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Contagem regressiva para a Refeno 2015

IMG_0048MARCA NORONHA 2015Começou a contagem regressiva para a XXVII REFENO – Regata Recife/Fernando de Noronha, que larga dia 26 de Setembro do Marco Zero no Porto do Recife. A Refeno é uma das mais charmosas e desejadas provas do iatismo brasileiro e esse ano conta com 46 embarcações inscritas até o momento. Alguns hão dizer que não é um número que demonstre a média histórica de participantes da regata, porém, digo que já participei de edições bem menores e mesmo assim a prova não deixou de ser sucesso. As causas da baixa frequência em 2015 podem ser creditadas a vários fatores e estes navegam faceiros, tanto pelo grande mar de lama politiqueiro que atola os índices da economia brasileira, quanto ao zelo da Marinha do Brasil em não mais flexibilizar as normas de segurança, salvatagem e tráfego das embarcações envolvidas. As apostas e as análises são muitas e todos se dizem cobertos de razão. Mas vou confessar um segredo: Estou alinhado com a decisão da Marinha, porque, quando o bicho pega lá fora, é a ela que todos levantam o braço para pedir ajuda ou apontar o dedão para crucificar.

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E por falar na Marinha do Brasil: Como na edição 2015 da Refeno todos os barcos estarão quase 100% armados para navegação oceânica – se não estou enganado, a única flexibilização é o rádio SSB, recebi a informação que apenas um Navio Patrulha acompanhará a flotilha e este retornará a Base Naval de Natal na sexta-feira, 02/10. Por causa do retorno do NaPa a Regata Fernando de Noronha/Natal, organizada pelo Iate Clube do Natal, que tradicionalmente larga no Sábado, será antecipada para a Sexta-Feira, 02 de Outubro.

canal cabanga maré -0.1

Voltando o bordo para a Refeno: O Cabanga Iate Clube de Pernambuco, divulgou fotos e um filme para orientar os comandantes no canal de acesso ao clube, que a cada ano se torna mais assoreado. A foto é o filme foram feitos em maré  -0,1 e dão uma dimensão do problema a ser enfrentado pelos mais afoitos.  A recomendação é que, após adentrar o Porto do Recife, os comandantes entrem em contato com o Cabanga, via canal 9 do VHF, e fiquem aguardando ao largo do Pernambuco Iate Clube (PIC) o barco de apoio do clube. O acesso ao canal do Cabanga deve ser feito apenas na preamar. Vale destacar que as primeiras embarcações que chegarem ao clube terão serviços de água e energia elétricaque em Recife é 220 volts.

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Resultado da regata Fernando de Noronha/Natal 2014

passeio (263)

O Iate Clube do Natal premiou na noite da última Terça-Feira, 07/10, os campeões da regata Fernando de Noronha/Natal 2014, que teve como Fita Azul, primeiro barco a cruzar a linha de chegada, o veleiro Tapioca. Não foi uma travessia das mais tranquilas e a flotilha enfrentou mar muito agitado e ventos com rajadas que beiravam 35 nós. Veja baixo o resultado completo:  

MONOCASCO RGS A

1º TAPIOCA

2º INAÊ

3º SOGNO

MONOCASCO RGS B

1º TALENTO

2º FISKER

3º BEPALUHE

MONOCASCO RGS C

1º JR 01

2º TIMSHEL

MULTICASCO A

1º VIAMAR

2º AQUAMUNDO

3º YAKARE

MULTICASCO B

1º TRANQUILIDADE

2º NAMOA

3º BORANDÁ

MULTICASCO C

1º JAHU III

2º MUAKÃ

Desdobramentos das regras da Refeno

foto 2

Em consequência do acidente com o trimarã Nativo, que naufragou na costa do Rio Grande do Norte enquanto participava da XXVI Refeno, deixando seis tripulantes a deriva em alto mar por mais de 32 horas, a Marinha do Brasil somente liberou o retorno livre ao continente para aqueles veleiros que tivessem a bordo o localizador Epirb. Os demais veleiros deverão retornar apenas acompanhados pelos dois navios patrulha que estão em Fernando de Noronha para esse fim e que devem navegar com atenção total na flotilha da regata Fernando de Noronha/Natal, que larga na manhã de Sábado, 04. Aqueles comandantes que já deixaram a Ilha sem observar a nova exigência, algum petardo de longo alcance deve vir por ai. O Cabanga Iate Clube já adiantou mudanças para a Refeno 2015, inclusive a exigência do Epirb, mas diante de tudo o que temos acompanhado, essa mudança deverá ser bem mais abrangente. Esse é o segundo acidente que resultou em naufrágio acorrido, e felizmente sem vítimas fatais, durante a competição.

GetAttachment Em 2009 o trimarã paraibano Acauã capotou no retorno a Paraíba e teve seus três tripulantes resgatados por um navio da Marinha. Em agradecimento e reconhecimento a tripulação resgatada espalhou outdoors em várias capitais do nordeste.     

Regata Fernando de Noronha/Natal 2014

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Vinte veleiro estarão alinhados na largada da regata Fernando de Noronha/Natal – Fenat, Sábado, 04/10, segundo informações passadas pelo coordenador da regata Érico Amorim, garantindo mais uma vez o sucesso da competição.  A previsão é que os primeiros barcos da flotilha cruzem a linha de chegada na madrugada do Domingo e alguns participantes já aparecem como favoritos, entre eles o catamarã pernambucano Jahu II. A prova é uma promoção do Iate Clube do Natal e sem medo de errar: É uma das mais gostosas, animadas e calorosas regatas do Brasil.    

Fernando de Noronha e a Refeno – Parte 3

imageChegamos ao final do relato do velejador baiano Sérgio Netto contando uma boa parte da história da Refeno que em 2014 completa 26 anos. Quem um dia já participou dessa que é a maior e mais instigante regata de oceano do Brasil, deve ter se reconhecido em algum momento dessa história que dividi em três partes. Para quem ainda não teve a alegria de realizar o sonho da velejada até a Ilha de Fernando de Noronha, competindo numa Refeno, fica o convite para não adiar o sonho, pois a XXVI Refeno larga do Marco Zero, na cidade do Recife, dia 27/09. Mais uma vez agradeço ao amigo Sergio Netto por proporcionar aos leitores do Diário do Avoante essa bela narrativa.

FERNANDO DE NORONHA E AS REFENO

A velejada para Rocas durante a noite foi tranquila, em asa-de-pombo com a mestra no primeiro rizo, genoa parcialmente enrolada, vento aparente 10 a 12 nós, piloto automático. Fizemos 68 milhas em 10 horas e de manhã cedo pegamos a poita do Delícia, o veleiro Farr 38 no qual Zeca fazia o apoio à ilha, ψ=3°50,78’S λ=33°31’W. O pessoal do Ibama foi a bordo e nos levou para terra no bote deles. A entrada da barreta é com onda e difícil para um caíque pequeno. O pessoal do Bola 7 que chegou meia hora depois não teve a nossa simpatia para conquistar o pessoal do Ibama e não desembarcou. O fundeadouro é aberto, desconfortável, e nos avisaram que à tardinha chegam os pássaros e fazem o maior barulho. Às 15 horas deixamos a amarração e saímos em orça apertada para Natal, 140 milhas para SSW.

imageimage Atracamos no píer do Iate Clube de Natal no início da tarde do dia 2 de outubro, lavamos o barco com água doce e fomos para uma amarração. Muito simpática a recepção do clube para o visitante. Marcio e Claudinha desembarcaram e voltaram de avião para Salvador. Pedro havia desembarcado em Noronha.

imageDia seguinte era dia de eleição e passamos nos Correios para justificar a ausência eleitoral. Tínhamos alugado um bug ‘Selvagem’ e fomos para as praias do norte e as dunas de Genipabu.

No domingo dia 4 levantamos vela ao meio dia e seguimos 80 milhas para SSE, no contravento, até Cabedelo, onde nos esperava a tripulação do Cangaceiro, que levaram Vicka e Lizete para compras. O Pinauna estava molhando dentro pela gaiuta de proa e o inglês Ryan, dono de um estaleiro e do trimarã ‘Jeitinho’ atacou o problema. Este inglês diz que coisa difícil ele faz rápido, o impossível demora um pouco. Cabedelo, no estuário do Rio Paraíba, é um local bem protegido, bom para deixar o barco em caso de necessidade.

Dia 6 de outubro, quando o sol já havia passado o equador para fazer o verão do hemisfério sul há duas semanas, e o vento já havia rondado para nordeste, saímos a barra de Cabedelo às 10 horas, dobramos o Cabo Branco, no extremo oriental do Brasil, e a velejada para o sul-sudoeste ficou macia, com vento e corrente favoráveis. Mas à noite refrescou e deu trabalho; passamos direto por Recife chegando a Maceió dia 7 à tarde. São 200 milhas de João Pessoa a Maceió, e cheguei mole e resfriado. Vicka e Lizete desembarcaram e retornaram de avião para Salvador. Silvia pegou a Lena e a mim de carro e nos levou para jantar no Divina Gula.

Dia 8 Lena foi às compras para reabastecer o barco e eu fiquei a bordo descansando e me recuperando do resfriado. Dia 9 já estava bom e largamos ao amanhecer para o trecho final até Salvador, quase 300 milhas até o AIC, que fizemos em pouco mais de 48 horas. Este trecho com só duas pessoas a bordo foi um passeio, com pouca vela, sem pressa, curtindo o finalzinho das três semanas de férias. Navegamos bem longe de terra para não ter que nos preocupar com barcos de pesca sobre a plataforma continental. Quando acordei pela manhã do dia 10 vasculhei o horizonte de binóculo e vi um veleiro vindo pela popa, bem na nossa esteira, só com vela mestra e motor. Chamei no rádio mas ele não respondeu. O vento estava fraquíssimo e ele logo nos alcançou quando tomávamos o café da manhã no cockpit. Era o Suzy Dear, com Serginho Bittencourt, Thales Magno Baptista e mais dois tripulantes. Eles desligaram o motor e fomos derivando juntos, Serginho fazendo a maior festa. Fizeram fotos e já estavam com planos de abordar o Pinauna quando chegou um ventinho e começamos a nos afastar. Eles abriram a genoa mas naquele ventinho fraco o Pinauna foi orçando mais e deixando o Swan pesadão mais arribado para trás, de forma que em uma hora não nos víamos mais. Esse povo tem mania de viajar vendo terra, o que é um problema a ser tratado no psicólogo. Viajar longe de terra é mais seguro, mais confortável, fora das rotas de tráfego, você pode dormir à vontade e se chegar um temporal tem espaço suficiente para correr com o tempo até que ele passe.

Chegamos no AIC no domingo dia 11 de outubro pela manhã e Vicka, Liz e Pedro Bocca foram nos buscar, já com o filme da regata editado, com trilha sonora e tudo.

Daí levei quatro anos sem voltar a Noronha. Quando o Banorte deixou de ser o patrocinador oficial, pouco antes de quebrar, a regata passou a se chamar REFENO mantendo a numeração desde a organização primeira de Maurício em 1986. Continuar lendo

Retomando o rumo

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Depois de um longo e delicioso descanso “forçado” em Fernando de Noronha, participando de mais uma Refeno, vamos tentar manter o blog no rumo. Na verdade, o espaço de mais de uma semana sem nem ao menos dar uma espiadinha para ver como estavam as coisas e atualizar os comentários, foi devido a incrível “atenção” dispensada por nossas felizes empresas de comunicações a nós usuários. É uma festa! Mas, vamos jogar esse assunto ao vento para não termos indigestão. Também, para que danado o cara vai até a ilha de Fernando de Noronha, um dos mais belos paraísos naturais do mundo, para querer usar internet? Bem feito! Desde já agradeço a todos aqueles que comentaram e vibraram com o lançamento do livro Diário do Avoante, que aconteceu no Cabanga Iate Clube, dentro da programação da Refeno, e dizer que dia 19 de Novembro será o lançamento em Natal/RN. Por enquanto estamos com o Carcará I ancorado em frente ao Iate Clube do Natal, onde chegamos participando da Regata Fernando de Noronha/Natal – Fenat, e espero que vocês não se avexem, pois tenho muita coisa para contar de tudo que vi na Refeno e na ilha maravilha.