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Tem novo tubarão no pedaço

untitledCerta vez, em conversa embaixo do sombreiro de uma cabaninha de palha a beira do mar, ouvi de um velho pescador que  o homem não conhecia nem a metade das espécies que habitam o fundo dos oceanos e que ele mesmo já tinha visto tanta criatura esquisita que nem dava conta de contar. Levei aquilo como mais uma estória de pescador, mas em todo caso, para não perder a pareia do bate papo, fiz cara de acreditador e assim, a conversa prosseguiu alinhada. Mas a verdade, verdadeira, é que a ciência não cansa de procurar e anunciar novas espécies marinhas e dessa vez a novidade vem das profundezas das águas territoriais brazucas, com a descoberta de uma nova espécie de tubarão, batizado cientificamente por Parmaturus angelae, mas, sinceramente, se me pedissem para batizar o bichano eu iria chamar de lambioia gilmalógino. Pense num bicho feio e asqueroso! Pois bem, dois exemplares do gilmalógino, ou melhor, Parmaturus, foram capturadas no mar do Rio de Janeiro e Santa Catarina, em profundidade de mais de 500 metros e, segundo o site da UNIVALI, tem as seguintes características: “…origem da primeira barbatana dorsal anterior à barbatana pélvica, presença de crista caudal superior e inferior bem desenvolvida, dentículos laterais em forma de lágrima e falta de cúspides laterais, dentículos uniformemente espaçados e contagens vertebrais. A referida espécie é a segunda espécie do gênero relatada no Oceano Atlântico e apenas a terceira espécie fora da região do Indo-Oeste do Pacífico”. Os cientistas apostam na captura de novos exemplares para aprofundar os estudos, mas em todo caso, fico com palavra do velho pescador: O fundo do mar é segredoso!

Era uma vez um tubarão…

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O filme Tubarão e aquela musiquinha angustiante e fantasmagórica se tornou um marco na vida de muitos amantes do mar, porque quem tinha medo ficou com mais medo ainda e quem não tinha, passou a olhar para os lados e observar atentamente na cata de uma barbatanazinha antes de dar um mergulhinho despreocupado, mas com certeza o Steven Spielberg, diretor do filme, queria mesmo amedrontar os desavisados e quando criou o monstro cinematográfico estava pensando no  megalodon, o maior tubarão que já existiu nos mares, e segundo os últimos estudos científicos, dono de uma mordida com força superior ao dinossauro Tiranossauro Rex, outro mostro impiedoso. O megalodon tinha em média 18 metros de comprimento e reinou nos oceanos por mais de 14 milhões de anos, porém, desapareceram repentinamente há aproximadamente 2,6 milhões anos, e, novamente, segundo os estudiosos, a espécie morreu de fome. Os monstros se alimentavam de baleias anãs, que viviam em região de águas mais aquecidas, mas devido o resfriamento dos oceanos os baleotes não se adaptaram e morreram. Os megalodons, então, migraram para os oceanos gelados, mas não conseguiam caçar baleias maiores e assim sucumbiram diante da fome. Porém, tudo ainda são teorias, os estudos avançam nesse sentido e a ciência não para. – Taí um assunto para uma boa dose de bate papo diante do mar de verão! Fonte: Exame.com/ciência   

O tubarão híbrido

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Quanto mais nós humanos usamos nossa incrível capacidade destruidora, mais a natureza demonstra seu poder descomunal e regente de se recriar. A notícia que deu o mote para essas mal traçadas linhas é, para esses tempos internéticos e ligeiros, antiga, porque data do ano cristão enumerado de 2012. A prosa vem das páginas virtuais da revista Veja e trata de uma das mais inclementes, talvez a maior, fera dos sete mares, o Tubarão. O monstro marinho que faz tremer até o mais corajoso dos homens – e não me venha com onda de valente dizendo que não tem medo desse bichano de dentadura mais afiada do que navalha de malandro – tem se apresentado a cada dia mais cabuloso e ameaçador. O litoral brasileiro é bem habitado por tubarões, mas em alguns lugares, como o litoral pernambucano, eles são os donos do pedaço. Até em Fernando de Noronha, onde os tubas são atrações festejadas por agências de turismos e visitantes, e que se afirmava até dias desses serem “domesticados”, a fera já provou que está pronta para qualquer parada. Pois bem: Em 2012 cientistas australianos anunciaram a descoberta dos primeiros tubarões híbridos da espécie ponta-negra e segundo os estudos, a descoberta tem implicação direta na vida marinha dos oceanos. O ponta-negra australiano vive nas águas tropicais e os híbridos se adaptam bem em águas mais frias. Os tubarões híbridos já representam 20% da população dos tubarões-de-ponta-negra, mas o que chama atenção é que a população da espécie original não diminuiu. O assunto dos tubarões australianos me chamou atenção porque ao ler o livro Mar Morto, que comentei em uma postagem recente, notei em várias passagens o autor, Jorge Amado, fazer alusão aos tubarões que atacavam náufragos e aterrorizavam saveiristas dentro da Baía de Todos os Santos, mas em minhas andanças pelas águas dos Orixás não vi esse temor. Recentemente ocorreu um ataque de tubarão em uma praia próximo ao bairro da Calçada, na capital baiana, e alguns tubarões foram capturados em Madre de Deus e nada mais. Será que os tubarões de Mar Morto eram também personagens fictícios da escrita privilegiada de Amado? Será que os tubarões brasileiros já se tornaram híbridos? E em como anda a população de tubarões nesses tempos difíceis? Será que tem tubarão híbrido no Brasil? Dizem que a Polícia Federal tem pescado alguns bem nutridos. Em Pernambuco os tubarões parece que deram uma trégua. Será por causa da crise? E antes que alguém pergunte vou responder: – Nunca dei de cara com a fera em minhas velejadas.   

História de tubarão

tubarão tigre

Essa história eu pesquei do site Popa.com.br, que já pescou do site da revista Veja, e ocorreu em dezembro de 2015. É um caso fatal ocorrido no mar do Caribe e de grande infortúnio para um tripulante venezuelano. O barco em que estava o venezuelano naufragou na costa de Aruba, matando duas pessoas que ficaram presas em seu interior, e a guarda costeira foi acionada para resgatar os cinco tripulantes sobreviventes. Enquanto o helicóptero sobrevoava o local e um socorrista descia em uma corda para resgatar um dos sobreviventes que estava agarrado a uma boia, um tubarão tigre surgiu de repente e atacou. O náufrago ainda chegou a ser resgatado, mas não sobreviveu aos ferimentos.  “Foi uma inacreditável história de azar”, resumiu Roderick Gouverneur, porta-voz da equipe de salvamento. O acidente aconteceu um dia depois que um turista paranaense foi atacado por um tubarão na Ilha de Fernando de Noronha/PE enquanto fazia mergulho snorkel na praia de Sueste e perdeu a mão e parte do antebraço direito.  O tubarão-tigre, também conhecido por cação Jaguara ou tintureiro, é um predador agressivo dos mares tropical e sub-tropical e muito comum no nordeste brasileiro, chegando a medir 6 metros de comprimento. Ele está em terceiro lugar nos casos fatais de ataques de tubarão ao ser humano. Certa vez, na praia de Enxú Queimado – litoral norte do Rio Grande do Norte – um pescador pulou na água e se agarrou com uma fera dessas depois de atirar com a espingarda de mergulho e o bicho tentar fugir com o arpão novinho em folha. A briga foi feia e o pescador saiu ganhando, todo arranhado, mas saiu. O tubarão foi para as cucuias e o pescador, que se chama Zé Mago, até hoje conta a história. Fontes: popa.com.br; revista veja, wikipédia.

Peixe-Remo

peixe remo

O mar e assim mesmo, quanto mais a gente navega por ai, mas se convence que não conhece muita coisa sobre ele e muito menos das criaturas que habitam suas profundezas. Há mais de uma década vivo sobre o mar e há mais de vinte anos frequento a praia de Enxú Queimado, uma movimentada colônia de pecadores no litoral do Rio Grande do Norte, mas confesso que nunca ouvi falar desse monstrengo que aparece na imagem ao lado de duas pesquisadoras. Sei que muita gente sabe tudo sobre ele e eu até admiro, mas juro que nunca ouvi falar desse tal Peixe-Remo. O nome científico da criatura é Regalecus glesne, mas como chamar um palavrão desses é complicado, a turma deu um monte de apelido para ele: peixe-remo, regaleco, relangueiro, rei dos arenques e por ai segue a lista. Os homens da ciência dizem que o regaleco vive nas profundezas entre os 20 e 1.000 metros e que é um peixe dos mares tropicais. Esse que pousou para foto mortinho da silva, foi encontrado na praia de Santa Catalina, Califórnia (EUA), e mede 5,18 metros. Os pesquisadores afirmam que o peixe-remo é uma espécie em extinção e não sabem precisar quantos ainda nadam por ai. Outros exemplares foram encontrados nos mares dos EUA e no Golfo do México em anos passados e todos variando entre 3 e 5,40 metros. Antes de ser conhecer alguma sobre o regaleco, acreditava-se que era uma espécie de monstro-marinho e o bicho já botou muito mergulhador para nadar mais rápido do que torpedo e chegar na flor d’água com os bofes de fora. Mais dizem que o bicho é feio, mas é manso. Quem adora se servir de um peixe-remo ao ponto é o danado do tubarão, que é o seu principal predador. Estava navegando nas águas mansas da internet, quando dei um bordo em direção ao site Globo.com, e dei de cara com esse peixinho feioso. O restante fui saber no Wikipédia

Marinha do Brasil resgata velejador atacado por tubarões

NAPA MACAU

A Marinha do Brasil, através do comando do 3º Distrito Naval, realizou o resgate na noite de 30 de Janeiro, de um tripulante do veleiro Ad Infinitum, de bandeira não informada, depois que a embarcação foi atacada por um cardume de tubarões a 1.000 quilômetros do litoral do Rio Grande do Norte. O Navio-Patrulha Macau, sediado na Base Naval de Natal, foi deslocado para o local e recebeu apoio de um helicóptero sediado em Salvador/BA. Na tarde do dia 28 a Marinha recebeu aviso da Guarda Costeira da Holanda, que o veleiro, com um tripulante, havia emitido sinal de socorro. O tripulante, identificado como Ebrahim Hemmatnia, relatou que a embarcação foi atacada por um cardume de tubarões, provocando avarias no leme e escotilha, deixando-a à deriva. O Navio-Patrulha Macau realizou contato com o  barco de pesca “OULED SI MOHAND”, da empresa “Europesca”, que se encontrava próximo ao veleiro, e este resgatou o tripulante, prestando apoio até a chegada do Navio-Patrulha. Fonte: Tribuna do Norte   

Pense num bicho feio da peste!

tubarão pré-históricoEsse bicho com cara de mau é um raro Tubarão Cobra, que segundo os entendidos do mundo da bicholândia, ou peixolândia, pode ser chamada também de fóssio vivo, foi capturado nas água do sudeste da Austrália. As notícias que navegam nos mares da internet dão conta que pescadores fisgaram o feioso enquanto ele nadava em profundidade de 700 metros, mas a fera gosta mesmo é de nadar em águas mais profundas, abaixo de 1.200 metros. Dizem que ele tem cerca de 300 dentes divididos em 25 fileiras e que a espécie tem mais de 80 milhões de anos. Tem coisas em meio ao oceano internético que deixa a gente com cara de São Tomé, aquele que só acreditava quando via, mas a notícia está no ar, é interessante e é boa para ser papeada embaixo das sombras energizadas do verão, acompanhada de uma cachacinha com caju. Dou por visto o medo de um mergulhador quando encontrar uma criatura dessas embaixo d’água. Fonte: UOL Notícias meio ambiente