha sequer sobre o evento que tem como objetivo principal divulgar a vela de cruzeiro no Brasil. 

Coisas do progresso

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Nada contra as fontes de energia renovável, mas o que estão fazendo com as dunas e matas virgens que são uma das molduras de beleza do litoral brasileiro é um crime ambiental que até agora passa despercebido do grande público. Montanhas de dunas estão sendo destruídas sem a menor cerimônia e o desmatamento, que não acontece somente no litoral, ameaça a fauna e a flora de grande parte do interior brasileiro, tudo para serem erguidas as torres dos geradores eólicos. Enquanto isso, os fiscais do meio ambiente apontam suas armas para os pequenos pescadores de lagosta e os caçadores de arribaçã. Mas como diz o ditado: “uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa” . O homem, em pleno século XXI, ainda não aprendeu a lidar com o progresso sem precisar desmontar a natureza.

Uma casinha isolada

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Vez ou outra somos surpreendidos com notícias sobre coisas, fatos, situações e pessoas que ultrapassam as fronteiras do mundo e sempre dizemos que são os maiores, os piores, os mais trágicos, os mais felizes, os mais tudo e por ai vai a imaginação de grandeza que criamos em nossas mentes. Recentemente fomos apresentados a uma casinha localizada numa diminuta ilha no sul da Islândia como sendo a mais isolada do mundo. Acho que nenhum veículo de comunicação do mundo deixou de publicar imagens e comentários sobre a casa de Bjork, como ela é chamada pelos islandeses. Em outras épocas a ilhazinha abrigou algumas famílias que pretendiam viver da criação de gado, pesca e caça dos papagaios-do-mar, mas a intenção fracassou justamente por causa do isolamento. Na década de 50 a casinha branca foi construída pela Associação de Caça de Elliõaey para abrigar os caçadores do papagaios-do-mar. A casinha não tem luz elétrica, a água é recolhida da atmosfera por um sistema especial de coleta e a ilha é cercada pela geladas águas do Atlântico norte. Mas será que a casa de Bjork, que não tem nada a ver com a cantora Bjork que também tem uma ilha na Islândia, é mesmo a mais isolada do mundo ou tudo é fruto da mania de grandeza que insistimos em cultivar? Vamos aguardar! Porém, diante dessa vida louca, destrambelhada e quase impropria para os que querem apenas viver em paz, não seria nada mau morar na casinha de Bjork. Mas por enquanto me basta um veleiro. Imagem copiada do site hypeness.com.br.      

O Pôr do Sol

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O Pôr do Sol tem encantos que quando refletem na alma enche o coração de poesia.