Arquivo do mês: novembro 2017

Correção

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Na postagem “O homem do mar” comentei, seguindo informações do site argentino Gaceta Mercantil e G1, que o submarino ARA San Juan havia sido localizado. A informação foi desmentida pela Marinha Argentina e as buscas continuam. Vários países, inclusive o Brasil, ofereceram ajuda e já enviaram equipes para a área em que o ARA San Juan fez contato peça última vez. O submarino está com 44 tripulantes a bordo.  

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O homem do mar

marinheiroTexto maravilhoso copiado da página Seafarers Journey. A tradução pode não ser lá essas coisas, mas a essência é pura. Ofereço aos 44 marujos do submarino argentino que estava desaparecido no Atlântico Sul. O submarino ARA San Juan, foi localizado a 300 km ao Leste de Puerto Madryn, a 70 metros de profundidade. Segundo as primeiras informações, uma explosão em um painel de baterias, teria deixado a embarcação sem propulsão e sem comunicação. As equipes de buscas e salvamento já iniciaram a operação para resgatar os tripulantes.

Este é o homem que eu sou. A minha vida move-se numa direção circular. Eu volto para casa para ir embora e ir-me embora para voltar.
Não tenho morada, exceto o nome do navio, o meu passaporte mostra um, a minha casa está noutro lugar, onde o meu coração pertence.
Eu não sou como qualquer outro homem, mas, no entanto, sou a pessoa mais comum no coração. Não posso passar pela rotina diária do homem comum, mas o homem comum não pode aguentar a dor que eu passo. Ele não pode viver longe da sua casa, do amor e da vida durante meses. Ele não pode ser o filho indefeso, o marido solitário ou o pai carente. Ele nunca saberá as frustrações de ficar acordado durante dias e não descansar, trabalhando continuamente. Não há zonas de tempo constante que nos nós. O homem comum não conhece as cabanas solitárias que eu venho depois do trabalho, enquanto ele vem a uma casa cheia de pessoas. Ele pode comer o que a mãe cozinha e ser abraçado pelos seus filhos diariamente. Só os vejo em fotos. Ele consegue ouvi-los e vê-los todos os dias, enquanto eu tenho de ser forte e cumprir as minhas obrigações.
A minha mulher deve estar a limpar as lágrimas e a aguentar a dor que eu passo quando não a consigo ver, quando não a vejo também. As mãos dela devem estar a querer segurar as minhas mãos, o coração dela deve estar a desejar amar-me, os lábios dela devem estar ansiosos para me dizer todas as coisas que acontecem durante o dia, os olhos dela devem estar ansiosos para olhar para o meu. Sempre que ela olha para casais a caminho do super mercado, ela deve estar a desviar os olhos e a consolar-se só mais alguns dias. Eu sou um homem comum e estou fora a fazer o meu trabalho. Eu digo a toda a gente para entender isso. Preciso de estar longe.
Eu não sou um casanova, eu vou para a costa para pisar em terra, porque eu não senti isso debaixo das minhas solas por muito tempo. Posso ter segredos sujos, mas posso não ser perfeito às vezes. Sou um homem muito solitário. Tenho amigos sempre comigo, mas sem família quando estou fora. Eu nem sei o que eles fazem ou como eles são. O maior medo que me aperta o coração é quando a minha família precisa de mim desesperadamente, posso não estar à sua volta. Luto diariamente, luto com estes pensamentos a, digo a mim mesmo que não agora, o nosso dever chama.
Estou à espera do dia em que me encontro com os meus pais em casa, rezo pela sua segurança e bem estar aqui e espero que estejam felizes. Eu só quero que eles saibam, que enquanto eu estiver alto na ponte ou trabalhando duro no motor, eu amo minha família e eu estou orgulhoso de quem eu sou e o que eu faço.. O homem comum que eu estou dentro, eu vou Sê sempre. Mas o homem que sou hoje, nenhum homem comum será.
Créditos: Marinheiros diário

Cadê a chuva?

800px-usina_hidreletrica_de_sobradinho-ba“O nordestino é antes de tudo um forte”. Já dizia o escritor Euclides da Cunha, em 1902, no livro Os Sertões. Não é fácil a vida no Nordeste, mais incompreendido impossível, mas é uma vida onde a alegria, a fé, a perseverança e a certeza de povoar um mundo de magias, faz do nordestino um povo de inestimável valor. Não existe Nordeste sem as agruras da seca e é daí que brota a força que move essa terra de valentes. É um olho no Céu de Nosso Senhor e outro na terra de todos os santos, sob o comando do Padim Cíço Romão Batista. É assim a vida no sertão. Os relâmpagos já alumiam as barras do poente e os meteorologistas se esforçam para retirar a melhor leitura das lentes dos satélites, mas não é fácil convencer um povo acostumado a ler os sinais da natureza. Estamos vivendo talvez uma das mais severas secas sobre as paragens nordestinas e os açudes e barragens estão aí para provar a verdade. A população cresceu, as cidades ficaram enormes e cadê a água? A velha promessa das águas do Velho Chico tropeça na interminável briga de egos e o que era para ser, não passa da mais barata demagogia, arrotada sobre um palanque enfeitado de bandeirolas, cordão de luz, meia dúzia de babões e aplausos orquestrados. Que venha logo as águas das torneiras de São Pedro, porque a coisa está periclitante e, segundo dados oficiais, os reservatórios do Nordeste estão com os níveis mais baixos de toda a história e juntando tudo chega a míseros 4,7% de capacidade e a Usina Hidrelétrica de Sobradinho, que gera mais de 60% da energia da região, está com apenas 1,98% de reserva. Valei-me Menino Jesus! 

Além da realidade

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Surreal: que denota estranheza, transgressão da verdade sensível, da razão, ou que pertence ao domínio do sonho, da imaginação, do absurdo

Hoje tem novidade no céu

eei_curitibaPara quem está pelas bandas de Curitiba, São Paulo e Belo Horizonte, a procura de uma novidade, ou curiosidade, para a noite desta terça-feira, véspera de feriado, basta sentar em um banco de praça para observar o céu, isso se as nuvens deixarem e São Pedro colaborar, para apreciar a passagem da Estação Espacial Internacional (EEI), que estará visível exatamente às 20 horas 37 minutos e 34 segundos –  pense numa precisão! A EEI passeia pelo espaço a 408 quilômetros de distância do nosso planetinha azul, bisbilhotando as coisas das ciências. Fonte: Revista Galileu

Recorde na regata Transat Jacques Vabre 2017

imagesVapt-vupt, foi assim a velejada dessa ferinha, que aparece na imagem, entre Le Havre, região francesa da Alta Normandia, e a baianíssima Salvador, terra abençoada pelo Senhor do Bonfim. O trimarã de 100 pés, comandando pelos franceses Thomas Coville e Jean-Luc Nelias, cruzou o Atlântico como uma bala e gastou 7 dias, beirando o oitavo, e atracou, nesta segunda-feira, 13/11, cheio de vontade de se lambuzar de dendê no píer do Terminal Náutico da Bahia, e foi o primeiro participante da regata Transat Jacques Vabre 2017 a cruzar a linha de chegada e com isso ostenta orgulhoso a faixa de Fita Azul no alto do mastro. Fita Azul, no iatismo, é o primeiro barco a cruzar a linha de chegada, independente do tamanho, classe ou vontade dos concorrentes. O trimarã da Sodebo foi seguido de perto por outro trimarã voador, mas este, entre um contrapé e outro, cruzou a linha duas horas depois. As duas feras conseguiram baixar o recorde da prova em três dias. Danou-se! Agora as duas tripulações ligeiras, vão se aboletar diante de um tabuleiro de acarajé para esperar pacientemente pelos concorrentes que cortam água por aí, entre eles o barco brasileiro Mussulo 40, que compete na Class 40. O Mussulo 40, comandado pelos competentes Leonardo Chicourel, baiano arretado, e José Guilherme Caldas, teve alguns problemas e aparece, por enquanto, na 13ª posição, em sua classe. A Transat Jacques Vabre é uma das mais tradicionais provas do iatismo mundial e nessa edição retorna a Bahia, onde aportou em tempos idos. Fonte: Coluna do Murilo 

Planetas, estrelas e arisias

planeta monstroGosto de olhar as estrelas e imaginar o que tem além das nuvens do nosso planetinha azul. Aliás, nunca vi uma foto da Terra em outras cores senão o azul que emana dos oceanos. Será porque nossos satélites e naves espaciais não conseguem ir além da distância dominada pelas cores de Nossa Senhora da Conceição, ou será que somos azuis de verdade? Será que entre as galáxias somos conhecidos como os azuis? Se for assim, será bem feito, pois quem manda chamarmos os outros de verdes! Afinal, apelido se paga com apelido e nem me venha falar em bulingue, que no meu tempo de criança tinha isso não e não lembro de ter visto ninguém com esses ditos traumas modernosos e nem sair por aí matando e degolando os outros por simplesmente ser chamada de gordinho, vara pau, três penas ou outro apelido qualquer. O nome disso é falta de peia! Virgem Maria Santíssima, vou é voltar para o tema dos planetas que é o melhor que faço.

Pois bem, soube que os homens das ciências planetárias descobriram um novo super planeta, que eles batizaram pelo código NGTS-1b e apelidaram o bicho de “planeta monstro”, em uma constelação conhecida como Columba, localizada a cerca de 600 anos-luz da Terra. – Seu menino, é longe viu! Um ano-luz equivale a uma quilometragem que se alguém fosse se meter a caminhar, iria gastar uma ruma tão grande de alpercata que não tinha dinheiro que pagasse. – Quer saber? – Um ano-luz é a medida de comprimento que corresponde a distância percorrida pela luz em um ano, o que significa algo em torno de 9,5 trilhões de quilômetros. Danou-se! Como diria D. Inácia, que trabalhou na casa de meus pais: “Foi que inventaram, num foi?”

O planeta monstro, descoberto pelas lentes dos telescópios do Next-Generation Transit Survey, de onde saiu o nome de batismo NGTS-1b, localizado no deserto de Atacama, no Chile, chamou atenção dos homens por orbitar uma fraca estrela anã, o que teoricamente não tem lógica, ou não tinha. O novo planeta tem quase o tamanho de Júpiter e pelos livros, ele não poderia se formar onde se formou. Vai entender a lógica, vai!

Só sei que se formou um moído grande entre os observadores do espaço sideral e muito furdunço deve surgir nas veredas espaciais. Será que a estrela anã tem algum babado quente entocado em suas entranhas? Só o tempo e as más línguas dirão. Enquanto isso vamos ficar olhando as estrelas e se contentando com um fuxico aqui, outro acolá, até que toda a verdade venha à tona.

Mas o que me deixou encucado e me fez meter o bedelho nessa seara, foi que dia desses li uma entrevista de um astrônomo das “oropa” que dizia que tudo que acontece no espaço está muito bem monitorado e que nada poderia passar despercebido das lentes curiosas da ciência. Segundo ele, a teia de satélites, telescópicos e estações espaciais não deixaria nada invisível. – Sabe nada, inocente! De vez em quando escuto o zum, zum, zum de que um cometa mais ousado surgiu no céu e recentemente um pedregulho vindo sei lá de onde, tirou onda no meio do sistema solar, fez piruetas e se mandou para o infinito. Dizem que o xêxo era um invasor e que veio apenas bagunçar o coreto e nada mais. – Pois sim!

A natureza tem coisas que por mais que a ciência avance ainda não consegue explicar. Se diante de toda parafernália que dispomos ainda não conseguimos colocar os pés em Marte, nosso vizinho solar do lado direito, ou esquerdo, sei lá, e pouco sabemos do que se passa no rabo de um cometa, imagine aí o nó para dar conta do que acontece a mais de 9 trilhões de distância. – E a Lua? Pois é, e a Lua? Os meninos de Tio San já cascaviaram por lá nos tempos dos bons rock in roll, deixaram até uma bandeira encravada e tomaram o rumo de volta nas asas de um paraquedas. Não sei o que São Jorge achou das empreitadas dos galegos, mas boa coisa não foi, pois eles nunca mais acharam o caminho de volta.

Dizem que o galego do topete vai botar novamente lenha nos foguetes norte americanos e enviar uma galera para tomar conta do terreiro de Jorge, só não sei se é mais um blefe do galego. Pense num topetudo invocado! Só perde mesmo para o baixinho coreano, que ri de tudo e de todos. E por falar no baixinho, os fuxiqueiros de plantão dizem que ele está pegando uma súdita bem jeitosinha. Pelas fotos, o cara tem bom gosto! – Ei, Nelson, que danado isso tem a ver com estrelas e planetas? – Sei lá, só sei que é assim!

Bem, vou dar um fim nessa prosa, pois já estou até misturando as bolas, mas antes de mais nada é preciso dizer que a penúltima Lua cheia de 2017 vem aí e é um bom momento para olhar para o céu e sonhar com uma viagem até o distante NGTS-1b, pois quem sabe encontraremos novos horizontes e novos rumos para nosso planetinha tão sofrido, maltratado, incompreendido e que nós acolhe tão carinhosamente bem.

Eita, já ia esquecendo, hoje é dia de Todos os Santos. É nós!

Nelson Mattos Filho