Arquivo do mês: abril 2017

Quais são suas atitudes no mar?

01 - Janeiro (47)

Dia desses um vídeo viralizou nos grupos dos amantes da navegação, mostrando o enrosco entre uma lancha e um veleiro em uma ancoragem, se não estou enganado, nas águas do Sudeste. Nos comentários, em grande maioria raivosos, velejadores sentavam o pau de spinnaker na cabeça do proprietário da lancha, comumente apelidado de lancheiro. Pois bem, o “lancheiro”, segundo se ouve na filmagem, festejava o barraco e proibia que seu marinheiro fizesse algum esforço para desfazer a situação. Ora, pequenos incidentes como aquele são mais do que comuns em qualquer local, onde algum comandante deixe de observar as boas regras de ancoragem e como consequência, o barco sai todo faceiro para denunciar o mal feito. – E quer saber? O mesmo tipo de atitude, e até pior, já presenciei envolvendo dois ou mais veleiros, com gritos de ameaças veladas e palavrões trocados pelos comandantes. Várias vezes embarquei em meu bote de apoio para segurar barcos de terceiros, que encontravam-se próximo de um abalroamento, enquanto os infelizes proprietários apenas observavam a cena, muito bem sentados no cockpit. De alguns ouvi abismado: “Só estava esperando para ver a m…. desse irresponsável e se batesse em meu barco o bicho iria pegar”. Certa feita estava com o  Avoante ancorado na Ilha de Itaparica, quando a tardinha chegou outro veleiro e ancorou pela popa, porém, muito próximo. Vendo a cena que poderia acontecer, recolhi um pouco a corrente e avisei ao outro comandante que aquela não era uma boa posição para ele jogar âncora. Ele sorriu, entrou na cabine e não mais saiu. Na madrugada, quando o vento acabou e os barcos ficaram pelas ordens dos remansos da maré, o púlpito de proa do veleiro dele veio de encontro a plataforma de popa do Avoante e ficaram ali num namoro barulhento e perigoso. Acordei e fui ver o que estava acontecendo, porém, o que vi foi o velejador sentado com a cara feia sobre o convéns e quando me viu foi logo dizendo: “Seu barco está batendo no meu”. Não fez o mínimo esforço para evitar uma situação causada por ele mesmo. Calado, liguei o motor, recolhi a âncora e fui procurar outro lugar para ancorar. Não estou defendendo o arrogante proprietário da lancha que aparece no vídeo, porém, antes de condená-lo, precisamos fazer minuciosos exames na consciência e rever nossas atitudes no mar, ambiente em que ética e bom senso não são apenas palavras bonitas. 

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De olho no mar

anima_altura O feriadão de 1º de Maio, que para muitos terá início na sexta-feira, 28/04, promete ser agitado para aqueles que navegam pelos mares do Sul e Sudeste, com ondas que podem chegar próximo aos 5 metros de altura em alto mar, o que deve levar, se ainda não levou, a Marinha do Brasil emitir avisos de ressaca e mar grosso na região. Para os surfistas, será um fim de semana a ser comemorado com belas manobras. Fonte da imagem: Cptec/Inpe  

Comentário de um leitor

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Nelson,

“…Que obra extraordinária! Acabei de ler o seu livro, e fiquei encantado como você apresenta os fatos de forma clara e objetiva, mas nunca deixando faltar a sua paixão pelo mar, por velejar…”

Edmar Puça

E agora navegador?

18010027_1233738503414593_8732224621543937981_nEssa imagem periclitante que circula nas redes sociais, que muitos apostam ser verdadeira e outros afirmam que não passa de uma grosseira montagem, e para mim é mais um slide que bem poderia ser exibido em uma sala de aula de navegação. Diz a regra que barcos em rumo cruzado, o que é avistado por bombordo, lado esquerdo, deve dar preferência, ou seja, manobrar para passar por trás do outro, diminuir a marchar, puxar o “freio de mão”, ou simplesmente dar meia volta.  Na imagem mostrada, o navio teria que manobrar e o veleiro seguiria o rumo. Rapaz, discutir essa cena e a regra, sentado numa confortável poltrona e diante de uma telinha brilhante é bom demais. O difícil é estar no mar terrivelmente encrespado, mostrado na imagem, e com um brutamonte navegando em rumo batido e em velocidade de cruzeiro se aproximando. A regra do bom senso do navegante é bem clara para esses casos: Avistou um navio, não tire os olhos dele e manobre sem pestanejar, mesmo que você se ache o rei da cocada preta e todas as teorias, e dizeres das leis, estejam a seu favor.      

Ensinamentos

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“O que faz andar o barco não é a vela enfunada, mas o vento que não se vê…”

Platão

De olho no tempo

mapservDepois de um feriado prolongado e com chuvas fartas e molhadeiras em boa parte do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, mas bem que São Pedro poderia manter uma melhor regularidade, a semana promete iniciar com as torneiras do Céu abertas. Quem acreditou e cortou a terra na esperança de colher uma colheitazinha, está rindo a toa, pois as plantinhas estão vingando. O povo do mar também anda animado e as jangadas tem chegado ao porto com os cestos carregados, porém, os alísios começaram a acelerar o passo. Para quem não está familiarizado com os gráficos dos centros meteorológicos, como o do CPTEC/INPE colado aí em cima, as manchas azuis anunciam chuva, as amarelas mais chuva ainda e o vermelho é para sair de baixo.

Tempo instável no centro-norte do Brasil
A segunda-feira (24/04) será de pancadas de chuva a qualquer momento em grande parte da Região Norte assim como em pontos do norte de MT e de GO, noroeste de MG e grande parte do MA. Em alguns pontos desta faixa a precipitação poderá ser intensa e vir acompanhada de descargas elétricas. Na faixa litorânea entre o MA e PE o dia também será de nebulosidade e pancadas de chuva a qualquer momento que poderão gerar acumulados significativos de precipitação em alguns municípios. Entre o leste de MG, no ES e no sul da BA o dia será chuvoso e a persistência da precipitação poderá gerar acumulados expressivos ao final do dia. Entre a tarde e a noite voltarão a ocorrer pancadas de chuva no oeste e sul do RS.
Obs: Texto referente ao dia 23/04/2017-17h05 – Cptec/Inpe

Sobre baleias

ciencia-baleia-azul-animais-20130411-03-original4Diante de todo problema causado por um jogo que já bem podia ter sido riscado do mundo da grande rede, pois não consigo acredito que os controladores dos provedores e plataformas não tenham mecanismos para bloquear esses tipos de ameaças, me deparei com uma matéria no site da Veja.com, onde cientistas afirma que nenhum estudo comprova que baleias cometam suicídio, provocando o próprio encalhamento. Segundo o professor Mario Rollo, pesquisador de biologia marinha do Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista (Unesp), a causa dos frequentes encalhamentos e eventual morte, são doenças, cansaço e ações desastradas do homem. O cientista diz ainda que essa história de suicídio de baleias é mais uma tentativa do homem para transferir aos animais comportamentos exclusivamente nosso.  “Por mais heroico que pareça, esses animais não estão tirando suas próprias vidas em nome do bando. Não existe nenhuma indicação de que tenham solidariedade uns com os outros”, afirma o cientista. “Para que um animal cometa suicídio é necessário que exista um componente depressivo, algo que é próprio do comportamento humano.” Pois é, esse jogo de mau gosto e criminoso, funciona apenas por falta, me desculpem os psicólogos, de umas boas e eficientes chineladas.