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Belov, o navegador irrequieto

DCIM\102GOPROO navegador Aleixo Belov é um cara, como se diz na Bahia, retado, basta dar uma olhada em seu currículo de empresário ou ler os livros de suas quatro voltas ao mundo em um veleiro, três delas em solitário, e uma navegada até a Antártida, para ver que estamos diante de um ser irrequieto e com a cabeça funcionando a mil por hora. Belov é uma figura! Certa vez cruzei com ele no píer do Aratu Iate Clube e depois em bate papo apressado e direto, pois com ele tem que ser assim, perguntei quando sairia a quinta volta ao mundo. Ele me puxou pelo braço, para bem próximo, e respondeu: – Por que quer saber da minha próxima? Faça a sua! Disse isso e me abraçou com um sorriso largo. Aleixo Belov, um ucraniano mais brasileiro impossível, escreve sua história nas águas dos oceanos do mundo com as tintas do sucesso, porém, o faz de um modo tão peculiar, especial e recatado que o mundo náutico somente toma conhecimento de seus projetos quando ele já está com a cara no vento ou quando está no rumo de volta. Pois bem, o navegar irrequieto, em pleno gozo dos seus 74 anos, está nesse momento nas águas do Pacífico, a bordo do veleiro Fraternidade, com o rumo traçado para o Alasca, onde pretende passar uns dias de frio e retornar ao Brasil todo faceiro para acrescentar mais uma volta ao mundo em sua biografia, pois o caminho de ida e volta é longo que só vendo. A viagem teve início em 03 de dezembro de 2016 e a pretensão é chegar ao Alasca em julho ou agosto deste ano. 

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Noite de autógrafos de Aleixo Belov

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Foi um evento bonito o lançamento do livro O Veleiro Escola Fraternidade na Antártida, do navegador Aleixo Belov, na noite de Terça-Feira, 16/12, no Yatch Clube da Bahia. Ambientação bem decorada com fotos da viagem, vídeos e alguns equipamentos usados a bordo, aliado a uma iluminação que lembrava as geleiras, deram um tom especial ao evento. O navegador/escritor, distribuiu autógrafos em uma mesa com algumas peças de decoração do veleiro e tendo ao fundo quadros que fazem parte do acervo de bordo.

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Alguns velejadores se fizeram presente, mas senti falta de muito mais, e fiquei admirado com a grande quantidade de pessoas que prestigiaram o lançamento, pois Aleixo Belov tem uma história de importância para o mundo náutico brasileiro e merece a reverência. O livro é bem escrito, em formato de diário de bordo, contando detalhes do dia a dia da viagem, seus tripulantes, angústias, medos e a preocupação com o sucesso da viagem que esteve muito perto de ser adiada. Mais um livro que não pode faltar na biblioteca daqueles que amam o mar.   

Aleixo Belov lança mais um livro

Aleixo Belov

O navegador Aleixo Belov, o ucraniano mais baiano do mundo, lança na próxima Terça-Feira, 16/12, a partir das 18 horas na sede do Yatch Clube da Bahia, mais um livro de sua autoria. Dessa vez ele narra a viagem que fez a bordo do veleiro Fraternidade pelo continente gelado da Antártida no final de 2013 e começo de 2014. Foram 150 dias de navegação e no livro, O Veleiro escola Fraternidade na Antártida, Belov fala dos desafios e da alegria de mais um sonho realizado. Em 1981 Aleixo Belov recebeu um diploma da Marinha do Brasil, por ter sido o primeiro velejador solitário a concluir a volta ao mundo em um barco com bandeira brasileira, o veleiro Três Marias. Veleiro em que repetiu a façanhas duas vezes. Aleixo já realizou quatro voltas ao mundo e tem muita história para contar.  

Lobos do mar

Belov em Natal Num encontro que tive recentemente no Aratu Iate Clube/BA com o lobo do mar Aleixo Belov, fui presenteado com três livros contando a história da viagem do veleiro Fraternidade, mas com uma condição: Que um dos livros fosse enviado ao amigo e velejador Erico Amorim das Virgens, outro não menos famoso lobo do mar e que tenho a alegria de compartilhar a amizade. Érico é um poço sem fim de histórias, contos, causos dos oceanos e seu arquivo fotográfico é uma riqueza. Como podemos ver nesse registro da passagem de Aleixo, em 1986, pelo Iate Clube do Natal. Aleixo, o presente foi entregue e nessas alturas já deve ter sido lido, relido e valorizando ainda mais a biblioteca náutica do grande comandante potiguar.