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Baixa mar desvenda naufrágio em Santos

g0024093A baixa mar em Santos/SP, desencavou os destroços de um barco que os pesquisadores apostam ser de um veleiro inglês que naufragou em 1895. A cena chamou atenção dos passantes, serviu de furo fotográfico nas redes sociais Brasil afora e acendeu a chama da curiosidade em arqueólogos e historiadores de além-mar. 

gloria O achado se deu na Praia do Embaré e segundo a prefeitura, o barco tinha 50 metros de comprimento e 12 de largura. Os pesquisadores reviraram bibliotecas e museus em busca de notícias achando se tratar do Vapor Glória, que naufragou em 1909, mas a hipótese foi descartada, pois o acidente se deu em outro local. Pela notícia de um periódico da época, acredita-se que os destroços seja do veleiro inglês Kestrel, que devido um mau tempo, arrastou a âncora e mesmo com a ajuda de um rebocador, não conseguiu escapar do encalhe. O mar e seus segredos!   

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Veleiro naufraga próximo à Fernando de Noronha

Um veleiro de bandeira francesa que navegava de Cabo Verde em direção a Salvador/BA naufragou próximo a Ilha de Fernando de Noronha na semana passada, a bordo estava apenas o casal Henry e Danilla Baudou. Segundo relatos do próprio Henry, na noite do dia 07/03 o veleiro se chocou com alguma coisa no mar, que eles não puderam definir o que era, que abriu um buraco no casco. Veja abaixo a matéria completa que copiei do popa.com.br:

Um naufrágio com final feliz movimentou Fernando de Noronha nesse final de semana. O piloto de avião aposentado, o francês Henry Baudou, e a esposa Danilla Baudou saíram de Cabo Verde, na África, no dia 26 de fevereiro, com destino a Salvador, mas um choque com um objeto não-identificado fez o casal desviar a rota e chegar até a Ilha. 
O acidente aconteceu depois de dez noites no mar, quando eles estavam dormindo. Por volta da meia-noite, uma forte pancada no casco projetou os dois para frente. Henry e Daniella tentaram ver o que tinha acontecido com o veleiro, mas não conseguiram, estava muito escuro. 
Nos fundos, dentro do barco, eles encontraram alguns buracos e rachaduras que permitiam a entrada de água. O casal usou roupas e outros objetos para tentar fechar as aberturas e impedir que a água continuasse entrando. Mudaram a rota e com a ajuda de um aparelho GPS, vela e motor seguiram em direção a Fernando de Noronha – que a 40 milhas, cerca de 70 quilômetros de distância, era o ponto mais próximo. 
Aos poucos a água foi comprometendo a navegação. Danificou o sistema elétrico e antes que o veleiro afundasse, os dois conseguiram preparar os barcos salva-vidas (um Dingue com motor e um bote inflável) e colocar alguns objetos pessoais, equipamentos de segurança, além de comida e combustível. Henry guiou por 18 horas até chegar ao Porto de Santo Antônio, por volta das 22h30 da noite da última quinta-feira (08.03). 
O casal recebeu ajuda de alguns moradores da Ilha que acionaram o Corpo de Bombeiros para atendimento e se solidarizaram com a situação dos estrangeiros, oferecendo abrigo e alimentação. 
Henry e Daniella seguiram para Natal, de onde seguem de volta para a França. Apesar do trauma, eles não desistiram de velejar. “Certamente não, nós amamos isso”, disse o ex-piloto. 
Aposentadoria – A viagem do casal estava sendo preparada há dois anos. A idéia era aproveitar a aposentadoria recém-chegada e curtir a vida, conhecendo diferentes portos do mundo. Eles venderam casa e carro e investiram no veleiro “Sloop”, de 13 metros de comprimento. Henry lamenta o acidente, mas diz que a perda material não foi a prioridade para o casal. “No momento eu só pensava em manter a calma para poder pensar e saber fazer tudo certinho para tirar minha mulher e eu com vida de lá. Conseguimos e chegamos neste lugar cheio de solidariedade. Somos muito gratos a todos”, concluiu o francês.
Fonte: ilhadenoronha.com.br
Colaboração: Edison Lima / Veleiro Trilha RJ