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50 anos da primeira medalha olímpica da vela brasileira

50 ANOS DA PRIMEIRA MEDALHA DE VELA BRASILEIRADizem que somos um povo esquecido e somos mesmo, aliás, esquecidos e sem reconhecimento. A imagem que abre a postagem é do velejador Burkhard Cordes, que em dupla com Reinaldo Conrad conquistaram a primeira medalha olímpica da vela brasileira, nas olimpíadas da Cidade do México, em 1968. Concorrendo na classe Flying Dutchman, Cordes e Conrad ganharam a medalha de bronze e abriram o pódio para o vitorioso iatismo brasileiro, hoje com 18 pódios e 7 medalhas de ouro. Em entrevista ao jornal Estadão, Cordes, 79 anos, falou: “Eu me sinto muito orgulhoso. Afinal de contas, depois de 50 anos a medalha ainda está sendo lembrada”. Eram tempos difíceis, sem ajuda oficial, sem patrocínio, treinavam sozinhos na represa Guarapiranga, em São Paulo, e os treinos na represa foram determinantes na conquista, porque os ventos eram bem parecidos com os que sopravam em Acapulco, local das regatas. Naveguei boa parte da costa brasileira por mais de onze anos, participei de várias regatas, joguei conversa fora em inúmeras rodas de bate papo de velejadores e não lembro de ter escutado o nome dos heróis serem pronunciados, a não ser em algum registro de canto de página aqui e acolá. Será o feito lembrando daqui a 50 anos? Será assim também, registros esporádicos e brilho desbotado, com as conquistas dos Grael, do Robert Scheidt, do Bochecha, Eduardo Penido, Marcos Soares, Alexandre Welter, Lars Björkström, Daniel Adler, Ronaldo Senfft, Kiko Pelicano, Clinio de Freitas, Marcelo Ferreira, Bruno Prada, Fernanda Oliveira, Isabel Swan e tantos outros campeões? Parabéns Burkhard Cordes e Reinaldo Conrad, pela comemoração dos 50 anos de glória. Veja a matéria completa no Estadão

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Mais uma vez a vela faz bonito

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O esporte a vela no Brasil não tem necessidade de provar a ninguém a sua grandeza, porque já virou tradição ver a nossa bandeira hasteada no pódio. A vela é com folga o maior medalhista olímpico brasileiro. Nossos campeões são reconhecidos em todo o mundo e basta um velejador brazuca presente na raia para ver o desespero no rosto dos concorrentes. Somos bons mesmos e nenhum competidor duvida disso! Na imagem acima vemos o sorriso de alegria de Martine Grael e Kahena Kunze, ostentando a medalha de prata na categoria 49er FX, que na final, mesmo sem condições de lutar pelo ouro, foram marcadas a cada manobra pelas argentinas que subiram no topo do pódio. O pai de Martine, o campeoníssimo Torben Grael, diante da atitude da argentinas, chegou a falar em “lado sujo da vela olímpica”, mas sinceramente acredito que a declaração do Torden tenha sido mais um desabafo de um pai e não uma sentença. Os velejadores brasileiros subiram ao pódio em todas as classes em que dispuram no Pan-Americano 2015 e marcou o tetracampeonato da classe Pracha a Vela, com Ricardo Winicki. Parabéns velejadores e não fiquem tristes quando escutarem por ai que somos o país do futebol.