Ainda sobre a ponte

IMG_0386A postagem A ponte redeu um comentário bem recheado, enviado pelo velejador e professor paulista João Peralta, cabra bom indo e voltando, e acharia bom você dar uma lida para se inteirar das considerações do João. Ele alerta e me corrige, com razão, quanto ao nome oficial da ponte atirantada, que faz o pórtico de entrada de Natal, para que vem do mar. A obra está batizada e registrada como Ponte de Todos – Newton Navarro. O De Todos, João deduz, mas o Newton Navarro, que ele diz desconhecer, foi um dramaturgo, poeta, desenhista e pintor potiguar, que imortalizou paisagens de Natal e do Rio Grande do Norte em suas obras. A praia da Redinha, hoje embaixo da ponte, foi cenário de várias de suas telas. Para saber mais sobre o homenageado, o Newton, passe a vista no texto da professora Elizete  Vasconcelos Arantes Filha, publicado em 2007, no blog Overmundo.  

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Valei-me

xblog_pirate.jpg.pagespeed.ic.DDtocV8zLqSeu menino, a coisa está feia no meio do mundo e quando a gente pensa que já viu de tudo, aí é que mais assombração aparece.  Se é verdade eu não sei, até porque, no samba do crioulo doido que marca o ritmo da internet, a veracidade das coisas muitas vezes se transforma em tesouros de inestimável valor, que nem Jack Sparrow imagina. Tá lá no site Extra.Globo a história da irlandesa Amanda Teague, que cansada de procurar marido, resolveu casar com o fantasma de um pirata, com mais de 300 anos de idade. – O nome do sortudo? – Jack! Isso mesmo, a irlandesa casou com vestido branco, troca de alianças, festa, convidados e tudo mais que uma noiva sonha para um belo casamento. – E a lua de mel? – Também teve, e com direito ao mel, a lua e as estrelas. Segundo a noiva, há muito ela é acostumada a fazer sexo com espíritos e até já fez um vídeo ensinado outras mulheres a ter a experiência. Ela diz que conhece uma mulher que adora fazer orgias com fantasmas, mas ela avisa, não tem nada a ver com masturbação, o rala e rola é apenas sentindo as energias. Pense numa energia dura! Eita povo maluco!    

A ponte

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Nossos governantes são assim: Quando a administração desanda no lamaçal da incompetência, ou na falta de tino até para gerenciar um cabaré,  eles tiram da cartola alguma ideia espalhafatosa para dar o que falar. Falem de mim, mesmo que seja de mal. Pois bem, vejo nas folhas  de notícias que o governador do Rio Grande do Norte, mais atrapalhado do que marido que chega em casa de madrugada, anunciou mais uma ponte sobre o Rio Potengi, segundo ele, a terceira. Ora pois, o governo do Zé bonitinho num tem bufunfa nem para comprar uma tora de doce, prumode comer com uma taiada de queijo de manteiga, imagine dinheiro para estirar ponte! Alias, a danada da ponte e que nem arroz de festa na boca de político, cada um quer fazer uma para cravar o nome nos tratados do futuro. E a cantilena é uma só, do Oiapoque ao Chuí. Mas digo que a que tem mais fuxico é a tão anunciada ponte ligando as baianas Salvador e Itaparica, que todo ano eleitoral ressurge quente que nem pimenta. Dizem que já tem até baiana de acarajé disputando ponto para botar tabuleiro. O Senhor do Bonfim tá só de olho! Quanto a ponte dos potiguares, li na coluna do jornalista Woden Madruga, na Tribuna do Norte, que o bonitinho errou na conta – pense num caboco pra num acertar uma! Não será a terceira, será a  sétima – conta de mentiroso –, pois o “rio de camarão” nasce no sertão do município de Cerro Corá e sai serpenteando o “mapa do elefante”, por 176 quilômetros, até se esparramar no mar e no caminho passa sob seis pontes. E tem mais, se contar com a velha e abandonada ponte de ferro, de Igapó, uma obra histórica, a soma será oito.  Tome tento, governador, e vá tratar de pagar seu povo que é o melhor que tu faz. O retrato que ilustra essa tirada é da Ponte Newton Navarro, a sexta

Pode, não pode, pode. Depende

whatsapp-image-2018-02-16-at-12.26.54-1-Este é um pesqueiro espanhol, com tecnologia hispano-japonesa que vasculha o litoral do Rio Grande do Norte, capturando peixes das espécies Meca e Atum. Mas ele não é um pesqueiro qualquer, na verdade o Nuevo Rodrigo Duran é um navio-fábrica com capacidade de passar mais de quatro meses no mar, pescando, processando, armazenando e ao chegar ao porto, entrega o pescado prontinho para exportação. A última pescaria do Rodrigo Duran, redeu 62,5 toneladas, porém, a carga foi proibida de ser exportada por um nó cego entre o MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Pesca – e as empresas exportadoras. A birra teve início com uma auditoria realizada pelos europeus, mercado consumidor, que apontaram irregularidades sanitárias em algumas empresas do Sul e Sudeste, porém, como pau que bate em Chico, bate em Francisco, sobrou para todo mundo e sendo assim a exportação de pescado está proibida, ou melhor, estava, pois a empresa potiguar, que recebe o peixe do navio-fábrica, conseguiu uma autorização da justiça – como nessa seara um ponto nem sempre é um ponto – e mandou ver. Agora vamos nós. Aí eu pergunto a Pedrinho, meu amigo e pescador artesanal da praia de Enxu Queimado/RN.:– Tem um peixinho hoje? Ele responde –Tem não, homi, peixe tá difícil. Também com uma fábrica navegando por aí, não tem peixe que escape. E ainda dizem que tem um tal de defeso valendo verdade!   

Barco de cruzeirista raiz

bem equipadoQuem já cruzeirou por aí, de porto em porto, ou quem já morou por alguns anos a bordo de um veleiro, está mais do que familiarizado com uma imagem como essa. Eu mesmo dei muitas risadas ao me deparar com um barcão assim “todo equipado”, porém, ao virar o olhar para meu “terreiro”, não achava que estivesse com a aparência muito diferente. Certa vez, ao ancorar o Avoante no Iate Clube do Natal, o velejador Zeca Martino, que tem mais horas navegadas do que urubu de voo, ao ver o Avoante cheio de baldes de água, toldos, vara de pesca, mangueira presa na popa, bombonas de combustível, roupas secando no guarda-mancebo, mais roupas em corda de varal improvisada, marcas de ferrugem escorrendo nas ferragens e mais um sem número de apetrechos “descartáveis”, sentenciou: – Agora sim, tá parecendo barco de cruzeirista! 

A energia de Éolo

4 Abril (151)

Dia desses ouvi comentários de pitaqueiros afirmando que o Rio Grande do Norte havia excedido sua capacidade de produzir energia eólica e por isso não seria beneficiado com novos parques. Da minha varandinha, olhei para as palhas dos coqueiros, que não paravam de bailar, sopradas pelos alísios do Nordeste e dei risadas. Pense num povo para inventar histórias! Ora bolas, em matéria de ventos o Rio Grande do Norte é todo poderoso, tanto é, que ocupa a primeira posição, com 135 parques instalados, produzindo 3.678,85 MW,  bem distante do segundo colocado, que é a Bahia, com 93 parques que produzem  2.410,04 MW e em terceiro vem o Ceará, com 74 parques produzindo 1.935,76 MW de capacidade instalada, segundo dados divulgados nesta quinta-feira, 15/02, pela  Associação Brasileira de Energia Eólica, em que coloca o Brasil na 8ª posição do ranking mundial com 52,57 GW de capacidade instalada. Em primeiro lugar está a China com 188,23 GW. O segmente eólico responde por 8,3% da energia produzida no Brasil, enquanto as hidroelétricas produzem 60,9%. Os parques eólicos localizados no Nordeste, no mês de setembro de 2017, foram responsáveis por 64% da energia consumida na região. Agora se os pitaqueiros, que escutaram o grilo cantar sem saber aonde, dissessem que todo esse potencial energético está andando a passos de tartaruga, seria uma verdade, pois os leilões de novos parques ficaram parados em 2016 e 2017 e esse desmazelo terá reflexos nos resultados de 2019 e 2020. Segundo estimativas, o Brasil tem potencial eólico superior a 500GW.   

E a seca medonha arrumou o bisaco

mapservÉ chuva seu menino, é chuva! O tempo fechou na grande maioria do território brasileiro e depois das lapadas de chuva sobre o Rio de Janeiro, após o Carnaval, São Pedro abriu as torneiras sobre o Rio Grande do Norte, que andava bem sofrido. O que é de açude e barreiro já deve está botando água pelo ladrão, e o que tem de trator cortando terra para plantar milho e feijão é coisa arretada de ver. Se for nessa pisadinha, o São João vai ser animado que só vendo! E que venha mais chuvas, coriscos e trovões, e parece que vem, pois as imagens dos satélites estão animadoras.