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Abertura da Rio 2016, uma festa merecida!

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Falar de beleza, grandeza, alegria, emoção, congraçamento, espírito olímpico, união entre os povos, acho que não é preciso, porque tudo já foi falado aqui e mundo afora sobre a abertura da “Nossa Olimpíadas”. Os jornais do planeta falam em encantamento, os nossos falam em magia e até o presidente do COI, Comitê Olímpico Internacional, definiu a Rio 2016 como Olimpíada a La Brasil, talvez numa alusão verdadeira sobre o jeitão alegre, divertido, as “vezes” descansados demais e extremamente humorado como nós tocamos a vida e os problemas que nos cercam. O presidente está certíssimo e foi muito feliz em definir as Olimpíadas do Rio como jogos a La Brasil, porque ontem, 05/08, mostramos ao mundo toda a maravilha maravilhosa de um povo sem igual. Podemos até não fazer bonito no pódio do cotidiano da vida, mas aposto que nossos atletas o farão, pois ninguém sai de corpo mole diante de uma cerimônia que mexeu com os brios e músculos de uma nação, porém, mesmo que não tenhamos o tão sonhado brilho do ouro, da prata e do bronze, não tem problema, pois somos e seremos sempre campeões e nossos atletas olímpicos conquistarão para a eternidade o nosso reconhecimento. Parabéns Brasil, parabéns Rio de Janeiro, parabéns planeta Terra, parabéns a todos aqueles que durante sete, longos e difíceis, anos mergulharam de cabeça para trazer o melhor e mais belo espetáculo jamais visto pelos deuses do Olimpo. E conseguiram! Parabéns, estávamos precisando mesmo de um afago na alma para levantar o astral!

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Bola fora

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Olhando a imagem do avanço do mar sobre as areias de Copacabana, ameaçando uma estrutura olímpica reservada as equipes de TV, pergunto aos meus botões: Por que danado o homem  se acha superior e mais inteligente do que a natureza?

A hora do muxoxo passou

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Em fevereiro de 2015, na postagem “Jogos Olímpicos 2016 e uma boa pergunta”, diante das lamúrias sobre a imundice despejada nas águas da Baía da Guanabara, perguntei por qual motivo as competições de iatismo não serem transferidas para a Baía de Todos os Santos. Alguns responderam que já não haveria tempo para a mudança, outros disseram que o palco era o Rio de Janeiro e não Salvador/BA, outros falaram em bairrismo e assim a lista dos comentários, escritos e em viva voz, seguiu por mais uma semana e parou por aí. Porém, na mídia e nas redes sociais as acusações e a choradeira navegaram de vento em popa. Hoje estamos diante das barbas dos deuses olímpicos e tudo continua na mesma, com lixo, esgotos, reclamações, choros, acusações e desculpas esfarrapadas para tudo quanto é lado. O que me chama atenção é que não vi nenhum velejador olímpico, de hoje e nem de ontem, pelo menos mencionar a mudança da raia para outro local. Torben Grael falou, em entrevista ao blog do Axel Grael, que “a arena foi entregue cheia de lixo”. Será que um dos nossos maiores medalhistas acreditava que seria diferente? – Eu aposto que não! Quanto a dizer que o palco Olímpico é o Rio de Janeiro e por isso todas as competições devem ser realizadas sob os olhares do Cristo Redentor, isso não me convence, pois se assim fosse, as partidas de futebol não seriam realizadas também em outros estados. Será que o deus do futebol é mais poderoso do que o deus do Olimpo? Bem, não é mais hora de choro e nem de muxoxo, agora é botar o barco na água, subir as velas e sair em busca do pódio, nem que seja para chegar com um penico enfiado na cabeça.

Marina da Glória reabre em abril

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A Marina Gloria, famosa, polêmica e instigante marina carioca, voltará a funcionar no mês de abril, pelo menos é o que anuncia a BR Marinas, concessionária do empreendimento. O espaço passa por ampla reforma e, depois de muito bate boca e negociações, perderá suas cercas e voltará a ser interligada ao Parque do Flamengo. A espaço será o porto seguro das embarcações competidoras da Olimpíadas Rio 2016. Veja cobertura completa no site: OGlobo/Globo.com 

Multicascos podem voltar as Olimpíadas

Com os votos de 84% dos membros da comissão de eventos da Isaf os multicascos podem começar a sonhar novamente com as Olimpíadas. Essa decisão é apenas uma preparação para a velejada olímpica, mas já tem muita gente comemorando. O resultado final deve sair ainda esta semana depois da reunião anual da Isaf que acontece na Grécia.

Torben pede mais técnica a cartolagem

Torben Grael O velejador Torben Grael deu entrevista ao The Daily Sail, site especializado em notícias náuticas, sobre as novas regras para as olimpíadas e que foram determinadas pela Isaf. Torden critica o modelo de escolha das classes através do voto, coisa que apenas beneficia os países mais ricos e também a exclusão dos multicasco dos jogos olímpicos.

“Nós precisamos de estabilidade para que a Vela cresça. Se você faz mudanças, elas precisam ser para daqui a duas olimpíadas, não para a próxima. Caso contrário, você só favorece os países ricos e fica cada vez mais difícil para quem não tem muito dinheiro. Os barcos da classe Europa e os Ynglings viraram lixo agora. Isso mata a classe. A Europa era uma classe bacana antes de se tornar olímpica, mas depois que ela foi tirada dos jogos, ela morreu. Eles [a Isaf] precisam ser mais cuidadosos com isso. A decisão sobre as classes virou uma coisa muito política. Deveria ser mais técnica do que política. Se você decidir apenas pelos votos, você sempre vai ter barcos muito simples e isso não é o que as Olimpíadas deveriam ser”

 “Tirar os multicascos não faz nenhum sentido para mim. Por outro lado, você tem dois veleiros com bolina e trapézio que são basicamente a mesma coisa: o 470 e o 49er. Um é mais moderno que o outro, mas eles são o mesmo tipo de barco. Assim como o Laser e o Finn. Não tem nenhuma vantagem para a Vela manter barcos iguais e tirar outros que representam uma enorme parte da Vela, que é o caso dos multicascos”

O velejador esta no Brasil se preparando para a semana de vela de Ilhabela onde vai competir a bordo de um novíssimo S40.

UM PAÍS ESTRANHO

O esporte a vela é o maior medalhista olímpico do Brasil, com 16 medalhas no total. Velejadores brasileiros participam das maiores competições a vela ao redor do mundo, com excelentes resultados. O brasileiro Torben Grael, maior medalhista brasileiro, no comando do barco Ericsson 4 foi campeão da última regata de volta ao mundo Volvo Ocean Race. O brasileiro Robert Scheidt bicampeão olímpico da classe laser nas olimpíadas de 1996 e 2004 e medalha de prata na olimpíada de Pequim na classe Star ao lado de Bruno Prada. Hoje esses dois verdadeiros campeões participam de mais uma grande regata do circuito mundial, a Louis Vuitton, como tripulantes do veleiro Luna Rossa e parece que ninguém se deu conta. Enquanto isso, uma seleção de futebol meia boca, com apenas um craque reconhecido e mesmo assim contundido, recebe todos os louros da nação.