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Um Sábado no cockpit

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Sábado passado, 21/04, acordei com a melhor das intenções para estudar para a prova de Capitão Amador que acontece está semana. Sabendo que a prova está a cada ano mais difícil, inclusive aumentando o degrau para a navegação astronômica e todo o seu saudosismo, queria mandar ver nos estudos. Até que comecei bem o dia, espalhando todas as apostilas e livros pela mesa de bordo, mas como o Avoante é igual a coração de mãe, e sempre cabe mais um, o que seria um dia de estudos virou uma prazerosa reunião de amigos no cockpit. Primeiro chegou o potiguar/alagoano Eugênio com muita história para contar sobre a 1ª expedição náutica alagoana até as ilhas orientais brasileiras Trindade e Martim Vaz, organizada e cumprida por ele a bordo do veleiro Anakena. A expedição do Anakena foi tão sensacional e proveitosa que Eugênio já marcou o retorno a Trindade para o mês de Janeiro de 2013. O Sábado no Avoante foi seguindo seu curso na história e novos amigos foram se engajando ao conforto do cockpit, regado a umas cervejinhas geladas já que ninguém é de ferro. Chegou o casal alto astral Antônio/Rosângela, o fera do mergulho Afonso Melo, o casal velejador Noronha/Welshe e para fechar a tripulação do Sábado no cockpit chegou o casal Airton Galvão/Cândida e as filhas Marina e Antônia (ainda de colo).  Da expedição alagoana a conversa variou  para causos hilários, assuntos do dia a dia, muitas risadas e terminou num delicioso peixe ofertado pelo David, comandante da lancha Miss Mares 38, que acabava de chegar da pescaria. E os estudos? Sei não, mas acho que a prova vai ser pesada!   

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O Anakena aportou em Maceió

Para quem estava acompanhando a aventura do veleiro Anakena, na primeira travessia Maceió/Ilha de Trindade, nada melhor do que ler o relato do comandate Eugenio Vilar contando um pouco de como foi a viagem.

Prezados amigos,

Hoje, por volta das 09:30h, chegamos de volta a Maceió, dia 06/02/2012.

Saimos da Ilha da Trindade na última terça-feira, as 15:00h, dia 31/01/2012.
Como estavamos com algumas avarias no veleiro não pudemos utilizar a genoa (a fixação do cabo de aço que segura o gurupés estava se soltando da proa (bombordo), o que não deveria ocorrer.
Também não utilizamos a vela grande em cima, sempre no segundo rizo pois os cabos estavam poindo e se partindo. A adriça da grande se partiu duas vezes e o amantilho uma.
No segundo rompimento da adriça da grande o cabo entrou no mastro e o perdemos. Uzamos o amantilho como adriça e a adriça do balão como amantilho (o cabo do amantilho é um pouco mais grosso que o da adriça do balão.

Na ida foram 7 dias para chegar a Trindade com vento forte e sempre contrário.

Andamos sempre no limite da orça com ventos de até 35 nós e muita chuva.
Na volta tivemos vento leste, sempre favorável e que quase não passou dos 20 nós.
Mesmo assim levamos quase 6 dias para a travessia de retorno.
Na nossa chegada na Ilha da Trindade fomos recepciionados por todos os militares e pesquisadores com um grande “churrasco” de peixes variados;
Almoçamos mais dois dias na casa do comando a convite do Comandante do POIT, o Capitao de Fragata Leonardo.
Nossa tripulação, no terceiro almoço a nos oferecido, dia 31/01/2012, antes de levantarmos os ferros para a volta, foi homenageadq pelo Comandante Leonardo, pelo Imediato Fernando e pelo Ofícial Médico Rodrigo.
Cada tripulante recebeu um porta lápis feito da madeira Columbrina.
Recebi também uma lembraça feita em Columbrina, com os seguintes dizeres “Ao veleiro Anakena, uma lembrança do Posto Oceanográfico da Ilha da Trindade (POIT), em 31/01/2012.
Columbrina era a árvore mais abundante da Ilha da Trindade e que não existe mais. Os pedaços dessa madeira só são encontrados nos altos picos da ilha.
É uma madeira que resiste ao tempo, dai não termos a menor idéia de quantos anos esses pedaços de columbrinas tem.
Nossa travessia foi um pouco dura na ida. Mesmo assim, uma travessia de 750 milhas náuticas deixa muitas lembranças boas.
Eu fui o primeiro a ver a ilha da Trindade quando assumi meu turno no dia 27/01 as 04:00h.
A emoção de ver a ilha pela primeira vez é indescritível.
Abraços a todos.

Eugênio Lisboa Vilar de Melo Júnior

Capitão Amador, Comandante do Veleiro Anakena