Aviso aos navegantes – Alerta de ressaca

20160625_163654

A Marinha do Brasil alerta para ocorrência de ressaca entre Touros, litoral do Rio Grande do Norte, e Aracaju, capital sergipana, entre os dias 23 e 26 de julho. A previsão é de ondas entre 2 e 2,5 metros de altura. As Capitanias dos Portos dos estados em alerta pede que pequenas embarcações evitem navegar enquanto durar o aviso e demais embarcações redobrem a atenção, verificando material de salvatagem, motores, casco, bomba de esgoto e rádios.

A causa do desaparecimento do veleiro Taipan foi um raio

roy

Pronto, o mistério do sumiço do veleiro argentino Taipan, que estava desaparecido no mar entre Santa Catarina e a Argentina, foi desfeito e como foi informado aqui, a embarcação foi localizada na Ilha do Coral. Mas no afã de ver o que o skipper teria a dizer, vasculhei os sites de notícias, e até jornais de Santa Catarina, porém, o máximo que consegui foi na telinha antenada do Portal G1, pois o mundo anda as voltas com a barbárie deslavada de matanças com víeis religiosos e o noticiário tupiniquim anda escanchado nos elos olímpicos da Rio 2016. O Skipper, pelo menos foi o que li no G1, não falou muito e acho até que não falou nada que se aproveite para um inquérito naval, ou que sirva de combustível para um alegre bate papo de palhação de clube náutico – onde tudo acontece e em elevados índices dificultosos. O homem desembarcou no píer do Iate Clube Veleiros da Ilha, mais cansado do que caminhão carregado subindo ladeira, e disse apenas que a causa foi um raio. – Raio? – Bem, foi isso aí. Para quem esperava uma história que envolvesse grande ondas, mar em fúria, ventos terríveis ou mais uma penca de milacrias, o raio foi uma ducha de água fria no ânimo. A história do Zé das Cabras, ou Zé de d’Angerca, eremita que ocupou a Ilha do Coral por 36 longos anos, tem passagens mais aventurescas. Certa vez, conversando com um francês, velejador e construtor de veleiros, ele disse assim: “Não sei por que tantos velejadores fantasiarem tanto as viagens em veleiros”. Pois é, né!

A Ilha do Coral

A Ilha do Coral, ou Ilha dos Corais, como queiram, onde foi localizado o veleiro Taipan, de bandeira argentina e que estava desaparecido no litoral de Santa Catarina – click AQUI para ver a notícia – me chamou atenção e fui saber um pouco de sua história nas páginas virtuais do Wikipédia. Para começar, e preciso dizer que as belas imagens que ilustram essa postagem foram copiadas do site da Escuna Vento Sul II, que conheci em Natal, em 2009, com uma tripulação arretada de boa, sob o comando do navegador e mergulhador Zé Luiz. Segundo o Wikipédia, a Ilha do Coral fica a 45 minutos de barco do continente, mas a localização que consta no site da enciclopédia virtual, nos remete aos mares do hemisfério norte, um erro de milhares de milhas. A Ilha, que fica em frente a Praia de Garopaba, é propriedade da Marinha do Brasil, porém, já teve um dono. Dizem que por lá viveu durante trinta e seis anos um senhor de nome Zé d’Angerca, ou Zé das Cabras, que ao ter perdido a esposa, durante o parto da filha caçula, se mudou de mala e cuia para a ilha com a recém nascida e outra duas filhas. As filhas logo que alcançaram a idade de casar voltaram ao continente e deixaram o morando sozinho. Zé da Cabras construiu uma casinha, fez um roçado e criou galinhas e cabras, além de pescar e vender a produção do pescado no continente. Dizem que ele salgava os peixes com o sal recolhido nas rochas. O texto da biblioteca virtual conta que o Zé das Cabras num era besta não, pois vendeu a ilha para alguns desavisados várias vezes, inclusive para um gringo, mas nunca entregou. Quanto ao dinheiro: ficou o feito pelo mal feito! A notícia das vendas chegou aos ouvidos dos comandantes da Marinha do Brasil que para lá enviaram a ordem para que acabasse com essas maruagens e que a partir daquele dia ele seria apenas o que sempre foi, ou melhor, um simples morador. Os Almirantes também determinaram normas a visitação e isso deixou o muito magoado, fazendo com que ele abandonasse a vida de eremita e voltasse a viver no continente. O faleceu em no ano 2000 de causa não sabida, mas sua história está encrustada nos corais da ilha catarinense. Foi nesse cenário de sonho que o Taipan foi localizado e agora vamos esperar que ele esteja atracado em um porto segura para escutar o que seu comandante tem a contar. 

Veleiro argentino desaparecido é encontrado no mar de Santa Catarina

04 - abril (79)

Um veleiro de bandeira da Argentina que estava desaparecido desde o dia 16/07 foi localizado próximo a Ilha dos Corais, litoral sul de Santa Catarina. A embarcação de nome Taipan havia saído de Florianópolis, em 9 de junho, em direção a La Plata, Argentina, sob o comando de um Skipper e como até dia 14 não havia chegado, nem dado notícias, o proprietário acionou as autoridades anunciando que alguma coisa estava errada. Na manhã dessa sexta-feira, 22, o veleiro foi localizado e está sendo rebocado, segundo a informações repassadas pela Marinha do Brasil, por uma embarcação cedida pelo Iate Clube Veleiros da Ilha. A Marinha informa que aparentemente os tripulantes estão bem. O caso causou preocupação no meio náutico, porque em 2014 outro veleiro argentino desapareceu, e até hoje não foi encontrado, quando navegava na mesma região.

O que é SALVAMAR?

image

Ouvimos muito falar no SALVAMAR quando das operações de resgate e salvamento no mar, onde a coragem e perícia dos homens e mulheres da Marinha do Brasil e Aeronáutica, envolvidos nas operações, tem elevados índices de sucesso. Mas o que vem a ser esse serviço que é um anjo da guarda para os navegantes? Fui ao site SALVAMAR BRASIL e pesquei a resposta para trazer até você: 

logo2Tendo em vista os compromissos do Brasil relacionados com as atividades de Busca e Salvamento (SAR) marítimo, consubstanciados nos dispositivos prescritos em convenções internacionais das quais o País é signatário, a Marinha do Brasil implantou, organizou e opera o Serviço de Busca e Salvamento Marítimo. Este serviço visa atender as emergências relativas à salvaguarda da vida humana no mar,  que  possam atingir os navegantes no mar e nas vias navegáveis interiores.

Essas Convenções são a Convenção Internacional para a Salvaguarda da Vida Humana no Mar (Convenção SOLAS),  a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM, Jamaica 1982) e a Convenção Internacional de Busca e Salvamento Marítimo (Hamburgo, 1979).

O Serviço de Busca e Salvamento Marítimo brasileiro está organizado dentro das regras balizadas nessas convenções e regulamentadas pela Organização Marítima Internacional (IMO), que incluem: o atendimento ao Sistema Marítimo Global de Socorro e Segurança (GMDSS); a divulgação de Informações de Segurança Marítima (MSI); o estabelecimento de uma Região de Busca e Salvamento (SRR); a existência de Centros de Coordenação SAR (MRCC/RCC), conforme necessário; meios adequados para atender as emergências SAR; e a organização de um Sistema de Informações de Navios. Conforme a necessidade, é efetuada coordenação com o Sistema de Busca e Salvamento Aeronáutico.

As atribuições inerentes ao Sistema de Informações de Navios para a área SAR brasileira são executadas pelo Comando do Controle Naval do Tráfego Marítimo (COMCONTRAM) através do Sistema de Informações sobre o Tráfego Marítimo (SISTRAM). As informações a respeito da adesão dos navios ao SISTRAM podem ser encontradas no sítio “www.comcontram.mar.mil.br”, no menu “SISTRAM” em downloads. A principal finalidade do SISTRAM, à semelhança dos demais sistemas do mundo, é permitir, no caso de um incidente SAR, a rápida localização das embarcações mais próximas, em condições de prestar auxílio.

A Região de Busca e Salvamento (SRR) Marítimo sob a responsabilidade do Brasil compreende uma extensa área do Oceano Atlântico, que abrange toda a costa brasileira e se estende na direção leste até o meridiano de 10ºW, conforme a figura em anexo.

As atividades de supervisão do Serviço de Busca e Salvamento Marítimo são da competência do SALVAMAR BRASIL (MRCC BRAZIL), situado na cidade do Rio de Janeiro. Tendo em vista as dimensões da Região de Busca e Salvamento (SRR) Marítimo do Brasil, esta foi dividida em cinco (5) sub-regiões, sob responsabilidade dos Centros de Coordenação SAR regionais a seguir indicados:

– SALVAMAR NORTE , situado na cidade de Belém;
– SALVAMAR NORDESTE, na cidade de Natal;
– SALVAMAR LESTE, na cidade de Salvador;
– SALVAMAR SUESTE, na cidade do Rio de Janeiro; e
– SALVAMAR SUL, na cidade de Rio Grande.
As águas interiores do País, especificamente as vias navegáveis da Amazônia Ocidental e da bacia do Rio Paraguai, também possuem Centros de Coordenação SAR Fluvial, a saber:
– SALVAMAR NOROESTE, na cidade de Manaus, no rio Amazonas; e
– SALVAMAR OESTE, na cidade de Ladário, no rio Paraguai.

Desta forma, quando em situação de perigo ou urgência, os navegantes em trânsito por essas áreas poderão solicitar auxílio através dos recursos de GMDSS disponíveis a bordo, ou então diretamente ao SALVAMAR BRASIL ou ainda, conforme a sua posição, aos seguintes Centros de Coordenação SAR (SALVAMAR regional).
A notificação de um incidente SAR a um Centro de Coordenação SAR poderá ter origem em várias fontes, como por exemplo, a retransmissão de um pedido de socorro por um navio ou por uma estação costeira de rádio. Sempre que possível essa notificação deve ser complementada com os seguintes dados:
– Identificação da embarcação (nome e indicativo de chamada);
– Posição;
– Natureza da emergência;
– Tipo da ajuda necessária;
– Hora da comunicação com a embarcação;
– Situação da tripulação;
– Última posição conhecida da embarcação; e
– Intenções do Comandante da embarcação.

COMANDO DE OPERAÇÕES NAVAIS
Salvamar Brasil (MRCC Brazil)
Praça Barão de Ladário, s/n°
Ed. Alte Tamandaré – 6º Andar
Rio de Janeiro – RJ – Brasil
Tels: +55 (21) 2104-6056
2104-6863 / 2253-8824
Fax: +55 (21) 2104-6038

Aviso aos Navegantes – Registro

20150414_092452_thumb

No mês de junho de 2015, através da postagem Aviso aos Navegantes e um alerta a DHN, acusei um erro de impressão, na longitude 38º, entre os paralelos 39′ e 40’, na Carta Náutica 1110, carta mestre da Baía de Todos os Santos. Hoje recebi um email do Centro de Hidrografia da Marinha, assinado pelo Capitão-Tenente Heldio Loures Perrotta, Gerente de Relacionamento com o Cliente, em que diz que a falha foi corrigida em Dezembro de 2015. Fico feliz e agradecido por minha observações terem contribuído com a Marinha do Brasil e consequentemente para a segurança da navegação.   

Prezado Sr. Nelson,
A título de atualização do tópico “Aviso aos navegantes e um alerta a DHN”  no blog “Diário do Avoante”, participamos que a falha apontada na carta 1110  foi corrigida no ano passado, por meio do Aviso aos Navegantes E 101/2015 – Folheto 12, pág. 41.
O Folheto 12/2015, no qual está inserido o Aviso, pode ser encontrado no link: 
http://www.mar.mil.br/dhn/chm/box-aviso-navegantes/avgantes/folheto/folheto122015.pdf
Desde já agradecemos pela contribuição e aproveitamos para divulgar o nosso canal de contato com o cliente cartografia@chm.mar.mil.br para futuras consultas, sugestões e críticas, uma vez que nossos processos são exaustivamente testados em busca de falhas e seu tratamento é
realizado a fim de trazer ao navegante o melhor produto cartográfico em prol da segurança da navegação a cada dia.
Respeitosamente ,
HELDIO LOURES PERROTTA
Capitão – Tenente
Captain – Lieutenant
CENTRO DE HIDROGRAFIA DA MARINHA
NAVY HYDROGRAPHIC CENTER
Gerente de Relacionamento com o Cliente
Customer Relationship Manager
“Qualidade na Produção, Segurança na Navegação”
Visite a página da Marinha na Internet –
www.mar.mil.br – onde poderão ser conhecidas as atividades desenvolvidas pela Marinha do Brasil.

Tem novidade no pôr do sol

jpg_2

Esse é o planeta Vênus em imagem computadorizada produzida pela NASA, mas quem quiser vê-lo a olho nu basta olhar para os lados do sudoeste durante o pôr do sol, desde que a nuvens e a poluição deixem, que ele e mais quatros planetas estarão bem bonitinhos lá no firmamento. O alinhamento dos planetas Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter – que anda sendo chafurdado pela sonda Juno – e Saturno, pode ser visto de ontem, 20/07, até umas semana mais a frente. A última vez que isso aconteceu foi em janeiro de 2016, porém, quem não quiser perder tempo agora procurando estrelas no céu, basta empurrar com a barriga e esperar até setembro de 2040, que é quando os planetas farão pareia novamente. E como saber se o pontinho brilhante que avistamos no céu é uma estrela ou um planeta? Para isso o astrônomo Jason Kendall, professor adjunto da Universidade Willian Paterson, em Nova Jersey, tem um truque, que segundo ele é batata: “Feche um dos olhos. Estique o braço e coloque o seu dedo polegar para cima. Lentamente, passe-o de um lado para o outro do planeta ou estrela que você vê no céu. Se a luz se atenuar quando o polegar passar sobre ele, é um planeta. Mas se ela piscar rapidamente é uma estrela”. Ele se apressa em dizer que o truque funciona melhor com Júpiter e Vênus, pois são os mais brilhantes. Peraí que é preciso fazer uma correção nesse tal de alinhamento: Segundo os estudiosos, e eu falei sobre isso na postagem No Mundo da Estrelas, em janeiro de 2016, o fenômeno não se trata de alinhamento nenhum, porém, de um simples efeito visual. Bem, agora olhe para o céu e divirta-se! Fonte: G1/ciência e saúde