Arquivo da tag: Torben Grael.

Para anotar na agenda

A Volvo Ocean Race, a mais famosa das regatas de volta ao mundo e considerada a Formula 1 do iatismo mundial, já marcou a data de 18 de outubro de 2o17, na cidade de Alicante, Espanha, para a largada da edição 2017/2018. São 45 mil milhas pelos oceanos do mundo, oito meses de competição e mais uma vez a cidade catarinense de Itajaí será uma das 11 cidades sede. A regata acontece desde 1973 e na história dos seus pódios figura o brasileiro Torben Grael, campeão na edição 2008/2009 comandando o veleiro da equipe sueca Ericsson 4. Na edição de 2006, Torben também se fez presente comandando o barco brasileiro Brasil 1, mas devido a uma série de problemas, inclusive quebra do mastro no Oceano Índico, ficou na terceira colocação geral.

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Mais uma vez a vela faz bonito

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O esporte a vela no Brasil não tem necessidade de provar a ninguém a sua grandeza, porque já virou tradição ver a nossa bandeira hasteada no pódio. A vela é com folga o maior medalhista olímpico brasileiro. Nossos campeões são reconhecidos em todo o mundo e basta um velejador brazuca presente na raia para ver o desespero no rosto dos concorrentes. Somos bons mesmos e nenhum competidor duvida disso! Na imagem acima vemos o sorriso de alegria de Martine Grael e Kahena Kunze, ostentando a medalha de prata na categoria 49er FX, que na final, mesmo sem condições de lutar pelo ouro, foram marcadas a cada manobra pelas argentinas que subiram no topo do pódio. O pai de Martine, o campeoníssimo Torben Grael, diante da atitude da argentinas, chegou a falar em “lado sujo da vela olímpica”, mas sinceramente acredito que a declaração do Torden tenha sido mais um desabafo de um pai e não uma sentença. Os velejadores brasileiros subiram ao pódio em todas as classes em que dispuram no Pan-Americano 2015 e marcou o tetracampeonato da classe Pracha a Vela, com Ricardo Winicki. Parabéns velejadores e não fiquem tristes quando escutarem por ai que somos o país do futebol.

Torben pede mais técnica a cartolagem

Torben Grael O velejador Torben Grael deu entrevista ao The Daily Sail, site especializado em notícias náuticas, sobre as novas regras para as olimpíadas e que foram determinadas pela Isaf. Torden critica o modelo de escolha das classes através do voto, coisa que apenas beneficia os países mais ricos e também a exclusão dos multicasco dos jogos olímpicos.

“Nós precisamos de estabilidade para que a Vela cresça. Se você faz mudanças, elas precisam ser para daqui a duas olimpíadas, não para a próxima. Caso contrário, você só favorece os países ricos e fica cada vez mais difícil para quem não tem muito dinheiro. Os barcos da classe Europa e os Ynglings viraram lixo agora. Isso mata a classe. A Europa era uma classe bacana antes de se tornar olímpica, mas depois que ela foi tirada dos jogos, ela morreu. Eles [a Isaf] precisam ser mais cuidadosos com isso. A decisão sobre as classes virou uma coisa muito política. Deveria ser mais técnica do que política. Se você decidir apenas pelos votos, você sempre vai ter barcos muito simples e isso não é o que as Olimpíadas deveriam ser”

 “Tirar os multicascos não faz nenhum sentido para mim. Por outro lado, você tem dois veleiros com bolina e trapézio que são basicamente a mesma coisa: o 470 e o 49er. Um é mais moderno que o outro, mas eles são o mesmo tipo de barco. Assim como o Laser e o Finn. Não tem nenhuma vantagem para a Vela manter barcos iguais e tirar outros que representam uma enorme parte da Vela, que é o caso dos multicascos”

O velejador esta no Brasil se preparando para a semana de vela de Ilhabela onde vai competir a bordo de um novíssimo S40.

TERMINA EUROPEU DE STAR

Terminou ontem o Europeu de Star em Viareggio/Itália, com os Alemães Johannes Polgar e Markus em primeiro lugar. Os brasileiros Torben Grael e Marcelo Ferreira ficaram com o  8º lugar e Robert Scheidt e Bruno Prada em 9º. Mais um bom resultado para a vela do Brasil, que faz história pelos mares do mundo.

EUROPEU DE STAR

No campeonato Europeu da Classe Star que acontece em Viareggio, Itália, os brasileiros Torben Grael e Marcelo Ferreira assumiram hoje o 2º lugar da prova. Outros brasileiros também participam da prova: Lars Grael e Ronie Seifert, 12º; Gastão Brun e Gustavo Kunze, 18º; Alessandro Pascolato e Henry Boening, 24º; Robert Scheidt e Bruno Prada, 29º;  André Luiz e Samuel Gonçalves,80º e Admar Gonzaga Neto e Alexandre de Freitas, 128º. O Europeu de Star segue até dia 13 de Junho

DEU EMIRATES TEAM NA LOUIS VUITTON

A regata Louis Vuitton Tropy 2010 terminou com a equipe Emirates Team New Zealand em primeiro lugar, seguido da SYNERGY Russian Sailing Team, em segundo. Essa é a segunda vez consecutiva que o time ETNZ fica com titulo da competição. A surpresa da regata foi o segundo lugar da equipe Russa, SYNERGY Russian Sailing Team, que mostrou potencial ganhando as duas primeiras regatas e chegando muito próximo de levar o troféu para casa. Os brasileiros Torben Grael e Robert Scheidt, que competiam na equipe Luna Rossa, ficaram com a 8ª posição.

A regata Louis Vuitton Trophy é uma série de regatas match race, nos barcos que participam da America’s Cup Class. A Louis Vuitton Trophy foi organizada após o sucesso do Louis Vuitton Pacific em Auckland. Cada evento possui entre oito e dez equipes em um rodízio com duas equipes avançando para a final. Espera-se que a série se transforme no Louis Vuitton Cup durante a America’s Cup 34.

UM PAÍS ESTRANHO

O esporte a vela é o maior medalhista olímpico do Brasil, com 16 medalhas no total. Velejadores brasileiros participam das maiores competições a vela ao redor do mundo, com excelentes resultados. O brasileiro Torben Grael, maior medalhista brasileiro, no comando do barco Ericsson 4 foi campeão da última regata de volta ao mundo Volvo Ocean Race. O brasileiro Robert Scheidt bicampeão olímpico da classe laser nas olimpíadas de 1996 e 2004 e medalha de prata na olimpíada de Pequim na classe Star ao lado de Bruno Prada. Hoje esses dois verdadeiros campeões participam de mais uma grande regata do circuito mundial, a Louis Vuitton, como tripulantes do veleiro Luna Rossa e parece que ninguém se deu conta. Enquanto isso, uma seleção de futebol meia boca, com apenas um craque reconhecido e mesmo assim contundido, recebe todos os louros da nação.