Titanic, uma história sem final

1200px-RMS_Titanic_3O colosso, o maioral, o festejado, o desejado, o fenomenal, o cinematográfico, aquele que nem Deus afundaria, o fundo do mar, a tragédia, o silêncio, a escuridão total, a história, o mito, a lenda. São muitas a palavras que podemos definir o Titanic, mas duvido que depois de tantos anos do acidente que marcou o mundo, alguém possa afirmar com todos os pingos nos is, o que realmente aconteceu naquela fatídica noite gelada no mar do norte. Remontar a história dessa lenda que repousa a mais de 3 mil metros de profundida passou a ser o objetivo e o desejo de várias gerações de estudiosos e será para o sempre, pois é assim com os grande enigmas mitológicos. Pois bem, agora os cientistas afirmam que o que ainda resta do centenário transatlântico de casco negro está preste a se dissolver pela ação de uma bactéria, já batizada de Halomonas titanicae, em homenagem ao navio. Dizem que essa bactéria consegue sobreviver em condições onde praticamente não existe nenhum outro tipo de vida, como é o caso da profundidade oceânica em que se encontra o naufrágio, com forte pressão e completamente escura. Será que nem o mar quer ficar com o Titanic? Essa será mais uma página a ser acrescentada a uma lenda histórica que nunca terá um fim. Fonte: G1 ciência e saúde        

Cartas de Enxu 18

10 Outubro (187)

Enxu Queimado/RN, 11 de junho de 2017

Sabe meu amigo Davi, sinceramente não sei como iremos seguir nessa caminhada pelas estradas enuviadas desse Brasil sem rumo e sem comando. A coisa está descambando para a esculhambação geral e irrestrita, e ai de nós se tentarmos dar um basta. Mas não se avexe que não vou entupir sua paciência com toda essa mácula que nos absorve, porque hoje é domingo e domingo é dia de alegria.

Meu amigo, por aqui a pesca da lagosta já vai alta e a turma já encheu um bocado de caixas de isopor com esse crustáceo que é um néctar nas receitas mais afamadas, mas digo que prefiro degustá-los da maneira que aprendi quando por aqui cheguei, há mais de 27 anos, torrada na água do mar e, quando avermelha, levando o caldeirão para a calçada, abrindo umas cervas geladas e está feita a mesa. Meu amigo, tem pareia não! Mais do que isso é coisa dos livros de segredos.

Quanto a produção da lagosta em Enxu, vou confessar uma coisa: Já alcancei tempos melhores, onde via pescadores, por essa época, tomando banho de cerveja e tirando o excesso com água mineral. Eram tempos de fartura no mar e nem de longe se ouvia falar nesse tal de defeso, que sou totalmente a favor. Era raro chegar um barco com menos de 200 quilos de lagosta em seus porões e era bonito ver a festa na beira da praia, porém, não tinha um padrão de tamanho e nesse meio vinha muita lagosta miúda, ainda em fase de crescimento, que hoje é combatido pelo Ibama. Os homens dos estudos dizem que a captura indiscriminada foi a causa da inevitável queda na produção, mas vai botar isso na cabeça do pescador! Esse é o nó. Neste 2017, quando chega um barco com 100 quilos de lagosta é um fato a ser comemorado com louvor ao Nosso Senhor Jesus Cristo. Mesmo com essa pindaíba toda, aos poucos, os números vão aumentando e assim a vida vai navegando.

Pezão, como “Mini” o chama tão carinhosamente, pois num é que ela aprendeu a fazer de mesmo a tal da saltenha! Dia desses, Paulinho Correia, irmão de Pedrinho, trouxe para ela dois quilos de peixe ubarana, dizendo que uma vez chegou uma professora por aqui para ensinar as mulheres a fazer hambúrguer e pastel com a carne desse peixe. Como ele soube que Lucia estava fazendo um tipo de salgado, ele lembrou que poderia servir. E num é que serviu! Rapaz, o negócio fica bom que só a peste. O problema é que Paulinho trouxe os quilinhos, dizendo que de onde havia saído aquele tinha bastante e ele seria o responsável para trazer, e agora nada. Lucia fez a propaganda das saltenhas de ubarana, as encomendas chegaram e agora temos que bater meio mundo em busca dos peixes. Ela até já aprendeu a tratar o peixe e a retirar a carne, que tem que ser com muito esmero, para não escapulir nenhuma espinha. A ubarana é um peixe espinhento, mas tem uma carne maravilhosa, que bem preparada fica do cara lamber os beiços e pedir mais.

Meu amigo, estou torcendo para você vir aqui com sua Vera, porque sei que vai adorar esse pedacinho de paraíso. Aqui tem tudo o que você gosta. Tem cerveja gelada, peixe a vontade, umas lagostinhas para variar, sombra, água fresca e muita gente pronta a sentar embaixo de um alpendre para jogar conversa fora. E se quiser navegar de jangada, tem também. Dou por visto você aqui emendando os bigodes numa conversa com essa turma do mar. Vixi!

Sim rapaz, me dê notícias do povo da vela dessa Bahia arretada. Ouvi falar de umas traquinagens praticadas pela turma do mal que tem deixado o grupo de velejadores assustado. Por aqui os pentelhos andaram recolhendo uns celulares, mas parece que deram um freio quando a polícia entrou em ação. Meu amigo, dessa malfeitoria da bandidagem ninguém escapa tão cedo, pois o ensinamento vem das bandas do planalto central. Se quem manda pode fazer, porque quem obedece não pode fazer também, né não? Ainda mais agora que foi ensinado que prova não é bem uma prova e, ou, muito pelo contrário e quem provar pode muito bem ficar desaprovado, basta o juiz querer. Sim, tem mais um negócio que eu não sabia: Que um juiz pode ser atrapalhado na hora de anunciar sua sentença, para ver as fotos da netinha linda. Coisa de avô, né não! Isso é muito lindo! Porém, eu não vou falar muito sobre isso, pois a caboco prometeu cortar a cabeça do falador. Deus é mais!

Pezão, voltando a falar de jangada, você precisa ver as ideias do pescador para fabricar os equipamentos de bordo. Só lembro dos saveiros e seus maravilhosos mestres. As roldanas para subir a vela, os cunhos, o caneco de jogar água para encher os poros do pano, os esticadores, os furos para posicionar o mastro num contravento, través ou empopada. Meu amigo, é tudo de uma simplicidade e rusticidade que me deixa babando. Por que danado temos que inventar tanta complicação em nossos veleiros modernosos? Agora vou pisar nos seus calos: Ainda não vi por aqui nenhuma jangada catamarã. Veja bem, não precisa responder, viu?

Davi Hermida, meu amigo, meu professor das águas baianas e conhecedor como poucos do mar abençoado pelos Orixás, deixo um grande beijo para Dona Veroca e fico por aqui aguardando a visita. Mas venha, viu!

Nelson Mattos Filho

Imagens que trazem saudades

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Estas imagens foram retiradas do tempo pelo velejador, fotografo e geólogo potiguar Joaquim Amorim, que possui um maravilhoso arquivo fotográfico contando um pouco da história das regatas REFENO, Regata Recife/Fernando de Noronha, e FENAT, Regata Fernando de Noronha/Natal, como também momentos que marcaram época no Iate Clube do Natal.

 

Era uma vez nas dunas

Passeio-de-Dromedários-no-RN-Foto-Dromedunas-2Olhe, não tenho nada com isso e nem sei quem tem razão na história, mas vou dar meu pitaco para não perder o passeio. Dromedários, como os da imagem, há muito fazem parte da paisagem das dunas de Genipabu, praia famosa do Rio Grande do Norte e que até já fez pose em algumas novelas brasileiras, porém, segundo matéria no site potiguar Portal no Ar, tudo indica que os dias dos bichinhos das arábias, em solo papa jerimum, estão contados, tudo por causa de um arranca rabo, temperado por delações de fuxiqueiros, entre a empresa turística que aluga os dromedários e os fiscais do Idema, Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente. Por enquanto, ou até que acabe a peleja, o passeio desengonçado dos camelos estão suspensos em Genipabu e a turistada terá que seguir por outros roteiros. Dizem que o problema é o descuido com o bem estar dos animais e “otras cositas mas” , porém, cada lado conta um conto. Quem perde com isso, e já não bastam os altos níveis de violência e a vergonhosa situação da saúde pública, é o turismo, talvez o único setor que tem mostrado bons resultados para o estado. Pronto, agora os guias turísticos mirins podem acrescentar mais um item no quesito “já teve”. O antropólogo  Luís da Câmara Cascudo dizia que Natal não consagra, nem desconsagra ninguém. Nem dromedário escapou da sentença.

E o mar continua lindo

ad7e03f8-3707-4be5-9260-fad3e6288572A notícia que um veleiro foi abordado e saqueado nas proximidades da Fortaleza da Barra, Guarujá/SP, dia 03 de junho, sacudiu os grupos de mídias sociais Brasil afora e foi um prato cheio para aqueles que olham para o mar e só enxergam os reflexos dos traumas urbanos. Claro que essa violência sem controle que assola o país reflete em todos os lugares, mas digo sem medo de errar, que o mar continua o mesmo paraíso de outrora e os casos que acontecem com navegantes amadores são tão raros que nem constam nas estatísticas policiais. Dia desses perguntaram se eu ainda voltaria a morar em um veleiro e nem titubeei em responder que sim. O que ouve no Guarujá foi ação de malandros pé de chinelo, devido a inexplicável e irresponsável falta de fiscalização e ausência de um grupamento de patrulha costeira. Casos semelhantes acontecem em Angra dos Reis, Bahia, Natal, Cabedelo, Recife e até na baixa da égua, mas, sinceramente, é um caso hoje, outro tempos depois. Certa feita, na capital do Frevo, um amigo teve seu veleiro invadido no canal de acesso ao Cabanga Iate Clube e a pouco menos de 100 metros do clube, mas nem por isso deixou de velejar e curtir a vida ao sabor dos ventos. Caso muito semelhante ao acorrido com o paulista. Já vi velejador esbravejando nas redes sociais, depois da notícia de um assalto em uma embarcação nas águas do Senhor do Bonfim, e dizendo que Deus o livrasse de nunca passar nem próximo da Bahia e ele não aconselharia ninguém a ir. Por curiosidade bisbilhotei em seu facebook e notei que ele navega pouquíssimo, vive aterrorizado com tudo e jamais deixou para trás as águas da Baía da Guanabara/RJ. Com certeza ele nunca navegará no melhor mar do mundo, que é o mar da Bahia! Sou solidário com o velejador assaltado no Guarujá e até sinto a dor do seu susto, mas digo que levante as velas e siga no rumo da venta em busca de novos e felizes horizontes, pois é assim que fazem os grandes marinheiros. Fonte: G1         

Histórias de um viageiro – III

imageA história que aqui segue é boa e conta um pouco de uma rica e enigmática região do Brasil, em que o sim e o não são apenas detalhes. Ela foi encaminhada pelo velejador baiano Sérgio Netto, Pinauna, depois que o instiguei na Carta de Enxu 13. É o relato de uma viagem entre Bahia, Maranhão e Piauí, e mergulha no tema que serviu durante anos como fonte dos estudos e serviços profissionais do geólogo Sérgio Netto. Para acompanhar do começo e não ficar perdido na historia, basta clicar nos links PARTE 1 e PARTE 2.

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1. Molhe em Luis Correa olhando para oeste, e 2. o assoreamento que o distributário Igaraçu fez em dez anos onde deveria ser o porto a sotavento do molhe.

clip_image002[8]clip_image002[10]clip_image002[12]3. O mangue sendo recoberto pela frente deltaica: o delta do Parnaíba prograda para o lado, para oeste! 4. Olhando pela proa da voadeira de dentro de um canal distributário, se vê a frente deltáica avançando do mar para dentro! 5. e é retrabalhada pelo vento.

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6.Baia de Tutóia e o pro-delta. Veja na linha do horizonte à direita a frente deltáica avançando por fora! 7.Revoada de guarás vermelhos sobre o mangue branco num canal distributário.

Atravessando o rio Parnaíba chegamos na cidade de Parnaíba, 170 mil habitantes, a 2ª do Piaui. Nos instalamos na Pousada dos Ventos por duas noites. No dia 8 de março de 2008 saímos numa Mitsubishi L200 da Clip (clipecoturismo.com.br) para rodar no litoral do Piaui. A propósito, o Aurélio não registra Parnaíba, mas o Caldas Aulete diz que é uma faca comprida, tipo faca de açougueiro.

clip_image001Esta tartaruga comeu um saco plástico pensando que era uma água viva. Pronto, chegamos na civilização.

A leste do rio Parnaíba você já está no mundo civilizado, e apesar de ter gado solto na estrada; da para ir sem grandes problemas no seu próprio carro tanto para o Ceará (Jericoacoara, Fortaleza) pela PI-210, quanto para Pernambuco e Bahia pela BR-343. Em Parnaíba a Clip tem barcos e carros apropriados para lhe mostrar o delta. Ela me havia reservado dois lugares num ônibus leito diurno para Teresina, onde eu pretendia visitar Aurimar, um colega de república no tempo de solteiro em Maceió. Disquei 102 e pedi o telefone. A última vez que eu havia visto Aurimar tinha sido em Florianópolis, em 1980, quando os filhos dele eram crianças de 3 a 4 anos.

Eu havia mandado um e-mail para Aurimar e não tinha resposta. Liguei de Parnaíba e atendeu uma criança de uns 3 a 4 anos; quando eu perguntei por Aurimar, ele chamou Vôo… e a ligação caiu. Tentei mais duas vezes sem sucesso. Daí Mila achou que não tínhamos o que fazer em Teresina.

– Vinte e oito anos, ele nem se lembra mais da sua cara!

– Você está enganada, nós éramos amigos.

Cartas de Enxu 17

1 Janeiro (59)

Enxu Queimado/RN, 05 de junho de 2017

Sabe meu amigo Hugo, como seria bom se o cotidiano da vida fosse regido pelos alísios que fazem bailar as palhas dos coqueirais de uma beira de praia. Talvez todo esse desajustamento que rege atualmente a humanidade, não tivesse vez para criar raízes tão desumanas e cruéis. Aonde chegaremos eu não sei, e duvido muito que algum sociólogo de plantão tenha as respostas, mas que estamos navegando em meio a um terrível maremoto, isso eu sei. No silêncio da varanda de minha palhocinha fico imaginando o porquê de tanta maldade e de tantos discursos abonativos com os possuídos de ideias e ideais desencaminhadores. Mas calma aí, quem danado sou eu para julgar ideias e ideais de alguém, né não? Aprendi navegando sobre as ondas do mar que não se julga sonhos de ninguém a não ser que se queira tolher a esperança, a liberdade e a felicidade do outro. Como é gostoso sonhar, ainda mais quando o sonho nos leva a boas novas. Eu sonho com um mundo onde a paz, a união, o amor e o entendimento entre os povos não seja apenas palavras de conforto para a alma, mas sim o alicerce que norteará futuras gerações.

Meu amigo, desculpe por abrir essa carta com tão carregada de aflição, mas tudo são frutos desse mar de lama e incerteza que nos chega através de um jornalismo que a cada dia está mais focado nos assuntos do terrorismo fácil. Certa vez, em conversa com um blogueiro, perguntei o motivo de tantas postagens com gosto de sangue em seu blog e ele respondeu, o que para ele é obvio: “- Nelson, é o que dá ibope! ”. Rapaz, até parece que o jornalismo esqueceu o jornalismo, e o pior, muitos jornalistas ficam tiririca com os blogueiros, acusando-os de não serem profissionais do ramo. Ora, se eles que são não agem como fossem, imagina quem não é e a age como sendo!

Sabe Hugo, juro que essa carta não se destina a reclamar da vida, mas sim para mandar notícias desse lugarzinho em que vivo, porém, é difícil não enveredar pelas bandas das reclamações, pois parece que os homens das coisas públicas não fazem outra coisa senão chafurdar com o bom andamento do cotidiano da gente. Pois num é que estamos – momento em escrevo estas linhas – há mais de 22 horas sem energia! Rapaz, dizem por aí, mas eu ainda não vi os escritos para falar com certeza, que a falta de energia não pode durar mais de 2 horas sob pena da concessionária de energia pagar umas multinhas pelo desserviço. O problema aqui foi a irresponsabilidade de um motorista que meteu o pé mais fundo do que devia, numa estrada piçarrada, e se danou em cima de um poste, partindo a estrutura em três pedaços. Ei, a turma por aqui conta isso dando risadas, como se o feito fosse uma glória para a irresponsabilidade. Pois seu menino, dizem que o motorista saiu ileso, mas deixou para trás, ou seria para frente?, uma noite, uma madrugada e já vamos caminhando para mais da metade do dia sem nem sinal de energia, sem funcionar as escolas, posto de saúde e comércio. Sabe o que mais me invoca? A moça do telemarketing da companhia energética não cansa, e não se manca, de afirmar que está sendo providenciado. Rapaz, para trocar um poste e remendar um fiozinho de nada! Eita nós, viu! O que não entra em minha cabeça é que estamos no meio de um dos maiores parques eólico do país, com uma infraestrutura fantástica de equipamentos de manutenção e montagem de torres e postes, apoiado por um enorme séquito de engenheiros e técnicos, e nada. Ponto para a incompetência! Pois é meu amigo, a vida por aqui é mansa, mas tem suas verdades.

Sim rapaz, dia primeiro de junho acabou o período do defeso da lagosta, foi aberta a temporada de pesca e já tem lagosta a bambam por aqui, pois o mar daqui é uma das boas fontes do crustáceo. Os pescadores apostam que a pesca vai ser boa, mas os donos dos ranchos – barracões que recebem o produto – não estão botando muita fé, mas não me pergunte o motivo, pois tenho visto barcos chegando bem carregados. Nesse fim de semana comi algumas lagostas e aprovei o sabor e o tamanho. Sou favorável ao período de defeso e isso está sendo provado pelo tamanho da lagosta pescada. Em anos recentes pegavam muita lagosta miúda, que inclusive é proibido, e o Ibama tinha um bocado de trabalho para botar ordem no terreiro. Hoje a coisa tem andado em brancas nuvens e por enquanto os dois lados, pescador e fiscalização, estão em paz.

Ei, Lucia está a cada dia mais esmerada nas saltenhas, aqueles salgadinhos deliciosos de origens boliviana e argentina. Ela aprendeu aprendido e agora bota banca de excelência no feitio do produto. Eu sou suspeito em afirmar, mas quem prova, aprova e pede mais. Tem de carne, frango, calabresa, bacalhau, ricota com espinafre e agora anunciou que vai fazer de lagosta. Vixi! Essa semana um amigo trouxe, para ela fazer um teste, uns quilos de ubarana que dizem ter a carne muito boa para fabricação de hamburguês e recheio de salgados. Acho que vem novidade por aí!

Pois meu amigo Hugo Vidal, velejador arretado de valente e conhecedor como ninguém das tardes baianas de Itapuã, por enquanto é isso, mas tem muita novidade por essa Enxu mais bela. Você precisa vir aqui para ver como é a vida de um praieiro e traga minha amiga Catarina, que prometo armar a melhor e mais bonita rede na varanda. Hoje o vento amanheceu soprador e vindo do quadrante Sul. A Lua está linda e crescente e o mar com uma cor esmeralda e convidativo.

Até mais!

Nelson Mattos Filho