Desdobramentos das regras da Refeno


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Em consequência do acidente com o trimarã Nativo, que naufragou na costa do Rio Grande do Norte enquanto participava da XXVI Refeno, deixando seis tripulantes a deriva em alto mar por mais de 32 horas, a Marinha do Brasil somente liberou o retorno livre ao continente para aqueles veleiros que tivessem a bordo o localizador Epirb. Os demais veleiros deverão retornar apenas acompanhados pelos dois navios patrulha que estão em Fernando de Noronha para esse fim e que devem navegar com atenção total na flotilha da regata Fernando de Noronha/Natal, que larga na manhã de Sábado, 04. Aqueles comandantes que já deixaram a Ilha sem observar a nova exigência, algum petardo de longo alcance deve vir por ai. O Cabanga Iate Clube já adiantou mudanças para a Refeno 2015, inclusive a exigência do Epirb, mas diante de tudo o que temos acompanhado, essa mudança deverá ser bem mais abrangente. Esse é o segundo acidente que resultou em naufrágio acorrido, e felizmente sem vítimas fatais, durante a competição.

GetAttachment Em 2009 o trimarã paraibano Acauã capotou no retorno a Paraíba e teve seus três tripulantes resgatados por um navio da Marinha. Em agradecimento e reconhecimento a tripulação resgatada espalhou outdoors em várias capitais do nordeste.     

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9 Respostas para “Desdobramentos das regras da Refeno

  1. Acho correta a exigência do EPIRB mas, nos dois acidentes relatados as condições de mar não eram extremas, ruins sim porém, não extremas. No caso do Nativo houve uma quebra do veleiro causando o acidente, e do Acauã ondas e uma rajada de vento fizeram o trimarã capotar.
    Acredito que nos dois casos os acidentes poderiam ter sido evitados.
    Estou considerando as informações relatadas pela mídia para expressar minha opinião e posso estar errado.

    Bons ventos

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    • diariodoavoante

      Claudio, obrigado pelo comentário. Tenho apenas uma reserva sobre ele: Sei que alguns acidentes no mar, como em terra, poderiam ser evitados, mas veja que no caso do Nativo estamos falando de um veleiro participando de uma competição de velocidade e não de uma gostosa velejada de final de semana. Abraços, Nelson

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  2. Este incidentes e acidentes sempre acontecerão, pois são barcos de competição e estão nos estremos de suas resistências, quem entende sabe disso, ou bota pra quebrar ou não tem chance de ganhar. O que precisa ser feito é só melhorar o sistema de comunicação entre as embarcações e as equipes de salvatagem juntamente com a Marinha do Brasil para informar dos acontecimentos. No caso do Nativo, o que houve com o spot que não enviou o pedido de socorro?? O Spot é uma ideia muito boa, é mais um item de segurança, mais ainda não é muito confiável pois quebra muito, já vi vários inclusive o meu que não funcionou nesta REFENO.

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  3. Nelson, gostaria de lembrar que a “liberalização” das exigências de mar aberto oceânico para a Refeno sempre obrigavam os barcos a irem e voltarem na companhia dos navios da Marinha. Há inclusive a assinatura de um termo de responsabilidade pelo comandante se comprometendo a isto. Pode ser que a inspeção dessa exigência seja mais rigorosa agora. Mas temos todos que lembrar que estamos numa travessia oceânica, e que comunicação é fundamental, tanto para avisar que está tudo bem quanto para pedir socorro

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    • diariodoavoante

      Caro Hans, foi muito boa a sua participação com esse comentário esclarecedor, mas o que comentava-se, antes da largada da Refeno, era que: com as exigências da carteira de Capitão Amador, da Balsa, dos coletes classe 1 e do SPOT, laudo de engenheiro naval e outros itens, a volta ao continente seria livre. Abraços, Nelson

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      • Hans Hutzler

        Nelson, na reunião de comandantes a Marinha deixou muito claro que já seria assim, o que foi amplamente discutido. A mesma orientação era dada nos anos anteriores.

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      • diariodoavoante

        Muito bem Hans, agora a informação está completa. Mas conversei com alguns velejadores e até a reunião de comandantes ninguém esperava por mais essa exigência da Marinha. No ano passado o barco em que eu estava, a Marinha já havia feito a vistoria, havia entregue o adesivo da inspeção e dois dias depois chegou um inspetor naval dizendo que estávamos pendentes com um laudo de um engenheiro naval, atestando que o veleiro, um Delta 36, apenas o nosso entre cinco ou seis que estavam na regata, estava apto a fazer navegação oceânica. Depois de muito discutir e nos fazer esquentar a cabeça vieram dizer que a pendência estava desfeita. Como desfeita? Então não era pendência? Era só um capricho de alguém? No ano passado o barco que tivesse um Capitão Amador a bordo poderia retornar ao continente livremente. Um jogo precisa de regras claras e elas não podem mudar na hora da bola rolar. Um grande abraço e vamos navegar que é o melhor que a gente faz, Nelson

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  4. Prezado Cláudio

    Já no egundo AR constava que os os que tinham flexibilizações da NORMAM teriam que esperar a Fenat para sairem de Noronha. Na Reunião de Comandantes, isto foi apenas confirmado.
    Bosn ventos.
    João Jungmann – Coordeandor da Refeno 2014

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