Olhando de lá pra cá

parker-view-of-earthSe existem os tais homenzinhos verdes eles devem produzir belas poesias e maravilhosas músicas para o nosso planetinha azul, passeando tão brilhante e faceiro no manto azul do firmamento. O que será que pensam os extraterrestres? Será que procuram saber se por aqui tem água? Será que procuram vida? Será que fabricam naves e telescópios cada vez mais modernosos? Será que tem agências espaciais? E foguetes? E universidades? Será que para eles somos ETs? Será que chamam nosso planetinha de Terra? A imagem que abre este texto foi feita pela sonda solar Parker, a mais de 27 milhões de quilômetros de distância e a um tiquinho de nada para entrar na órbita de Vênus, e a enorme estrela brilhante que se destaca na segunda imagem é a Terra, olhada de lá, tão poética quanto a Lua.  Lançada em agosto de 2018 a sonda solar Parker é o objeto mais veloz já fabricado pelo homem, tendo como missão chegar o mais próximo possível do Sol, ou seja, “tirar um fino” de mais de 6 milhões de quilômetros. A sonda Parker cruza o espaço a mais de 690.000 km/h e após percorrer os 149 milhões de quilômetros entre a Terra e o Sol, dará 25 voltas em torno do astro rei até que dê por encerrada sua missão, em 2025. “…Terra, oh Terra/Estão lhe passando pra trás/Terra, oh Terra/Até já  te roubaram a paz…”    

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Aprendendo com Hagar, o Horrível

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Cabra bom!

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Como disse Felipe Hamaraky: Esse é dos meus!

Monstro marinho

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Certa vez perguntei a Pedrinho de Neném Correia, pescador/mergulhador arretado da praia de Enxu Queimado/RN, se ele já tinha visto muitas criaturas esquisitas no fundo do mar e ele respondeu assim: Veio, no fundo do mar tem bicho de toda forma, toda beleza, toda feiura e tem umas criaturas que dá até arrepio! Danado é quem duvida! Vi no site da Revista Galileu, que pesquisadores que fazem estudos nas águas geladas e profundas do mar da Antártida Oriental, com auxílio de uma câmera de vídeo capaz de suportar as intempéries das zonas abissais dos oceanos, ficaram impressionados e festejaram ao conseguir filmar uma  “galinha sem cabeça”, cientificamente conhecida como  Enypniastes eximia,  rara espécie de pepino-do-mar. Segundo os pesquisador, é a primeira vez que o “monstro marinho” é avistado no Hemisfério Sul. O primeiro registro se deu no Golfo do México. Os pepinos-do-mar são criaturas que vivem em águas profundas e se alimentam dos detritos orgânicos que se depositam no fundo do mar. Pense num bicho feio da mulesta dos cachorros!

Hyperion, a galáxia do tempo do ronca

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O universo com suas distâncias-luz é um poço sem fim a resguardar segredos inalcançáveis pelos terráqueos. Por mais que consigamos avançar no manto negro, por mais que nossos telescópios ultrapassem o alcance das lentes, por mais que nossas naves cheguem aos cafundós do espaço, jamais conseguiremos saber um tiquinho sequer do que existe de fato lá em cima, pois estamos sempre atrasados e muito do que enxergamos já não existe mais. É difícil compreender a lógica do firmamento e suas estrelas de brilho maravilhoso, porque tudo parte de um princípio e esse princípio é inalcançável. Daqui de baixo avistamos o Sol, a Lua, os planetas próximos, sonhamos com extraterrestres, com discos voadores, pusemos os pés na Lua e até fincamos uma bandeira. Avançamos mais, cada vez mais, deixamos o pequenino Plutão para trás e mergulhamos no vazio da incógnita. Existe o que lá fora a não ser o eco do silêncio? Agora nossas lentes focaram as barbas do titã Hyperion, filho de Urano, que na mitologia grega era a divindade que personificava o Céu, e Gaia, a Mãe-Terra. – Titã? – Hyperion? – Que papo de maluco é esse, rapaz? – Peraí que conto! É que um grupo de astrônomos de várias partes do mundo localizaram um superaglomerado ancestral de galáxias, com massa de “zilhões” de vezes maior do que a do Sol e batizarão de Hyperion, devido a grandeza colossal e pelos cálculos que nós,  pobres mortais, só entendemos se dormirmos três dias e três noites amarrados, de cabeça para baixo, pelo dedão do pé, a galáxia anciã é do tempo que nem sei lá danou-se, pois a bicha se formou, segundo os homens das ciências, nos primeiros 5 bilhões de anos do universo. Vale puxar pelos ensinamentos de colégio para lembrar que o Big Bang, que deu o ponta pé nessa maluquice toda, se deu a mais de 13 bilhões de anos. – Vai fazer a conta? – Pois pegue a caneta e o papel e comece anotando que quando apontamos um telescópio para os confins do espaço o que observamos já não existe faz tempo. – Entendeu não? – Nem eu, mas vamos lá! Como a luz viaja a uma velocidade de 300 mil quilômetros por segundo, ao olhar para o céu, o que se vê é apenas a luz emitida pelos astros, que muitas vezes já não existe. – Coisa de maluco! – Também acho, mas é assim! – Quer saber mais? O calor do Sol, que está bem ali, só queima a nossa pele 8 minutos depois que esfriou. Rapaz, sabe de uma coisa: Vou é parar por aqui pois já não sei se estou indo ou se estou voltando. Tchau, vou dormir que meu mal é sono! Zé Dias, me ajude aí, homem das estrelas!

Dilúvio de cerveja

The_manor_house_of_Toten_Hall_-_1813Essa história está no Wikipédia, mas quem enviou foi o amigo Eugênio Vilar, caboco que conheci sob a varandinha de minha cabaninha de praia e não saiu mais do coração. – Eugênio pai, vou contar esse moído, mas antes quero agradecer pela garrafa de cachaça Doministro, que tomei faz tempo, viu! Pense numa cachaça boa! Tem gente que joga na loteria toda semana na esperança de tirar uma fortuna para realizar o desejo de encher uma piscina de cerveja gelada para dar um mergulho. – Não resmungue não, pois cada qual com seu sonho! Mas em Londres, em 17 de outubro de 1814, aconteceu um dilúvio de cerveja e o resultado não foi o que espera os desejosos apostadores brasileiros. Tudo aconteceu quando um tonel com 610 mil litros de cerveja da cervejaria The Meux e Brewery Company rompeu e num efeito cascata fez romper outros toneis, espalhando pelas ruas uma avalanche de mais 1,5 milhões de litros da “loura quente”. A onda derrubou muros, destruiu casas e causou a morte de 18 pessoas. O reboliço foi grande e a ressaca da empresa foi ainda maior, pois ela foi levada as barras dos tribunais e entre uma roda e outra, o júri considerou que a tragédia foi um “ato de Deus” e que por isso ninguém foi responsabilizado. – Como é? – Isso mesmo! Como ressaca é ressaca, a empresa por causa do acidente quebrou, quebrando e ainda foi condenada a pagar os impostos da cerveja derramada e aí foi briga feia, com direito a discurso no Parlamento, apostas nos bares, jogo de porrinha, mas no final, alguém pediu um chá de boldo, outro pediu chá de camomila e a turma do deixa disso aprovou que os impostos fossem devolvidos e assim, a cervejaria juntou o apurado e voltou a funcionar para alegria dos papudinhos e tristeza dos que perderam entes queridos e casas. A foto que abre a postagem não é da cervejaria, mas da freguesia de St. Giles, onde tudo aconteceu. E quem quiser que conte outra!

Mulher de fibra

exercitoEita, faz uns dias que não batuco os dedos nas teclas para atualizar este Diário, mas juro que o motivo é a mais pura preguiça, porque assunto é o que não falta nesse mundão de meu Deus. Mas se avexe não que prometo espantar o banzo, azeitar os dedos e botar os miolos para trabalhar. – Sim, e o que danado faz a foto dessa mulher, com cara de arretada, aí em cima? – E apois, num foi ela que me fez sair do berço esplendido! – Vou contar! Dia desse numa tirada de prosa com Dona Tita – amiga que tenho muito carinho e afeto, em Enxu Queimado –, confabulamos sobre o papel da mulher no mundo e afirmei que a mulher tem papel preponderante no mundo atual e ai daquele marmanjo metido a arrochado que duvidar que essa preponderância arrefecerá no futuro. Como bem disse o bordão: “Lugar de mulher é onde ela quiser” . Pois bem, o mulherão da foto é a tenente-general Laura Richardson, que assumiu provisoriamente nesta quarta-feira, 17/10, o comando das Forças Armadas dos Estados Unidos e manterá sob suas ordens 776 mil militares e 96 mil civis. Pense numa mulher de sangue no olho!