Arquivo da tag: vida de velejador

Mais uma visita surpresa

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Essa semana recebemos mais uma visita surpresa a bordo do Avoante, dessa vez foi o amigo, velejador e skipper Joca Lima que estava chegando em Salvador/BA no comando de um super veleiro e ligou querendo saber onde estávamos. Ele deixou o veleiro na capital baiana e pegou um Ferry Boat para vir nos visitar em Itaparica, junto com o tripulante Ivan. Foi uma visita super rápida, mas deu para colocar os assuntos em dia e dar boas risadas. Grande Joca

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Vinho com sabor especial

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É sabido que velejador adora uma cervejinha bem gelada, mas também, não dispensa um bom vinho nos encontros de bate papos, no aconchego da cabine ou no  frescor do cockpit de um veleiro. Na adega do Avoante, os vinhos tem lugar de destaque e nunca falta. Dia desses um amigos nos presenteou com essa garrafa e para ser sincero eu nem atentei para o rótulo. Numa dessas noites de bate papo no cockpit, com o Avoante ancorado na bela enseada em frente ao Aratu Iate Clube, abri a garrafa do tinto português e me vi envolvido na emoção de estar bebendo um vinho cuja garrafa homenageava o grande e inesquecível potiguar Luíz da Câmara Cascudo.

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A caricatura do nosso maior historiador e folclorista estava lá, estampada e nos fazendo companhia naquela noite sobre o mar da Bahia. Mar que banhou Amado, Caymmi, Castro Alves e tantos outros baianos que fizeram das letras e da arte a razão maior de suas vidas. O vinho era um Quinta do Portal, que você pode até achar que não é dos melhores, mas para mim, que não conheço nada de vinhos, ele teve sabor especial.

Pense numa vida boa

Se você acha que a vida de velejador de regata é fácil, então tente dar risadas num momento como esse. E ainda dizem que em catamarã não tem que fazer peso nas bordas!

Ajustando as velas

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Se você acha que morar a bordo de um veleiro é viver a vida apenas olhando o vento, o mar, se intitular blogueiro e passar a contar histórias a torto e a direito, você pode até ter suas razões para pensar assim, mas a coisa não é bem como você imagina. Eu mesmo ultimamente ando meio sem tempo. Pode rir, porque essa é a mais pura verdade. Se bem que, essa falta de tempo eu mesmo saio procurando por ai. Aqui nesse blog tenho andado atropelado para dar conta de todos os assuntos que queria postar, pois os “compromissos sociais” estão a cada dia se multiplicando e o Avoante ainda está passando por uma grande manutenção. Quando isso acontece, a nossa capacidade criativa para escrever fica relacionada ao medidor etílico e ao cansaço, mas mesmo assim vou a luta e aprumo as velas para o dia seguinte. O problema é que os assuntos vão se acumulando e quando vejo, o arquivo está lotado. Todo esse blá blá blá é apenas para dizer que vou, mais uma vez, me prometer a trabalhar com afinco para deixar você atualizado do cotidiano e das notícias que navegam diante dessa nossa vida de cruzeirista de carteirinha. Assuntos não faltam, alguns deles recheados de doses de humor, outros saborosos como um “Osso de Dinossauro” servido no afamado Bar do Cobra Choca, nas vielas de um humilde bairro da capital potiguar. Tem ainda a nossa visita a um grande navio de guerra com a tripulação armada até os dentes e mais um oceano de coisas trazidas pela força dos ventos e correntes marinhas. Agora vou ajustar as velas e colocar o barco para navegar entre letras, fotos e causos.   

Vida de Velejador

 

angra dos veleiros Levar vida de velejador é muito bom, mais requer boas doses de paciência, tranquilidade, boa vontade, perseverança, desprendimento e umas cervejinhas geladas para variar.

A palavra economia é a primeira do dicionário do velejador. É através dela, que tiramos boa parte da inspiração para levar essa vida meio nômade.

Num veleiro, temos que mudar quase todos os conceitos que estamos acostumados em terra. Tudo tem que ser regrado, pesado e medido. E a água é um dos itens que recebe maior atenção. Ficar sem água é um problema e saber dosar, o gasto, é uma das tarefas principais.

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